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Universidade Ciência e Formação Acadêmica

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André Felipe

on 9 October 2013

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Transcript of Universidade Ciência e Formação Acadêmica

SEVERINO, Antônio Joaquim.Universidade, Ciência e Formação Acadêmica. In: ______. Metodologia do Trabalho Científico. 23.Ed. São Paulo: Cortez, 2008. p.22-31.
André Anderson C.Felipe
EDUCAÇÃO SUPERIOR COMO FORMAÇÃO CIENTÍFICA, PROFISSIONAL E POLÍTICA
O ingresso no curso superior implica uma mudança substantiva na forma como professores e alunos devem conduzir os processos de ensino e de aprendizagem;

A implementação do processos de ensino e de aprendizagem no ensino superior precisa ser intencionalmente assumida e efetivamente praticada, sob pena de se comprometer o processo, fazendo-o perder sua consistência e eficácia.
O ensino superior visa atingir três objetivos:
Formação de profissionais das diferentes áreas aplicadas, mediante o ensino/aprendizagem de habilidades e competências técnicas;
Formação do cientista mediante a disponibilização dos métodos e conteúdos de conhecimento das diversas especialidades do conhecimento;
Formação do cidadão, pelo estímulo de uma tomada de consciência, por parte do estudante, do sentido de sua existência histórica, pessoal e social. Faz-se necessário:
levar o aluno a entender sua inserção não só em sua sociedade concreta mas também no seio da própria humanidade;
despertar no estudante uma consciência social, o que se busca fazer mediante uma série de mediações pedagógicas presentes nos currículos escolares e na interação educacional que, espera-se, ocorra no espaço/tempo universitário.
Para alcançar esse compromisso, a Universidade desenvolve atividades específicas, que devem ser efetivamente articuladas entre si, cada uma assumindo uma perspectiva de prioridade nas diversas circunstâncias histórico-sociais em que os desafios humanos são postos.
São elas: o ensino, a pesquisa e a extensão.
A PESQUISA
A pesquisa é co-extensiva a todo o tecido da instituição universitária: ela aí se desenvolve capilarmente. Mas, ao mesmo tempo, impõe-se que seja integrada num sistema articulado.
Uma Universidade efetivamente comprometida com a proposta de criação de uma tradição de pesquisa não pode mesmo deixar de investir na formação continuada de seus docentes como pesquisadores, assim como, não poderá deixar de colocar os meios necessários em termos de condições objetivas e de infra-estrutura técnica, física e financeira, para que possa atingir esse fim.
Pesquisa básica ou aplicada, não se pode perder de vista, ela precisa ser relevante: daí a necessária atenção ao campo de seus objetos. De modo especial, a identificação dos problemas que digam respeito à comunidade próxima, de forma que os resultados das investigações possam se traduzir em contribuições para a mesma, o que vai se realizar através das atividades de extensão.
Desse modo, na Universidade, a pesquisa assume uma tríplice dimensão:
Dimensão pedagógica
(perspectiva decorrente de sua relação com a aprendizagem)
Ela é a mediação necessária e eficaz para o processo do ensino/aprendizagem. Só se aprende e só se ensina pela efetiva prática da pesquisa;
Dimensão epistemológica
(perspectiva do conhecimento)
Só se conhece construindo o saber, ou seja, praticando a significação dos objetos;
Dimensão social
(perspectiva da extensão)
O conhecimento só se legitima se for mediação da intencionalidade da existência histórico-social dos homens. Aliás, o conhecimento é mesmo a única ferramenta de que o homem dispõe para melhorar sua existência.
O ENSINO
Percebe-se que o ensino superior no Brasil ainda sofre problemas quanto ao desenvolvimento de práticas de ensino que priorizem a pesquisa. Observa-se a tentativa de profissionalizar os alunos mediante o repasse de informações, de técnicas e habilitações pré-montadas.
A habilitação profissional que qualifica hoje o trabalhador para a produção, precisa ir além da mera capacitação para repetir os gestos do taylorismo clássico. Hoje a atuação profissional, em qualquer setor da produção econômica, exige capacidade de resolução de problemas, com criatividade e riqueza de iniciativas, em face da complexidade das novas situações.
Desse modo, o ensino superior entre nós, lamentavelmente, não está conseguindo cumprir nenhuma de suas atribuições intrínsecas. Desempenhando seu papel quase que exclusivamente no nível burocrático-formal, só pode mesmo reproduzir as relações sociais vigentes na sociedade pelo repasse mecânico de técnicas de produção e de valores ideologizados.
Hipoteticamente, presume-se que a principal causa do fraco desempenho do processo de ensino/aprendizagem do ensino superior brasileiro parece ser mesmo uma enviesada concepção teórica e uma equivocada postura prática, em decorrência das quais pretende-se lidar com o conhecimento sem construí-lo efetivamente, mediante uma atitude sistemática de pesquisa, a ser traduzida e realizada mediante procedimentos apoiados na competência técnico-científica.
A EXTENSÃO
A extensão se torna exigência intrínseca do ensino superior em decorrência dos compromissos do conhecimento e da educação com a sociedade, uma vez que tais processos só se legitimam, inclusive adquirindo sua chancela ética, se expressarem envolvimento com os interesses objetivos da população como um todo.
Com efeito, é graças à extensão que o fazer pedagógico ganha sua dimensão política, porque a formação do universitário pressupõe também uma inserção no social, despertando-o para o entendimento do papel de todo saber na instauração do social. E isso não se dá apenas pela mediação do conceito, em que pese a imprescindibilidade do saber teórico sobre a dinâmica do processo e das relações políticas.
Deste modo, a extensão tem grande alcance pedagógico, levando o jovem estudante a vivenciar sua realidade social. É por meio dela que o sujeito/aprendiz irá formando sua nova consciência social. A extensão cria então um espaço de formação pedagógica, numa dimensão própria e insubstituível.
Quando a formação universitária se limita ao ensino como mero repasse de informações ou conhecimentos está colocando o saber a serviço apenas do fazer. Por melhor que seja o domínio que se repassará ao universitário dos conhecimentos científicos e das habilidades técnicas, qualificando-o para ser um competente profissional, isso não é suficiente.
CONCLUSÃO
As funções da Universidade - ensino, pesquisa e extensão - se articulam intrinsecamente e se implicam mutuamente, isto é, cada uma destas funções so se legitima pela vinculação direta às outras duas, e as três são igualmente substantivas e relevantes.
Tendo a educação superior seu núcleo energético na construção do conhecimento, impõe-se uma prática pedagógica condizente, onde o que conta não é mais a capacidade de decorar e memorizar milhares de dados, fatos e noções, mas a capacidade de entender, refletir e analisar os dados, os fatos e as noções.
"...a leitura do mundo precede a leitura da palavra e a leitura desta implica a continuidade da leitura daquele. [...] este movimento do mundo à palavra e da palavra ao mundo está sempre presente. Movimento em que a palavra dita flui do mundo mesmo através da leitura que dele fazemos". (Paulo Freire).
Obrigado.!
andreandersonf@gmail.com
Metodologia do Trabalho Científico
Módulo I
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