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Raça

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by

Glenda C Melo

on 27 March 2014

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Transcript of Raça

Preto, Pretinha, Negrinha: Refletindo Sobre Alguns Discursos sobre @ Negr@
Objetivos
Apresentar alguns discursos sobre a questão racial em contexto brasileiro.
Mostrar alguns efeitos semânticos de tais Discursos na vida de dois participantes de pesquisa.

Recentes estudos da Biologia, especificamente, as investigações sobre o genoma, raça não existe. Mas será que no mundo social, isto ocorre?

Quant@s médic@, dentist@s, engenheir@s, promotor@s, embaixador@, empresári@s, cientist@s negros e negras você conhece e/ou convive?

Em que profissões e lugares sociais encontramos o negro e a negra? Segurança? Porteiro? Doméstica? Jogador de Futebol? Babá?

Afinal o que é raça?
“Raça” é uma construção política e social. É a categoria discursiva em torno da qual se organiza um sistema de poder socioeconômico, de exploração e de exclusão – ou seja, o racismo. (Hall, 1994). [...] Essa referência discursiva à natureza é algo que o racismo contra o negro compartilha com o anti-semitismo e com o sexismo (em que também “a biologia é o destino”), porém menos com a questão de classe. (...) (HALL: 2006,67)

Discurso 01
Sociedade Brasileira constituída por três raças:
o índio, o negro e o branco.

Brasil: o discurso de convivência pacífica, harmoniosa e cordial entre brancos, negros e índios (Henrique, 2007:02),
mesmo com o poder oligárquico do senhor de engenho.

Casa Grande & Senzala,
de Gilberto Freyre (Telles, 2003:50).

Raça? Existe raça?
c.
Ao pensarmos em raça em contexto brasileiro,

podemos dizer que nos construimos como negros,

brancos, índios pela repetição, desde a infância, pela repetição

por meio da linguagem, de discursos sobre o que é ser

negro ou branco ou índio.

Esta repetição em contextos diversos,
naturaliza e sedimenta
raça como o conhecemos no Brasil.


"Queria ter nascido uma parda como são consideradas
as minhas irmãs
(afinal, antes um branco meio sujo do que do que preto
ou preta: sujo, encardido, triste, perigoso, assustador, nefasto,
escravo, individuo da raça negra...).
Queria os olhos azuis ou verdes,
queria o cabelo liso ou ondulado,
queria a pele branca, rosada ou bronzeada do sol,
o nariz fino e arrebitado..." (Preta).
Não é simples passar a aceitar-se.
Escurecer sua pele dizendo:
“Não sou morena, sou preta”,
livrar-se da química tão impregnada no seu cabelo,
adotar um black, uma trança,
o cabelo natural de uma mulher preta.
Estar preparada para os olhares, para os comentários: “
Nossa porque você não alisa esse cabelo?”,
Eu não teria essa coragem de deixar
meu cabelo assim”,
“Preta? Mas você é moreninha.
Falar preta é feio...” (Preta)
"Ao entrar na escola percebi
a dor cruel do racismo.
Só que é preto ou preta vai entender o significado
de um apelido na escola (negrinha fedida, cabelo Bombril, macaca, safada...).
Saber que você é xingada por conta da cor da sua pele.
A dor do racismo é uma ferida que só dói quando a tocamos.
Por isso é fácil entender por que muitos preferem não falar sobre o que sofre. Como é dolorido “o despertar”.
(Preta)
Discurso 02
Efeitos Semânticos do Discurso 01

Na realidade,
o único momento em que minha cor
me ajudou, foi na hora em que resolvi me divulgar como garoto de programa.
Negros acabam fazendo parte da fantasia de muita gente e isso foi um ponto positivo a meu favor. (Hiago Waldeck, 2013)

Discurso 03
Valorização da Raça Negra, sua cultura e seus costumes.

Reconhecimento da Ancestralidade Africana
Agora o lado que atrapalha é:
Entrar numa loja e todos os seguranças te seguirem achando que vai roubar algo, ou quem sabe dar uma parada em uma esquina, e logo te revistarem achando que está com drogas.
Glenda Melo entendi... isto acontece muito mesmo, comigo também.
Pior de tudo, é quando senta ao lado de alguém e a pessoa cisma de trocar a bolsa de lado, achando que irá pegá-la e sair correndo (Hiago Waldeck, 2013)
No meu modo de pensar,
não separo as situações.
Pra mim ser negro dificultou arrumar serviço,
ser pobre também
e ser gay, nem se fale. (Hiago Waldeck, 2013)
.
Também somos capazes de
estarmos na chefia, abrir empreendimentos, e pressionar o Governo a dar suporte a
microempresários negras e negros.

Então a mulher negra na chefia tem que ser vista por nós
como algo totalmente possível. Já imaginou, você vai procurar um emprego numa empresa e a
dona é uma mulher negra ?

Maravilha, né ? (Nina, 2011)
No momento em que vivemos,
temos que estrategicamente saber operar
com uma lógica suplementar (Scott, 1999).

Por um lado, refutar, brava e cotidianamente,
o racismo em todas as suas manifestações, inclusive as capilares, e,

por outro lado, recusar as essencializações raciais, que impossibilitam
outros discursos sobre quem podemos ser.

(Melo & Moita Lopes, 2013)
Glenda Melo
glendamelo09@gmail.com
Todos os exemplos apresentados aqui são dados de pesquisas que realizei com meu supervisor durante o pós-doutoramento.

Visando à etica, foi solicitada autorização para usar os dados. Preta e Hiago pediram que seus nomes e codinomes e blogs fossem divulgados.

Já os dados da Orkut foram trocados nomes ou qualquer identificação para manter o sigilo dos participantes.
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