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ROCK, FILOSOFIA E LITERATURA COMO GERADOR DE FONTE DE INFORMAÇÃO.

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by

emerson cruz

on 2 June 2013

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Transcript of ROCK, FILOSOFIA E LITERATURA COMO GERADOR DE FONTE DE INFORMAÇÃO.

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE
CENTRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS APLICADAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO


ROCK, FILOSOFIA E LITERATURA COMO GERADOR DE FONTE DE INFORMAÇÃO.

Aluno: EMERSON DA CRUZ RIBEIRO

Orientadora: ILAYDIANY CRISTINA OLIVEIRA DA SILVA SETLIST:

1. INTRODUÇÃO
2. PLATÃO E A MÚSICA NA ANTIGUIDADE
3. GERAÇÃO BEATNIK , LITERATURA E ROCK AND ROLL
4. BOB DYLAN & BEATLES.
5. DO TROPICALISMO A RAUL SEIXAS
6. ANOS 80 NO BRASIL
7. ROCK : ÍCONE INFORMACIONAL.
8. CONSIDERAÇÕES FINAIS. 1.INTRODUÇÃO

Desde os primórdios até hoje em dia/O homem ainda faz o que o macaco fazia/Eu não trabalhava, eu não sabia/Que o homem criava e também destruía.
( TITÃS – Disco Cabeça Dinossauro / 1986 )

Pode parecer redundante comentar que com o advento das novas tecnologias, o mundo se tornou menor no que competem as relações humanas e que a distância geográfica que separa as culturas é um mero detalhe que muitas vezes não pode ser desconstruído ou subvertido.

Diante a tantas possibilidades musicais e o acesso a qualquer conteúdo informacional, parece que o gênero rock nos dias atuais é só um atrativo a mais no que se refere a gostos musicais de alguns ouvintes incautos de FM. Porém, muitos não fazem idéia que o estilo rock no século XX, sofreu influências diretas por parte de grandes pensadores, filósofos e intelectuais de vários seguimentos, ao ponto de modificar a concepção de várias gerações e criar um mundo a ser discutido pelas vertentes da arte.

Dentro desta perspectiva faremos um passeio musical filosófico que vai de Platão a Bob Dylan, de Schopenhauer a Raul Seixas, passando pelo movimento Beatnik até o Tropicalismo no Brasil e as conseqüências para nossa cultura, como fomentadora de fontes de informação contemporânea.
2.PLATÃO E A MÚSICA NA ANTIGUIDADE

Para Platão, a música seria capaz de atingir mais profundamente a alma de um cidadão, podendo moldá-la para o bem ou para o mal. O uso correto da educação musical iria abrandar os irascíveis e afastar os maus vícios, assim como atrairia as boas virtudes, coragem, ordem à alma e até mesmo justiça.
Segundo Portnoy (1980), o termo música (Musiké) para os gregos conotava um conceito duplo. No primeiro, está incluída numa das partes do currículo educacional tais como escrita, matemática, desenho e poesia. Na segunda, era empregada da maneira que usamos hoje em dia; ou seja, no sentido estrito da palavra. (1980:21)
Como toda filosofia de Platão se baseava na boa educação do indivíduo, é de se entender que ele quisesse ter total controle sobre o que era ensinado aos jovens, seria necessário restringir toda a educação musical do cidadão para, como numa pesquisa científica, ter controle sobre o produto final.
Alan P. Merriam em seu livro The Anthropology of Music, cita dez funções da música, entre as quais a que mais se relacionam com as teorias platônicas são a de resposta física, a de fazer cumprir normas sociais, e de validação de instituições sociais e rituais religiosos.
Apesar dos pensamentos sobre a educação musical que Platão desenvolveu na República e no livro Leis, serem bastante contextualizados, diriam até idiomáticos de sua era, alguns pontos permaneceram úteis à posteridade. Prova maior é o que veremos a seguir. 3.GERAÇÃO BEATNIK , LITERATURA E ROCK AND ROLL

Historicamente, os anos 50 ficaram marcados como os anos do “pós-guerra”. Conceitualmente, é caracterizado pelo antigo sonho americano apresentado ao mundo como o “American way of life”, desta vez aparado pelos avanços tecnológicos, sobretudo de eletrodomésticos, automóveis e cosméticos, que o capitalismo podia oferecer. Tratava-se do triunfo da modernidade aliado aos valores morais burgueses tradicionais. Com o fantasma de uma possível catástrofe nuclear a se deflagrar, causado pela política da guerra fria, em sua gênese o estilo rock retratava apenas a necessidade dos jovens aproveitarem a vida de forma efêmera e irresponsável e trazia de uma forma mais conservadora, embora com uma aura rebelde, valores capitalistas quando mencionava carros e garotas em suas letras ingênuas que flertavam com sexo e drogas. Na contramão de tudo isso e alimentado pelo fim da segunda guerra mundial, o movimento Beatnik consistia em um movimento literário, anti-materialista e sócio-cultural dos anos 50 e 60, que abordava o submundo de NYC daquela época, tendo o escritor Jack Kerouac como um de seus fundamentadores e trazia também William Burroughs e Allen Ginsberg como catalisadores do processo anárquico. Para Bécue ( 2012 ), de Rimbaud à geração Beatnick, de William Blake a Aldous Huxley, é possível encontrar, nos trabalhos destes autores, as referências utilizadas pelos músicos do rock. Mesmo que essa proposta possa soar arbitrária, ela é necessária, no sentido de formar uma rede intertextual dos clássicos do rock, às quais os textos literários e as letras das músicas fazem referências, o tempo todo. Na construção deste contexto de época, um gênero musical mesclado e calcado no blues e outras vertentes da música negra, deu origem a um som rápido e contagiante com letras descompromissadas, chamado Rock and Roll, criado por um negro chamado Chuck Berry e que teve sua criação massificada por um jovem branco caminhoneiro, intitulado depois de Rei do Rock, Elvis Presley. 4.BOB DYLAN & BEATLES

O Rock and Roll enquanto estilo musical estava fadado a uma moda passageira no final dos anos 50 e seus principais expoentes estavam afastados de suas atividades. Todavia o gênero foi salvo da extinção graças o que a imprensa americana classificou como A Invasão Britânica, causado pela banda The Beatles, oriundos da longínqua Liverpool.
Trazendo em sua verve uma proposta sonora diferente de tudo que havia então, a banda inglesa encantou a audiência Norte Americana com seu carisma e seus cortes de cabelo e chamou a atenção do músico e poeta Bob Dylan, que era considerado o melhor letrista da geração Beatnick.
Graças ao repórter Al Aronowitz que promoveu o encontro de Bob Dylan com os Beatles que o rock mudou os rumos de sua essência até então alienada. Através de uma influência que só foi sentida tempos depois, Dylan injetou poesia nas letras dos Beatles e os ingleses em contrapartida eletrificaram o som do poeta com suas guitarras ao som outrora acústico. Segundo Araújo ( 2004 ), as carreiras dos Beatles e de Dylan passaram a ter um novo direcionamento a partir desse encontro. Conseqüentemente, todas as bandas que desembarcaram nos EUA sentiram essas mudanças na atitude e no som por parte de ambos.
Graças a essa verve poética absorvida pelos Beatles com o lançamento do disco Sgt.Peppers Lonely Hearts Club Band, o rock ganhou status de arte por sintetizar todos os movimentos da contracultura dos anos 60 e a representatividade de grandes personagens da história da humanidade.
Com essa gênese marcada pelo encontro de Dylan e os FabFour, outros grupos de rock como, The Rolling Stones, Byrds, Beach Boys, The Doors, Cream, Jefferson Airplane, Velvet Underground ou artistas como Janis Joplin e Jimi Hendrix, ganharam asas para sobrevoar o imaginário poético e psicodélico dos conturbados anos 60 e sua imagem icônica retratadas nos Festivais de Monterey e Woodstock. Além também da ideologia Hippie que surgiu influenciada pela Beat Generation. 5. DO TROPICALISMO A RAUL SEIXAS

Em território Nacional, o Tropicalismo foi um movimento musical, que atingiu outras esferas culturais (artes plásticas, cinema, poesia), surgido no Brasil no final da década de 1960 e seus principais representantes foram: Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes, Torquato Neto, Tom Zé, Jorge Bem, Gal Costa, Maria Bethânia.
O Movimento teve uma grande influência da cultura pop brasileira e do Sgt.Peppers dos Beatles, além de correntes de vanguarda como o concretismo e inovações estéticas como a pop art de Andy Warhol. As letras das músicas possuíam um tom poético, elaborando críticas sociais e abordando temas do cotidiano de uma forma inovadora e criativa. Mas não tinha como objetivo utilizar a música como “arma” de combate político à ditadura militar que vigorava no Brasil. Por este motivo, foi muito criticado por aqueles que defendiam as músicas de protesto. Muitos músicos tradicionais e nacionalistas acreditavam que esta era uma forte influência da cultura pop-rock e que prejudicava a música brasileira, denotando uma influência estrangeira não positiva. E seguindo os passos da Jovem Guarda e do Tropicalismo, Raul Seixas chegou trazendo o espírito do rock and roll de uma maneira ímpar. A sua carreira começou para valer em 1973. Nesse ano, surgiu seu primeiro trabalho solo: Krig-ha, bandolo. O disco fez grande sucesso com músicas como "Metamorfose Ambulante", "Ouro de Tolo" e "Mosca na Sopa". Sendo essa última, segundo Lucena (2012), a Mosca escondia algo sob as asas, quando ao pesquisar o pensamento de Schopenhauer, nos deparamos com algo peculiar. O filósofo usou a mosca para ilustrar seu conceito de morte-renascimento: "Se a mosca, que agora zumbe em torno de mim, morre à noite, e na primavera zumbe outra mosca nascida do seu ovo; isso é em si a mesma coisa".Raul cantava: "Você mata uma e vem outra em seu lugar!" É a ideia de morte-renascimento brilhantemente presente na obra do artista: morre o indivíduo, mas a espécie continua. O filósofo alemão foi buscar essa ideia na mitologia indiana. 6.ANOS 80 NO BRASIL

Bebendo da fonte do Pós-Punk do Rock inglês as bandas nacionais nos anos 80 em suas vertentes diversas abriram caminho para o que há hoje em termos de tecnologia e mercado do show business. Antes do Rock and Rio em 1985, não havia no Brasil um mainstream quanto à produção de bandas , pois o formato rock universitário era algo ultrapassado.
No altar do rock dos anos 1980, duas grandes figuras ocupam em definitivo o patamar de poetas daquela geração: Cazuza e Renato Russo. Os dois, como dita a cartilha do panteão do rock, mortos precocemente, deixaram obras fortes, extensas e que refletem os anseios e sentimentos dos jovens para quem cantaram. De acordo com Lopes ( 2011 ), os anos 1980, justifica o autor, formaram um geração para quem “o cinema, a contracultura, os astros que estampam camisetas e produtos tomaram o lugar dos livros sagrados como modelos de comportamento e valor”.
O próprio Renato Russo gestado na construção de seu nome, inspirado pelos filósofos Bertrand Russel e Jean-Jacques Rosseau, e no sonho do jovem Manfredini de ser um astro do rock.
Outras bandas como Engenheiros do Hawaii bebiam da fonte do Existencialismo de Jean Paul Sartre através das letras de Humberto Gessinger e a exemplo disso, a canção Infinita Highway é um retrato dos ideiais hippies dos anos 60. Enquanto o Ira carregava doses de Nietzsche em sua poesia rebelde e romântica. 7 FONTES ROCK AND ROLL

Como podemos constatar o rock absorveu diversas influências dos grandes pensadores e poetas ao longo das décadas e se apropriou dessa filosofia para refletir as transformações que a sociedade sofreu.
Graças a isso, tal gênero musical gerou um mundo de informações em suas mais variáveis vertentes, seja através do cinema, literatura e na moda, desde à maneira de se vestir, no corte do cabelo e na própria iconografia midiática que o estilo conquistou.
Apesar da imagem pasteurizada que o rock possa apresentar nos tempos atuais enquanto ideologia, ele ainda sobrevive através das gerações que buscam fontes informacionais de seus eternos ídolos.
A música enquanto fonte primária de informação resume a labuta do compositor e músico em seu ofício e legitima sua obra através dos tempos. Já o rock em sua linguagem iconográfica, se torna uma fonte secundária de informação e pesquisa que vai de encontro ao grande público.
Se antes do fenômeno Beatles não havia um mercado direcionado para os jovens, a necessidade de saber sobre seus artistas prediletos resultou em um universo que vai além das biografias ou notícias sensacionalistas dos jornais e revistas. Pois a web abriu o leque para esse mundo musical tão rico e fomenta atualmente um mercado de produtos para seus usuários ouvintes. REFERÊNCIAS

ARAÚJO, Bento. Beatles & Bob Dylan: encontro fundamental. Mosh, São Paulo, n. 3, p. 18-23, out./ 2004.

BÉCUE, Aurélien. Da existência de uma literatura rock. Disponível em:< http://sibila.com.br/cultura/da-existencia-de-uma-literatura-rock/6692> Acesso em: 03 dezembro 2012.

CURTO CIRCUITO – O ROCK, O ROLL E O ROCK AND ROLL. O antimaterialismo de Jack Kerouac. Disponível em:< http://curtocircuito.net/o-antimaterialismo-beatnik-de-jack-kerouac/> Acesso em: 28 novembro 2012.

GURGEL, Lucas. A Filosofia de Nietzsche no Rock e no Heavy Metal. Disponível em:< http://whiplash.net/materias/biografias/099751.html#ixzz2DqGfDIwn > Acesso em: 01 dezembro 2012.

JUVENTUDE E REBELDIA. A Juventude dos Anos Dourados: o tradicionalismo pós-guerra e a ruptura rebelde como prenúncio de revolução e vontade de liberdade. Disponível em:< http://texto2-rej.blogspot.com.br/. Acesso em: 28 novembro 2012.

LUCENA, Mário. Descubra o rock filosófico do mito Raul Seixas por meio de uma incrível análise publicada no livro "Metamorfose Ambulante".
Disponível em:< http://filosofia.uol.com.br/filosofia/ideologia-sabedoria/21/toca-raul-descubra-o-rock-filosofico-do-mito-raul-seixas-179344-1.asp> Acesso em: 01 dezembro 2012.

RIBEIRO, Hugo Leonardo. Papel da música na Educação segundo Platão.
Disponível em:< http://hugoribeiro.com.br/download-textos-pessoais/platao.pdf> Acesso em: 28 novembro 2012. 8 CONSIDERAÇÕES FINAIS:

É indiscutível a importância do Rock na formação de novos valores no Século XX, e através desse formato e proposta, o gênero vem sobrevivendo a indústria fonográfica descartável e proporcionando em seu mercado independente muita poesia com uma boa dose de questionamentos para aqueles que buscam um sentido em suas letras intrigantes.
Nessa perspectiva, é fundamental frisar que a música é uma fonte riquíssima de informação e independente do estilo musical, ela atende com êxito uma demanda informacional que vai além do suporte sugerido.
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