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Discurso em Foucault

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by

Nemes Ufrgs

on 11 June 2013

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Transcript of Discurso em Foucault

FOUCAULT, DISCURSO
Um analista de discurso que se apoie em Foucault é alguém que se ocupa com multiplicidades – multiplicidades de coisas ditas, de enunciações, de posições de sujeito, de relações de poder, implicadas num certo campo de saber. É alguém que aceita a fragilidade e, ao mesmo tempo, o vigor dos enunciados, entendendo que dizer que “as coisas não têm o mesmo modo de existência, o mesmo sistema de relações com o que as cerca, os mesmos esquemas de uso, as mesmas possibilidades de transformação depois de terem sido ditas” (Foucault, 2009a, p. 140).
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Em A arquelogia do saber, aprendemos a tomar os enunciados como ACONTECIMENTOS, como algo que irrompe num certo tempo, num certo lugar, dentro de um certo campo de saber.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Quais as diferenças entre as unidades -- frase, proposição, ato ilocutório, em relação a ENUNCIADO?

ENUNCIADO: uma função de existência (das frases, das enunciações, das cenas narradas, das proposições feitas), que as atravessa.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
O famoso SUJEITO: na análise foucaultiana do discurso, falar de sujeito é também MULTIPLICAR (e complexificar) OS SUJEITOS das coisas ditas.
Ao invés de insistir em “Fulano diz que”, talvez se possa sublinhar o “DIZ-SE QUE”, “SABIA-SE QUE”.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
No centro do tema do discurso, a interpelação a problematizar os saberes
Não há como separar forma de conteúdo em Foucault
Estudar o discurso, nessa perspectiva, é aceitar a raridade das coisas ditas; é também uma atitude diante da vida; é navegar em meio às diferenças.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Discurso tem a ver com poder, com saber, com a constituição de sujeitos e subjetividades
ARQUEOLOGIA, GENEALOGIA e ÉTICA: SEMPRE EM RELAÇÃO em toda a obra de Foucault
“Pensar o outro no tempo do nosso próprio pensamento”
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
FISCHER, Rosa Maria Bueno.
Foucault. In: OLIVEIRA, Luciano Amaral (Org.).ESTUDOS DO DISCURSO: PERSPECTIVAS TEÓRICAS. São Paulo: Parábola, 2013. No prelo.

A produção de textos, falas, documentos nada tem de tranquilo: supõe sempre lutas, ferimentos, dominações, servidões (cfe. FOUCAULT, 2009b, p. 8-9)

Mais do que tratar de CONTROLE, na análise dos discursos, interessa MULTIPLICAR AS COISAS DITAS.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Não existem invariantes históricas, nem “objetos naturais”

Coisas ditas não “representam” nem significam algo, de modo isolado ou eterno

Há uma inscrição radical da coisa dita no histórico
O DISCURSO É SEMPRE UMA PRÁTICA
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Discurso tem a ver com poder, com saber, com a constituição de sujeitos e subjetividades

ARQUEOLOGIA, GENEALOGIA e ÉTICA: SEMPRE EM RELAÇÃO em toda a obra de Foucault

“Pensar o outro no tempo do nosso próprio pensamento”
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
No centro do tema do discurso, a interpelação a problematizar os saberes

Não há como separar forma de conteúdo em Foucault

Estudar o discurso, nessa perspectiva, é aceitar a raridade das coisas ditas; é também uma atitude diante da vida; é navegar em meio às diferenças.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Confusões e “impropriedades”:

confusão entre discurso e fala
analisar discursos / interpretar
buscar o que estaria “por trás” do dito
analisar coisas ditas para encontrar “a verdade”
Confundir discurso e representação
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Certamente os discursos são feitos de signos; mas o que fazem é mais do que utilizar esses signos para designar as coisas. É esse mais que os torna irredutíveis à língua e ao ato de fala. É esse “mais” que é preciso fazer aparecer e que é preciso descrever (Foucault, 2009a, p. 55, grifos do autor).
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
A produção de textos, falas, documentos nada tem de tranquilo: supõe sempre lutas, ferimentos, dominações, servidões (cfe. FOUCAULT, 2009b, p. 8-9)

Mais do que tratar de CONTROLE, na análise dos discursos, interessa MULTIPLICAR AS COISAS DITAS.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
O famoso SUJEITO: na análise foucaultiana do discurso, falar de sujeito é também MULTIPLICAR (e complexificar) OS SUJEITOS das coisas ditas.

Ao invés de insistir em “Fulano diz que”, talvez se possa sublinhar o “DIZ-SE QUE”, “SABIA-SE QUE”.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Quais as diferenças entre as unidades -- frase, proposição, ato ilocutório, em relação a ENUNCIADO?

ENUNCIADO: uma função de existência (das frases, das enunciações, das cenas narradas, das proposições feitas), que as atravessa.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Em A arquelogia do saber, aprendemos a tomar os enunciados como ACONTECIMENTOS, como algo que irrompe num certo tempo, num certo lugar, dentro de um certo campo de saber.
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
Um analista de discurso que se apoie em Foucault é alguém que se ocupa com multiplicidades – multiplicidades de coisas ditas, de enunciações, de posições de sujeito, de relações de poder, implicadas num certo campo de saber. É alguém que aceita a fragilidade e, ao mesmo tempo, o vigor dos enunciados, entendendo que: “as coisas não têm o mesmo modo de existência, o mesmo sistema de relações com o que as cerca, os mesmos esquemas de uso, as mesmas possibilidades de transformação depois de terem sido ditas” (Foucault, 2009a, p. 140).
PROVOCAÇÕES: SABER, DISCURSO, VERDADE
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