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Material para construção colaborativa dos conhecimentos "Dramaturgia de texto, dramaturgia da cena e suas implicações estéticas"

Uma rápida abordagem sobre "Dramaturgia de texto, dramaturgia da cena e suas implicações estéticas"
by

Amanda Ayres

on 23 May 2013

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Transcript of Material para construção colaborativa dos conhecimentos "Dramaturgia de texto, dramaturgia da cena e suas implicações estéticas"


Dramaturgia de texto, dramaturgia da cena e suas implicações estéticas

Ponto de Partida: Profa. Amanda Aguiar Ayres
Em processo: Tod@s Junt@s!!!! Para Refletir “O novo teatro, de acordo com o que ouvimos e lemos, não é isto, não é aquilo e nem outra coisa: predomina a ausência de categorias e palavras para a determinação positiva e a descrição daquilo que ele é.” (Lehmann, 2007, p.22) No teatro contemporâneo o texto deixa de assumir o papel principal. Assim, novas formas de composição passam a se estabelecer... Ao considerar que o texto narrativo não apresenta mais a mesma importância no teatro, abre-se espaço para a composição de novas dramaturgias (do ator, do encenador, do espectador...) que se inter-relacionam e compõem a dramaturgia da cena. DRAMATURGIA
Do grego dramaturgia, significa "compor um drama". (PAVIS, 2005, p.113)
TEXTO SIGNIFICA TAMBÉM "TECENDO JUNTO"
(BONFITTO, 2006, p.111)

Poderáimos compor jutos?
Mas, que composição é essa? Um exemplo
Beckett – “Ato sem palavras”
O nosso conceito de “Texto Teatral” é modificado quando nos deparamos com “Ato sem Palavras”.
Não há diálogos, ninguém fala. O que temos são apenas rubricas.
A audiovisualidade da obra é mais importante que os conteúdos profundos e impactantes que poderiam ser apresentados no texto (MOTA, 2009, p. 61 com adaptações).
Então o que antes era secundário agora é principal? E o que era principal agora é secundário?

Em esperando Godot, Bekett também propõe profundas mudanças.
Entre elas a discussão da presença.
Poderia a personagem principal não se fazer presente fisicamente?
Godot se faz presente em todo o desenrolar da peça, porém não fisicamente, apenas no imaginário dos atores e dos espectadores. Ele não chega a se materializar em cena. Proposta de Leitura

1-ATO SEM PALAVRAS I, DE SAMUEL BECKETT.
2-O corpo no Corpo do Teatro de Beckett, de S. Gontarski (2006)
Ambos disponíveis no link:
http://www.marcusmota.com.br/conteudo.php?cat=28
3-Esperando Godot
http://oficinadeteatro.com/component/jdownloads/view.download/5/53 Voltando a discussão sobre o texto...
No contexto contemporâneo há um deslocamento do foco da dramaturgia do texto para um processo de composição que valoriza a dramaturgia da cena (composta por outras dramaturgias) Eugênio Barba defende o espetáculo enquanto um organismo vivo onde sussurram e convivem várias dramaturgias... A dramaturgia do ator

É a medida de sua autonomia enquanto individuo e artista. Propõe-se a contribuição do ator no processo criativo e de composição do espetáculo.

O ATOR TAMBÉM É COMPOSITOR.
Ele também é responsável pela "DRAMATURGIA" que, para BONFITTO, é "TRABALHO DAS AÇÕES" A dramaturgia orgânica
É o nível de organização primário do espetáculo, ou seja, as raízes vivas que não se encontram mais nem no texto literário (uma história a ser contada) nem nas intenções do diretor, mas na PRESENÇA (copro-em-vida) Para Barba é a qualidade de presença viva do ator que desencadeia todas as outras dramaturgias. Assim observamos:

•Deslocamento do foco da criação anteriormente centrada no diretor;

•A dramaturgia do ator impulsiona também, e principalmente, a dramaturgia de quem recebe. Dramaturgia do Espectador e Dramaturgia da Cena
Para Barba uma ação real produz mudanças em todo o corpo do ator e como consequência uma mudança na percepção de quem observa, ou seja, no espectador.
Ainda que para Barba o ator seja o responsável por desencadear essa sequencia de conexões, compreendemos que depois de acionado o sistema de ação e reação (situação de jogo)* ambos, atores e espectadores, constroem juntos a dramaturgia da cena.
*Enfatizada por BURNIER e FERRACINI Dramaturgia do espectador

A tarefa do espectador deixa de ser a reconstrução mental, a recriação e a paciente reprodução da imagem fixada; ele deve agora mobilizar a sua própria capacidade de reação e vivência a fim de realizar a participação no processo que lhe é oferecida (LEHMANN, 2007, p.224)

Ao propor narrativas sem significados fechados, estimula-se a participação ativa do espectador como sujeito criador. Teatro Pós-Dramático
No livro Teatro Pós-Dramático, Lehmann discute que a partir dos anos 1970 ocorreu uma profunda ruptura no modo de pensar e fazer teatro, onde a valorização da autonomia da cena e a recusa a qualquer tipo de “textocentrismo” se desenvolve mais radicalmente [...] (CARVALHO IN LEHMANN, 2007, p.7 com adaptações)

Acesse o livro “Teatro Pós-Dramático” em:
http://books.google.com.br/books?id=J0Qf7tsUtxAC&printsec=frontcover&dq=Teatro+P%C3%B3s-dram%C3%A1tico&hl=en&sa=X&ei=aYAJUacWzazQAca8gfgE&ved=0CDQQ6AEwAA Seria então a libertação do Teatro?
Já que o teatro não deriva de um modelo enraizado no texto literário, pauta-se a libertação do teatro para abrir espaço para novos estilos de encenação.

Propõe-se uma mudança da hierarquia, isto é, a abertura do texto, de sua arquitetura opressiva, para reconquistar o teatro em sua dimensão de acontecimento (multidimensional – espaço temporal – audiovisual) e não mais necessariamente como obra acabada. Um rápido parenteses (...)
Cohen também defende que “na cena contemporânea os vários procedimentos criativos trafegam sem as hierarquias clássicas texto-ator-narrativa”. (COHEN, 2006, p.XXIV)
No work in progress, defendido por ele e por outros autores, importa mais o processo que o resultado:
•Leitmotiv (ideias principais) – Atores (material) – Encenador (costura)
Nesse contexto, as operações estão centradas no TEXTO ESPETACULAR, matriz de sonoridades, paisagens visuais, passagens e intensidades performatizadas.
Encenação em detrimento do texto literário Retomando....
Nessa nova configuração se coloca em relevo A PRESENÇA sobre a REPRESENTAÇÃO e os PROCESSOS sobre os RESULTADOS.

Propõe uma experiência do Real (tempo, espaço, corpo) que visa ser imediata
O teatro se aproxima cada vez mais de um acontecimento e dos gestos de auto-representação da performance.
Mas...O que é performance? “Utilizamos o termo no sentido de eventos fora dos padrões convencionais do espetáculo teatral, que podem associar ideias, artes visuais, teatro, dança, musica vídeo, poesia, geralmente se utilizando de espaços não destinados ao teatro, e muitas vezes envolvendo o público em um ritual cênico, no qual tende a se tornar participante, em detrimento de sua posição de assistente.” (COHEN, 1989, p.28-30). Acesse o livro "PERFORMANCE COMO LINGUAGEM: criação de um tempo e espaço-espaço de experimentação" em:

http://anticlimacus.files.wordpress.com/2011/10/cohen-renato-performance-como-linguagem.pdf A fluidez entre as fronteiras se ampliam para além do teatro e a performance.
“A utilização de novas e velhas mídias audiovisuais – projeções, texturas sonoras, iluminações refinadas, apoiadas por uma tecnologia computacional avançada, certamente levou a um teatro High-Tech que amplia cada vez mais as fronteiras da representação. Da arte performática radical ao grande teatro estabelecido, constata-se uma crescente utilização de mídias eletrônicas.” (LEHMANN, 2007, p.386). Bibliografia
BARBA, Eugênio. Queimar a casa: Origens de um diretor. São Paulo: Perspectiva, 2010.
BONFITTO, Matteo. O ator Compositor. São Paulo: Perspectiva, 2009.
BURNIER, Luís Otávio. A arte do ator: da técnica a representação. São Paulo: Editora Unicamp, 2001.
COHEN, Renato. Work in Progress na Cena Contemporânea. São Paulo: Perspectiva, 2006.
COHEN, Renato. Performance como linguagem: criação de um tempo e espaço-espaço de experimentação. São Paulo: Perspectiva, 1989.
ECO, Umberto. Obra Aberta. São Paulo, Editora Perspectiva, 1968.
FERNANDES, Silvia. Teatralidades Contemporãneas. São Paulo:Editora Perspectiva,1996.
FERRACINI, Renato. A arte de não interpretar como poesia corpórea do ator. São Paulo: Editora Unicamp, 2003.
LEHMANN, Hans-Thies, Teatro pós-dramático. São Paulo: Cosac Naif, 2007.
MOTA, Marcus. Módulo 13: História do Teatro 2. Brasília: LGE Editora. Programa Pró-Licencitura em Teatro, 2009.
PAVIS, Patrice. Dicionário de Teatro. Ed. Perspectiva, 2005. Navegue, aprecie e divirta-se!!!!
Alguns Links Recomendados:
Phila7
http://www.gag.art.br/cia_phila_7/

Versus (espetáculo do grupo Poética Tecnológica na Dança):

InTOQue (também do GP Poética Tecnológica)

La Fura dels Baus
http://www.lafura.com/web/index.html

Mediamatic
http://www.mediamatic.net/page/13553/en

Arte e tecnologia
http://www.cibercultura.org.br/tikiwiki/home.php
Itau Cultural
http://www.itaucultural.org.br/teatro
Oficina de Teatro
http://oficinadeteatro.com/

Revista Escola Abril
http://revistaescola.abril.com.br/arte/pratica-pedagogica/teatro-ensina-viver-424918.shtml BAIXE O LIVRO "O ATOR COMPOSITOR" NO LINK:
http://www.4shared.com/office/J9k0TSZc/file.html Silvia Fernandes define encenação “como o conjunto de materiais que compõe uma escritura no palco e também como a função de organizar esses materiais”. Assim, ele é “ao mesmo tempo, o ato de encenar e o resultado desse ato”, verbo e substantivo (Fernandes, 1996, p.273). Apropriação dos conceitos, compartilhamento, diálogo e construção colaborativa dos conhecimentos...
Aqui não vamos nos posicionar enquanto receptores passivos...
E sim como criadores ativos! Certo?
Então a ideia é que esse material tenha a cara de vocês!!!!
Para isso, proponho que todo grupo utilize a ferramenta para inserir referências, reflexões, imagens, vídeos e tudo mais que vocês tenham interesse em compartilhar para facilitar o processo.
Vocês estão com “poder” de edição do material.
Vamos lá?
Quem começa? :-)
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