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Realismo e Naturalismo n'Os Maias

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João Gomes

on 12 February 2013

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Transcript of Realismo e Naturalismo n'Os Maias

Realismo e Naturalismo n'Os Maias Trabalho realizado por: António César nº4 - 11ºC
David Antunes nº10 - 11ºC
João Gomes nº14 - 11ºC “Os Maias” é uma das obras mais conhecidas do escritor português Eça de Queirós. O livro foi publicado no Porto em 1888.
A obra retrata a história de uma família (Maia) ao longo de três gerações, centrando-se a narrativa na última, relatando a história de amor incestuoso entre Carlos da Maia e Maria Eduarda. José Maria de Eça de Queirós nasceu na Póvoa de Varzim a 25 de novembro de 1845 e morreu em Paris a 16 de Agosto de 1900 (55 anos), sendo um dos mais importantes escritores lusos.
Foi autor, entre outros romances de reconhecida importância, de “Os Maias” e “O crime do Padre Amaro”. Realismo Movimento artístico e literário que surgiu nos finais do século XIX em França em reação e oposição ao Romantismo.

Os seguidores deste movimento repudiaram a artificialidade do Neocatolicismo e do Romantismo, pois sentiam a necessidade de retratar a vida, os problemas e costumes das classes média e baixa, que não seguiam os modelos do passado.

O movimento manifestou-se também na escultura e, principalmente, na arquitetura.
O Romantismo foi um movimento que assentava na oposição à arte equilibrada dos clássicos e na inspiração fugaz dos momentos fortes da vida subjetiva: na fé, no sonho, na paixão, na intuição, na saudade, no sentimento da natureza e na força das lendas nacionais. O Neocatolicismo é a conciliação entre Catolicismo e Liberalismo. Realismo Veracidade: Caraterísticas do Realismo Demonstra o que ocorre na sociedade sem ocultar ou distorcer os factos; Contemporaneidade: Descrição factual no tempo da sua ocorrência; Retrato fiel das personagens: Caráter, aspetos negativos da natureza humana; Gosto pelos detahes: Lentidão na narrativa; Materialismo do Amor: Mulher objeto de prazer/adultério; Denúncia das injustiças sociais: Torna pública a realidade dos factos; Linguagem: Simples, natural, clara, equilibrada e próxima à realidade; Na Obra: O mais interessante n'Os Maias não é a sua história de amor com o seu sofrimento ou a sua visão platónica, mas sim o seu realismo.

Qualquer um de nós se pode rever num papel de uma das personagens. Naturalismo Naturalismo: Movimento literário conhecido por ser o radicalismo do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela sua hereditariedade.
Constitui um dos pilares da ciência moderna. O Determinismo: O homem é visto como uma máquina guiado por um conjunto de leis físicas e químicas, pela hereditariedade e pelo meio físico e social; O Naturalismo amplia as caraterísticas do Realismo, acentuando-as e acrescentado-lhe certas marcas que o tornam inconfundivel, tais como: A preferência por temas da patologia social: Miséria, adultério, criminalidade, desiquilíbrio psíquico, problemas ligados à sexualidade entre outros; O objetivismo científico e a impessoalidade: O romancista assume uma atitude de frieza perante os factos e as personagens, devendo registar impessoalmente e com precisão científica a realiade que se lhe apresenta. 1ª fase - Textos iniciais da sua carreira, publicados em folhetins e agrupados num único volume intitulado "Prosas Bárbaras"; 2ª fase - Fase Realista que se inicia em 1875 com a publicação da obra "O crime do Padre Amaro" e vai até à publicação d' "Os Maias"(1888). 3ª fase - Pós Realista, na qual se destacam as obras "A ilustre casa de Ramires"(1900) e "A cidade e as serras"(1901). Vida literária de Eça de Queiroz Pg. 234 Bibliografia: Questão Coimbrã: A renovação literária e ideológica foi dada na Questão Coimbrã, onde se defrontaram os defensores do status quo literário, e um grupo de jovens escritores estudantes em Coimbra.
Castilho tornara-se em uma espécie de padrinho oficial de escritores mais novos, tais como Ernesto Biester, Tomás Ribeiro ou Pinheiro Chagas.

Em 1865, solicitado a apadrinhar com um posfácio o “Poema da Mocidade” de Pinheiro Chagas, Castilho aproveitou a ocasião para, sob a forma de uma carta ao editor António Maria Pereira, inculcar o poeta apadrinhado como candidato mais idóneo à cadeira de Literaturas Modernas no Curso Superior de Letras, e censurar um grupo de jovens de Coimbra, acusando-os de exibicionismo livresco, de obscuridade propositada e de tratarem temas que nada tinham que ver com a poesia. Os escritores mencionados eram Teófilo Braga, Antero de Quental e Vieira de Castro. Antero de Quental respondeu numa carta aberta a Castilho, que saiu em folheto: “Bom Senso e Bom Gosto”. Nela defendia a independência dos jovens escritores; apontava a gravidade da missão dos poetas na época de grandes transformações em curso, metia a ridículo a futilidade, a insignificância e o provincianismo da poesia de Castilho. Entretanto, Antero desenvolvia as ideias já expostas na Carta a Castilho com o folheto “A Dignidade das Letras e as Literaturas Oficiais” (1865), onde reivindicava uma literatura militante dirigida à "nação verdadeira”.

Castilho não reagiu publicamente, mas conseguiu a intervenção de amigos seus. Nas intervenções de uma parte e de outra, o problema central levantado por Antero ficou apagado por considerações pessoais, mostrando-se alguns dos polemistas impressionados com a irreverência dos jovens em relação aos mestres, sobretudo com a brutalidade das alusões de Antero e de Teófilo à idade e à cegueira física de Castilho. Foi o caso de um folhetinista ecléctico, Ramalho Ortigão, num opúsculo intitulado “A Literatura de Hoje” (1866), que deu lugar a um duelo do autor com Antero. Camilo Castelo Branco interveio de forma ambígua, a pedido de Castilho Na realidade, pouco se acrescentou aos dois folhetos de Antero durante os meses que a polémica durou ainda. No entanto um ou dois textos são interessantes pelas suas considerações de ordem estética. Status quo: Expressão latina para o estado atual das coisas, seja em que momento for. Geração de 70: Foi um movimento académico de Coimbra que veio revolucionar várias dimensões da cultura portuguesa, da política à Literatura, onde a renovação se manifestou com a introdução do realismo.
Na segunda metade do século XIX, após a crise da implantação do liberalismo em Portugal, o romantismo, com a morte de Garrett e com a retirada de Herculano, esgotara as suas potencialidades.

Na cidade universitária de Coimbra, Antero de Quental, Eça de Queirós, Oliveira Martins, entre outros jovens intelectuais, reuniam-se para trocar ideias, livros e formas para renovação da vida política e cultural portuguesa, iniciando assim a “Geração de 70”.

Antero de Quental e Teófilo Braga chefiavam o grupo, cuja obra mostra bem as incompatibilidades, mais profundas do que as literárias, com a ordem vigente. Este Grupo gerou uma polémica em torno do confronto literário com os ultra românticos do "Bom senso e Bom gosto" ou mais conhecido por a questão coimbrã. Mais tarde, já em Lisboa, os agora licenciados reuniam-se no Casino Lisbonense, para discutir os temas de cada reunião, que acabara por ser proibida pelo governo.

Em 1871, as Conferências Democráticas do Casino Lisbonense visam colocar Portugal a par do movimento europeu e estudar as condições de transformação política, económica e religiosa da sociedade portuguesa. Pode afirmar-se que a Geração de 70 procura realizar, no nosso país, em fazer uma revisão de valores, em reformar os estilos de literatura e estilos de vida, em proceder a uma europeização cultural.

Depois das reuniões, a geração de oiro de Coimbra acabou por não conseguir fazer mais nada, muito menos executar os seus planos que revolucionaria o pais, e acabando por considerarem-se "os vencidos da vida", que não conseguiram fazer nada com que se comprometeram. Conferências do Casino: As Conferências do Casino foram mais uma forma de manifesto de geração, sobre a sociedade portuguesa e uma forma de debater os grandes temas de época. Estas reuniões tiveram lugar no Casino Lisbonense, no ano de 1871 pelo grupo do Cenáculo, formado, mais ou menos, pelos ex-estudantes de Coimbra que constituem a Geração de 70.

Um grupo de jovens escritores e intelectuais, reunidos em Lisboa após concluirem os seus estudos em Coimbra, tendo sido Antero o grande impulsionador desde os tempos universitários, incentivando os outros membros do grupo em Proudhon.

A ideia destas palestras surgiu numa reunião do Cenáculo. Antero e Batalha Reis alugaram a sala do Casino Lisbonense, situado no Largo da Abegoaria, actualmente de Rafael Bordalo Pinheiro. Foi no jornal "Revolução de Setembro" que foi feita a propaganda destas Conferências.
1ª "O Espírito das Conferências", 22 de Maio, por Antero de Quental;

2ª "Causas da Decadência dos Povos Peninsulares", 24 de Maio, por Antero de Quental;

3ª "Literatura Portuguesa", por Augusto Soromenho;

4ª "O Realismo como nova expressão da arte", por Eça de Queiroz;
Foi proposta a fusão deste artigo com: A Literatura Nova - o Realismo como nova expressão da arte;
Eça de Queirós exalta a revolução política, científica e social; considera a literatura como produto social condicionado a determinismos rígidos; crítica o Romantismo;
Defende o Realismo, igualando-o a um consórcio entre a obra de arte e o meio social;Alguns exemplos são Coubert na pintura e Flaubert com a obra Madame Bovary.

5ª "O Ensino", 19 de Julho, por Adolfo Coelho; Conferências: Quando se preparavam para a sexta conferência foram surpreendidos com um aviso das autoridades que ilegalizavam a realização das mesmas. As autoridades do Estado alegavam que “as prelecções expõem e procuram sustentar doutrinas e proposições que atacam a religião e as instituições do Estado”. As Conferências e os seu participantes, sobretudo por Antero, eram considerados perigosos como a República, a Democraciae o Socialismo. Tendo ficado assim 4 conferências por se realizar:
- "A República", por Antero de Quental;
- "O socialismo", por Jaime Batalha Reis;
- "A Instrução Primária", por Adolfo Coelho;
- "Os Historiadores Críticos de Jesus", por Salomão Sáraga. http://ge70.com.sapo.pt/;
MAGALHÃES, Olga; FERNANDA, Costa (2011). "Entre Margens 11". Porto: Porto Editora;
LEMOS, Esther de (1994). "Os Maias". 7ª edição, Editora Ulisseia;
REIS, Carlos (1982). "Introdução à leitura d'Os Maias". 4ª edição. Coimbra: Livraria Almedina.
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