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lógicas de risco na experiência da sexualidade juvenil

V congresso Ibero americano pesquisa quali saúde
by

Cristina Vieira

on 8 October 2012

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Transcript of lógicas de risco na experiência da sexualidade juvenil

yum. by Prof saxx at en.wikipedia The reconstructed facade of the
Neo-Sumerian Great Ziggurat of Ur, near Nasiriyah, Iraq Attribution: Hardnfast First landing of Columbus on the shores of the New World, at San Salvador, W.I., Oct. 12th 1492 Lewis Hine/Library of Congress via pingnews Textile mill workers with spinning machinery, Georgia, United States, 1909 January 19 German Albatros
D.III biplanes a British Mark IV Tank
crossing a trench a Vickers machine gun
crew with gas masks The "Big Three" at the Yalta Conference: Winston Churchill, Franklin D. Roosevelt and Joseph Stalin, 1945 Commercial for Honda's Asimo Nasa
Suntower concept Cristina Pereira Vieira
cvieira@uab.pt

Sexualidade dos Jovens Sabemos que :

Integrada numa lógica subjectiva, a sexualidade, aparece incrustada a valores, a símbolos e a significados que ultrapassam a lógica da racionalidade científica.

Nesse sentido, impõe-se conhecer como os jovens conciliam o condicionamento das práticas do quotidiano com
as biografias sexuais

Sexualidade dos Jovens Sabemos que :

Nos espaços juvenis circulam uma multiplicidade de mensagens (mais informativas umas, mais moralistas outras, normativas ou indutoras de adesão hedonista, etc.),

Sexualidade dos Jovens Sabemos que :
do ponto de vista da negociação íntim há que gerir a informação de tipo científico, a informação de sedução para consumo de produtos sexuais e a informação transmitida no espaço da família Quem eram estes/estas Jovens?


Rapazes e raparigas

Idade 18-23 anos

27 Rapazes e 27 raparigas
(amostra)54 jovens
Escolaridade (ensino superior / ensino profiddionalizante (até 3ºciclo)

Um estudo qualitativo no distrito do Porto - 6 Grupos discussão misto
Resultados













A sexualidade juvenil como prática legitimada


sexualidade como algo que faz parte efectiva das suas vivências do quotidiano processo natural, inerente às trajectórias juvenis, como necessidade inscrita no corpo


Este registo evidencia uma alteração relativamente aos dados apresentados, na década de oitenta, por Vaz (1988), que afirmava existir uma certa ambivalência, incerteza, ou seja, um “mixed feeling”

pré-conjugal que tanto preocupou as gerações décadas de 60, 70 e 80, parece estar completamente ultrapassada, RAPAZ : 21 anos
a sexualidade surge ancorada à individualização, na medida em que a opção de ser sexualmente activo/a passa pela decisão reflexiva de cada um/uma. Rapariga: 20 anos Quando tomam a decisão de iniciar a sua vida sexual, não existe qualquer tipo de impedimento que não possa ser ultrapassado Rapaz: 20 anos A iniciação sexual e
sua percepção diferenciada pelos géneros Por iniciação sexual, os/as jovens da nossa amostra entendem a primeira relação coital. É verbalizada a existência de práticas, pessoais ou partilhadas, antes da primeira experiência coital … “bate o pé ou “verdade ou consequência” descrevendo comportamentos e práticas de exploração (com maior ou menor intimidade física) entre rapazes e raparigas não existe uma idade que balize o momento certo para a primeira relação sexual com penetração diferença de entendimento em relação à idade mais ou menos precoce/tardia da primeira relação coital, em função da escolaridade, remete para os processos de análise inerente à noção de habitus (Bourdieu, 1980) e a sua influência nas escolhas que traduzem um conhecimento que é um juízo prático de classificação organizado a partir de um vasto e diferenciado conjunto de disposições estruturantes e estruturadas rapaz:21 anos Moderadora rapaz:20 anos Rapariga :21 anos A questão da virgindade assume um significado diferenciado entre raparigas e rapazes Moderadora Rapariga: 19 anos Rapaz: 21 anos Mas a valorização da virgindade da rapariga aparece também no imaginário dos rapazes, nomeadamente no que respeita facto de ter sido com eles que a namorada perdeu a virgindade. Rapaz:21 anos A expectativa, a desilusão e os medos na primeira experiência coital Rapariga – A minha primeira vez, eu fiquei traumatizada. Na minha primeira vez foi tudo horrível: eu idealizei uma coisa e saiu tudo ao contrário…doeu-me imenso, foi num sítio que eu não queria. Depois estávamos os dois stressados. […] Foi num espaço verde muito, muito lindo…eu estava cheia de frio, foi horrível, a sério. Eu fui para casa a chorar, eu ia em estado de choque, eu pensei: “ eu não gosto disto, diziam que era tão fixe e eu não quero mais”. (23 anos) Rapaz - Eu pensava que ia ser uma história cor-de-rosa, uma coisa para recordar e foi para esquecer. […] Éramos os dois e esse é que foi realmente o maior problema. Um fica a pensar “a culpa foi minha” e o outro fica a pensar “não, foi minha” e depois ninguém consegue falar. Ainda por cima, nessa altura, dormimos os dois. Eu fiquei com o apartamento. Tinha falado com os meus colegas na altura e eles foram à vidinha deles e nós ficámos sozinhos a noite inteira e só falámos no dia a seguir. E eu notava que ela estava acordada e… […]eu não sabia o que dizer …e isso é a pior sensação. (23 anos ) A estes discursos surgem associados representados preconceitos sociais ancorados em lógicas profundamente genitalizadas e falocêntricas, especificamente inerentes à masculinidade viril. No conjunto destas inquietações, os discursos deles indicam que a iniciação sexual com uma rapariga que conhecem, de quem gostam e em quem confiam, aparece, para os jovens, como facilitadora do acontecimento. rapaz: 20 anos As práticas de sexualidade Verifica-se pelos discursos destes/as jovens que os seus conhecimentos sobre sexualidade não resultam de ideias abstractas, feitas de informações recolhidas no exterior, mas surgem associados a práticas reais por eles/as próprios/as efectuadas. Eles e elas falam com experiência efectiva. A realização de novas práticas que implicam maior intimidade remete para o modelo relacional de namoro, cenário vivenciado como de pré-conjugalidade em que aumenta a convivência, o à-vontade e a intimidade. Rapariga : 19 anos Os/as jovens interrogam-se sobre as práticas sexuais nas relações de crescente intimidade, do ponto de vista do seu significado relacional. Em que medida elas traduzem fazer amor ou fazer sexo? (G4F3:20). Na distinção destas categorizações, a primeira, fazer amor, aparece referida à representação relacional romântica e a segunda, fazer sexo, surge representada pela interpretação individualista, mais hedonista, da sexualidade, ou seja, entendida enquanto mera fonte de prazer e de satisfação pessoal.

A solução encontrada passa por articular entre o prazer corporal e a relação amorosa de que aquele é encarado como veículo. Ou seja, descobrem a sua definição de erotismo como sexo amoroso, a que Pais também se referiu com os termos sexualização do amor e erotização do sexo (Pais, 1998). Rapaz: 20 anos Os discursos sustentam de forma explícita a ideia de aceitação, por parte dos progenitores, de uma efetiva actividade sexual dos/das jovens. Os progenitores têm conhecimento de que eles/elas têm relações sexuais o que pode acontecer com os/as progenitores em casa. Rapariga: 23 anos Rapaz :22 anos Rapariga :23 anos as experiências vividas tiveram lugar, de uma forma geral, na habitação onde moram (com os progenitores próprios ou da/do parceira/o), especificamente no seu quarto de dormir. Os relatos demonstram alguma descontração, particularmente quando estão em casa sozinhos, mas também quando os/as progenitores, estando em casa, lhes garantem privacidade. É neste ambiente pessoal e íntimo, que elegem o quarto de dormir como o local mais seguro, em que manifestam ter mais à-vontade. carro jardim Com excepção do carro e do jardim, outros locais são também do conhecimento dos/das jovens (como experiências relatadas por amigos) - nomeadamente foram referenciados locais públicos entre os quais se destacam: centros comerciais (em elevadores e provadores de lojas), discoteca e praia. Rapaz: 18 anos Em jeito de reflexão A sexualidade destes jovens, orientada por padrões da sociedade moderna, surge como um processo naturalmente legitimado nas trajectórias juvenis. Ela assume uma dimensão individualizada (Giddens, 1996), pensada como necessária à subsistência dos relacionamentos. A iniciação teve lugar com um/uma parceiro/a conhecido/a (frequentemente designado/a por namorado/a), o que indica um sentido de distanciamento em relação à forma tradicional de iniciação sexual/coital masculina, de recurso à prostituição (Pais, 1993; 1998) Apr Diferente significado atribuído à virgindade, que nas raparigas surge associado a um valor moral e é verbalizado pelo discurso da perda da virgindade - trata-se de uma concepção de tipo essencialista, naturalmente relacionada à honra feminina em que a pureza surge corporizada pelo hímen (Pitt-Rivers, 1971). Nos rapazes, a virgindade assume uma lógica diferente. A sua não materialização surge como uma espécie de castração voluntária, arriscando a pôr em causa a sua masculinidade, uma vez que o sentido, tal como refere Pitt-Rivers (1971), está directamente relacionado com o desempenho ou com a coragem demonstrada As sensações descritas da primeira relação sexual/coital deixam perceber que este momento foi menos aprazível do que era de esperar, vivido de forma pouco confortável e manifestado com um sentimento de desilusão em relação às expectativas. Parece oportuno equacionar a hipótese de que a informação entretanto assimilada pelo consumo de produtos com cariz sexual gere expectativas elevadas. Aproximação em determinados entendimentos e comportamentos entre rapazes e raparigas, não deixa de ser acompanhada da permanência de significados e símbolos culturais que operam nos discursos e nas práticas, reproduzindo categorias de género. As sensações pouco aprazíveis da primeira relação sexual/coital desaparecem com o aumento da intimidade. Numa acentuada convergência entre os e as jovens, a sexualidade é experienciada com prazer, relativamente descentrada da genitalidade
e
Quando vivenciada num quadro de uma relação continuada, deixando de ser percepcionada com vergonha e adoptando práticas de grande intimidade numa atitude de que “tudo é possível”. A sexualidade é então experienciada num quadro de romantismo e de “hedonismo-erótico”. A ars erótica apreendida no espaço público entra não só nos discursos, mas também nas experiências sexuais. O contexto de relacionamento continuado legitima o prazer sexual erótico como manifestações de amor – concepção que foi apelidada de “sexo amoroso" Obrigada! Cristina Pereira Vieira cvieira@uab.pt para as raparigas, a primeira relação sexual/coital aparece iminentemente ligada com o sentido de responsabilidade, no sentido em que relacionam a tomada de decisão de passar ao acto com o “estatuto” assumido de maturidade, num entendimento subjectivo. rapariga: 18 anos rapazes e raparigas

porto/ Portugal -

estudo exploratório -grupos de discussão,

de análise qualitativa” procuramos perceber: que opções e que lógicas evidenciam . como os jovens assimilam a informação, que circula nos espaços públicos em que medida são eles hoje distintos dos do passado?
Pelos valores que afirmam?
Pelas representações em que assentam?
Pelos ideais para que apontam? Pelas práticas que realizam? Tendo em vista este complexo cenário, através dos discursos dos jovens (dados do trabalho de investigação) conhecemos:

e mostra como se procede à socialização da sexualidade (pela família, amigos, tecnologias de informação e comunicação e escola);

como é vivida pelos jovens (onde se incluem as desilusões e os medos da 1ª relação sexual);

o corpo na lógica da sedução

e a complexidade dos argumentos que emergem dos discursos juvenis relativamente aos diferentes modelos de relacionamento e de orientações sexuais as diferentes sexualidades juvenis como práticas que operam nos modelos de relacionamento.

A iniciação sexual e sua percepção diferenciada pelos géneros.

A tomada de decisão e os medos associados à primeira relação sexual/coital, que refletem valores morais diferenciados.

Adoção de práticas sexuais de grande intimidade, na relação continuada



A partir de discursos imbricados de modos de produção de sentidos inerentes ao duplo padrão de género temos ainda oportunidade de perceber analisar as relações entre sexualidade, prazer, relação e práticas comportamentais eróticas e pornográficas. A sexualidade experienciada por jovens Lógicas de risco na experiência da sexualidade juvenil A constante mutação do mundo moderno, que dissolve o indivíduo num mundo , que Zygmund Baumann (2005), designou como “liquido”.

Onde tudo nos invoca a escapar de nós próprios e a lidar com uma multiplicidade de possibilidades oferecidas por praticamente todos os aspectos da vida quotidiana. No contexto da modernidade tardia (Giddens, 1997), é atribuído ao indivíduo , organizado reflexivamente, a responsabilidade pelo planeamento estratégico da sua vida.

Nesta perspetiva , o quotidiano, pensado de forma dinâmica e construído através de uma relação dialéctica entre a realidade subjectiva e as diferentes expectativas sociais, é permanentemente (re)construído Simultaneamente a variedade de escolhas e de possibilidades do contexto pós-tradicional coloca o indivíduo numa cultura de oportunidades e riscos - riscos pessoais e riscos globais - contraditórios. Em ambiente de ambivalência, o indivíduo é obrigado a compreender e a gerir as diferentes oportunidades e riscos com base numa construção cognitiva e social (Beck, 2000). Ou seja, a escolha tornou-se obrigatória … e analiticamente , podemos mesmo afirmar que todas as áreas da actividade social se tornaram governadas por decisões .

No entanto convém salientar que muitas destas nossas decisões não são universalmente estabelecidas com base nas pretensões do conhecimento pericial (Giddens, 2000b: 73). Subjacente a cada “escolha”, emerge uma variedade de factores , de rotinas quotidianas, de constrangimentos, de poderes, etc. que de alguma forma nos condicionam, dando origem ao que Giddens (2000b) designa pela tomada de decisões.
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