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Conhecimento Conjectural:

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by

cristina pastore

on 17 March 2014

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Transcript of Conhecimento Conjectural:

Conhecimento Conjectural:
a solução de Popper para o problema filosófico da indução


O problema da Indução
Popper alegava que o modelo indutivo para a obtenção de conhecimento científico não era válido. Segundo ele, existia um
problema filofófico tradicional da indução (Tr)
que precisou ser reescrito e solucionado.
A teoria do senso comum da Indução
Os dois problemas de Indução, de Hume
Hume se interessava pelo conhecimento humano, ou, se nossas crenças poderiam ser justificadas por razões suficientes
O que Popper diz sobre as proposições de Humer:
Reformulação e Solução do Problema Lógico da Indução
Corroboração e preferência
A hipótese melhor, ou preferível, com frequência será a mais improvável
Preferência por teorias e a busca pela verdade
Método crítico
:

O teórico, por várias razões, interessar-se-á por teorias não refutadas, especialmente porque algumas delas podem ser verdadeiras. Preferirá uma teoria não refutada a uma refutada desde que esta explique os êxitos e as falhas da teoria refutada
Conclusões
Voltando ao problema filofósico da indução, Popper provou ser nula a forma de pensar indutiva.

"Uma vez que isto se veja, tornam-se perfeitamente óbvias tanto a tese de Hume, de que um apelo à probabilidade não pode mudar a resposta a Hl (e L1 e Pr1), como também a invalidade de qualquer "princípio de indução"

Para Popper, toda teoria é uma hipótese, que deve ser sucessivamente testada em sua falsidade através de experimentos com rigores metodológicos extremos, na busca de novas hipóteses que expliquem os sucessos e fracassos da anterior.
Tr
Qual é a justificatica para a crença de que o futuro será (amplamente) como o passado? Ou, talvez, qual é a justificativa para as inferências indutivas?
Os erros de Tr:
1. Supõe que o futuro será como o passado. O que "como" expressa?

2. Há inferências indutivas, e normas para extrair tais inferências. O que também merece críticas.
Como resolver??
O primeiro passo para solucionar o erro na teoria indutiva, é compreender o problema que está por detrás dessa teoria, ou, do
problema filosófico tradicional da indução
.
Reescrevendo o HL em L1
L1: Pode a alegação de que uma teoria explanativa universal é verdadeira se justificada por "razões empíricas"; isto admitindo a verdade de certas asserções de teste ou asserções de observação (que, pode-se dizer, são "baseadas em experiência")?
Generalizando L1
L2: Pode a alegação de que uma teoria explanativa universal é verdadeira, ou é falsa, ser justificada por "razões empíricas"; isto é, pode a admissão da verdade de asserções de teste justificar a alegação de que uma teoria universal é verdadeira, ou a alegação de que é falsa?
E sobre teorias concorrentes?
L3: Pode uma preferência, com respeito à verdade ou à falsidade, por algum teorias universais em concorrência com outras ser alguma vez justificada por tais "razões empíricas"?
Grau de corroboração
Um relato conciso avaliando o estado (
em um certo tempo t
) da discussão crítica de uma teoria, com respeito ao modo pelo qual ela resolve seus problemas; seu grau de testabilidade; a severidade dos testes que experimentou e o modo pelo qual reagiu a esses testes.
Preferência Pragmática
Qual teoria deve escolher, para a prática, o homem de ação?
Problemas pragmáticos de indução:

Pr1- Em que teoria confiaremos, para ação prática, de um ponto de vista racional?
Nunca podemos confiar em teoria alguma, pois nao se prova que são verdadeiras

Pr2: Que teoria preferiremos, do ponto
de vista racional?
Aquela mais bem testada
O problema da Teoria do Senso Comum da Indução (Sc):
Como podem ter surgido nossas expectativas e crenças (em certas regularidades, como o nascer diário do sol)
A resposta:
Por meio de observações repetidas feitas no passado: acreditamos que o sol nascerá amanhã porque assim ele tem feito no passado
O problema Lógico (HL)
HL: Somos justificados em raciocinar partindo de exemplos (repetidos), dos quais temos experiência, para outros (conclusões) dos quais não temos experiência?
O problema psicológico (HPS)
HPS: Por que, não obstante, todas as pessoas sensatas esperam, e crêem, que exemplos de que não têm experiências conformar-se-ão com aqueles de que têm experiência? Isto é, por que temos expectativas em que depositamos grande confiança?
Based on Jim Harvey's speech structures
Não há nada em nossa inteligência que não tenha entrado nela por meio dos sentidos
NÃO. POR MAIOR QUE SEJA O NÚMERO DE REPETIÇÕES...
COSTUME, HÁBITO, CONDICIONAMENTO...
(1) É preciso substituir termos subjetivos por outros objetivos - crença | asserção, impressão | asserção de observação ou de teste

(2) Resolvido o problema lógico (HL), pelo princípio de transferência, se aplica ao problema
psicológico (HPS): o que é verdadeiro em lógica deve ser verdadeiro em psicologia

(3) O princípio de transferência claramente eliminará o irracinalismo de Hume: se há como
responder HPS por meios lógicos, então não há irracionalidade

(4) Isto, juntamente com a solução dada por Hume, implica que há mais para ser dito
sobre teorias científicas e observações que o proposto em HL

(5) Se Hume está certo em HL, só pode estar errado em HPS: indução por
repetição não existe
NÃO, NÃO PODE
SIM, PODE
SIM, PODE
1. A questão central do problema é a validade (verdade ou falsidade) de leis universais originadas de algumas "dadas" asserções de teste. Podemos ter como certos os exemplos experimentados?

2. L1 é uma tentativa de transpor HL de modo objetivo. Substitui-se "expectativa" por leis universais, dentre outros

3. A negação de H1 significa que devemos tratar todas as leis universais como hipotéticas ou conjecturais, não como leis. Sem ser passível de confirmação, apenas de corroboração ou refutação

4. L2 é simplesmente a generalização de L1, e L3 uma outra forma de escrever L2

5. A afirmação para L2 e L3 significa que sim, ao menos algumas hipóteses podem ser refutadas por asserções de teste, e as demais, que não podem, não são teorias da ciência

6. Só a "experiência" pode nos ajudar a decidir sobre a verdade ou falsidade de asserções factuais

7. L1, L2, L3 e suas respostas se inserem no âmbito da lógica dedutiva. Há diferença entre verificação e falsificação por experiência, o que leva à preferência por determinadas hipóteses que não puderam ainda ser refutadas.
Comentarios a solucao de Popper do Problema Logico da Inducao
Deve-se, no tempo t, buscar a teoria mais testável das teorias e submetê-la a novos testes em busca de teorias melhores. E por melhor, excluimos atualizações ad-hoc.

Não há certeza de que consigamos
fazer progressos na direção de
teorias melhores
Reformulação e Solução do Problema psicológico da Indução
Popper não encara o problema psicológico como parte da sua teoria objetivista, mas pelo princípio de transferência ele sugere os seguintes problemas e respostas:
Reescrevendo o HPS em PS1
PS1: Se encararmos criticamente uma teoria, do ponto de vista da evidência suficiente e não de qualquer ponto de vista pragmático, teremos sempre o sentimento de completa segurança ou certeza de sua verdade, mesmo com respeito as teorias mais bem testadas, como a de que o sol nasce todos os dias?
PS2
PS2: Essas crenças pragmáticas fortes, que todos temos, como a crença de que haverá amanhã, são resultados irracionais de repetição?
Não
Não
1. Há, nos humanos e animais uma forte necessidade de regularidade. Psicológicas a priori, mas não necessariamente válidas a priori. A necessidade de impor estas regularidades é instintiva (tal como a correspondência social, aprender uma língua com regras, entre outros).

2. Isso leva ao resultado de que expectativas podem surgir sem qualquer repetição. E se a repetição pressupõe similardade, elas não podem surgir de outra forma se não previamente à repetição.

3. Sendo assim, a teoria de Hume sobre a formação de crenças não poderia ser verdadeira, por razões lógicas.

4. A psicologia, e qualquer outra teoria psicológica da obtenção de conhecimento humano deve ser tratada como uma disciplina biológica, sujeita ao método de preferência, e portanto, à formação e teste de hipóteses concorrentes.
Comentários à solução de Popper do Problema Psicológico da Indução
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