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A sociedade colonial guaporeana, aspectos do cotidiano, a es

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Transcript of A sociedade colonial guaporeana, aspectos do cotidiano, a es

A crise do sistema colonial e o abandono dos vales do Madeira e Guaporé
Na medida que o século
XIX chegava ao fim, o Vale do Guaporé e VBST, sofre com o abandono
. Os Capitães Generais já não ficavam mais na capital, administravam a partir de Cuiabá.
As tentativas de manter a presença colonial no alto Madeira esbarrava nas sociedades indígenas hostis, além das dificuldades ambientais.
O processo foi acelerado quando se extinguiu a Companhia do Comercio do Grão Pará e Maranhão. Outro fator importante foi a expulsão do Companhia de Jesus da região, cessou as atividades catequéticas.
As tensões fronteiriças passaram para o Vale do Paraguai.
O governador João de Albuquerque de Mello Pereira e Cáceres, na tentativa de manter a região povoada, alforriou quilombolas aprisionados e ordenou a fundação da aldeia da Carlota, batizando-os e doando lhes sementes.
Enquanto no século XIX o Vale do Guaporé sofria com o abandono,
o Vale do Madeira desenvolvia com atividades extrativistas ligada a borracha.
Vale do Guaporé, "prisão sem paredes"
" A elite guaporeana formou-se a partir de sertanistas e aventureiros, que contemplados pela sorte ou obcecados pelo sonho do ouro e da riqueza, aventuraram-se pelos sertões em busca de índios e jazidas auríferas." Marco & Dante p.74 História Regional.

Para quem vencia nativos hostis, aprisionasse e escravizasse, adquiria prestigio, cargos e honra, para quem descobrisse ouro, ficaria com as melhores terras para a exploração.

Receber cargos políticos significava ascender socialmente, oportunidade de se aproximar da elite portuguesa, se fosse na Câmara do Senado, tinha o mesmo prestígio de um nobre.
Família e Religião
A família escrava seguia o modelo cristão português, mas havia uma grande desproporção entre os gêneros, isso fez com que as uniões ocorressem com nativos, essa a alternativa para os homens. Proteção e amparo familiar era para poucas.
A religião praticada era a imposta pelo colonizador português, o que mantinha até certo ponto a ordem do senhor, pois a aceitação pacífica do sofrimento, a miséria, a penitência, salva a alma.
O sincretismo ultrapassou a mescla entre a religião africana e europeia, adotando também práticas indígenas.
Violência, Doênças e Epidemias
A violência era prática comum no Vale do Guaporé, incontrolável pela pelas autoridades, pois as práticas se aliavam a corrupção que envolvia a elite.
O cotidiano era marcado por elevados índices de doênças e epidemias, a região era chamada por Rolim de Moura de "O terror da América". Malária, máculos, febres catarrais, pneumonias, diarreias sanguinárias, tuberculoses, febre amarela, tifo, cólera etc.
O Vale do Guaporé tinha uma fama de ser uma sepultura a céu aberto.
Aspectos da escravidão: a organização do trabalho, as ocupações e a família
Os feitores controlavam os trabalhos dos escravos, tanto nas grandes fazendas quanto em lavras e faisqueiras. Este representava a autoridade e disciplina.
A figura do feitor não existia entre os pequenos proprietários de escravos, fazendo com que houvesse uma proximidade entre o senhor e o escravo. Havia também os Pretos Del-Rey,que pertencia a Coroa Portuguesa.
A sociedade colonial guaporeana, aspectos do cotidiano, a escravidão e a resistência escrava
A sociedade colonial no Vale do Guaporé
Elite dos colonizadores - branca
- governantes e seus auxiliares diretos, além de ricos proprietários de lavras, sesmarias e grandes comerciantes
Pequenos e médios comerciantes,
proprietários de plantéis de escravos e donos de pequenas lavras.
Indígenas e Negros
Homens pobres livres,
trabalhavam como autônomos e regiões de mineração franqueadas ou cultivando pequenas roças, também participavam de expedições sertanistas em busca de ouro e ínios.
A elite guaporeana, geralmente era
formada por brancos endividados ou
criminosos de outras regiões.
Prevalecia na região uma população
negra e mestiça
À elite, do Vale do Guaporé,
marcada por festas regada pelo ouro, com suas vestimentas de seda, luxo e conforto.
Às camadas populares,
mestiços, brancos pobres, negros libertos, pequenos comerciantes, aventureiros, preadores de índios, itinerantes, eram considerados um estorvo, prejuízo.
Quadros de Moacyr Freitas
Condições sanitárias péssimas, a situação piorava nos períodos de cheia, março a abril.

O tratamento a essas doênças normalmente era do conhecimento popular, utilizava o conhecimento do índio e do africano, algumas eram tratados com remédios da Europa, a exemplo da sífilis que utilizavam o mercúrio, malária o quinino, já o máculo se utilizava erva de bicho, limão, pólvora, pimenta e cachaça.

Febres catarrais,pleurisias ou doênças pulmonares, o remédio era o aguardente.
Resistência Escrava
A partir de 1750, era comum a fuga de escravos para quilombos
, o que
mais resistiu foi o do Quariterê ( Quilombo do Piolho), durou de 1752 a 1795
. Além das fugas para quilombos, muitos fugiam para o lado espanhol. A resistência se baseava em insubordinação, diminuição do ritmo de trabalho etc.
A punição
para um escravo fugitivo seriam
400 açoites no pelourinho
, marcação a ferro quente e em caso de reincidência, amputação de uma das orelhas.
Bibliografia
Teixeira, Marco Antônio Domingues. História Regional: Rondônia/Marco Antônio Domingues Teixeira, Dante Ribeiro da Fonseca. Porto Velho, Rondoniana. 2001.
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