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Ética para um Jovem

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by

João Campos

on 27 May 2014

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Transcript of Ética para um Jovem

FILOSOFIA - 10º ANO Ética para um Jovem Introdução Conclusão Abordagem do tema
Perguntas iniciais
Informações acerca da obra e do autor Ética
Liberdade
Igualdade Exploração dos Temas Respostas às perguntas iniciais
Reflexão acerca do trabalho
Referências Abordagem ao Tema Para fazer este trabalho baseámo-nos no livro "Ética para um Jovem", de Fernando Savater, sendo que todas as citações aqui presentes extraídas do mesmo, tendo sido feitas algumas alterações para permitir a apresentação das mesmas sem sobrecarregar o trabalho com informações desnecessárias. Como a obra ainda é algo extensa optámos por apenas abordar alguns temas mais importantes, permitindo uma análise mais detalhada dos mesmos.
Completámos esta apresentação com excertos da obra, na qual são dados vários exemplos de situações concretas do quotidiano onde os nossos valores éticos estão em questão. Ética Numa palavra, entre todos os saberes possíveis existe pelo menos um que é imprescindível: o de que certas coisas nos convêm e outras não. Não nos convêm certos alimentos nem nos convêm certos comportamentos - se quisermos continuar a viver. Em todo o caso, nem sempre as coisas são tão simples: sob certos aspetos são boas, mas sob outros aspetos são más: convêm-nos e, ao mesmo tempo, não nos convêm.

A ética não trata de como nos devemos alimentar melhor ou de qual é a maneira mais recomendável de nos protegermos do frio ou de como procedermos para passar um rio a vau evitando afogar-nos; mas o que interessa à ética, o que constitui a sua especialidade, é como viver bem a vida humana. Se não soubermos como arranjar-nos para sobreviver frente aos perigos naturais, perderemos a vida, o que é, de certeza, muito aborrecido; mas se não fizermos ideia do que seja a ética, o que perderemos e desperdiçaremos será a humanidade da nossa vida. Por exemplo... Será melhor dizer ao doente que sofre de um cancro incurável, a verdade sobre o seu estado, ou deveremos enganá-lo, a fim de que ele passe sem angústia as suas últimas horas?
Brigar com os outros é normalmente inconveniente, mas deveremos por isso consentir que violem diante de nós uma rapariga sem intervirmos, só para não nos metermos em sarilhos?

Aquele que diz sempre a verdade - aconteça o que acontecer - costuma ter problemas com toda a gente; e quem intervém como o Indiana Jones para salvar a rapariga atacada é mais provável que fique com a cabeça partida do que se continuasse a assobiar no seu caminho para casa. Então, o que fazer? Saber viver não é lá muito fácil porque existem diversos critérios opostos em relação ao que devemos fazer. Em matemáticas ou geografia os sábios estão quase sempre de acordo quanto ao fundamental. Quando se trata de viver, em contrapartida, as opiniões estão muito longe de serem unânimes. Alguns afirmam que viver para os outros é o que há de mais nobre e outros dizem que o mais útil é fazer com que os outros vivam para nós.

Antes do mais, para se evitar a imbecilidade moral é preciso esforçarmo-nos ao máximo por aprender, sendo que o contrário de se ser moralmente imbecil é ter-se consciência. Mas a consciência não é algo que nos saia num sorteio ou nos caia do céu. Perguntas Iniciais Consciência a) Saber que nem tudo vem a dar no mesmo porque queremos realmente viver e, além disso, viver bem, humanamente bem.
b) Estarmos dispostos a prestar atenção para vermos se aquilo que fazemos corresponde ou não ao que deveras queremos.
c) À base da prática, irmos desenvolvendo o bom gosto moral, de tal modo que haja certas coisas que nos repugne espontaneamente fazer (por exemplo, termos "nojo" de mentir como termos em geral nojo de urinar na terrina da sopa que vamos comer a seguir).
d) Renunciarmos a procurar argumentos que dissimulem o facto de sermos livres e portanto razoavelmente responsáveis pelas consequências dos nossos atos. Respostas às perguntas iniciais O que é a ética?
Embora as definições variem de autor para autor, nós consideramos que a ética pode ser vista como a parte da filosofia dedicada à reflexão acerca da validade das ações, baseando-se na razão.

O que a torna única?
O facto de estudar como "viver bem" a nossa existência em comunidade.

Porque a devemos estudar?
Devemos estudá-la pois este é o ramo da Filosofia que nos permite saber quais são as atitudes corretas a ter face aos problemas socioculturais que enfrentamos diariamente.

De que depende?
Fazermos uso da ética apenas depende de nós próprios. Desde que estejamos dispostos a aprender e a "educar" a nossa consciência, fazendo uso da nossa liberdade de escolha e seremos capazes de tomar as decisões eticamente corretas. Respostas às perguntas iniciais O que é a liberdade?
A liberdade é a ausência de submissão, servidão e de determinação, ou seja, liberdade é a independência do ser humano.

O que é o livre-arbítrio?
O livre arbítrio é a capacidade de tomar decisões por nós próprios sem ter constrangimentos à liberdade. Respostas às perguntas iniciais Somos todos iguais? Porquê?
Sim, porque, no fundo, todos nós precisamos de um dos outros para viver humanamente.

As ações de uma pessoa, se moralmente erradas, não a tornam inferior?
Não, pois quem se comporta de uma maneira pouco recomendável não deixa de ser um ser humano, e quem se transforma em algo detestável pode transformar-se de novo num ser humano. Reflexão acerca do trabalho No geral, adquirimos mais alguns conhecimentos acerca dos temas abordados no livro. Apesar de não nos termos tornado peritos em nenhuma das áreas, até porque esse não era o objetivo do autor quando escreveu o livro, mas compreendemos os conceitos básicos explicados na obra, tendo adquirido as bases sobre as quais podemos alicerçar o que aprendermos sobre a ética, no futuro.






"Considero mais valente alguém que supere os seus impulsos do que aquele que conquista os seus inimigos, pois a vitória mais árdua é sobre nós próprios." -Aristóteles O que é a ética?
O que a torna única?
Porque a devemos estudar?
De que depende?

O que é a liberdade?
O que é o livre-arbítrio?

Somos todos iguais? Porquê?
As ações de uma pessoa, se moralmente erradas, não a tornam inferior? Informações acerca da obra e do autor Na obra que serviu de base para este trabalho, "Ética para um Jovem", é narrada a forma como um pai tenta transmitir ao seu filho alguns conceitos relacionados com ética, liberdade e igualdade, recorrendo sempre a uma linguagem informal, clara e imaginativa.

Logo no princípio do livro, Savater faz um "aviso antipedagógico" advertindo que este livro não é um manual de ética e que não contém informação sobre os autores mais destacados e os movimentos mais importantes da teoria moral ao longo da história, sendo que o seu objetivo não é fabricar cidadãos bem pensantes, mas estimular o desenvolvimento de livres pensadores.

Fernando Savater nasceu em San Sebastián em 1947. Catedrático de ética na Universidade Complutense de Madrid, é autor de uma vasta obra que abarca o ensaio, a narrativa e o teatro. Entre outros galardões, recebeu o Prémio Francisco Cerecedo da Associação de Jornalistas Europeus e o Prémio Sakharov de Direitos Humanos. Fernando Savater é um dos pensadores mais destacados de Espanha e tem vindo a ganhar grande popularidade no mundo inteiro. Finalidade Quando no "western" o herói tem ensejo de disparar contra o vilão pelas costas, mas diz: "Eu não posso fazer uma coisa dessas", todos percebemos o que ele quer dizer. Disparar, aquilo que se chama disparar, claro que poderia fisicamente fazê-lo, só que o herói não tem semelhantes costumes. Por alguma razão é ele, afinal, o "bom" da história!


Tal como no dilema do depósito, formulado por Kant (página 95), porque razão dizemos que é errado fazer uma certa coisa, mesmo que essa ação nos favoreça?

A resposta é simples: porque o ser humano define fins para a sua vida, e dado que a dignidade é um desses fins, deve ser respeitada. Diferença entre moral e ética A utilização dos dois conceitos como sinónimos deriva da sua raiz etimológica uma vez que tanto a palavra "ética" (do grego "ethos") como a palavra "moral" (do latim "mores") servem para designar, genericamente, os comportamentos habituais ou costumes.

Embora usemos as palavras "moral" e "ética" como equivalentes, de um ponto de vista técnico elas não significam o mesmo. "Moral" é o conjunto de condutas e normas que costumamos aceitar como válidas; "ética" é a reflexão sobre o porquê de as considerarmos válidas, bem como a sua comparação com outras "morais", assumidas por pessoas diferentes. Liberdade Segundo Savater, "cada homem é capaz de se construir a si mesmo” já que todo o homem, apesar de todas as condicionantes biológicas, psicológicas e culturais, tem a capacidade de escolher, em parte, diversas opções, que variam de pessoa para pessoa, sobre determinados aspetos. São essas escolhas, feitas consoante os valores já definidos por cada homem como principais e mais importantes, que vão construindo a nossa personalidade, ou seja, somos o que somos exatamente por aquilo que fazemos. Assim, podemos até ser "rotulados" de qualquer coisa que não gostamos mas não quer dizer que tenhamos obrigatoriamente que o ser, pois podemos sempre, ou quase sempre, escolher aquilo que queremos ou não, e o que achamos melhor para nós. Igualdade Todos os seres humanos são iguais, sendo que todos nós precisamos de um dos outros para viver humanamente. A maior vantagem que podemos obter dos nossos semelhantes não é a posse de mais coisas (ou o domínio sobre mais pessoas tratadas como coisas, como instrumentos), mas a cumplicidade e o afeto de um maior número de seres livres. Só há um interesse absoluto: o interesse de seres humano entre os humanos, de dares e receberes um tratamento humano, sem o qual não pode existir “vida boa”.

Em tudo aquilo a que chamamos “civilização”, “cultura”, etc., há um pouco de invenção e muitíssimo de invenção porque estamos sempre a interagir uns com os outros, a imitar os nossos semelhantes. Se não copiássemos tanto, cada homem teria constantemente que começar tudo a partir do zero; e é por isso é muito importante darmos um bom exemplo aos nossos mais próximos. Por exemplo... Robinson vive numa ilha, solitário devido a uma naufrágio, está habituado a fazer as coisas à sua maneira, a viver à sua maneira, fazendo o suficiente para sobreviver. Um dia, ao passear por uma das praias da ilha deparou-se com uma pegada humana. Robinson, começa a perguntar a si próprio se será de um amigo ou inimigo… homem ou mulher. Começa a pensar em si… como será partilhar a vida com outro ser humano, o que não o agrada muito… Robinson é um pouco egoísta. Robinson tornou-se numa fera ou num ser humano? Deverá tratar o outro como uma inimigo ou uma presa? Ou deverá tratá-lo como um ser humano? Como um rival ou um possível companheiro? Põe-te no seu lugar Pormo-nos no lugar do outro é algo mais do que o começo de a toda a comunicação simbólica com ele: trata-se de levar em conta os seus direitos. E quando os direitos faltam é preciso compreender as suas razões. Porque há uma coisa a que qualquer homem tem direito frente aos outros homens, ainda que seja o pior de todos os homens: tem direito a que um outro tente pôr-se no seu lugar e compreender o que ele faz e o que ele sente. Mesmo que seja para o condenar em nome de leis que toda a sociedade deve admitir. Numa palavra, pores-te no lugar do outro é tomá-lo a sério, considerá-lo tão plenamente real como tu próprio.

Pores-te no lugar do outro é fazeres um esforço de objectividade e tentares ver as coisas como ele as vê, não é deixares o outro ocupar o teu lugar… ou seja, ele deve continuar a ser ele e tu deves continuar a ser tu. Referências Bibliografia
Alves, F., Âredes, J., & Carvalho, J. (2010). Pensar Azul. Lisboa: Texto Editores.
Savater, F. (1993). Ética para um Jovem. Lisboa: Editorial Presença.

Webgrafia
Infopédia. (2003-2013). Ética. Obtido em 17 de Fevereiro de 2013, de Infopédia: http://www.infopedia.pt/$etica
Wook. (1999-2013). Fernando Savater. Obtido em 2 de Março de 2013, de Wook: http://www.wook.pt/authors/detail/id/2119
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