Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Poluição da Água e dos Solos. Tratamento de Resíduos.

No description
by

Inês Mousaco

on 14 May 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Poluição da Água e dos Solos. Tratamento de Resíduos.

Tratamento de Resíduos
Riscos da poluição
para a saúde

A incineração corresponde à redução de resíduos a cinzas e a gases, através da sua combustão a elevadas temperturas.

Incineração
Sabe-se que as
águas doces
(rios, lagos, etc.) do planeta em condições de utilização são cada vez menos, em virtude de a sua qualidade diminuir, de dia para dia, por causa da poluição.
O destino mais comum para os resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário.
Nestas instalações os resíduos são compactados abaixo da superfície do terreno, em locais devidamente selados por uma camada de areia e argila, prevenindo a infiltração no solo de lixiviado.

Aterros sanitários
Poluição dos
Solos

Substância química ou forma de energia capaz de afetar de forma nefasta o ambiente.

Pode ser classificado, entre outros critérios, pela sua persistência no meio ambiente:
Poluentes degradáveis
Papel, resíduos alimentares.
Poluentes persistentes
Plásticos, pésticidas com DDT.
Poluentes não degradáveis
Chumbo, mercúrio, arsénico.
Poluente
Poluição
Resíduos Sólidos Urbanos
Poluição da Água e dos Solos



Tratamento de Resíduos

Poluição da
Água

Esgotos de Madrid no Tejo
“A Espanha está a canalizar os esgotos de Madrid para o rio Tejo e a desviar a água limpa das nascentes do rio para as regiões turísticas. O facto dos esgotos de Madrid chegarem a Portugal via rio Tejo já levou o Movimento Protejo a preparar uma queixa para apresentar à Comissão Europeia. Paulo Constantino, porta-voz do movimento que integra organizações ambientalistas nacionais e entidades internacionais, defende que a opção de desviar a água do Tejo 'é uma violação clara da diretiva Quadro da Água que os 27 países estão obrigados a cumprir até 2015 e ameaça também a qualidade do rio Tejo do lado português.”


CM, 30 Novembro 2009



Mondego entra na lista das 200 “zonas mortas”
“O rio Mondego está incluído numa lista de zonas aquáticas em que falta o oxigénio e, por isso, são consideradas "zonas mortas", pelo menos durante parte significativa do ano. De 149 sítios com esta classificação em 2004, a lista organizada pelo Programa de Ação Global para a Proteção do Ambiente Marinho de Fontes Localizadas em Terra integra agora cerca de 200. A asfixia dessas águas deve-se a lixo, a descargas de estações de tratamento, à construção de barragens, ao turismo, à indústria e transportes. A agricultura é fonte importante de poluição localizada em terra.”


JN, 2006-10-22

A ação antropológica profundamente nefasta no planeta é evidente pela acumulação de resíduos e de soluções encontradas para os eliminar.
Considera-se como
resíduo sólido urbano
a mistura de materiais, geralmente apelidados de ''lixos'', provenientes da atividade doméstica, industrial ou até comercial e outros serviços, considerando que apresentam uma composição semelhante à de resíduos domésticos.
A localização geológica do aterro é fundamental para a sua efeciência, devendo constar igualmente de um sistema de escoação e recolha de substâncias lixiviadas, para que sejam tratadas e não contaminem as àguas.
Os gases produzidos pela decomposição por bactérias anaeróbicas dos resíduos, o biogás, podem ser colhidos para a produção de energia.
Quando o aterro atinge o seu máximo de capacidade é selado.

Construção rápida;
Elevada capacidade;
Baixos custos de manutenção;
Quando cheios pode dar-se uma ocupação alternativa ao terreno dispendido na sua construção.

Grande risco de infiltrações, que podem contaminar àguas subterrâneas;
Libertação de gases e poeiras;
Requerem uma grande área de implementação;
Decomposição lenta dos resíduos.


Grande redução do volume dos resíduos;
Permite a queima de resíduos que, de outra forma, poderiam poluir os solos e águas;
Pequena área de implantação;


Poluição atmosférica, pela libertação de substâncias tóxicas, como dioxinas, cinzas e poeiras;
Processo dispendioso;
Reciclagem
Recolha e processamento de resíduos, dependente da sua separação ainda no domicílio.

Ao separar previamente os resíduos, este processo torna-se muito mais viável economicamente, facilitando a sua recolha, tratamento e utilização na produção de novos artigos.
Vantagens da reciclagem e a sua importância
Reduz a quantidade de resíduos sólidos;

Reduz o gasto de minerais;

Reduz a destruição de habitats;

Poupa energia;

Reduz a poluição atmosférica;

Reduz a procura energética e o gasto de combustíveis;
Estações de Tratamento de Águas Residuais

Este processo divide-se em três fases:
Tratamento primário:
processo mecânico durante o qual se procede à remoção dos sólidos de maior dimensão, por filtração, e de particulas em suspensão, por decantação.

É possivel retirar poluentes às àguas residuais, industriais ou domésticas, restituindo-lhes qualidade para que possam ser de novo lançadas no meio ambiente.
Tratamento secundário:
processo biológico em que actuam
bactérias aeróbias e anaeróbias
, removendo a maioria da matéria orgânica oxidável dissolvida (90%). Tais bactérias decompositoras podem ser incluídas em
lamas ativadas
, misturadas com as águas resultantes do tratamento primário ou recobrir um leito de gravilha sobre o qual passa água
Tratamento terciário:
tratamento físico ou químico destinado a remover poluentes específicos.

Antes de ser devolvida ao meio ambiente, a água é desinfetada com cloro e radiações ultravioleta para matar eventuais organismos patogénicos.
Lamas resultantes do tratamento primário e secundário são sujeitas a uma compostagem para poderem ser utilizadas como fertilizantes.
O biogás produzido pelas bactérias é também aproveitável para a produção de energia.
Por poluição entende-se a introdução
pelo homem
, direta ou indiretamente de substâncias ou energia no ambiente, provocando um efeito negativo no seu equilíbrio, causando assim danos na
saúde humana
, nos
seres vivos
e no
ecossistema
ali presente.
Poluição e areia causam praga no rio Mondego
“O assoreamento do leito do Mondego, na cidade de Coimbra, e os fertilizantes agrícolas e esgotos despejados a montante são causas prováveis do aparecimento invulgar de uma grande quantidade de plantas nas águas do rio.
A explicação foi adiantada ao JN, ontem à tarde, pelo provedor do Ambiente e da Qualidade de Vida Urbana de Coimbra, Salvador Massano Cardoso. “

JN,2008-07-29

Em 1961, a Organização Mundial de Saúde deu a seguinte definição relativa à poluição das águas doces:
"Um curso de água considera-se poluído logo que a composição ou estado da água são direta ou indiretamente modificados pela atividade humana, de tal maneira que a água se presta menos facilmente às utilizações que teria no seu estado natural"
.


O grau de poluição das águas pode ser calculado a partir da necessidade bioquímica de oxigénio, que se determina pelo peso (por volume unitário da água) de oxigénio dissolvido utilizado no decorrer dos processos biológicos das bactérias aeróbias contidas na água.
Os seus valores variam
entre cerca de 1 mg/l, nas águas naturais, e os 300-500 mg/l, nas águas domésticas não depuradas.
Se a concentração de substâncias poluentes aumenta consideravelmente, a sua degradação esgota o oxigénio dissolvido na água, podendo produzir a morte de muitos seres aquáticos. A partir deste momento, as bactérias aeróbias, que, em condições normais, mantêm o seu poder auto depurador da água, são substituídas por bactérias anaeróbias que contribuem para a putrefação da água.
O poder de biodegradação da água é enorme, mas, se a concentração de substâncias orgânicas e químicas ultrapassa certos limites, as águas não a podem regenerar pela ação das bactérias. A vida desaparece e os rios e lagos transformam-se em gigantescos esgotos.
Causas
Poluição nos Rios
Principais fontes poluidoras
• Descarga de poluentes tóxicos;
• Despejo de lixos e esgotos;
• Descargas de produtos químicos industriais;
• Extração mineira sem controlo;
• Abandono de minas a céu aberto.

• As águas residuais urbanas, que contêm os resíduos coletivos resultantes da vida quotidiana, chegam aos rios sem nenhum tratamento prévio;
• As águas de origem industrial, que são a principal fonte de poluição das águas dos rios;
• A poluição de origem agrícola, proveniente essencialmente de certos produtos utilizados na agricultura;
• O lançamento de compostos inorgânicos, como os metais pesados;
• Os materiais orgânicos sintéticos, como plásticos, detergentes, solventes, tintas e inseticidas, são lançados diariamente nos rios.

Desvantagens
Vantagens
Desvantagens
Vantagens
tanques de percolação
Consequências da Poluição nos Rios
• Morte de peixes e vegetais aquáticos devido às substâncias tóxicas lançadas nas águas pelas indústrias;
• Os animais e vegetais atingidos contaminam o homem;
• Os esgotos das cidades podem lançar nos rios, lagos e mares seres vivos causadores de doenças.
• As águas residuais contêm sais minerais, substâncias não bio degradáveis, fertilizantes, pesticidas, detergentes e micróbios, o que torna a água imprópria para consumo.
• A poluição da água doce faz com que haja cada vez menos água potável.
• Com a falta de água potável 34 mil pessoas morrem diariamente.

Como evitar a Poluição nos Rios
Não deite lixo nas águas dos rios;
Não canalize esgotos diretamente para os rios;
Não desperdice água, em casa ou em qualquer outro lugar;
Observe se alguma indústria está a poluir algum rio e avise as autoridades sobre a ocorrência.


Com o intuito de buscar soluções para os problemas dos recursos hídricos da Terra, foi realizado no Japão, em 2003, o III Fórum Mundial de Água. Políticos, pesquisadores e autoridades de diversos países aprovaram vários documentos que visam a tomada de atitudes para resolver os problemas hídricos mundiais. Estes documentos, reafirmam que a água doce é extremamente importante para a vida e saúde das pessoas e defende que, para que ela não falte no século XXI, alguns desafios devem ser urgentemente superados: o atendimento das necessidades básicas da população, a garantia do abastecimento de alimentos, a proteção dos ecossistemas e nascentes, a administração de riscos, a valorização da água, a divisão e a eficiente administração dos recursos hídricos do planeta.
Embora muitas soluções sejam procuradas em esferas governamentais e em congressos mundiais, no dia-a-dia todas as pessoas podem colaborar para que a água doce não falte no futuro. A preservação, economia e o uso racional da água deve estar presente nas atitudes diárias de cada cidadão. A pessoa consciente deve economizar, pois o desperdício de água doce pode trazer perigosas consequências num futuro pouco distante.


CURIOSIDADE
Busca de soluções
Compostagem
A compostagem é um processo biológico em que os microrganismos transformam a matéria orgânica, como estrume, folhas, papel e restos de comida, num material semelhante ao solo, a que se chama composto, e que pode ser utilizado como adubo
As células são impermeabilizadas com mantas de PVC e o chorume é drenado e depositado num poço, para tratamento futuro. O biogás é drenado e pode ser queimado em flaires ou aproveitado para eletricidade. Por ser coberto por terra diariamente não há proliferação de pragas urbanas.
Poluição nos Lagos e Lagoas

Nos lagos e lagoas assistimos frequentemente a fenómenos de enriquecimento de nutrientes, denominados por eutrofização. Esta pode ser:

Eutrofização Natural: é um processo muito demorado, estando muitas vezes associado aos processos naturais de evolução dos ecossistemas durante um fenómeno de sucessão ecológica.

Eutrofização Cultural: quando as manifestações não se processam à escala do tempo geológico, mas a um ritmo galopante, provocado pela intervenção humana.

Os lagos e as lagoas, por apresentarem fluxos de água muito lentos e uma estratificação que permite poucas misturas verticais, são mais sensíveis à poluição, ultrapassando-a com mais dificuldade.
Sequência de etapas durante um processo de eutrofização
A eutrofização cultural pode ser evitada ou combatida recorrendo-se a algumas medidas preventivas ou a medidas de tratamento, sendo estas últimas mais dispendiosas.
Medidas
preventivas
no combate à Eutrofização Cultural
Medidas
corretivas
no
combate à Eutrofização Cultural
Diminuição do consumo de detergentes e produtos de limpeza doméstica com fosfatos;
Diminuição da utilização de fertilizantes na agricultura;
Desvio dos efluentes agrícolas e pecuários da zona dos lagos;
Controlo dos processos de erosão dos solos;
Criação de sistemas de limpeza, de extração de nitratos e fosfatos dos efluentes, antes de estes atingirem os lagos.

Bombeamento de ar nos lagos;
Controlo do crescimento de algas nos
lagos e lagoas por recurso a algicidas ou por remoção mecânica.

Curiosidade
Grande parte dos lagos, lagoas e albufeiras da Europa acham-se num estádio mais ou menos avançado de eutrofização.
Em Espanha, cerca de 30% das albufeiras estão eutrofizadas e, em Portugal, as lagoas açorianas das Sete Cidades, das Furnas e do Fogo encontram-se também em adiantado estado de eutrofização.

Riscos da Poluição da Água para a Saúde
A poluição da água é um dos maiores perigos para a saúde, afinal, não podemos sobreviver sem beber água e, se ela estiver poluída, pode causar sérios problemas à saúde ao ser ingerida.
Riscos da Poluição da Água
Riscos da Poluição dos Solos
Os vários tipos de poluentes afetam a saúde humana de diferentes formas.
Alguns micro-organismos, como bactérias, que se podem desenvolver naturalmente na água ou serem introduzidas através dos tipos de poluição citados, podem causar sérias doenças aos seres humanos.
As doenças causadas por patógenos na água são principalmente perigosas para crianças e são responsáveis por quase 60% da mortalidade infantil no mundo, principalmente em países em desenvolvimento e que não possuem uma rede adequada de tratamento de água e esgoto.
Como por exemplo...
A
febre tifoide
é causada pela bactéria Salmonella Typhi. É uma doença grave, conhecida há milhares de anos, sendo responsável por grandes epidemias. Em textos antigos é descrita a possibilidade de causar loucura e morte. É uma doença exclusivamente humana. Atualmente a infeção é endémica em países em vias de desenvolvimento e está relacionada com más condições sanitárias, ausência de esgotos e higiene deficiente.
A
cólera
é uma doença causada pelo vibrião colérico (Vibrio cholerae), uma bactéria em forma de vírgula ou vibrião que se multiplica rapidamente no intestino humano, produzindo uma potente toxina que provoca diarreia intensa. Ela afeta apenas os seres humanos e a sua transmissão é diretamente dos dejetos fecais de doentes por ingestão oral, principalmente em água contaminada.
A
hepatite
é uma inflamação no fígado que pode ser provocada por vários tipos de vírus (vírus das hepatite A, B, C, D, E, F, G, citomegalovírus, etc). Os sintomas são parecidos com os da gripe e há também icterícia (coloração amarelada da pele causada pelo depósito de uma substância produzida pelo fígado).
Algumas formas de hepatite são transmitidas por água e alimentos contaminados por fezes (Tipo A e E). Outros tipos são transmitidos por transfusão de sangue (B, C) ou por relações sexuais.
A
disenteria bacilar
refere-se às infeções alimentares, cujo sintoma mais característico é a diarreia sanguinolenta, causadas pelas bactérias do género Shigellas. As bactérias "Shigellas" são frequentemente encontradas em águas infetadas com fezes humanas. Ingerir alimentos irrigados com essa água ou bebê-la diretamente é a via mais comum de infeção.
A
poliomielite
, também chamada de pólio é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. Apesar de também ser chamada de paralisia infantil, a doença pode afetar tanto crianças quanto adultos.
A poliomielite é uma doença causada pela infeção do poliovírus e, ao alcançar a corrente sanguínea, pode atingir o cérebro. A pólio pode, inclusive, levar o indivíduo à morte se forem infetadas as células nervosas que controlam os músculos respiratórios e de deglutição.

Os poluentes químicos não causam doenças de forma direta, porém, eles proporcionam grandes danos à saúde a longo prazo, mesmo em níveis baixos de concentração. Esses poluentes acabam por ser consumidos acidentalmente por peixes e são acumulados nos seus tecidos. Quando esses peixes são consumidos por nós, os poluentes acabam por entrar no nosso corpo e, no futuro, as doenças podem surgir a partir dessa alta concentração.
A contaminação do solo é um dos principais problemas ambientais da atualidade. Durante séculos, o homem pouco se preocupou com o descarte de lixo, produtos químicos e resíduos industriais.
Riscos da Poluição dos Solos para a Saúde
Produtos químicos, combustíveis, metais pesados e outros elementos são descartados nos solos das fábricas ou proximidades. Estes elementos, com o tempo, penetram nos solos contaminando-os. Estas áreas ficam impróprias para a construção de residências (casas e prédios), pois os contaminantes dos solos podem provocar doenças nas pessoas. O tratamento destes solos é possível, porém demanda a utilização de muitos recursos, além de ser um processo demorado.

Outro problema grave provocado por este tipo de resíduos é a contaminação da água. Uma vez no solo, estes resíduos podem atingir lençóis freáticos poluindo a água e, consequentemente, podem aparecer doenças, nomeadamente as mencionadas anteriormente nos Riscos da Poluição da Água para a Saúde.

Os terrenos que foram áreas de lixeiras apresentam vários problemas. Além da contaminação por diversos tipos de poluentes, podem apresentar riscos de explosão. Isto acontece, pois o processo de decomposição de lixo orgânico gera a produção de gases inflamáveis que ficam presos no solo.
Embora com pouca frequência, quando ocorrem geram problemas gravíssimos. Acidentes em usinas nucleares ou descarte de equipamentos que usam elementos radioativos (máquinas de Raio-X, por exemplo), podem deixar o solo contaminado durante séculos. Assim, se uma pessoa entrar em contato com o solo poluido, pode morrer ou desenvolver diversos tipos de cancros.
Uma coisa é certa... todos os tipos de poluição têm efeitos negativos para o meio ambiente, seja de que maneira for.
Poluição das Águas Subterrâneas
A água é um excelente solvente e pode conter inúmeras substâncias dissolvidas. Ao longo do seu percurso a água vai interagindo com o solo e formações geológicas, dissolvendo e incorporando substâncias. Por esta razão a água subterrânea é mais mineralizada (tem mais minerais) que a água de superfície.
As águas subterrâneas apresentam diversos fatores desfavoráveis à sua capacidade de depuração, tais como:

• Fluxo extremamente lento de água;
• Pequena capacidade de diluição e de dispersão dos poluentes;
• Pequenas quantidades de O2 dissolvido, o que diminui a sua capacidade de biodegradação;
• Populações de bactérias decompositoras muito incipientes;
• Temperaturas relativamente baixas que dificultam reações químicas envolvidas na transformação de poluentes.

As causas fundamentais da poluição das águas subterrâneas ocasionada pela atividade humana podem agrupar-se em quatro grupos dependendo da atividade humana que as originou e que seguidamente se descrevem...
É provocada pela descarga de efluentes domésticos não tratados na rede hidrográfica, fossas sépticas e lixeiras. A decomposição da matéria orgânica na lixeira origina a produção de gases como o dióxido de carbono e o metano. Este tipo de poluição ao atingir o aquífero origina um aumento da mineralização, elevação da temperatura, aparecimento de cor, sabor e odor desagradáveis.
Poluição urbana e doméstica
Poluição agrícola
Os principais problemas de poluição por atividades agrícolas são:

• A utilização inadequada de fertilizantes nitrogenados e fosforados em zonas de regadio com solos permeáveis e aquíferos livres, traduzido em aumentos consideráveis de nitratos no aquífero;
• Elevada taxa de reciclagem de águas subterrâneas em áreas de regadio intensivo que provoca um aumento progressivo da concentração de sais que, a longo prazo, a inutiliza para este fim;
• Lançamento indiscriminado de resíduos animais sobre o solo em zonas vulneráveis;
• Utilização incorreta ou exagerada de pesticidas em solos muito permeáveis com escassa capacidade de adsorção.

Este tipo de poluição, consequência das práticas agrícolas, será a mais generalizada e importante na deterioração da água subterrânea. A diferença entre este tipo de poluição e os outros é o facto de se responsável pela poluição da superfície de extensas áreas.
Poluição industrial
A poluição industrial apresenta um carácter tipicamente pontual e está relacionada com a eliminação de resíduos de produção através da atmosfera, do solo, das águas superficiais e subterrâneas e de derrames durante o seu armazenamento e transporte.
Contaminação induzida por bombeamento
A intrusão salina é um fenómeno que ocorre em regiões costeiras onde os aquíferos estão em contacto com a água do mar. Na verdade enquanto a água doce se escoa para o mar, a água salgada, mais densa, tende a penetrar no aquífero, formando uma cunha sob a água doce. Este fenómeno pode acentuar-se e ser acelerado, com consequências graves, quando, nas proximidades da linha de costa, a extração de grandes volumes de água doce subterrânea provoca o avanço da água salgada no interior do aquífero e a consequente salinização da água dos poços ou dos furos que nele captem.
Interação Água Subterrânea - Água Superficial
Apesar de nos termos debruçado principalmente sobre as águas subterrâneas não nos podemos esquecer que existe uma interdependência entre as águas subterrâneas e as superficiais.
Muitos rios e ribeiras são alimentados por nascentes, o que faz com que esses rios apresentem caudal durante todo o ano, mesmo quando não ocorre precipitação. Os rios, por sua vez, podem em determinada altura do seu percurso contribuírem para recarregar os aquíferos (rios influentes). Assim a má qualidade que por vezes se verifica nas águas superficiais pode ser transmitida às águas subterrâneas e vice-versa.
Na figura 2 encontramos exemplos de um rio que recarrega um aquífero e de uma descarga de água subterrânea, através de nascentes, que alimenta um rio.

Figura 1 – Poluição da água subterrânea com diferentes origens
Figura 2 – Intrusão Salina
Onde está a água e em que formas existe?
O bloco da esquerda mostra que cerca de 97% de toda a água existente está nos oceanos. O bloco do meio representa os restantes 3%. Dessa porção, 77% está retida nos glaciares e icebergs e 22% constituem a água subterrânea. A distribuição do restante 1% está representada no bloco da direita. Dessa porção, 61% corresponde a lagos, 39% distribui-se pela atmosfera e solos e <0,4% aos rios.
Na tabela seguinte podes ver como se distribui a água no planeta em termos de volume armazenado nos diferentes reservatórios:
Se excluirmos as reservas de gelo das calotes polares e glaciares, a água doce utilizável representa apenas 0.6% (8,5 milhões de Km3) da água do nosso planeta, que se reparte desigualmente pelas diversas regiões continentais.
Destes 8,5 milhões de Km3 de água doce utilizável, 97% correspondem a águas subterrâneas, representando os rios e os lagos uma percentagem muito pequena

Figura 3 – Ciclo Hidrológico
O conceito de ciclo hidrológico (figura 3) está ligado ao movimento e à troca de água nos seus diferentes estados físicos, que ocorre na Hidrosfera, entre os oceanos, as calotes de gelo, as águas superficiais, as águas subterrâneas e a atmosfera. Este movimento permanente deve-se ao Sol, que fornece a energia para elevar a água da superfície terrestre para a atmosfera (
evaporação
), e à gravidade, que faz com que a água condensada caia (
precipitação
) e que, uma vez na superfície, circule através de linhas de água que se reúnem em rios até atingir os oceanos (
escoamento superficial
) ou se infiltre nos solos e nas rochas, através dos seus poros, fissuras e fraturas (
escoamento

subterrâneo
).

No topo da
zona não saturada
, ou seja, na zona onde os espaços entre as partículas de solo contêm tanto ar como água, a água que se infiltra no solo é sujeita a evaporação direta e é retida pela vegetação que, através da transpiração, a devolve à atmosfera (evapotranspiração).
A água que continua a infiltrar-se e atinge a
zona saturada
das rochas, entra na circulação subterrânea e contribui para um aumento da água armazenada (
recarga dos aquíferos
). Como podemos ver na figura 4 na zona saturada (aquífero) os poros ou fraturas das formações rochosas estão completamente preenchidos por água (saturados). O topo da zona saturada corresponde ao
nível freático
.
A água subterrânea pode ressurgir à superfície (nascentes) e alimentar as linhas de água ou ser descarregada diretamente no oceano.
Figura 4 – Zona saturada e zona não saturada no subsolo.
Reservatórios de Água Subterrânea
Um reservatório de água subterrânea, também designado por aquífero, pode ser definido como toda a formação geológica com capacidade de armazenar e transmitir a água e cuja exploração seja economicamente rentável.
Existem essencialmente 2 tipos de aquíferos:

Aquífero livre
– Formação geológica permeável e parcialmente saturada de água. É limitado na base por uma camada impermeável. O nível da água no aquífero está à pressão atmosférica.
Aquífero Confinado
- Formação geológica permeável e completamente saturada de água. É limitado no topo e na base por camadas impermeáveis. A pressão da água no aquífero é superior à pressão atmosférica.

Aquitardo
– Formação geológica que pode armazenar água mas que a transmite lentamente não sendo rentável o seu aproveitamento a partir de poços;
Aquicludo
- Formação geológica que pode armazenar água mas não a transmite (a água não circula);
Aquífugo
- Formação geológica impermeável que não armazena nem transmite água.

Figura 5 – Tipos de Aquíferos
Na figura 5 estão representados um aquífero confinado e um livre. O aquífero confinado, camada B, é limitado no topo e na base por camadas impermeáveis C e A, respetivamente. O aquífero livre é formado pela camada D e limitado na base pela camada impermeável C.
Se as formações geológicas não são aquíferas então podem ser definidas como:
Obrigada pela atenção.
Se tiveste atento à apresentação, vais resolver o miniteste com uma perna às costas!
Ciclo Hidrológico
O solo é a camada que se encontra à superfície da maioria dos terrenos, sendo um recurso natural renovável e dos elementos mais importantes para o equilíbrio dos ecossistemas.
Dentro dos ecossistemas há um reaproveitamento da matéria feito essencialmente pelo solo, pois este tem decompositores que garantem a transformação de matéria orgânica complexa em nutrientes inorgânicos que as plantas vão aproveitar.

É possível afirmar que o solo é a cama responsável pela intercomunicação entre a hidrosfera e a atmosfera, o que faz com que a poluição do solo venha a afetar a água e o ar.
A poluição do solo consiste na presença de elementos químicos estranhos, como o caso dos resíduos sólidos ou efluentes líquidos produzidos pelo Homem.

• Poluição do meio urbano;
• Poluição do meio rural.

Existem dois tipos de poluição:
Contaminação do Solo
Resulta da deposição de substâncias inadequadas, por norma perigosas ou potencialmente perigosas no solo, assim esta é determinada com base em critérios de qualidade do solo, tendo em consideração a presença natural desse tipo de substâncias.
Poluição de Origem Agrícola
Poluição Doméstica e Industrial
Referem-se à mistura de materiais que provêm da atividade doméstica, englobando resíduos com origem em outras atividades mas que são afim dos domésticos. Os RSU são resultado da atividade doméstica e industrial, sendo de difícil tratamento pela sua fácil acumulação e fácil origem. A maioria dos resíduos são depositados em lixeiras a céu aberto, tornando-se extremamente poluentes e evitadas ao máximo, sendo proibidas por legislação (tendo como substituto os aterros).
Poluição por metais pesados e resíduos nucleares
Os metais pesados fazem parte da composição dos adubos e de alguma alimentação animal, tornando-se um problema, visto ter a possibilidade de entrar na nossa cadeia alimentar.

Mercúrio
– é dos compostos mais usados pelas industrias e pelos garimpos para a separação de possíveis impurezas.

Chumbo
– constituinte das pilhas e baterias.

Quanto à industria nuclear, pode-se referir o urânio que com a sua radioatividade e toxicidade pode causar vários danos, tal como o cádmio, o cromo e o manganês.

• Resíduos sólidos urbanos (RSU)
Lixeira a céu aberto
Aterro (como deviam ser)
Notícia!
“…o autêntico atentado à saúde pública "plantado" mesmo à entrada da aldeia. Numa zona em que a paisagem assume contornos infernais, depois dos recentes incêndios que devastaram a região, existe uma lixeira de dimensões consideráveis, a céu aberto e a cerca de 150 metros da Escola Primária das Minas.
Um perigo dizem os populares que, embora preferindo o anonimato, revelam: "Se no Verão é o cheiro nauseabundo, as moscas e toda uma série de bicharada que incomodam e assustam, no Inverno é o lixo queimado a libertar um fumo intenso que se espalha por todo o lado e perturba drasticamente as crianças da Escola Primária".”
Jornal On-line da UBI, Setembro 2001

Em São Jorga da Beira e Minas – Lixeira ameaça saúde pública
• Compostos orgânicos voláteis (COVs)
Contaminam áreas essencialmente industrializadas. Exemplos destes compostos orgânicos são o benzeno, tolueno, xileno dicloromerano e tricloroetano .
Consequências da Contaminação do Solo
• Desertificação do solo;
• Possível infiltração e deposição de substâncias ou produtos poluentes;
• Perda das qualidades e funções do solo;
• Alteração da tipografia;
• Perda da fauna;
• Alteração da composição do solo;
• Alteração na aptidão natural de drenagem;
• Produção e migração de gás nos aterros conduzindo ao aumento da temperatura dos solos.

É possível resolver o problema…
• Removendo-se a população ou bens ameaçados;
• Remover e isolar a fonte de poluição.

Ainda é possível a criação de duas linhas de combate à contaminação dos solos:
On-site
– quando se dão no local, como o caso de uma lavagem do solo;

Off-site
– quando se mobiliza o solo para uma central de tratamento, onde ocorrem os processos de descontaminação.
Desflorestação
A desflorestação consiste na destruição/remoção de grandes espaços verdes para outras utilizações, essencialmente industriais, isto é sobreexploração de matérias primas com o intuito de obter madeira a fim de ser exportada, de forma a tirar benefícios económicos.
Principais causas
• Desenvolvimento industrial e urbano;
• Crescimento turístico;
• Aumento da superfície cultivada;
• Construção de infra-estruturas;
• Poluição.


Curiosidades
Um europeu que viva aproximadamente 70 anos produz 25 toneladas de resíduos.
Se 1 milhão de pessoas usar o verso de cada folha que usa para escrever ou desenhar, é possível preservar uma floresta com uma área aproximada de 18 campos de futebol.
A reciclagem de uma lata de metal economiza energia suficiente para manter uma televisão ligada durante 3 horas.

3%
97%
Poluição nos Mares e Oceanos
A poluição em meio marinho é a introdução pelo Homem direta e indiretamente de substâncias ou energias no meio, resultando em efeitos nocivos para os seres vivos, conduzindo também a um bloqueio das atividades marinhas, como o caso da pesca, acabando por influenciar também a qualidade da água do mar para uso humano.
Afeta os seres vivos marinhos – uma diminuição de recursos, como o caso da alimentação;
Diminuição da produtividade do ecossistema – problema económico;
Altera a paisagem – problema estático;
Influencia o bem-estar do Homem – problema de saúde pública.

Assim, temos um problema com consequências múltiplas, como por exemplo:
Grande parte da poluição é causada pelo Homem...

... pois grande parte dos compostos nunca teriam entrado em contacto com a água se o ser humano não os tivesse fabricado. Embora determinadas substâncias de origem marinha, em grandes quantidades ou fora da sua zona de produção, possam ser consideradas contaminantes (como é o caso de determinados metais que existem naturalmente nos mares); são também considerados poluentes quando lançados em grande quantidade devido aos esgostos.
Mais uma vez, é possível constatar que estas condições colocam em risco o ambiente, essencialmente os peixes, crustáceos e molúsculos, que fazem parte da nossa alimentação, tal como a alteração e destruição de zonas de lazer.
A crescente poluição hídrica é resultado do aumento demográfico e do desenvolvimento acelerado das atividades económicas, as quais não são acompanhadas pela construção de infraestruturas e de uma rede de saneamento básico equilibrada.








Outro fator que nos levou ao extremo foi o facto de a Humanidade pensar que os mares e os oceanos eram imunes à poluição pela sua capacidade de diluição, dispersão e degradação, tornando-os os depósitos de lixo.

Independentemente dos meios tecnológicos atuais não se consegue calcular a tolerância máxima dos oceanos, mas já começam a lançar
alertas

de

poluição
,
e em alguns casos
desastrosos.
Causas da Poluição nos
Mares e Oceanos
• Acumulação de lixos e detritos junto de fontes, poços e cursos de água;
• Esgotos domésticos que aldeias, vilas e cidades lançam nos rios ou nos mares;
• Resíduos tóxicos que algumas fábricas lançam nos oceanos;
• Produtos químicos que os agricultores utilizam e que as águas das
chuvas arrastam para os rios e para os lençóis de água existentes no subsolo;
• Lavagem clandestina de barcos no alto mar, isto é não autorizada;
• Resíduos nucleares radioativos, depositados no fundo do mar;
• Fluxo excessivo de matéria orgânica às zonas costeiras;
• Poluição associada ao petróleo, podendo ser naufrágios dos petroleiros (acidentes que causam o derrame de milhares de toneladas de petróleo, sujando as águas e a costa e matam toda a vida marinha – as chamadas
marés negras
).

Petróleo
A poluição pelo petróleo está essencialmente associada a desastres no oceano, a acidentes com petroleiros ou ruturas de poços de perfuração, mas grande parte do petróleo vem dos continentes, entre 50% a 90%, derivado das intervenções do Homem, como é o caso dos vazamentos e derrames industriais e troca de óleo dos veículos.
Os resíduos petrolíferos são difíceis de remover, podendo afetar as zonas costeiras, afetando por sua vez o turismo, para além do impacto na fauna e na flora aquática que põe em causa as atividades pesqueiras.
Consequências da Poluição
nos Mares e Oceanos
• A concentração de matéria orgânica nos mares proveniente dos esgotos provoca um aumento de decomposições que consome o oxigénio dissolvido na água acabando por matar os respectivos animais aquáticos;
• Os pesticidas e os herbicidas são venenos, por isso, quando lançados na água, acabam por matar plantas e os animais aquáticos;
• A poluição do mar provoca a destruição de ecossistemas marinhos e litorais, matando ovos, larvas, peixes e mamíferos;
• As aves aquáticas, quando contaminadas com petróleo, morrem afogadas porque as suas penas não permitem o voo.

Curiosidade
Segundo a ONU, estima-se que, até ao ano 2050, a população mundial atinja os 12 mil milhões de pessoas, das quais cerca de 60% viverão nas áreas litorais, podendo ser seriamente afectadas pelos problemas descritos.
1.
Zona de decomposição:
é a zona onde acontece a descarga de poluentes. Após esta descarga, eleva-se de imediato a necessidade bioquímica de oxigénio e a quantidade de O2 necessária para a transformação dos poluentes é elevada.

2.
Zona Anóxica:
é a zona onde só subsistem espécies resistentes a águas pouco oxigenadas. Como consequência do que acontece na zona de decomposição, as bactérias aeróbias iniciam os processos de decomposição, consumindo oxigénio, o que faz com que haja uma diminuição deste gás e com que espécies mais sensíveis desapareçam desta zona.

3.
Zona de recuperação:
à medida que os contaminantes vão sendo transformados, por decomposição, a necessidade bioquímica de oxigénio volta a diminuir, pelo que o nível de oxigénio volta a subir. E então, lentamente, a jusante, vai-nos aparecer, primeiro, a zona de recuperação.

4.
Zona não poluída ou zona limpa:
aparece depois da zona de recuperação. É onde o nível de necessidade bioquímica de oxigénio é mínimo e o nível de O2 elevado, permitindo assim a existência de espécies variadas.
Inês Mousaco | Margarida Costa | Mariana Vaz 12ºA BIOLOGIA
Full transcript