Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

"Os nossos tristes assuntos"- Vasco Graça Moura

No description
by

Patrícia Barbosa

on 15 March 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of "Os nossos tristes assuntos"- Vasco Graça Moura

Vasco Graça Moura
Biografia
Os nossos tristes assuntos
Estrutura Externa
O poema é constituído por 8 quadras e por versos heptassilábicos (redondilha maior).

A rima é sempre cruzada de acordo com o esquema rimático: ABAB/CDCD/EFEF/GHGH/IJIJ/KLKL/MNMN/OPOP.
Recursos Estilísticos utilizados
"Os nossos tristes assuntos"
Vasco Graça Moura nasceu a 3 de Janeiro de 1942, no Porto, Foz do Douro.
Licenciou-se em Direito , mas só na década de 80 é que se dedicou à literatura.

Escrita
Poesia
- "Modo Mudando"
Romance
- "Quatro Últimas Canções"
Diário
- "Circunstâncias Vividas"
Crónica
- "contra Bernardo Soares e Outras Observações"
Ensaios
- Camões e a Divina Proporção"
Traduções
- "A Divina Comédia" de Dante
Prémios
Struga Poetry Evenings, 2004
Prémio Pessoa, 1995
Prémio Europa David Mourão-Ferreira
tal como pedes eu trato
dos nossos tristes assuntos
já rasguei o teu retrato
e outro em que estávamos juntos.

e o anel que tu me deste
fui deitá-lo fora ao mar,
o vento soprava agreste
e não havia luar.

há-de ficar-te a lembrança
da nossa vida passada,
eu, perdida a esperança,
fico sem nada, sem nada.

fica tu com as mentiras
que te dizem estou bem
e outras mais que tu prefiras,
que as não digo a mais ninguém.
fico eu com as verdades
tão duras, sem exagero,
e angústias e ansiedades
e agonia e desespero,

fico eu com o vazio
da negra noite sem fim,
nem sei quem sou, tenho frio,
estou comigo e sem mim

não me conheço ao espelho:
serei eu? não serei eu?
já deixou de ser vermelho
um coração que bateu.

e assim eu me despedaço,
sem salvação nem socorro:
se não sou eu, me desgraço,
se sou eu, sinto que morro.
TEMA E ASSUNTO
tal como pedes eu trato
A
dos nossos tristes assuntos
B
já rasguei o teu retrato
A
e outro em que estávamos juntos.
B

e o anel que tu me deste
C
fui deitá-lo fora ao mar,
D
o vento soprava agreste
C
e não havia luar.
D

há-de ficar-te a lembrança
E
da nossa vida passada,
F
eu, perdida a esperança,
E
fico sem nada, sem nada.
F

fica tu com as mentiras
G
que te dizem estou bem
H
e outras mais que tu prefiras,
G
que as não digo a mais ninguém.
H
fico eu com as verdades
I
tão duras, sem exagero,
J
e angústias e ansiedades
I
e agonia e desespero,
J

fico eu com o vazio
K
da negra noite sem fim,
L
nem sei quem sou, tenho frio,
K
estou comigo e sem mim
L

não me conheço ao espelho:
M
serei eu? não serei eu?
N
já deixou de ser vermelho
M
um coração que bateu.
N

e assim eu me despedaço,
O
sem salvação nem socorro:
P
se não sou eu, me desgraço,
O
se sou eu, sinto que morro.
P
Rima cruzada
Esquema Rimátic0
Vasco Graça Moura, in
Poesia
2001/2005, Quetzal, 2006
O tema deste poema é o amor, que é antecipado no título ao sugerir a tristeza sofrida pelo sujeito poético.
O assunto do poema é o sofrimento amoroso, causado pelo fim do relacionamento. “a vida passada”, “perdida a esperança” ,“angustia”, “agonia e desespero” e “vazio” são expressões que comprovam a sua atual solidão que antes não se verificava. O sujeito poético sente-se agora uma pessoa sem vida, visto que “ já deixou de ser vermelho um coração que bateu” e “ sem salvação nem socorro” “sinto que morro”.
Além disso, toda esta complicação, aparentemente, se deve a um amor não correspondido (primeira estrofe) e desgastado por mentiras contadas a ''amada" (quarta estrofe).
Edward Hopper,
Autómato
, 1927
"fico sem nada, sem nada"
"e angústias e ansiedades / e agonia e despero"
"da negra noite sem fim"
"estou comigo e sem mim"
"serei eu? Não serei eu?"
REPETIÇÃO
POLISSÍNDETO
ENUMERAÇÃO
METÁFORA
HIPÉRBOLE
ANTÍTESE
INTERROGAÇÃO RETÓRICA
Full transcript