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PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS

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Mak Amaral

on 1 October 2014

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Transcript of PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS

OS IMPLÍCITOS NO ENSINO DA LEITURA:
PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS.

Faz-se necessário discutir e defender a relevância do domínio das concepções de pressupostos e subentendidos no processo da leitura. são ferramentas que, na teoria e na prática, constituem recursos, por parte de professores e dos alunos, para um bom entendimento do texto. É preciso a saber fazer as inferências corretas ou plausíveis que um determinado texto oferece, através dos implícitos da prática da comunicação, ou por meio dos implícitos linguísticos.
“Saber ler um texto é saber fazer as inferências corretas ou plausíveis que cada trecho do texto propicia.”
(Heronides Moura)
PALAVRAS INICIAIS
A leitura: dentro dos critérios teórico-práticos implica:
Reconhecer os implícitos e fazer inferências que determinado texto possibilite.
Levar em conta os pressupostos e subentendidos: a leitura não se dá apenas no dito (no posto), mas, principalmente, no que não está dito (nos implícitos).
Implícitos ativados linguisticamente – são os pressupostos.
As inferências ativadas pragmaticamente – são os subentendidos, que podem ser inferidos a partir dos textos analisados.
1 OS IMPLÍCITOS E AS INFERÊNCIAS: OS NÃO DITOS
Aprofundar uma discussão, com o propósito de fazer a ponte que nos leve ao pressuposto e ao subentendido – como elementos pertencentes aos implícitos próprios de um texto.
A ideia de implícito em um texto – o conteúdo implícito que fica à margem da discussão porque ele não vem explicitado no texto.
Segundo Orlandi (2006), o implícito consiste naquilo que não está dito e que também está significando:
a) o que não está dito, mas que, de certa forma, sustenta o que está dito;
b) o que está suposto para que se entenda o que está dito;
c) aquilo a que o que está dito se opõe;
d) outras maneiras diferentes de se dizer o que se disse e que significa com nuances distintas etc.
As inferências
são informações propositivas que não precisam ser explicitadas no momento da produção do texto – chamadas de subentendidos:
As inferências
– estabelecimento de sentido ou obtenção de informações na leitura de um texto pelo que não foi dito explicitamente.
Implicatura
é um sentido derivado, que atribuímos a um enunciado depois de constatar que seu sentido literal é irrelevante para a situação
2. O POSTO, O PRESSUPOSTO E O SUBENTENDIDO: O DITO E OS NÃO DITOS
2.1. Todo texto se constrói por aquilo que é dito explicitamente e por aquilo que não é dito explicitamente, mas é significativo para estabelecer um sentido ao texto: os implícitos.
2.2. O pressuposto, de início, se encaixa na categoria dos implícitos, caracterizam-se como linguísticos, porque são ativados por um termo linguístico presente na estrutura linguístico-discursiva do texto.
2.3. Em síntese:

a) Pressuposto reside uma informação indiscutível para o falante e/ou responsabilidade, sendo, portanto, coextensivo no interior do diálogo. Serve para passar informações que não podem ser de sua responsabilidade, a não ser quando apreendidas.

b) Subentendido – não está marcado na frase, e se explica no processo interpretativo. São efeitos de sentidos analisados a partir dos atos de enunciação, em circunstâncias discursivas particulares.

c) Um dos aspectos mais intrigantes da leitura de um texto é a verificação de que ele pode dizer coisas que parece não estar dizendo: além das informações explicitamente enunciadas, existem outras que ficam subentendidas ou pressupostas. (PLATÃO; FIORIN, 2000, p. 241).
3. EXERCITANDO – EXPLORANDO PRESSUPOSTOS E SUBENTENDIDOS EM VARIADOS GÊNEROS TEXTUAIS.
3.1. O Processo de Leitura: Analisando Textos Verbais 1
Vamos analisar as manchetes a seguir, procurando distinguir o posto, o pressuposto e o subentendido nos textos. Em relação aos pressupostos, destacaremos os elementos linguísticos que os ativam.
Texto 01:Flu se reapresenta nesta terça e deve ter mudanças.
Texto 03:França acha mais partes do Airbus que caiu na costa do Brasil.
Texto 02:Globo muda programação para atender a nova classe C.
Assim, no texto 01, temos:
Posto
: Flu se reapresenta nesta terça e deve ter mudanças.


Pressuposto
: O time do Fluminense volta a se apresentar na terça.


Subentendido:
O time do Fluminense já havia se apresentado.


O pressuposto no texto 01 está marcado linguisticamente pelo verbo “reapresentar-se”. Esse verbo pode ser classificado como “iterativo” (“forma verbal provida de um afixo, que indica a repetição da ação expressa pela raiz do verbo” (DUBOIS apud BEZERRA, 2001, p. 58)). Temos ainda neste texto, uma descrição definida “Flu” que indica que existe um time chamado Fluminense..
Vejamos o texto 02:
Posto:
Globo muda programação para atender a nova classe C.

Pressuposto 1:
A TV Globo mudou a programação que não atendia a nova classe C.

Pressuposto 2
: Há uma nova classe C.

Subentendido 1
: A programação anterior não atendia a nova classe C.

Subentendido 2:
Já existia uma classe C que não era contemplada pela programação da Rede Globo.

Subentendido 3:
A classe C passou a ser alvo da programação da Rede Globo.

Continuando texto 02:
No texto 02, o pressuposto está marcado linguisticamente pelo verbo “mudar” que pode ser classificado como um “verbo de mudança de estado” (“forma verbal que expressa uma modificação em relação ao que estava estabelecido, determinado, isto é, a mudança operada de um estado A para um estado B, dentro de uma mesma escala ou para escalas diferentes” (BEZERRA, 2001, p. 59)). Na segunda oração, há um pressuposto marcado pelo adjetivo “nova” que qualifica “classe”, marcando uma mudança ocorrida nessa classe. Temos ainda uma expressão definida “Globo”, indicando que há uma rede de televisão denominada Globo.

Vejamos o texto 03:
Posto:
França acha mais partes do Airbus que caiu na costa do Brasil.

Pressuposto:
Outras partes do avião Airbus que caiu foram encontradas.

Subentendido 1
: Partes do avião já haviam sido encontradas.

Subentendido 2:
Houve um acidente envolvendo um Airbus que caiu na costa do Brasil.


Vejamos o texto 03:
Já no texto 03, o pressuposto está marcado pelo advérbio “mais”, estabelecendo uma relação de sentido que remete a uma anterioridade, ou seja, que algo se repetiu. Temos também aqui duas descrições definidas: França e Brasil. Há um país chamado França a quem pertencia o Airbus e um país chamado Brasil onde o avião caiu.

Nos textos anteriormente analisados, se o leitor não fizer as inferências dos pressupostos marcados linguisticamente – por “reapresenta”, “muda” e “mais” – não será capaz de perceber os subentendidos (estes se tratam de outro tipo de implícito, uma inferência de nível pragmático).

3.2 O PROCESSO DE LEITURA: ANALISANDO TEXTOS NÃO VERBAIS 2
Vejamos os pressupostos e subentendidos possíveis proporcionados pelos textos a seguir e que questões poderiam ser elaboradas para explorar os implícitos nesses textos.
1) Leia a tira abaixo e diga qual o subentendido em que se fundamenta toda a historinha. Explique a importância da recuperação desse subentendido para a criação do humor, no texto.
O subentendido é que cachorro é mais inteligente que o homem. Entender o subentendido é importante para entender o humor da tira que está na crítica do autor de que o cachorro é mais inteligente que o homem .
2) Leia a charge abaixo e responda às questões que seguem:
a) Que pressuposto é ativado pela palavra agora? O pressuposto ativado é que antes eu não aceitava Jesus.
b) É possível perceber certa ironia no posicionamento do chargista e com qual finalidade?
Sim, é possível perceber certa ironia no posicionamento do chargista cuja finalidade é fazer uma crítica, presente na charge, de que Dilma está mentindo, pois está apenas interessada nos votos dos evangélicos.

Com base em: INTERDISCIPLINAR, Ano VII, V.16, jul-dez de 2012 - ISSN 1980-8879 | p. 61-75 / José Marcos de França.
BEZERRA, S.S. C. Pressuposição linguística: uma das bússolas argumentativas do texto telejornalístico. Dissertação (Mestrado em Letras) Universidade Federal da Paraíba, 2001.
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: língua portuguesa. Brasília: MEC/SEF, 1998.
DUCROT, Oswald. Pressupostos e subentendidos: a hipótese de uma semântica lingüística. In: O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987. p. 13-30
______. Pressupostos e subentendidos (reexame). In: O dizer e o dito. Campinas: Pontes, 1987. p. 31-43.
FERNANDES, N. M. Desenvolvimento de habilidades de leitura de textos a partir de análise de pressupostos e subtendidos. In: http://www.filologia.org.br/ixsenefil/anais/11.htm. Acessado em: 22/06/2011
MACHADO, T. H. S.; ROSA, C. M.; PRADO, T. B. Abordagem de pressupostos e subentendidos em exercícios de leitura e interpretação de texto. Akrópolis. Umuarama, v. 18, n. 2, p. 131-140, abr./jun. 2010. Acessado em: 22/06/2011


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
MOURA, H. M. de M. Leitura de textos e inferências. In: ESPÍNDOLA, L.; SOUSA, M. E. V. (orgs.). O texto: vários olhares, múltiplos sentidos. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2007. p. 33-46
______. Pressuposição. In: Significação e contexto: uma introdução a questões de semântica e pragmática. Florianópolis: Editora Insular, 1999. p. 11-58
ORLANDI, E. P. Discurso e leitura. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2006.
SAVIOLI, F. P.; FIORIN, J. L. Para entender o texto: leitura e redação. 7. ed. São Paulo: Ática, 2000.
______. Lições de texto: leitura e redação. 2. ed. São Paulo: Ática, 1997.
SOUZA, A. E.; PASINATTO, R.; WAYHS, M. O. O ato de pressupor e subentender: considerações sobre aspectos semânticos na leitura e compreensão dos sentidos do texto. In: Linguasagem. Edição 17- 2º semestre de 2011. Acessado em: 20/06/2012.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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