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Cultura digital e formação de professores

Discussão sobre os fundamentos da cultura digital e a sua relação com a a formação dos professores.
by

Ana Beatriz Carvalho

on 26 January 2013

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Transcript of Cultura digital e formação de professores

Políticas de inclusão digital As políticas de inclusão digital que foram direcionadas para as escolas apresentaram diversas configurações e, inicialmente, contemplaram a infraestrutura em equipamentos com a implantação de laboratórios de informática. Embora tenha sido uma iniciativa interessante, a existência de laboratórios não significou a apropriação esperada. ANALÓGICA/DIGITAL Considerando a perspectiva da sociedade informacional, podemos afirmar que as mudanças que ocorreram dentro do modo de produção e acumulação reconfiguraram o nosso modo de vida, uma vez que estes foram os pressupostos de transformação de toda a sociedade que passou de analógica para digital em menos de meio século (NEGROPONTE, 1999). Inclusão digital na escola Uma das alternativas para promover ações de inclusão digital é utilizar a escola para incluir digitalmente alunos e professores através do uso educacional das ferramentas digitais. A inserção das tecnologias digitais no cotidiano da sociedade informacional não é um processo neutro ou isento de conflitos. As inovações tecnológicas representam a dinâmica das relações econômicas da sociedade e sua aplicação pode ser compreendida como um instrumento de poder. Educação, cultura digital, autoria e colaboração em rede Ana Beatriz Gomes Carvalho - UFPE Neste contexto, a Educação também deveria estar inserida em um processo de modernização ou inovação tecnológica, sempre na perspectiva de um processo contínuo de progresso e melhoria. Esta estratégia pode ser encontrada em vários programas governamentais nos quais o foco é a mudança nas características da escola, nas práticas pedagógicas e nas formas com as quais alunos e professores se relacionam com o conhecimento. O caráter de inovação é sempre simplista, pois existe uma tendência a se afirmar que o uso das tecnologias inova o processo educativo, mas esse processo nunca é detalhado com começo, meio e fim. A inovação não é um processo natural do desenvolvimento de uma sociedade e tampouco o será na Educação mediada por tecnologias. O uso da tecnologia vem se tornando um dispositivo de poder apropriado por sujeitos dentro da escola que determinam a sua inserção, tanto do ponto de vista da quantidade (horários e condições para utilização dos equipamentos) quanto para a qualidade do seu uso (restrição ao acesso de sites e softwares). A ideia de mudança - seja na dimensão da produção, do trabalho ou da Educação - sempre perpassa a noção de uma cultura que precisa ser modificada. Mas quem, de fato, determina os padrões da mudança cultural? Quando pensamos na dimensão da cultura da escola, como um conjunto de práticas e procedimentos, podemos concluir que, uma vez que a cultura regula as práticas e condutas sociais, é importante saber quem regula essa cultura. Considerações sobre o uso das tecnologias na escola A apropriação tecnológica dos alunos é muito mais rápida do que a dos professores. Os alunos estabelecem rapidamente o seu processo de inserção no mundo digital em um processo de reflexão individual e, ao mesmo tempo, de compartilhamento com os colegas. A cultura digital é construída rapidamente e consolidada entre os alunos enquanto a cultura escolar não absorve e adapta as inovações tecnológicas no contexto da sala de aula. A apropriação das tecnologias digitais só será alcançada quando o processo de consolidação da cultura digital também for efetivado. O domínio da técnica não garante a utilização das tecnologias de forma realmente inovadora. Mesmo que os professores tenham dificuldades iniciais no domínio técnico, esse não é o maior problema. O grande desafio é encontrar formas produtivas e viáveis de integrar as tecnologias digitais ao processo de ensino e aprendizagem de acordo com as condições de cada escola. É preciso favorecer a reflexão dos professores sobre as suas práticas, proporcionando a compreensão dos mesmos sobre suas ações/atuações e possibilitando, assim, a reconstrução de suas ações, se necessário. A perspectiva de inovação na prática pedagógica precisa considerar os aspectos da própria cultura do professor com suas práticas consolidadas e a sua própria compreensão sobre o papel das tecnologias digitais no processo de ensino-aprendizagem. O professor pode se apropriar das tecnologias digitais para melhorar a sua prática através de pesquisas, elaboração de materiais e utilização de recursos que facilitem o seu trabalho. Isso não significa que o professor pense nas tecnologias digitais como meio para a execução da aprendizagem, com oferta de dispositivos diversificados que beneficiem o aluno em seu processo. Os professores utilizam as tecnologias digitais em sala de aula, embora o foco seja o uso dos laboratórios de informática, projetores de imagens e reprodução de vídeos, mas não conseguem desenvolver a autoria e a colaboração em rede e fazem uso da Internet apenas para obter materiais. Ainda é necessário analisar o tipo de compartilhamento que os professores estão realizando efetivamente e como é a sua participação nas redes digitais, pois o compartilhamento e colaboração através da formação de redes com outros professores é um importante indicador da consolidação da cultura digital. As pesquisas sobre o processo de apropriação tecnológica e letramento digital nas escolas que possuem programas de inclusão digital indicam que o uso do software proprietário pode ser um limitador para as práticas pedagógicas inovadoras. A filosofia da cultura livre tem se revelado mais do que apenas uma alternativa para o uso da informação e consolidação do conhecimento, ela pode efetivamente potencializar processos fundamentais para a consolidação do letramento digital dos professores e o uso inovador das tecnologias digitais. anabeatriz.carvalho@ufpe.br
www.anabeatrizgomes.pro.br
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