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Análise sistémica do filme

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by

Rita V

on 27 January 2014

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Transcript of Análise sistémica do filme

Análise sistémica
do filme
"American beauty"

Simulação do Pedido de Terapia
Avaliação Familiar
Genograma
Mapas estruturais
de Minuchin

Dificuldades da Família
Hipótese Sistémica
Reenquadramento
Conotação positiva
Prescrições
Modelo Estratégico
Referências Bibliográficas
- Alarcão, M. (2002).
(DES)Equilíbrios Familiares: uma visão sistémica
(2ª Edição). Coimbra: Quarteto Editora.

- Andolfi, M. (1988).
Terapia Familiar
. Vega

- Boscolo, L. Cecchin, G. Hoffman, L. Penn, P. (1993)
A terapia familiar sistémica de Milão: conversações sobre teoria e prática
. Porto Alegre: Artes Médicas.

- Guadalupe, S. (2013).
Apontamentos de modelos clássicos de terapia familiar
. ISMT, Coimbra.

- Jones, E. (2004).
Terapia dos Sistemas Familiare
s. Lisboa: CLIMEPSI.

- Minuchin. S. (1990).
Famílias: Funcionamento & Tratamento
. Porto Alegre: Artes Médicas.

- Nichols, M. P., & Schwartz, R. C. (2007).
Terapia familiar: conceitos e métodos
(7a Edição.). Porto Alegre: Artmed.

- Relvas, A. P. (2000).
Por detrás do espelho: Da teoria à terapia com a família
. Coimbra: Quarteto Editora.


A Carolyn inicialmente está numa posição one-up e exerce todo o poder executivo em relação ao pai (Lester), numa posição one-down.

O pai é completamente desconfirmado pela esposa e pela filha.

As fronteiras são rígidas inicialmente entre todos, existindo dificuldades comunicacionais.
Num segundo momento o pai tem o poder executivo, numa posição one-up e a mãe alcança uma posição one-down.

Os limites aqui tornam-se mais difusos pela dificuldade de diferenciação de papéis.
Mapas estruturais
de Minuchin
Dificuldades em Metacomunicar
António Serra
Mafalda Figueiredo
Rita Moreira
Competências da Família
Tentativa de coesão pelo hábito de jantarem em conjunto
UC: Modelos Clássicos de Terapia Familiar: Teoria e Clínica
Docente: Doutora Sónia Guadalupe

Tentativa de demonstrar preocupação ao assistirem ao espectáculo da claque da filha
Coimbra,13 de Janeiro de 2014
No decorrer do filme compreendemos que esta tem tendência a emaranhar, apresentando limites mais difusos e com pouca diferenciação de papéis.
Estrutura
A família Burnham oscila entre família desmembrada e emaranhada;
Inicialmente aparenta ser desmembrada com dificuldades comunicacionais e uma hierarquia definida;
Em relação ao ciclo vital da família esta encontra-se na etapa normativa de família com filhos adolescentes, com a implícita necessidade de autonomia e promoção da diferenciação-separação.
Etapa do ciclo vital da família
Fontes de stress e suporte
Fontes de stress:
podemos compreender que existem algumas tais como o recente desemprego de Lester, o conflito conjugal, o caso extra-conjugal de Carolyn.

Fontes de suporte:
podemos considerar o vizinho Ricky Fitts uma fonte de suporte para Lester como também para Jane.
A hipótese sistémica deve ser elaborada inicialmente pelo terapeuta e posteriormente, se verificada, é negociada com os clientes ou então será reformulada. Importa salientar que a hipótese sistémica é sempre co-construída pelo terapeuta e pelos clientes, tendo em conta a congruência do sistema familiar.
Comunicação Disfuncional
Desconfirmação latente de Lester pela parte da filha e da sua esposa.
Uma desconfirmação é extremamente grave, já que assenta ao nível da relação e não apenas do conteúdo. Trata-se de uma distorção do 2º axioma portanto, em que negam Lester como marido e como pai.
Mito da Família Ideal
Salvaguardado pela Carolyn, que tenta mostrar uma imagem de sucesso, sendo extremamente exigente não só com ela própria como também em relação aos restantes elementos, o que pode estar a amplificar as preocupações da Jane, apesar de serem normativas na fase da adolescência.
Entre o Lester, a Angela e a Jane, sendo que esta última acaba por se sentir excluída, amplificando também a sua não-aceitação.
Triângulo Perverso
A Jane como P.I. pode estar a comunicar a dificuldade de metacomunicação ao transmitir que não pretende falar com os pais, principalmente o Lester e ao distanciar-se dos mesmos.
Trata-se de uma redefinição, de uma forma alternativa de percepcionar a realidade.

Como Relvas (2000) refere, é “a arte de encontrar um novo quadro”.

Deste modo, importa que o terapeuta e clientes promovam uma visão diferente da disfunção ou problema, de forma a adquirir novas lentes para lidar com a situação. Assim, terapeuta e cliente co-construem a realidade, alterando a versão inicial do sistema familiar.
Reenquadramento
Percepcionar o comportamento exigente da Carolyn como forma de preocupação com o marido e com a filha e não tanto como uma tentativa de manter aparências. Assim, alteramos o sentido de um comportamento para algo constructivo.

Ver o comportamento de Lester como resultante de uma crise de meia-idade, o que por si só ajuda a relativizar e normalizar o seu comportamento. Aqui não importaria focar numa causalidade (que nem seria sistémico) mas antes em ver o seu comportamento numa perspectiva mais “normalizante” de forma a não se sentirem tão perturbados com o seu comportamento.

Tentar ver o comportamento do Lester em relação à amiga de Jane como uma tentativa de aproximação da filha, de forma a que esta experiencie uma visão diferente do sucedido.
O terapeuta poderia comentar o comportamento da Jane como forma de individuação e procura de autonomia em relação ao sistema parental, para que haja uma interpretação constructiva desse mesmo comportamento de distanciamento.
Será fundamental estabelecer uma nova moldura conceptual em que promovemos um novo significado atribuído à disfunção familiar.
A conotação positiva tem como função compreender o significado que determinado comportamento tem na manutenção do padrão familiar e consiste no terapeuta ver e comentar o lado positivo desse mesmo comportamento (Jones, 2004).
Neste contexto seria indicado implementar prescrições paradoxais como a prescrição do sintoma ou até a prescrição de regras. A primeira permite dar um carácter voluntário a um determinado comportamento sintomático;
Em relação ao comportamento de Jane, de se sentir com baixa auto-estima, de dificuldades relacionais, de pretender fazer uma cirurgia para aumentar os seios, o facto de não se sentir aceite pode perder relevância ao prescrevermos que Jane continue com o mesmo comportamento.
São geralmente usadas para promover a mudança, promovendo novos padrões transaccionais;
Jane é uma jovem adolescente, filha única que se apresenta em consulta juntamente com a mãe Carolyn e o pai Lester. Estes últimos preocupados com a sua baixa auto-estima, problemas relacionais e com a sua imagem corporal.
Não seria indicado implementar o Modelo Transgeracional de Murray Bowen pelo facto de concentrar-se em ligações geracionais e como apenas temos duas gerações, iria limitar a intervenção nesse sentido.

Poderíamos ter utilizado o Modelo Estrutural de Minuchin de forma a alterar as estruturas e padrões transaccionais, porém o Modelo de Haley dentro do estratégico também aborda de certa forma estes parâmetros.
Aspectos comunicacionais
Interacções paradoxais
No contexto de terapia iniciamos, normalmente, com uma entrevista telefónica, segundo a qual estabelecemos uma hipótese inicial enquanto terapeutas. A proposta seguinte do pedido de terapia centra-se após essa entrevista inicial.
Orientado para a Mudança
Mudança Tipo I
Mudança Tipo II
Introdução ao projecto de tratamento;

Investigação e definição do problema;

Apreciação do comportamento que mantém o problema;

Determinação dos objectivos do tratamento;

Selecção e realização de intervenções comportamentais;

Encerramento.
Abordagem do MRI
(
Mental Research Institute
)
Segundo Lester, este sente-se desconfirmado pela sua mulher Carolyn e pela filha Jane.
De acordo com Carolyn, Jane não tem qualquer cuidado com a aparência criticando a sua forma de vestir.
Estes focam-se numa definição objectiva do problema e procuram compreender as soluções que tendem a manter ou amplificar os problemas. Para tal, usam o reenquadramento e intervenções paradoxais de forma a alterar os padrões interaccionais que perpetuam o problema.
Tem objectivos mais estruturais, pretendendo alterar a hierarquia e as relações de poder do sistema familiar.

A sua abordagem envolve quatro estágios:

Estágio social:
em que o terapeuta envolve os clientes de forma a relaxarem;

Estágio do problema
: em que o terapeuta questiona cada elemento sobre a sua perspectiva do problema;

Estágio da interacção:
em que o terapeuta observa as interacções e atenta na existência de coligações e alianças;

Estágio de determinação do objectivo
: em que o terapeuta pode dar directivas à família como por exemplo, o uso de técnicas de simulação.
Modelo de Haley
Ressonância à Individuação
Consideramos que esta é promovida no caso da Jane, sendo que esta tem autonomia suficiente, contudo não há muito respeito pela individuação de Lester.
O sistema apresenta algumas dificuldades em adaptar-se a crises acidentais, demonstrando pouca maleabilidade e resiliência.
Maleabilidade do sistema
Função do Sintoma
O comportamento sintomático da Jane tem uma função ao manter o padrão familiar, ao não permitir que haja metacomunicação.

A formação do sintoma é uma distorção do 1º axioma (impossível não comunicar) e define-se como uma manifestação comportamental de negar o compromisso comunicacional.

O sintoma da Jane é auto-referencial, já que comunica vulnerabilidades próprias, porém também comunica esta mesma dificuldade comunicacional, ao distanciar-se e preferir não metacomunicar e desconfirmar ambos os pais.
Modelo de Milão

O formato da intervenção implica cinco passos:

Pré-sessão;

Sessão

Inter-sessão,

Intervenção

Discussão pós-sessão


A principal intervenção centra-se na conotação positiva, nos rituais e a prescrição invariante (Nichols & Schwartz, 2007).

Importa principalmente trabalhar a comunicação nesta família, promover a metacomunicação e mudanças estruturais (de tipo II).

No decorrer da sessão verificámos dificuldades relacionais no núcleo da família. Compreendemos que existe um conflito entre Carolyn e Lester e distanciamento da filha para com os pais.
Jane refere a sua insatisfação relativamente à atitude do pai face à sua amiga Angela, sendo que este, segundo ela, tenta seduzir a sua amiga, demonstrando comportamentos que a embaraçam. Esta também descredibiliza as funções parentais de Lester.
A Jane responde à intervenção da mãe, referindo que esta é extremamente exigente com ela e que faz diversos comentários que a fazem sentir rebaixada e não aceite pelo que ela é.
Agradecemos pela vossa atenção!
Dificuldades relacionais
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