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Sátira Política e Social no Memorial do Convento

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by

Luisa Gomes

on 9 May 2013

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Transcript of Sátira Política e Social no Memorial do Convento

Sátira Política e Social
no Memorial do Convento Utilizando anacronismos Recorrendo à ironia e ao sarcasmo

Deixando transparecer a sua opinião quando comenta

Expondo a ridículo as diversas classes sociais Como? . . . "...Cristo vai dentro dela, dentro de mim a graça de ser rei na terra , ganhará qual dos dois, o que for de carne para sentir...as monjas são esposas do senhor, é uma verdade santa, pois a mim me recebem nas suas camas, é por ser eu o senhor que gozam e suspiram..." " Só a vontade de el-rei prevalece, o resto é nada". Página 326 "Então é nesse dia que se fará a sagração da basílica de Mafra, assim o quero, ordeno e determino..." (Página 300) "Ordeno que a todos os carregadores do reino se mande que reúnam e enviem para Mafra quantos operários se encontrarem nas suas jurisdições...retirando-os ainda que por violência dos seus mestres, e que sob nenhum pretexto os deixem ficar...nada está acima da vontade real, salvo a vontade divina, e a esta ninguém poderá invocar, que o fará em vão, porque precisamente para serviço dela se ordena esta providênca, tenho dito." (Página 302) -Monarca absoluto
-Equipara-se a Deus
-Obriga o povo a servidão desumana
-Deteriora a riqueza nacional para manter uma corte dominada pelo luxo e opulência Inquisição -Tribunal ao serviço da coroa
-Destinava-se a combater várias heresias que punham em causa a legitimidade tanto do poder eclesiástico como do poder civil.
-Instrumento ao serviço do poder instituído e contra qualquer ameaça a esse poder
-Força opressora " Onde vamos? e este responde: " Lá onde não possa chegar o braço do santo ofício, se existe esse lugar..."(Página 207) "Dos julgamentos do Santo Ofício não se fala aqui, que esse tem bem abertos os olhos, em vez de balança um ramo de oliveira, e uma espada afiada onde a outra é romba e com bocas".(Página 195) Crítica Social D.João V "Perguntou el-rei, É verdade o que acaba de dizer-me sua eminência, que se eu prometer levantar um convento em Mafra terei filhos, e o frade respondeu, Verdade é, senhor, porém só se o convento for franciscano, e tornou el-rei, Como sabeis, e frei Antonio disse, Sei, não sei como vim a saber, eu sou apenas a boca de que a verdade se serve para falar, a fé não tem mais que responder, construa vossa majestade o convento e terá brevemente sucessão, não o construa e Deus decidirá" (Página 14)

"... e o caminho entre as pernas da ama, que esta noite, por causa do visitante, dormiu no vão da escada."(Página 120) "Medita D. João V no que fará a tão grandes somas de dinheiro, a tão extrema riqueza, medita hoje e ontem meditou, e sempre conclui que a alma há-de ser a primeira consideração... Vá pois ao frade e à freira o necessário..." (Página 234) "...miniatura de basílica dispersa em pedaços
de encaixar, segundo o antigo sistema de macho e fêmea, que à mão reverente, vão sendo colhidos pelos quatro camaristas de serviço." Nobreza "Mas esta cidade, mais que todas, é uma boca que mastiga de sobejo para um lado e de escasso para o outro, não havendo portanto mediano termo entre a papada pletórica e o pescoço engelhado... " (Página 27)

"E sendo o calor tanto, vão se refrescando os assistentes, com a conhecida limonada, o geral púcaro de àgua, a talhada de melancia, que não seria por irem morrer aqueles que se consumiriam estes" (Página 51)

"...é tempo de ver o infante D.Francisco a espingardear, da janela do seu palácio...só para provar a boa pontaria que tem...dá o infante palmas de irreprimível júbilo, enquanto os criados lhe carregam outra vez as armas." (Página 83) Clero Povo "E quando a rainha e a princesa passam para o coche do seu marido e pai, o entusiasmo atinge o delírio, nunca se viu tanta gente feliz." (Página 327)

"...está o rossio cheio de povo, duas vezes em festa por ser domingo e auto-de-fé, nunca se chegará a saber de que mais gostam os moradores, se disto, se das touradas..." (Página 50)

"Já lá vai pelo mar fora o Padre Bartolomeu Lourenço, e nós que iremos fazer agora, sem a próxima esperança do céu, pois vamos às touradas que é bem bom divertimento" Trabalho realizado por: Luísa Gomes, 12º A, nº 13
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