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Interações conversacionais e Práticas narratológicas

GEACClissis
by

Michel G. J. Binet, PhD

on 26 March 2016

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Transcript of Interações conversacionais e Práticas narratológicas

1. Sinopse

«e eu inscrevi-me para eh:: (.) auxiliar de: educação (.) [que] é pronto para: (.) ou vigilante ou: pronto para e:ssa:» (Narradora (Utente): Lt 130 – 132)

2. Aproximação ao problema / Construção referencial de uma unidade narrativo-actancial

«porque eu fui chamada ainda agora (0.4) eh: uma senhora ali da: (1.0) a doutora da:: (1.2) escola Xxxxxxxxx chamou-me (0.7) para eu poder para eu ir eh frequentar (.) a a: esco:la ali da: para ser vi- vigilante (0.5) de crianças ali na: no Xxxxxx» (Narradora (Utente): Lt 132 – 136)

3. Problema

«só que tinha que ser a recibos verdes» (Narradora (Utente): Lt 138)

4. Avaliação do problema

«doutora isto eh é assim a recibos verdes (.) pagavam-me dois euros à hora (1.5) de segunda a sexta (0.6) se fosse feriados já: não pagavam sábados e domingos não pagavam (.) férias não pagavam e até junho» (Narradora (Utente): Lt 140 – 144)

5. Resultado / Resolução

«então (0.4) eu aí (0.5) e ela disse-me oh dona Xxxxx veja lá como é que é é porque isto realmente (0.7) a senhora aqui: (0.4) co- está com duzentos e setenta e quatro euros» (Narradora (Utente) + Actante (doutora Yyyyyy): Lt 146 – 149)
«eu disse logo (.)oh doutora eu estou com isto duzentos e setenta e quatro de::» (Narradora (Utente) + Actante (Utente): Lt 151 – 154)

6. Coda
Uma narrativa é uma operação complexa, realizada quotidianamente pelos falantes (Ochs & Capps, 2001), autênticos narratólogos no e do quotidiano.

«Many different root metaphors have been put forth to represent the essential nature of human beings: Homo faber, Homo economicus, Homo politicus, Homo sociologicus, “psychological man,” “ecclesiastical man,” Homo sapiens, and, of course, “rational man.” I propose that Homo narrans be added to the list» (Fisher, 1987: 62).

Estrutura global da subunidade narrativo-actancial 5.2.(03) [Lt 130 – 154]] (Labov, 1972)
6. Coda

A ocorrência de uma coda (Labov, 1972: 365), comentário metacomunicativo exterior à trama actancial da sequência narrada, por meio do qual o narrador metacomunica (voz off) a sua avaliação, a sua atitude emocional, a ilação de vida que tira da sequência narrada considerada no seu todo, é solidamente atestada no corpus ACASS, na sua função de finalização e encerramento das sequências narrativas.

«é assim a vida» (5.1.(05): Lt 231)

«pumba» (5.1.(02): Lt 332)

«eu eu fiquei assim quer dizer (0.5) eu tive vontade (.) não é? (1.0) [quer dizer]» (5.2.(03): Lt 195-7)

Uma vez recortada e localizada no espaço e no tempo, a unidade é discretizada pela sua estruturação actancial: no seu seio, são discriminadas acções, e, à volta delas, actantes, com papeis diferenciados. Estas unidades são decomponíveis em subunidades, por variação da escala de detalhes (granularidade) no curso da narração. As acções posicionadas no início ou no fim de uma sequência de acções encadeadas (curso de acção ou cadeia operatória) podem ser discretizadas para referir a ocorrência da sequência do seu todo.

«Si on nous demande, par exemple, « Qu'a-t-il fait ? », nous pouvons répondre « Il a tué l'âne », ou « Il a tiré un coup de fusil », ou « Il a appuyé sur la détente », ou « Il a remué l'index ». Et toutes ces réponses peuvent être correctes» (Austin, 1991: 118) selon le contexte.

David Monteiro (2011) identificou e evidenciou importantes operações narratológicas efectuadas pelos falantes, para relatar episódios interaccionais passados, num estudo que tem por base empírica o corpus ACASS.

Ao «(...) encenarem interacções com terceiros para documentar eventos passados, os falantes reproduzem e manipulam o 'contínuo sonoro' da sua intervenção, usando dispositivos conversacionais para recortar o contínuo da fala que é invocado e reproduzido, ora avançando sobre algumas partes, esbatendo o detalhe da formulação (“não sei quê”), ora compactando a sua realização em segmentos muito breves, repetidos de forma cadenciada (“na na na”) e parando noutras (“bo- (.) pronto”), ora atenuando e esbatendo a intensidade da encenação para voltar à interacção principal. Esta estratégia discursiva é mobilizada pelos interactantes para, por um lado, evidenciar a extensão da interacção encenada (que se pode estender além das intervenções encenadas) e, por outro, para permitir a inserção de comentários com a informação contextual necessária, de modo a que possam avançar sobre as porções irrelevantes da interacção encenada» (Monteiro, 2011: 46–7).

Fontes principais:

Binet, M., 2013. Microanálise etnográfica de interacções conversacionais: atendimentos em serviços de acção social. Tese de Doutoramento. Lisboa: FCSH-UNL. ----> pp.358-391

Monteiro, D., 2011. A organização sequencial de interacções informais institucionalmente enquadradas. O caso do Atendimento de Acção Social. Dissertação de Mestrado (dir. Adriano Duarte Rodrigues & Maria Isabel Gonçalves Tomás). Lisboa: FCSH-UNL.

Homo Narrans, os falantes convertem as suas interacções conversacionais num teatro dotado de um ou vários palcos onde se desenrolam diversas dramaturgias. O narrador constrói pelo seu trabalho referencial pequenos mundos mobilados (Adam & Revaz, 1997: 34), que pessoas referencialmente construídas habitam, estabelecendo entre si relações actanciais de apoio mútuo ou de adversidade, unidas pela composição narrativa de intrigas. Cada narração é assim uma performance (Alexander, 2006: 29), que integra pessoas referenciadas na unidade de uma intriga, estrutura actancial no seio da qual podem ocorrer conflitos. O estudo destes conflitos narrativizados revela que as operações narratológicas são orientadas não só para a produção de efeitos de realidade
Enquanto artefactos narratológicos performativos, as estruturas actanciais que organizam os nossos relatos de vida são simultaneamente realistas e realizadores, descritivos e prescritivos (Holstein, 1992): somos, usando uma fórmula derivada de Cassirer e de Geertz, animais simbólicos presos nas teias das suas narrativas autobiográficas, teias que constroem um mundo simbolicamente unificado, cohabitado com outros, mediante a sua narratização biográfica (Berger & Luckmann, 1999: 76).
A etnometodologia que habilita os falantes a realizar operações narratológicas é um locus de articulação de uma prática discursiva enformada por uma etnociência da conversação, tese defendida por David Monteiro e partilhada por mim:
«Esta prática evidencia não só o facto de que os interactantes possuem um conhecimento sistemático da organização sequencial da interacção, encenando turnos, pares adjacentes, sequências e mesmo várias interacções, como também que, explorando a materialidade sonora da fala e a organização sequencial da interacção conversacional, os interactantes efectuam, de modo selectivo, um recorte do material discursivo que consideram relevante reproduzir» (Monteiro, 2011: 48).

Em primeiro lugar, os falantes recortam no continuum da sua experiência social unidades de base interaccional, por meio de coordenadas de lugares, de tempo e de actantes. Usam, em primeira aproximação, categorizações vulgares, que submetem a seguir a uma crítica e a uma reformulação apoiadas em dados de experiência de escala microssocial. No trabalho de referenciação, mediante o qual recortam, mobilam e povoam unidades narratizáveis, os falantes mobilizam informações macro, meso e microcontextuais, articulando assim saberes que eu qualifico de sociológicos, etnográficos e micro-etnográficos. Procedem a seguir a uma exposição, atenta à dimensão sequencial dos episódios interaccionais que retratam, alternando a sua voz de narradores e analistas com as vozes dos actantes, que reproduzem, conjuntamente com as estruturas conversacionais que as enquadraram e que contribuíram em gerar. Narrações e falas relatadas ao discurso directo são artefactos metodológicos, activamente produzidos por operações narratológicas dotadas de efeitos realistas e argumentativos, por meio das quais os narradores defendem posições, análises, interpretações, acerca das acções que relatam.
Actante
-emic-
Actante
-etic-
Narrador
Voz off do Narrador
(Metacomunicação)
Voz off do Narrador
(Metacomunicação)
Voz off do Narrador
Voz off do Narrador
(Metacomunicação)
Voz off
Voz off
Voz off
Voz off
Voz off
Voz off
Voz off
Voz off
Agente
(02)
Agente
(01)
Agente
(04)
Agente
(03)
Agente
(06)
Agente
(05)
Agente
(08)
Agente
(07)
Agente
(10)
Agente
(09)
Agente
(12)
Agente
(11)
Agente
(14)
Agente
(13)
Agente
(16)
Agente
(15)
Voz in
Voz in
Voz in
Voz off
Voz in
Voz off
Voz in
Voz in
Voz in
Voz off
Voz in
Voz off
Voz in
Voz in
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Voz off
Voz in
Voz off
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Voz off
Voz in
Voz off
Quero aqui apresentar, gradualmente, um esquema que integra numa só classificação tipológica os modos de produção narrativa, diferenciados com base em dois traços: a polifonia e a agencialidade. Trata-se de um trabalho de formalização dos modos de gestão polifónica e agencial mobilizáveis por um falante em posição de narrador, trabalho movido por uma intenção heurística.
A um primeiro nível, podemos classificar as narrativas consoante O ESTATUTO ACTANCIAL DO PRÓPRIO NARRADOR. Temos uma divisão muito marcada entre um narrador em posição de observador exterior e um narrador participante, que observa e relata de dentro um acontecimento passado. O primeiro, que privilegia o discurso indirecto, descreve e relata de fora, numa posição etic, enquanto o segundo adopta uma perspectiva emic, mais orientada para o recurso a relatos no discurso directo.
O narrador de um acontecimento passado no qual ele não participou a título pessoal pode optar por não fazer ouvir a sua voz, não metacomunicando sobre os episódios actanciais relatados. As suas descrições e os seus relatos são elaborados de um modo que privilegia do discurso indirecto, a partir de uma posição que aparenta neutralidade e frieza, possibilitando uma reconstituição etic, distanciada, dos acontecimentos tais e quais aconteceram (focalização externa). Estes relatos, que reivindicam um estatuto de objectividade, são limitados a juízos factuais, delegando por completo ao ouvinte a responsabilidade de formular juízos de valor. Este narrador corresponde ao retrato feito por Benveniste do historiador, positivista, que apaga dos seus relatos todas as marcas da sua subjectividade, em prol de uma verdade factual.
«Personne ne parle ici; les événements semblent se raconter eux-mêmes. Le temps fondamental est l'aoriste [pretérito perfeito], qui est le temps de l'événement hors de la personne d'un narrateur» (Benveniste, 1997: 241).
Rompendo com a focalização neutra do primeiro modo narrativo, o narrador pode, ao contrário, optar por fazer ouvir a sua própria voz, metacomunicando acerca dos acontecimentos relatados, de forma a partilhar com a sua audiência emoções, pensamentos, críticas, etc., que lhe suscitam os acontecimentos por ele relatados, numa perspectiva mais compreensiva e emic, que sai do quadro limitado da descrição meramente factual. Este modo de relato subjectivo visa exercer uma influência sobre a compreensão avaliativa que o ouvinte elabora acerca dos acontecimentos relatados. Os pedidos de retorno, confirmativos da compreensão e do acordo, dirigidos pelo falante primário em posição de narrador ao falante secundário, são mais frequentes, o que convida a resituar esta narrativa subjectiva no quadro das relações interlocutivas do quotidiano.
No nível seguinte, o narrador introduz actantes, silenciosos ou capazes de metacomunicar (voz off) sobre as suas motivações, as suas reacções emocionais, as suas visões do mundo, a sua maneira de definir situações, de categorizar outrem, etc.
Num polo extremo, temos um narrador que apaga no plano metacomunicativo todas as marcas de subjectividade, suas e dos actantes, introduzidos no seu relato mediante descrições compartamentalistas privilegiando uma perspectiva etic, que se abstém de ter em atenção a interioridade dos actantes. Estes actantes falam e agem, sim, mas sem metacomunicar sobre as situações e os actos que realizam (vozes in). As suas falas e os seus actos são preferencialmente reproduzidos em discurso indirecto.
No outro polo, temos um narrador que opina na primeira pessoa, partilhando as suas emoções e pensamentos, que introduz e anima, recorrendo ao discurso directo, actantes que falam entre si (vozes in) e sobre si (vozes off). Este modo narrativo polifónico é atestado no corpus.
Os dois primeiros modos de narração evidenciados a este nível definem também duas grandes orientações das ciências sociais e humanas. O primeiro modo, de que acabei de falar, é o da orientação positivista e comportamentalista. O segundo modo é o das abordagens compreensivas, interessadas em recolher, transcrever e restituir a voz dos actores, de forma a descrever de perto e de dentro a trama actancial dos acontecimentos, de um ponte de vista emic, ou seja, que dá a ouvir e a compreender a subjectividade dos actores. A intenção de objectivação da subjectividade dos actores leva os narradores a manter sob vigilância apertada as manifestações da sua própria subjectividade, no decurso do seu trabalho de narração de acontecimentos passados, repleto do eco das vozes dos actores, vozes in presas em tramas actanciais observadas no terreno e vozes off recolhidas em situações de entrevista.
O esquema em arborescência permite identificar aqui oito modos de gestão da relação Narrador – Actantes, assentes em dois traços: a polifonia metacomunicativa e a agencialidade. Este último traço, o da agencialidade, classifica os actantes, silenciosos sobre si mesmos ou dotados de uma voz, nas duas grandes categoriais actanciais do agente e do paciente.
Localizado em posição extrema, o modo de gestão narrativa (01) corresponde ao de uma história positivista, centrado em grandes estruturas deterministas, que fixam os destinos de sujeitos retratados como passivos e silenciosos, na sua acomodação e alienação.
O segundo modo (02), próprio a um possibilismo histórico, reconhece aos sujeitos margens de iniciativa e de acção dentro das malhas das grandes estruturas condicionantes que ocupam o palco da história.
Os dois modos seguintes devolvem as suas vozes aos actantes, (03) retratando na primeira pessoa voz passiva a sua miséria, o seu sofrimento, ou (04) enfatizando na primeira pessoa voz activa as suas vontades de agir e de mudar o curso da sua história pessoal e familiar, ou a de unidades sociais de escala maior.
Os restantes quatro modos correspondem a uma postura mais interventiva e cívica do narrador, que politiza o seu discurso narrativo fazendo ouvir em seu nome próprio críticas, emoções, volições, etc.
Este narrador exterior, que se envolve na trama actancial das vidas dos sujeitos de que fala, (05) / (06) faz ouvir uma voz off, a sua, apenas, (07) / (08) ou, mais abertamente dialógico, reproduz as vozes off dos actores, para se posicionar a título pessoal face a elas, em regime de concordância ou de discordância. Os agentes surgem perante ele como (05) falantes em voz in e passivos, (06) falantes em voz in e activos, (07) falantes em vozes in e off comunicando dentro e sobre uma condição social que sofrem passivamente e, finalmente, (08) actantes (voz in) reflexivos (voz off), reactivos, actores das suas vidas, que se desenrolam em condições nunca totalmente constrangedoras.
A versão completa do esquema alarga a classificação e análise às unidades narrativo-actanciais que o narrador descreve e relata de dentro, integrado como actante na sua trama actancial. Estes relatos têm, em potência, a riqueza informativa que só o método da observação participante coloca ao alcance do narrador.
Os quatro modos de narração (09), (10), (11) e (12) são mobilizados por um observador que adopta uma postura investigativa, interessada em primeiro lugar em estabelecer e relatar, mediante juízos factuais documentados ou documentáveis, os acontecimentos tal e qual ocorreram e se desenrolaram. O observador trata a sua participação como uma fonte de informações privilegiadas, apresentadas num formato factual desprovido de juízos de valor.
A observação pode ter um cunho naturalista e determinista, que gera narrativas produzidas sem a voz off do narrador (ou uma voz off limitada ao trabalho referencial), que tendem a situar os comportamentos dentro de encadeamentos de acções que os condicionam de um modo coercivo. Estes condicionamentos podem ser relatados (09) como sofridos de modo fatalista e passivo, sem possibilidades de controlo e de contra-medidas. Os acontecimentos aparentam contar-se a si próprios, sem necessidade de se fazer ouvir as vozes off dos actantes. Este modo narrativo pode ser mantido nos seus traços essenciais e passar a contemplar (10) relatos que outorgam aos sujeitos uma maior capacidade de iniciativa e de acção.
Nos dois modos narrativos seguintes, (11) e (12), os actantes são elevados à condição de falantes dotados da capacidade, metacomunicativa (voz off), de falarem de si próprios, enquanto actantes e interactantes. O narrador, apoiando-se na sua observação participante, pode desta vez enriquecer os juízos factuais dos seus relatos com juízos de valor dos actantes, ele inclusive, enquanto incorporados na trama actancial dos acontecimentos (voz in) ou reflectindo sobre eles (voz off), e isso, de dois pontos de vista distintos, (11) um que enfatiza os condicionalismos sofridos pelos actantes, (12) outro que realça as suas margens de iniciativa e de acção.
Os quatro últimos modos narrativos, (13), (14), (15) e (16), gerados pela ramificação tipológica da estrutura arborescente do esquema, convidam o analista a ter em atenção os impactos sobre cada um dos modos narrativos (09), (10), (11) e (12) do apoderamento do narrador resultante da adopção de uma voz off de nível mais global e distanciado.
Este apoderamento pode ser trabalhado em sede de atendimentos sociais. Uma das técnicas, com formação de base em psicologia, convida recorrentemente os utentes a fazerem ouvir a sua voz, metacomunicando as suas emoções e os seus pensamentos perante os factos e os acontecimentos que relatam (Kettunen et al., 2003; Nijnatten (van), 2006). Estas intervenções fazem dos atendimentos um quadro interaccional que favorece a conversão dos relatos impessoais em relatos pessoais.
Bibliografia:

Adam, J.-M. & Revaz, F., 1997. A análise da narrativa, Lisboa: Gradiva.
Alexander, J.C., Giesen, B. & Mast, J.L. eds., 2006. Social Performance: Symbolic Action, Cultural Pragmatics, and Ritual, Cambridge: Cambridge University Press.
Austin, J., 1991. Quand dire, c’est faire, Paris: Seuil.
Benveniste, É., 1997. Les relations de temps dans le verbe français (1959). In Problèmes de linguistique générale (Vol.1). Paris: Gallimard, pp. 237–250.
Berger, P.L. & Luckmann, T., 1999. A construção social da realidade, Lisboa: Dinalivro.
Fisher, W.R., 1987. Human Communication as Narration: Toward a Philosophy of Reason, Value, and Action, Columbia: University of South Carolina Press.
Geertz, C., 1973. The Interpretation of Cultures, New York: Basic Books.
Genette, G., 1980. Narrative Discourse: An Essay in Method, Ithaca / New York: Cornell University Press.
Holstein, J.A., 1992. Producing People: Descriptive Practice in Human Service Work. In G. Miller, ed. Current Research on Occupations and Professions (Vol.7). Greenwich, CT: JAI Press, pp. 23–39.
Kettunen, T., Poskiparta, M. & Karhila, P., 2003. Speech practices that facilitate patient participation in health counselling - A way to empowerment? Health Education Journal, 62(4), pp.326–340.
Labov, W., 1972. The Transformation of Experience in Narrative Syntax. In Language in the Inner City: Studies in the Black English Vernacular. Philadelphia: University of Pennsylvania Press, pp. 354–396.
Metz, C., 2003. Essais sur la signification au cinéma (Vol. I & II), Paris: Klincksieck.
Nijnatten (van), C., 2006. Meta-communication in Institutional Talks. Qualitative Social Work, 5(3), pp.333–349.
Ochs, E. & Capps, L., 2001. Living Narrative: Creating Lives in Everyday Storrytelling, Combridge - London: Harvard University Press.
Saini, P., 2006. Des hommes et des caméras. Regard anthropologique sur la relation réalisateurs – protagonistes à travers cinq films documentaires récents. Mémoire (dir. Ellen Hertz). Neuchâtel: Université de Neuchâtel - Institut d’Ethnologie.
Schegloff, E., 2000. On Granularity. Annual Review of Sociology, 26, pp.715–720.

Fonte: Binet, 2013: 376.
Michel G. J. Binet
, Doutor (
PhD
) em Antropologia
Professor Auxiliar na Universidade Lusíada de Lisboa

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http://geacc.hypotheses.org/
Referenciação de um quadro temporal secundário não alinhado com o presente enunciativo (Binet, 2013)
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