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Compreendendo a prática da tutoria: o professor-tutor

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Transcript of Compreendendo a prática da tutoria: o professor-tutor

Compreendendo a prática da tutoria: o professor-tutor
Na EaD é comum a ideia de que o tutor orienta e apoia a aprendizagem dos alunos, mas nem sempre ele é compreendido também como professor. Com o desenvolvimento e avanço da Educação a Distância, o que se vê nas discussões mais atuais sobre o trabalho da tutoria é a necessidade de compreender o tutor também como professor, o qual interage e faz intervenções, já que sua atuação envolve diretamente os processos de ensino e de aprendizagem.
QUEM É O PROFESSOR-TUTOR?
A Secretaria de Estado da Educação do Paraná compreende que o professor-tutor é o mediador do processo de aprendizagem, é aquele que orienta, apoia, interage, avalia, ou seja, é o responsável pela mediação pedagógica. Partindo desta perspectiva, entende que o professor-tutor também exerce a função docente, por isso adota a terminologia professor-tutor.
ATRIBUIÇÕES DO PROFESSOR-TUTOR
° Mediação da aprendizagem a partir do acompanhamento das atividades e por feedbacks;

° Conhecimento e compreensão do AVA e seus recursos;

° Auxílio aos cursistas para o desenvolvimento de uma aprendizagem autônoma por meio do incentivo à pesquisa para além dos materiais do curso;

° Bom relacionamento interpessoal;

° Flexibilidade: adaptar-se a determinadas circunstâncias e respeito aos diferentes pontos de vista;

° Fluência digital: ter iniciativa e buscar inovações quando necessário.
Professor-Tutor
O tutor também exerce a função docente à medida que desenvolve a mediação pedagógica da aprendizagem do aluno, mobilizando as diferentes formas de interação, o entendimento aos conteúdos, a avaliação e a participação e realização das atividades. Em razão de todas essas ações é compreendido como professor-tutor e, enquanto professor-tutor da EaD, precisa adquirir conhecimentos e desenvolver atitudes específicas desta modalidade educativa.
BREVE CONCEITO
Etimologicamente a palavra “tutor” tem sua origem no latim
tutore
que significa guarda, protetor, defensor, ou seja, aquele que exerce uma tutela, que ampara, protege, defende. Na Educação, as primeiras referências ao termo “tutor” surgem nas universidades do século XV.
Conceitos relacionados ao trabalho da tutoria
Organização, planejamento e desenvolvimento das ações de tutoria
° Explorar o AVA, conhecendo os recursos, as atividades e os conteúdos que serão trabalhados

° Buscar outras fontes de pesquisa

° Estabelecer dias e horários para realização do feedback das atividades

° Criar o próprio relatório de acompanhamento das atividades

° Acompanhar os prazos estabelecidos no curso e realizar as ações de acordo com estes prazos

° Se o curso dispõe de um espaço para notícias, registrar as informações ou avisos neste espaço
O professor-tutor oferece novas possibilidades de informação, interpretação, reflexão, compreensão e (re)construção do conhecimento.
“Guiar, orientar, apoiar” são atos e responsabilidades tanto do professor como do professor-tutor na modalidade a distância.
Mediação Pedagógica
O professor-tutor deve promover as trocas entre os participantes de um curso, mobilizando os cursistas para a participação nas atividades, acesso aos materiais de apoio, entendimento dos conteúdos, visando à construção do conhecimento.
Relacionamento Interpessoal
Em cursos desenvolvidos a distância, a comunicação é muito mais textual que verbal. Neste contexto, o professor-tutor deve procurar manter um relacionamento adequado com os participantes, baseado na empatia, cooperação e transparência. Para isso, deve procurar conhecer as regras de etiqueta para a internet, ser receptivo, respeitoso e acolhedor.
Feedback
Corresponde à leitura, análise e compreensão das atividades do cursista no ambiente virtual de aprendizagem e retorno destas ativdades por meio de mensagens e postagens de textos que se estabelecem nas diferentes propostas em um curso. É essencial que o cursista obtenha resposta a todas as atividades postadas. O
feedback
amplia o conhecimento do cursista e facilita a compreensão do conteúdo proposto.
Flexibilidade
Certamente, uma das principais vantagens de estudar a disância é ter maior flexibilidade de tempo e horários. Essa flexibilidade, enquanto característica da EaD, também deve ser compreendida e considerada pelo professor-tutor. No que se refere ao comportamento, também pode ser compreendida como a capacidade de adaptar-se a determinadas circunstâncias, respeitando os diferentes posicionamentos e opiniões sobre uma determinada situação ou assunto.
Fluência Digital
É importante ao professor-tutor manter-se atualizado quanto às tecnologias e avanços tecnológicos. Essa fluência possibilita não só o uso dos recursos como também a seleção e a produção de conteúdos. Para isso, é preciso ter iniciativa e buscar inovações sempre que necessário.
Significado de presença no Ambiente Virtual de Aprendizagem
SCHERER (2005) caracteriza a participação de cursistas e professores-tutores no AVA em três “categorias”...
Habitantes
Participam efetivamente do ambiente de aprendizagem, se fazem presentes e se responsabilizam pelas suas ações e de seus parceiros, são aqueles que na ação interativa buscam o entendimento mútuo do coletivo, “observando, falando, silenciando, postando mensagens, refletindo, questionando, produzindo, sugerindo, contribuindo com a história do ambiente, do grupo e dele” (SCHERER, 2005, p.59).
Visitantes
Participam do ambiente, porém com a intenção de apenas visitar, ou seja, quando participam não chegam a colaborar efetivamente, mas o fazem impelidos por algum dever. “Neste caso, não estão sendo parte do ambiente continuamente, eles não habitam o lugar, o conteúdo, pois são visitantes" (SCHERER, 2005, p.60).
Transeuntes
Apenas passam pelo ambiente. O transeunte não chega a ser visitante, pois nem sempre chega a circular pelos espaços, apenas passam pelo ambiente em um ou mais momentos, sem se responsabilizar, sem apreender para si o ambiente, sem colaborar ou cooperar. “Se notada a presença deles, eles se relacionam alheios ao grupo e ao ambiente, pois são apenas passantes, nem visitantes e nem habitantes do lugar” (SCHERER, 2005, p.60).
Existe uma diversidade de perfis, pessoas com diferentes conhecimentos, culturas, idades. De acordo com Behar (2013) os alunos levam para o mundo virtual as experiências adquiridas na educação presencial e, aos poucos, vão compreendendo as formas de atuar em cada situação. O professor-tutor precisa considerar esses aspectos na organização e desenvolvimento de seu curso a fim de promover uma mediação pedagógica de qualidade.
Características do aluno virtual
BARROS, D. M. V. Educação a Distância e as novas demandas ocupacionais. Revista Tecnologia Educacional, v. 30, n.156, p. 12-26, jan./mar. 2002.

LITWIN, E. (Org.). Educação a distância: temas para debate de uma nova agenda educativa. Porto Alegre: Artmed, 2001.

MACHADO, L. D.; MACHADO, E. C. O papel da tutoria em ambientes de EaD. São Paulo: Associação Brasileira de Educação a Distância, 2004. Disponível em: <http://www.abed.org.br/ congresso2004/por/htm/022-TC-A2.htm>. Acesso em: Abr. 2014.

MASUDA, M. O. Educação a distância na universidade do século XXI: orientação acadêmica e tutoria nos cursos de graduação a distância. In: Salto para o Futuro. Boletim 2003. Disponível em: <http://www.tvebrasil.com.br/SALTO/boletins2003/edu/tetxt3_3.htm>. Acesso em: Mar. 2008.

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MORAN, J. M. Os modelos educacionais na aprendizagem on-line. Disponível em: <http://www.eca.usp.br/prof/moran/site/textos/educacao_online/modelos.pdf > Acesso em: Abr. 2014.

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SÁ, I. M. A. A Educação a Distância: processo contínuo de inclusão social. Fortaleza: C.E.C., 1998.

SCHERER, S. Uma estética possível para a educação bimodal: aprendizagem e comunicação em ambientes presenciais e virtuais. São Paulo: PUC, 2005. 240 f. Tese (Doutorado em Educação) – Programa de Pós-Graduação em Educação: Currículo, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2005.

SCHNEIDER, D; SILVA, K. K. A; BEHAR, P. A. Competências dos atores da educação a distância: professor, tutor e aluno. In: BEHAR, P. A. (Org). Competências em Educação a Distância. Porto Alegre: Penso, 2013. p.152-173.

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REFERÊNCIAS
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