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Copy of Heidegger - Vida e Obra

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Augusto Garcia

on 16 February 2013

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Transcript of Copy of Heidegger - Vida e Obra

Martin Heidegger - Vida e Obra Cronologia Doutorando-se em 1914- publicou, nesse mesmo ano. um pequeno trabalho intitulado A Teoria do Juizo no
Psicologismo - Contribuição Crítico-
Positiva à Lógica.
1915 - habilitou-se para o magistêrio na Universidade
de Fre ibur g. com uma aula sobre O Conceito de Tempo nas Ciências Históricas e publicou A Doutrina das Categorias e da Siqnifieaçâo em Duns Scot.
Em todos esses trabalhos, transparece a influência do método fenomenológico de Edmond Husserl. A existência inautêntica O homem
um ser para a morte O que é Ser? O ser se dá, só pode ser experienciado no tempo, tem história e teria um destino, que se confundiria com a história e o destino do pensar essencial, enquanto pensamento e linguagem "comemorativos". Caminhos, não obras.

Depois de aposentado como professor emérito da Universidade de Freiburg em 1952, comunicava-se apenas com um restrito círculo de amigos e discípulos.
Em 1947, publicou A Doutrina Platônica da Verdade, obra à qual se seguiram, entre outras: Sobre o Humanismo (1949), O Caminho do Campo (1953), Introdução à Metafísica (1953), Que Significa Pensar (1954), Sobre a Experiência do Pensar (1954), Cursos e Conferências (1954), Que é Isto - A Filosofia? (1956), Sobre a Questão do Ser (1956), Identidade e Diferença (1957), O Princípio do Fundamento (1957), Sendas Perdidas (l957),Serenidade (1959), Pelos Caminhos da Linguagem (1959), Nietzsche (1961), A Questão da Coisa (1962), A Tese de Kant Sobre o Ser (1962), A Questão do Pensar (1969) e Heráclito (1970), com Eugen Fink.

Gesamausgabe - Obras completas - Cronologia. Martin Heidegger (1889- 1976) - nasceu em Merkirch - (Grão-ducado de Baden), em 1889 e morreu em maio de 1976, em Freiburg- im-Breisgau. Formação filosófica - Universidade de Freiburg - estudou com Edmund Husserl (1859-1938), criador do método fenomenológico, e com Heinrich Rickert (1863-1936), culturalista neokantiano que se preocupava com a fundamentação metodológica da história. 1923 - Heidegger assumiu uma das cátedras de filosofia da Universidade de Marburg - início de sua projeção entre especialistas - interpretações muito pessoais dos pensadores prê-socráricos. como Heráclito de Éfeso (sêc, VI a.C.) e Parrnênides de Eléia (séc. VI a. C.). Em 1927 - publicou - Ser e Tempo - tornou-se o mais famoso representante da filosofia existencialista - qualificação que o filósofo repudiou. Retomou à Universidade de freiburg, sucedendo na cátedra ao antigo mestre Husserl. Em 1929 - Diversas obras: Que é a Metafisica?, Kant e o Problema da Metafísica, e Sobre a Essência do Fundamento. Em 1933 - Ano da ascensão de Adolf Hitler ao cargo de chanceler da Alemanha, Heidegger foi elevado ao cargo de reitor da Universidade de Freiburg. Em seu discurso de posse - A Auto-Afirmação da Universidade Alemã - deu boas-vindas ao adv ento do nazismo - representava uma "completa revolução da exi tência germâni a". Sua passagem pela reitoria durou apenas alguns meses. Esse Heidegger é bom, mas prefiro Nietzsche. Em 1936, publicou Holderlin e a Essência da Poesia.
Em 1943 - Sobre a Essência da Verdade.
Depois do término da Segunda Guerra Mundial, passou a viver quase totalmente isolado em sua casa nas montanhas da Floresta Negra. 1927 - Sein und Zeit - L’etre et le Temps. Trad. Par R. Boehm et A . de Waelhens. Paris: Gallimard, 1964. Parte I.(Ser e Tempo. Trad. Marcia S. Cavalcanti. 2a. ed. Petrópolis: Ed. Vozes, 1988.) 1927 2012 2017 2017 1929 Kant e o Problema da Metafísica Que é Metafísica?
In. Conferências e Escritos Filosóficos. Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1979. (Os Pensadores vol. Heidegger). Sobre a essência do Fundamento.
In. Conferências e Escritos Filosóficos. Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1979. (Os Pensadores vol. Heidegger). 1933 Die Selbstbehauptug der deustschen Universität. Freiburg, 27/04/1933. 1935 Sobre a Origem da Obra de Arte Hölderlin et L’essence de la poésie. In. Approche de Hölderlin. Trad. Par H. Corbin. Paris: Gallimard, 1962. 1937 1943 De l’essence de la vérité. In. Questions I. Trad. par A . de Walhens et. Ali. Paris: Gallimard, 1968.(Sobre a essência da Verdade. In. Conferências e Escritos Filosóficos. Trad. Ernildo Stein. São Paulo: Abril Cultural, 1979. (Os Pensadores vol. Heidegger). 1944 Approche de Hölderlin. Trad. par H. Corbin et ali. Paris: Gallimard, 1962. Os principais responsáveis pela degeneração da problemática essencial da filosofia  teólogos  trivializado escolásticosa ontologia. Passando a trabalbar com um conceito de ser vazio e abstrato. Na Introdução à Metafisica (1953) - Heidegger convoca o povo alemão, que ele acredita estar esmagado entre duas gigantescas sociedades de massa - União Soviética e Estados Unidos - a recriar o grande "começo" do pensamento ocidental – Gregos – parados em nosso futuro. Seu pensamento inicia-se através de Ser e Tempo, onde coloca corno problema filosófico fundamental o problema do ser, seu sentido, sua verdade. A questão do ser não é recolocada por Heidegger como sempre fora na história da metafísica tradicional – como o ser enquanto ser, o ente meramente dado, a ousia, a causa e fundamento do ente – o ente supremo. A metafisica grega colocou corretamente a temática do ser e ensaiou respostas – entretanto, o significado profundo dessas primeiras especulações teriam sido alterados, posteriormente, por razões diversas. A própria tradução de certos termos gregos para o latim (Phyis – Natura, Alethéia – Veritas, Ergon- Opus, Energeia – Actualitas, Logos – Ratio, etc) denuncia essa degeneração, essa decadência do pensamento ocidental- que faz da história da metafísica ocidental, desde os gregos e por causa deles, um longo esquecimento do ser. Em Ser e Tempo, Heidegger faz um uso radical da fenomenologia husserliana transformando-a numa hermenêutica da existência finita – o Dasein, que nós mesmos somos a cada momento.
Aceitando um mundo aprovado, de valores e ideias imutáveis – sem se perguntar por suas possibilidades mais próprias, o homem sobrevive exilado de si e do próprio ser. A Fenomenologia - pretende abordar os objetos do conhecimento tais como aparecem, isto é, tais como se apresentam imediatamente à consciência deixar de lado, "colocar entre parênteses"- Fazer a epoché – de toda e qualquer pressuposição sobre a natureza dos objetos. Aplicado ao problema do ser, o método fenomenológico utilizado por Heidegger ponto de partida - aquele ser se dá a conhecer imediatamente - homem. Heidegger acha que as pressuposições, formadas por séculos .de metafisica, distanciaram a filosofia do verdadeiro conhecimento do ser. O caminho que leva ao ser - passa pelo homem, na medida em que este está sozinho para interrogar-se sobre si mesmo, colocar-se em questão e refletir sobre seu próprio ser. O filósofo deve partir da existência humana – Dasein - ser-aí" tal como se dá imediatamente a consciência elevando-se ao desvendamento do ser em si mesmo. Heidegger distingue-se pensadores existencialistas – a reflexão filosófica não deve se restringir ao ser humano concreto e situado, a analítica existencial de Ser e tempo é o ponto de partida, uma das tarefas impostas pela recolocação da questão do ser. Ser e Tempo – em sua primeira seção - descrição da vida cotidiana do homem – que antes de tudo e na maioria das vezes se encontra sob a ditadura do impessoal – é o modo da existência inautêntica. Há três aspectos a serem considerados na existência humana - a facticidade, a existencialidade e a ruína-queda.
A facticidade fato de o homem estar jogado no mundo, sem que sua vontade tenha participado disso.(Não escolhi onde e quando nascer, quem seria minha família nem a língua que falaria). Mundo mundo não significa o universo físico-geográfico dos astrônomos, mas o conjunto de condições geográficas, históricas, sociais, psicológicas e econômicas, em que cada pessoa está imersa – complexo de significações e remissões – só o homem constitui e possui mundo, o animal está no mundo, mas não lhe é familiar, não mora nele. A existencialidade ou transcendência - atos de apropriação das coisas do mundo, por parte de cada indivíduo. O homem é um ser originariamente ocupado e preocupado com coisas e pessoas. Ele tem de necessariamente entrar em comércio com demais Dasein e os entes que lhe vem ao encontro. O ser humano existiria como antecipação de suas próprias possibilidades; existiria na frente de si mesmo e agarraria sua situação como desafio ao seu próprio poder de tornar-se o que deseja. Somente o homem existe, Deus é, a pedra é, o animal é, o homem existe, daí ser esse constante arrancamento para fora de si mesmo. O ser humano está sempre procurando algo além de si mesmo; seu verdadeiro ser consiste em objetivar aquilo que ainda não é. O homem seria, assim, um ser que se projeta para fora de si mesmo, mas jamais pode sair das fronteiras do mundo em que se encontra submerso. Trata-se de uma projeção no mundo, do mundo e com o mundo, de tal forma que o eu e o mundo são totalmente inseparávei Outro aspecto fundamental da existência humana – a Queda – o ser originalmente submetido a impessoalidade de um sujeito que não é ninguém em particular e é todo mundo. O indivíduo em estado de queda no impessoal desvia de seu projeto essencial, em favor das preocupações cotidianas, que o distraem e perturbam, confundindo-o com a massa coletiva. O eu individual seria sacrificado ao persistente e opressivo eles. O ser humano, em sua vida cotidiana, seria promiscuamente público e reduziria sua vida à vida com os outros e para os outros, alienando-se totalmente da principal tarefa que seria o tornar- se si-mesmo. Em suma, para Heidegger, a vida cotidiana faz do homem um ser preguiçoso cansado de si próprio- acovarda diante das pressões sociais – contentando-se em vegetar na banalidade e no anonimato. Ultrapassa então o estágio da angústia e toma o destino nas próprias mãos. A temporalidade constitui, assim, a dimensão fundamental da existência, humana - haverá algum caminho que possa levar do tempo existencial ao sentido do ser? O tempo se revelaria também como o horizonte do ser? Para encaminhar-se na direção do ser seria necessário desvendar a existência autêntica do homem. aquela que o faz o verdadeiro desvelador do ser, seu guardião naquilo que diz e fala. Esse é o objetivo da segunda seção da obra, que tem seu núcleo no conceito de angúst ia. A angústia - é, dentre todos os sentimentos e modos da existência humana, aquele que pode reconduz ir o homem ao encontro de sua totalidade como ser e juntar os pedaços, amenizar sua fragamentação, decorrente da imersão na monotonia e na indiferenciação da vida cotidiana. A angústia faria o homem elevar- se da traição cometida contra si mesmo, quando se deixa dominar pelas mesquinharias do dia-a-dia, pela ocupações e ocupações cotidianas, até o autoconhecimento em sua dimensào mais profunda. Ao contrário de todos os demais estados de consciência, a angústia jamais seria provocada por qualquer coisa existente, determinada ou determinável. Para Heidegger, o angustiado não somente ignora a razão de' seu estado de consciência como também tem certeza de que coisa alguma do mundo está implicada nesse estado. Isso se comprovaria pelo fato de que, na angústia, todas as coisas do mundo aparecem bruscamente como desprovidas de qualquer importância, tornam-se desprezíveis e dissolvem-se em nulidade absoluta. O próprio angustiado desapareceria de cena, na medida em que seu eu habitual, composto pelas preocupações, desejos e ambições cotidianos e vulgares, passa a ser considerado como insignificante. A própria dissolução do eu nas coisas do mundo e nas trivialidades impede-o de localizar a causa de sua angústia. O que ameaça o angustiado - diz Heidegger - está em tudo e em lugar algum, ao mesmo tempo. Não se pode dizer que a angústia se aproxima ou se distancia; ela é onipresente. Na Angustia o homem é tomado por um sentimento de estranheza radical. Todos os socorros e todas as proteções são ineficazes para debelá-Ia; o homem sente-se completamente perdido e desvalido. Não tendo coisa alguma do mundo como causa, a angústia teria sua fonte no mundo como um todo e em estado puro. O mundo surge diante do homem, aniquilando todas as coisas particulares que o rodeiam e, portanto, apontando para o nada. O homem sente-se, assim, como um ser-para-a-morte. A partir desse estado de angústia, abre-se para o homem - uma alternativa: fugir de novo para o esquecimento de sua dimensão mais profunda, isto é, o ser, e retornar ao cotidiano; ou superar a própria angústia. manifestando seu poder de transcendência sobre o mundo e si mesmo. O homem pode transcender, ainda que nos limites do tempo, o que significa dizer que o homem está capacitado a atribuir um sentido ao ser no tempo . O homem está naturalmente fora de si mesmo, sobre o mundo, em relação direta com o mundo que ele produz e para o qual ele se projeta incessantemente: "Produzir diante de si mesmo o mundo é para o homem projetar originariamente suas próprias possibilidades". Entretanto, nesse projetar-se sobre o mundo, o homem não estaria sozinho. Ele é um ser-com (Mit-sein), um ser-em-comum - manifesta sobretudo no trabalho, mas ainda mais profundamente na solicitude por outrem, fato que conduz ao amor e à comunicação direta. O ser humano jamais seria um ser acabado e nunca seria tudo aquilo que pode ser; estaria sempre diante de uma série infinita de possibilidades, sobre as quais se projeta. Estabelecendo um estado de permanente tensão entre aquilo que o homem é e aquilo que virá a ser, essa projeção constituiria a inquietação. A inquietação estrutura o ser do homem dentro da temporalidade , prendendo-o ao passado, mas, ao mesmo tempo, lançando-o para o futuro. Assumindo seu passado e, ao mesmo tempo, seu projeto de ser, o homem afirma sua presença no mundo. Qual o sentido e a verdade do ser? O ente ao qual deve ser endereçada essa questão é o homem – o Dasein – ser-aí. A constituição fundamental do Dasein é ser no mundo. Enquanto ser no mundo o homem é um ser originariamente ocupado com coisas e preocupado com pessoas. O conjunto dessas ocupações e preocupações constitui um modo de ser fundamental – o homem é um ser de cuidado. O cuidado marca a finitude humana – o homem é um ser para morte. E sua existência cotidiana o homem vela o sentido do ser e de sua própria existência na manipulação do ente. Ser e tempo é uma obra inacabada – das duas tarefas impostas pela recolocação da questão do ser – realizar uma analítica existencial do Dasein humano e estabelecer um confronto (destruição) com a tradição metafísica – A obra realiza, em parte, a primeira tarefa. O confronto com a tradição metafísica deu-se em obras posteriores que para alguns já são resultados de uma Kehre (reviravolta) no percurso do pensamento heideggeriano. O próprio Heidegger recusou a interpretação de que sua suposta segunda fase O(Cf. Sobre o Humanismo) O que se observa é que nas últimas obras, não é a existência humana a porta de entrada para o ser, mas é este mesmo que torna possível a abertura para a compreensão da existência humana. Heidegger desloca-se, desse modo, da problemática imediata da existência humana, que o ocupou em Ser e Tempo, e dirige todas as suas reflexões para o próprio ser. O traço marcante dessas reflexões ontológicas é constituído pela penetração cada vez maior no universo da linguagem, que passa a ser o horizonte no qual se poderia divisar o ser. O ser do "segundo" Heidegger é uma espécie de iluminação da linguagem; não da linguagem científica, que constitui a realidade como objeto, nem da linguagem técnica. que modifica a realidade para aproveitar-se dela. O ser "habita" antes a linguagem poética e criadora, na qual se pode "comemorá-lo - lembra- Io conjuntamente, a fim de não se cair no esquecimento. Elevar-se até o ser não seria, portanto, conhecê-Io pela análise metafisica, nem expl icá-Io ou interpretá- Io através da linguagem científica. Seria "habitar" nele, através da poesia. O ser é - para Heidegger - a "casa": que o homem pode habitar. é a "clareira" no meio de um bosque, cujos caminhos não levam a parte alguma. O ser pode aparecer e pode ocultarse, porém em caso algum é mera aparência: é presença permanente, o horizonte luminoso, no qual todos os entes encontrariam sua verdade. Não é o conjunto dos entes, nem um ente especial, é o "habitar" de todos os entes. Nas ultimas obras de Heidegger o Ser é presentado como ente algum, nem o princípio dos entes, nem o fundo da realidade. Não é também algo inefável, pois é aquilo que torna possível a linguagem, sendo o responsável por o homem falar sobre as coisas. O Ser não sendo sendo ente algum, nem princípio dos entes, identifica-se com o nada, mas, apesar disso, ele é. O ser encontra-se oculto no que se presentifica, o ente, mas enquanto oculto é fonte do ente. O ser é um mistério, no sentido de que não pode ser compreendido através de nenhum ente. O ser do qual se fala é, até certo ponto, a própria realidade; nào está oculto atrás dos entes, sendo os próprio entes enquanto presentes. O passaro é. O satélite é. A terra é. Do macrocosmo Ao micro cosmo Tudo é ser A questão da verdade e do sentido do ser é a questão guia da filosofia
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