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Os bons vi sempre passar

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by

Ana Bárbara

on 27 May 2015

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Transcript of Os bons vi sempre passar

Luís Vaz de camões foi um poeta português que viveu no século XVI. Conhecido como uma das maiores figuras da literatura portuguesa, Camões estudou na Universidade de Coimbra. Autor do livro
Os Lusíadas
, Luís de Camões viveu sempre uma vida turbulenta.
Autor
Estrutura externa
Este poema tem apenas uma estrofe, com 10 versos, logo, é uma décima.
Estrutura interna
Os bons vi sempre passar
Luís de Camões
Os bons vi sempre passar
Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos
e, para mais m'espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos
Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado
fui mau, mas fui castigado:
Assi que, só para mim
anda o mundo concertado.
Os|bons|vi|sem|pre|pa|ssar
A
no mundo graves tormentos
B
e, para mais m'espantar,
A
os maus vi sempre nadar
A
em mar de contentamentos
B
Cuidando alcançar assim
C
O bem tão mal ordenado
D
fui mau, mas fui castigado:
D
Assi que, só para mim
C
anda o mundo concertado.
D
cruzada
emparellhada
interpolada
interpolada
emparelhada
cruzada
Os versos deste poema têm 7 sílabas métricas, logo são chamados de heptassílabos ou redondilhas maiores.
Os bons vi sempre passar
no mundo graves tormentos
e, para mais m'espantar,
os maus vi sempre nadar
em mar de contentamentos
A primeira parte vai do verso um até ao verso cinco. O sujeito poético mostra que os bons, para chegarem ao sucesso, têm de passar por ''graves tormentos'' e acabam por não ser recompensados, enquanto que os maus, cujas ações não são corretas, não são punidos pelas mesmas.
Estrutura interna

Cuidando alcançar assim
O bem tão mal ordenado
fui mau, mas fui castigado:
A segunda parte vai do verso seis até ao verso oito . O sujeito poético decide mudar, porque, de acordo com a parte anterior, ser bom não vale a pena, pois é preciso passar dificuldades, acabando sem ser beneficiado. Assim, ser mau era a melhor opção, pois não era preciso passar qualquer tipo de dificuldades e não se era punido.
Tema
Este poema fala das injustiças da vida, porque, por vezes, esforçamo-nos, fazemos o que está certo e acabamos por não ser recompensados por tal, enquanto que quem não se esforça e faz as coisas erradas, não é punido por isso, acabando por ser mais fácil fazer o que está errado.
Recursos expressivos
''o bem tão mal ordenado''
- antítese
Esta antítese mostra que o bem não é valorizado da forma como devia ser.
"os maus vi sempre nadar em mar de contentamentos"
- metáfora e hipérbole

Esta metáfora e hipérbole acentuam o facto de o autor achar que os ''maus'' não são punidos pelas suas ações e não têm de sofrer para tal, daí o ''mar de contentamentos''.
Estrutura interna
Assi que, só para mim
anda o mundo concertado.
Os versos nove e dez fazem parte da terceira parte. Nesta última parte do poema, o poeta acaba por perceber que o mundo só está ''certo'' para ele, ou seja, que apenas ele foi mau e foi punido.
Conclusão
Nem sempre a vida é justa, e devemos fazer o bem e esforçar-nos por aquilo que realmente queremos, mesmo que para os outros seja ''mais fácil'', será sempre melhor para nós fazermos o que está correto e o que queremos, embora seja difícil chegarmos aos nossos objetivos.
Trabalho realizado por:
Ana Azevedo, nº1, 8ºc
Maria Alves, nº18, 8ºc

Esparsa
Uma esparsa é uma poesia com apenas uma estrofe e com dez versos, e com 7 sílabas métricas, denominada redondilha maior.
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