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Sociedade e espaço urbano

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Martha Nogueira

on 2 May 2013

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Transcript of Sociedade e espaço urbano

sociedade e espaço urbano
Teorias de sociologia urbana: Escola de Chicago

Robert Park, Ernest Burgess e Roderick McKenzie: teoria da ecologia humana (influência da biologia e da ecologia.)
enfatiza conexão entre as dimensões físicas e sociais das cidades para identificar padrões de crescimento e dinâmica urbana,
Urbanismo como modo de vida (Wirth 1938) : “um estado de espírito, um conjunto de costumes (...), tradições (...), atitudes e sentimentos”
A vida urbana se caracteriza pela ausência de comunidade e de relações pessoais estreitas, as interações são superficiais e impessoais, mediadas por interesses (no campo existiria intimidade e identidade coletiva entre as pessoas)
Maior individualismo, menor controle sociais explicam maior incidência de criminalidade e comportamentos desviantes Críticas à escola de Chicago

1 – o isolamento social, o retraimento emocional , o stress e outros problemas podem ser tão comuns no meio rural como no meio urbano (a teoria da Escola de Chicago inspira-se em uma visão romântica da vida no campo)
2- Mesmo nas grandes cidades, as pessoas procuram criar redes sociais e subculturas que têm funções semelhantes às desempenhadas pelas pequenas comunidades;
3- apresenta o crescimento urbano quase como um processo natural, negligenciando seus fundamentos históricos, políticos e econômicos na industrialização capitalista. Nova sociologia urbana

Castells (1983), Lojkine (1983) - escola francesa
Cidade como conjunto de relações sociais mercantilizadas;
O espaço urbano é visto como mercadoria, que pode ser comprada e vendida visando o lucro;
Interesses e conflitos políticos configuram o padrão de crescimento das cidades;
Atores sociais envolvidos no processo de crescimento urbano: investidores, políticos, homens de negócios, proprietários, incorporadores, planejadores urbanos, meios de comunicação de massa, instituições culturais, sindicatos, universidades etc A cidade como produto da sociedade As cidades expressam espacialmente os conflitos e desigualdades presentes na sociedade;

O espaço urbano é produto e agente ativo das relações sociais, contribuindo para a reprodução da dominação ideológica , da exploração econômica e do poder político;

Problema da habitação: abordado em termos extritamente numéricos por autoridades governamentais e representantes do capital imobiliário, envolve também a questão das redes de infraestrutura e de serviços urbanos (transporte coletivo, coleta de lixo, educação, saúde, abastecimento) distribuídos desigualmente no espaço das cidades. Alguns fatores que influenciam na
geração da renda imobiliária:

A localização da moradia (além do imóvel propriamente dito) interfere no seu valor/preço (varia conforme agrega oportunidades de acesso aos serviços coletivos, equipamentos e infraestrutura);
Segurança (o serviço da polícia se faz de forma distinta na cidade, priorizando a defesa dos patrimônios pessoais);
Tipo de vizinhança;
legislação urbana (quanto mais é permitido contruir além da área ocupada pelo imóvel, por exemplo); Ermínia Maricato
(Habitação e Cidades) “A valorização imobiliária, ou seja, a propriedade que tem os imóveis de se valorizarem, está na base na segregação espacial e da carência habitacional.
Em torno dela, ou seja, em torno da apropriação da renda imobiliária, é travada uma surda luta no contexto urbano” (p 44) Para o trabalho:
CIDADE COMO VALOR DE USO
(local para viver)

X

Para o capital:
CIDADE COMO VALOR DE TROCA
(objeto de extração de lucro) “Há uma profunda oposição entre os usuários, que desejam de modo geral uma moradia de melhor qualidade possível (...) ao preço mais baixo possível, e o capital imobiliário, para o qual a diferença de qualidade provinda das diversas localizações ou a própria escassez de habitação constituem fatores de aumento de ganhos” (p45) Quiosque revitalizado no calçadão de Copabana. Toda a orla carioca será atendida por esse modelo, padrão monopolizado pela empresa Orla Rio. Foto: Eduardo Sá/fazendomedia.com. REVITALIZAÇÃO DA ZONA PORTUÁRIA DO RIO DE JANEIRO
08/12/2009 - 01:09 | Enviado por: Marcus Quintella
(http://www.jblog.com.br/ttp.php?itemid=17809)
A prefeitura do Rio de Janeiro está apresentando na mídia os seus planos para a Zona Portuária, denominado de Porto Maravilha, que inclui uma nova avenida, um mergulhão com dois quilômetros de extensão, duas linhas circulares de Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e a urbanização de 40 quilômetros de vias.

A prefeitura pretende atrair para a Zona Portuária grandes empreendimentos residenciais, comerciais e de lazer, e, para isso, aumentará a capacidade de tráfego da região, que aponta para a futura demolição do Elevado da Perimetral, no trecho entre o Arsenal de Marinha e a Avenida Francisco Bicalho.

Parece um projeto ambicioso, que, certamente, trará grandes benefícios para a economia da cidade e será uma espetacular área de lazer para o carioca e uma atração especial para os turistas. Espero que todo o projeto seja concluído dentro do prazo previsto e não haja interrupções por falta de recursos ou motivos políticos e administrativos. Segregação socio-espacial

Segundo o urbanista Flávio Villaça, (...) a segregação é um processo segundo o qual diferentes classes ou camadas sociais tendem a se concentrar cada vez mais em diferentes regiões gerais ou conjuntos de bairros da metrópole.
(...)
A segregação pode ser reforçada pelo próprio poder público, quando prioriza investimentos nas áreas ocupadas pela população de mais alta renda, negligenciando ou simplesmente ignorando a parte ocupada pelos mais pobres. O Estado pode, no entanto, promover a qualificação das áreas mais carentes - através de investimentos em habitação e infraestrutura, transportes, segurança, educação, saúde, lazer e cultura - atenuando a segregação espacial. (...) Os bairros das camadas de mais alta renda tendem a se segregar (os próprios bairros) numa mesma região geral da cidade, e não a se espalhar aleatoriamente por toda a cidade. (...) (VILLAÇA, 2001)
A criação de condomínios fechados é o exemplo mais frequente de segregação no espaço urbano. Impulsionada pelo medo da violência e pela busca de segurança e tranquilidade, esse fenômeno resulta na redução dos espaços públicos, ao restringir o acesso a determinadas áreas da cidade.
Um outro exemplo, mais recente, é a construção de muros em torno de áreas consideradas inseguras ou perigosas, na cidade do Rio de Janeiro, que segrega comunidades inteiras. A disposição espacial das classes
na cidade contribui para a reprodução das desigualdades sociais porque gera:

acúmulo de desvantagens pelas classes baixas,no acesso a equipamentos e serviços urbanos;

esvaziamento do espaço público e enfraquecimento das relações sociais, pela privação do contato com a diferença. Marketing da cidade:

Reorientação das políticas urbanas centradas no direito do cidadão para outra que prioriza o atendimento das necessidades do consumidor, quer sejam empresários, turistas ou os próprios moradores.
Baseia-se na estratégia de autopromoção publicitária, visando promover uma imagem forte e positiva da cidade, explorando ao máximo seu capital simbólico, de forma a garantir sua inserção privilegiada nos circuitos culturais internacionais. Gentrificação:

enobrecimento urbano, "renovação", "requalificação", "revitalização";
Intervenção em espaços urbanos, por iniciativa pública e/ou privada, que provoca sua melhoria e consequente valorização imobiliária com retirada de moradores tradicionais, que geralemnte pertencem a classes sociais menos favorecidas, dos espaços valorizados.
Processo criticado por alguns estudiosos do planejamento urbano devido ao seu suposto caráter excludente e privatizador.
críticos apontam também a violação aos direitos humanos contida em algumas destas intervenções, também criticadas como processos de "higienização social" ou "limpeza social". Escola de Chicago (1910 a1930)

Nova Sociologia Urbana (1970 em diante)
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