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O Sarau do Teatro da Trindade:

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by

sergio pedroso

on 4 March 2015

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Transcript of O Sarau do Teatro da Trindade:

O Sarau do Teatro da Trindade
Capitulo XIV
O sarau do Teatro da Trindade
O que é um Sarau?
É um espetáculo noturno, cujo programa integra música, literatura, oratória discursiva, etc.
Carlos e Ega vão ao Sarau do Teatro da Trindade ouvir o Cruges e o Alencar, que nessa noite atuam. Ai, ouvem o discurso de Rufino sobre a caridade e a familia real, que esta ausente no evento, e Ega conhece o Sr. Guimarães, o tio de Dâmasoque vivia em Paris e trabalhava num jornal.
O motivo da conversa é averiguar as razões da carta que Dâmaso escrevera, coagido, segundo ele, por Ega.

Cruges toca, porém é um fiasco, pois ninguem admira o seu talento. Carlos ainda assiste a atuação de Alencar que declama o poema “Democracia”.
Mais tarde, quando Ega regressava ao Ramalhete, Guimarães aparece dizendo-lhe que tem um cofre da mãe de Carlos para entregar a familia. No meio da conversa, Ega descobre que Carlos tem uma irma e Guimarães diz tê-los visto nos trabalhadores numa carruagem: Carlos, Ega e a irmã, Maria Eduarda.
Guimarães conta a Ega o passado de Maria Monforte. Fala tambem da fuga de Maria Monforte com Tancredo, da filha que eles tiveram e morreu em Londres. Guimarães entrega o cofre a Ega, que, chocado com a verdade, decide pedir ajuda a vilaça para contar tudo a Carlos.
Neste episódio além de se fazer uma critica á sociedade portuguesa daquela altura também é aqui que se dá a conhecer a relação incestuosa entre Carlos e Maria Eduarda.

Concluimos assim que
é no episodio do Sarau da Trindade que surge a tragédia
. Eça quis provocar um grande impacto.
Personagens
rufino
Rufino e uma personagem passageira. Representa a sensibilidade literária e a orientação mental dos que o ouviam, e também o modo como os ricos viam a monarquia em Portugal. Através da oratória oca, balofa e banal, homenageia a familia real, que não se encontra presente.
Cruges
Cruges é um maestro e pianista amigo de Carlos. Neste Sarau, reproduziu a "Sonata Patétique". Não teve grande sucesso no que diz respeito a captar a atenção do público tendo sido ridicularizado. Surge como alvo de brincadeira por parte da plateia. Tornando-se, assim, o "fiasco" da noite.

Alencar
Alencar foi amigo de Pedro da Maia e agora amigo de Carlos da Maia. É considerado incoerente e um falso moralista, que acha o Naturalismo e o Realismo imorais, sendo um Ultrarromântico. É ainda considerado um homem generoso e que possiu um grande coração. Defendia a Democracia tendo mesmo recitado um poema da sua autoria com esse nome, ou seja , "Democracia".

Objetivo deste espaço social
Criticar
A critica social é maioritariamente dirigida ao provincialismo do pais e ao atraso cultural de todas as classes sociais portuguesas;
Há uma critica ao facto do público se desinteresar pela arte musical de Cruges, preferindo a retórica de Rufino e a teatralidade de Alencar;
Quando Cruges toca a "Sonata Patétique" e ninguém reconhece o seu valor, verifica-se uma critica á ignorancia e á insensibilidade artístca do publico;
As ovações calorosas dadas a Rufino traduzem o gosto público por aspetos fúteis, tipicos do Ultrarromantismo;
Critica-se o gosto caduco dos portugueses, que demonstram um sentimentalismo patriotico e social já ultrapassado;
Critica-se a ausência de espirito critico, a falta de cultura e a superficialidade dos temas de conversa;
A ausência da familia real no espetáculo de beneficência estabelece uma crítica à Monarquia e à sociedade da época;
outros aspetos relevantes sobre o episodio:
Uso expressivo do adjetivo;
Uso espressivo do adverbio;
Uso do gerúndio;
Uso de empréstimos (galicismos e anglicismos);
Discurso indireto livre;
USO EXPRESSIVO DO ADJETIVO
DUPLA ADJETIVAÇÃO
"Um estremecimento
devoto e poético
arrepiava as cuias das senhoras." (pag. 599)

"O pobre viúvo (...) dançava,
escanifrado e desengonçado
." (pag. 615)

"Uma aclamação rompeu,
imensa e rouca
, abalando os muros cor de canário." (pag. 621)


Uso expressivo do advérbio
"E da antessala Ega avistou (...) o Cruges, com o nariz bicudo contra o co da sonata, martelando
sabiamente
o teclado." (pag. 596)

"Ao ver Carlos fender assim sobre ele, (...) o Eusébio, encolhido, balbucionou
atarantadamente
(...)" (pag. 615)

"Pedia desculpa
sinceramente
- e desejava ao Sr. João da Ega muitissimo boas noites." (pag. 625)

uso do gerúndio
"Rufino
estava exaltando
uma princesa que dera seiscentos mil réis (...)" (pag. 596)

"(...) mais longe as negras aguas iam juntamente
arrastando
um botao de rosa e um berço!" (pag. 599)

"e diretamente,
largando
o charuto,
passando
a mão pelas barbas, a retocar a majestade da face (...)" (pag. 601)


uso de empréstimos
(Galicismos e ANGLICISMOS)
Galicismos
Cache-nez
Blague
Coupé
Anglicismos

Sport
Gentleman
discurso direto livre
"Quem havia agora ai, que, agarrando numa das maos a espada e na outra a cruz, saltasse para o convés de uma caravela a ir levar o nome portugues através dos mares desconhecidos? Quem havia ai, heroico bastante, para imitar o grande João de Castro, que na sua quinta de Sintra arrancara todas as arvores de fruto, tal era a isenção da sua alma de poeta..." (pag. 614)

"E o poeta, sacudindo os cabelos para tras, perguntava porque havia ainda esfomeados neste orgulhoso seculos XIX? De que servira então,desde Espártaco, o esforço desesperado dos homens para a Justiça e para a Igualdade?" (pag. 616 e 617)

Oratória e o lirismo de Alencar
vs.
Visão critica de João da Ega
Valoriza o que se é;
Critica indiretamente;
Objetividade;
Imagens sem fantasias, reais;
Aversão ao "amor platónico";
João da Ega- realismo
Principais temas:
Educação;
Corrupção;
Politica;
Jornalismo;
Etc.
Alencar -Ultraromântico
Valoriza o que se idealiza e sente;
critica indireta;
Subjetividade;
Imagens fantasiadas, perfeitas;
Amores platónicos.
Principais temas:
Drama humano;
Amores trágicos;
Etc.
sintese
"-Bem, vamos nós lá a baixo tomar também um grogue! Que recitas tu logo,Alencar?
- << A Democracia>>- foi dizendo o poeta pela escada, com certa reserva.- Uma coisita nova, tu verás...São algumas verdades duras a toda essa burguesia... "
Pág. 600
"O Crugues... o nome correu entre as senhoras, que o não conheciam. E era composição dele, aquela coisa triste?
- É de Beethoven, srª D. Maria da Cunha, a <<Sonata Patética>>.
Uma das Pedrosas não percebera bem o nome da sonata.E a marquesa de Soutal, muito séria, muito bel, cheirando devagar um frasquinho de sais, disse que era a << Sonata Pateta >>. Por toda a bancada foi um rastilho de risos sufocados. a << Sonata Pateta>>! Aquilo parecia divino! Da xtremidade o Vargas gosdo, o das corridas, estendeu a face enorme, imberbe e cor de papoula:
-Muito bem, senhora marquesa, muito catita"

"-Que te parece Tomás?
- Faz nojo!- rugiu surdamente o poeta.
Tremia revoltado! Numa noite daquelas, toda de poesia, quando os homens de letras se deviam mostrar como são, filhos da Democracia e da Liberdade, vir aquele pulha pôr-se ali a lamber os pés à familia real... Era simplesmente ascoroso!" (Pág.600)
RELAÇÃO DO EPISÓDIO COM A INTRIGA PRINCIPAL
ega
guimarães
Muito alto;
Com uma face encabeirada;
Olhos encovados;
E sob o nariz aquilino, longos, espessos, românticos bigodes grisalhos.;
Era calvo;
E em toda a sua pessoa "havia alguma coisa de antiquado, de artificial e de lúgubre".
CARACTERIZAÇÃO FÍSICA
Usava um monóculo;
Tinha nariz curvo;
Pescoço esganiçado;
Punhos tísicos;
E pernas de cegonha.
Caracterização física
Ega neste episódio vai conhecer que Carlos da Maia e Maria Eduarda são irmãos, quando Guimarães lhe entrega o dito cofre para de seguida Ega entregar a Carlos da Maia ou a Maria Eduarda.
caracterizaçao fisica
Usava largas barbas;
Grande chapéu de abas à moda de 1830.
Guimarães é importante neste episódio pois é ele que vai revelar a Ega que Carlos da Maia e Maria Eduarda são irmãos. Guimarães revela a Ega que tem um cofre que a mãe de Carlos da Maia lhe entregou com o objetivo de o entregar a Carlos da Maia ou á sua irmã, Maria Eduarda.


Tinha uma grenha crespa que lhe ondulava até à gola do jaquetão;
Olhinhos piscos;
E um nariz espetado,

CARACTERIZAÇÃO FÍSICA
trabalho feito por:
Carolina Franco nº10
Clara Cússio nº13
Marina Soares nº26
Sérgio Pedroso nº29
“ Aqui está o que é…Vossa excelencia sabe , ou talvez não saiba, que eu fui em Paris intimo da mãe de sr. Carlos da Maia… Vossa excelencia tem pressa, e não vem agora a propósio essa história. Basta dizer que aqui há anos ela entregou-me , para eu guardar, um cofre que, segundo dizia, continha papeis importantes…” (Pág. 623)
“ Muito agradecido a Vossa Excelência entrega-o da minha parte a Carlos da Maia, ou à irmã.
Ega teve um momento de espanto:
- Á irmã... A que irmã? “ (Pág. 624)
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