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PDT: A evolução do conceito de Turismo de Natureza

A evolução do conceito de Turismo de Natureza e suas implicações para o desenvolvimento turístico e para a conservação
by

Sara Figueiredo

on 26 January 2013

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Transcript of PDT: A evolução do conceito de Turismo de Natureza

TURISMO DE NATUREZA O TURISMO E O AMBIENTE EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE TURISMO DE NATUREZA EM PORTUGAL: LEGISLAÇÃO O ESTADO ACTUAL DO TURISMO DE NATUREZA EM PORTUGAL CONCLUSÃO E CONSIDERAÇÕES FINAIS 2ª metade do século XX:
crescente procura por actividades de lazer
consumo de um novo produto turístico Existe um claro desconhecimento em relação às actividades que ocorrem em sede de áreas geográficas pertencentes à RN2000, fora da RNAP, potenciando elevados perigos a nível ambiental e sociocultural, Lopes (2011, p.59) salienta a necessidade de implementação de regulamentação específica para a exploração de TN, por parte das empresas de animação turística nestas áreas. A EVOLUÇÃO DO CONCEITO DE TURISMO DE NATUREZA
E SUAS IMPLICAÇÕES PARA O DESENVOLVIMENTO
TURÍSTICO E PARA A CONSERVAÇÃO Lei n.º 9/70, de 19 de Junho, para protecção da Natureza a defesa de áreas onde o meio natural deva ser reconstituído ou preservado contra a degradação provocada pelo homem
o uso racional e a defesa de todos os recursos naturais, em todo o território, de modo a possibilitar a sua fruição pelas gerações futuras 1993 DL n.º 19/93, de 23 de Janeiro “devem ser classificadas como áreas protegidas (AP) as áreas terrestres e as águas interiores e marítimas em que a fauna, flora, a paisagem, os ecossistemas ou outras ocorrências naturais apresentem, pela sua raridade, valor ecológico ou paisagístico, importância científica, cultural e social, uma relevância especial que exija medidas específicas de conservação e gestão, em ordem a promover a gestão racional dos recursos naturais, a valorização do património natural e construído, regulamentando as intervenções artificiais susceptíveis de as degradar” Objectivos da classificação:
a protecção e a valorização das paisagens que, pela sua diversidade e harmonia, apresentem interesses cénicos e estéticos dignos de protecção;
a promoção do desenvolvimento sustentado da região, valorizando a interacção entre as componentes ambientais naturais e humanas e promovendo a qualidade da vida da população;
a valorização de actividades culturais e económicas tradicionais, assente na protecção e gestão racional do património natural. Contra-ordenações: Poluição ou ruído Deterioração dos
factores naturais da área Prática de
actividades desportivas
susceptíveis de provocarem: 1996 2012 2010 2008 2006 2004 2002 2000 1998 1994 1992 ANOS 70 RCM n.º 102/96, de 8 de Julho Áreas Protegidas:
Áreas prioritárias para os investimentos públicos que pretendessem promover a qualidade de vida das populações e o desenvolvimento sustentável, de onde se destacou a medida de apoio a práticas turísticas de recreio e lazer não nocivas ao meio natural. RCM n.º 112/98, de 25 de Agosto Criação do Programa Nacional de Turismo de Natureza (PNTN)
aplicável exclusivamente à Rede Nacional de Áreas Protegidas (RNAP) Desenvolvimento de actividade turística
necessita
de um espaço físico:

natural
cultural As atracções para turistas
estabelecem-se em espaços físicos Programa Nacional de Turismo de Natureza NOVOS DESTINOS TURÍSTICOS SUSTENTABILIDADE VANTAGENS: redução das assimetrias regionais
aumento de emprego
consolidação da imagem internacional Estratégia de implementação do PNTN Objectivos: •Compatibilizar as actividades de TN com as características ecológicas e culturais de cada local, respeitando as capacidades de carga

•Valorizar a recuperação e/ou a reconversão dos elementos do património construído existentes, passíveis de utilização pelas actividades de TN

•Incentivar práticas turísticas de lazer e recreio não nocivas para o meio natural

•Fomentar actividades que contribuam para a sensibilização e educação ambientais dos visitantes e população em geral

•Incentivar a criação de micro e pequenas empresas de restauração e de animação turística, particularmente as iniciativas endógenas que promovam o desenvolvimento local e as relações de proximidade entre as populações e os turistas

•Incentivar o aparecimento de novas profissões e actividades na área do turismo que sejam mais aliciantes à fixação dos jovens • Conservação da natureza
• Desenvolvimento local
• Qualificação da oferta turística
• Diversificação da actividade turística TURISMO DE NATUREZA:
"pressupõe a prática integrada de actividades diversificadas, que vão desde o usufruto da natureza através de um passeio à prática de caminhadas, escalada, espeleologia, orientação, passeios de bicicleta ou a cavalo, actividades subaquáticas, entre outras, ao contacto com o ambiente rural e culturas locais, através da sua gastronomia e manifestações etnográficas, rotas temáticas, nomeadamente históricas, arqueológicas e ou gastronómicas, e a estada em casa tradicionais.” 1999 DL n.º 47/99, de 16 de Fevereiro Turismo de Natureza "o produto turístico composto pelos estabelecimentos, actividades e serviços de alojamento e animação turística e ambiental realizados e prestados em zonas integradas na RNAP" casas
empreendimentos turísticos TER casas-abrigo
casas-retiro
centros de acolhimento Casas de Natureza Portaria n.º 261/2009, de 12 de Março Actividades de animação ambiental:
Animação
Interpretação ambiental
Desporto de natureza 2005 Portaria n.º 164/05, de 11 de Fevereiro Taxas a aplicar pelo ICN pela
concessão
renovação de licenças
para realização de actividades de animação ambiental na RNAP No âmbito da implementação e aceleração de adesão ao PNTN, competia à Direcção-Geral do Turismo (DGT) e ao ICN a elaboração de:
•um Plano de Promoção do PNTN e das acções nele contempladas
•um Guia de Turismo de Natureza
•um Código de Conduta para o Turismo de Natureza DL nº 204/2000, de 1 de Setembro Regula o acesso e o exercício da actividade das empresas de animação turística DL n.º 108/2009, de 15 de Maio Estabelece as condições de acesso e de exercício da atividade das empresas de animação turística, bem como dos operadores marítimo–turísticos. 2009 Portaria n.º 651/2009, de 12 de Junho Define o Código de Conduta a adotar pelas empresas de animação turística e dos operadores marítimo-turísticos que exerçam atividades reconhecidas como Turismo de Natureza e o logótipo que os identifica Através da actividade turística, o ambiente transforma-se num instrumento de desenvolvimento económico e social (Cunha, 2003) Cunha (2003:219): O turismo é uma actividade ambivalente em relação ao ambiente dado que pode contribuir positivamente para o desenvolvimento sócio-económico e cultural, podendo ao mesmo tempo ser um meio de educação, mas também pode contribuir para a degradação do ambiente e para a perda da identidade local, como, aliás, o reconheceu a Conferência Mundial sobre o Turismo Sustentável realizada em Lanzarote, em 1995. A problemática entre o turismo e o ambiente está na dificuldade em harmonizar a manutenção e a utilização do último, minimizando os danos. Consciencialização ambiental A evolução do conceito de ecoturismo. Fonte: Kinker, 2002 Para que o turismo desenvolvido na natureza possa ser chamado de ecoturismo, é necessário considerar três factores principais: a conservação do ambiente visitado, seja ele natural ou cultural; a consciencialização ambiental, tanto do turista como da comunidade receptora; e o desenvolvimento local e regional integrado. Cumprindo essas três premissas, o ecoturismo garante a sustentabilidade da actividade. (Kinker, 2002: 18-19) A consciência com preocupações ambientais, com origem na massificação turística, resulta em novas tendências na procura e na oferta Nos anos 80, de maneira a criar uma consciência colectiva, são “aprovadas várias declarações de princípio, cartas e códigos, pelas organizações internacionais do turismo:
Declaração de Manila em 1980
Documento de Acapulco em 1982
Carta do Turismo
Código do Turista em 1985” (Cunha, 2003:221) O turismo de natureza procura e respeita o espaço natural como produto turístico Nunes (2010) revela que o turista se torna activo e deixa de ser um mero observador. Ele aproveita, de forma equilibrada, os recursos naturais disponíveis para experiências que vão para além da contemplação de paisagens. ”A criação do produto com base no ambiente deve respeitar um conjunto de regras para a sua preservação através da cooperação de todos. Na actualidade o Turismo de natureza é visto como um dos 10 produtos estratégicos para o desenvolvimento do Turismo (PENT) em Portugal O Turismo de Portugal publicou em 2006 um estudo levado a cabo pela “Turismo Hotelería y Recreación” (THR) Pode ser dividido em dois mercados:
Turismo de Natureza soft: actividades ao ar livre de baixa intensidade (passeios, excursões, percursos pedestres, observação da fauna, entre outros) 80%
Turismo de Natureza hard: prática de desportos na Natureza (rafting, canoagem, montanhismo, escalada, entre outros) 20% analisou as tendências de mercado em relação ao TN e à capacidade competitiva de Portugal TN é um mercado que se encontra em expansão na Europa: o número de viagens internacionais motivadas principalmente pela prática de TN teve um crescimento anual de cerca de 7% no período entre 1997 e 2004 THR 2006 O mesmo estudo indica também que:
a maioria das viagens de TN tem uma duração de mais de quatro noites
quanto mais específica ou especializada for a actividade/serviço consumido pelos turistas de TN, maior é o gasto
essa diferença nota-se sobretudo entre os consumidores de TN soft ou TN hard, sendo que estes últimos têm gastos mais elevados. O que é preciso para competir no mercado de TN? espaços naturais atractivos que, através da paisagem, fauna, flora, geologia/geomorfologia, tornem o local um ecossistema com diversidade e interesse E Portugal tem território com esta tipologia. Actualmente, 21% do território está inserido em áreas protegidas, o que pode levar a um rápido crescimento das actividades de TN Isto leva a que o factor de atracção turística explorado pelas entidades tenha por base:
interesse cénico
singularidade da paisagem

Leva a um descuido na criação de condições que convergem na vivência de uma melhor experiência por parte do turista EXEMPLO: Uma paisagem esteticamente atractiva, mas que a sua génese tem particular interesse geomorfológico, é do proveito da entidade exploradora ter, por exemplo, panfletos explicativos, painéis informativos, ou até mesmo um centro de interpretação, que cativem o interesse do visitante, saindo este mais conhecedor desse valor do património, aumentando assim a possibilidade de se criar mais interesse pelo território em causa. Impactos que o turismo provoca nos locais onde é explorado (Ferreira, 2005) A nível ambiental
estimulam a necessidade de criação de investimento e planificação territorial, com vista à protecção da natureza e promovem o contacto directo com o meio natural
aumento da poluição (sonora, visual, aquática entre outros), destruição de paisagem natural, degradação dos ecossistemas e danificação de monumentos culturais e naturais A nível económico
criação de postos de trabalho, aumento da contribuição do sector dos serviços para a economia local e atracção de investimento exterior no local
pode conduzir a um aumento do custo de vida se houver muita procura turística, dependência do turismo em demasia e sazonalidade da procura A nível sociocultural
promove o contacto da população local com culturas diferentes, valoriza e promove a preservação dos hábitos e culturas da região

destruição do património histórico, descaracterização dos hábitos e costumes locais, perda de identidade local em muitas regiões o turismo se revela com um importante motor do desenvolvimento económico
é necessária uma abordagem cuidada e ponderada de todos os impactos referidos, aquando da verificação de cada proposta de investimento turístico nas regiões

Este procedimento mitigará os impactos negativos na região e explorará ao máximo os impactos positivos no espaço geográfico em causa O Turismo de Natureza em Portugal, sector ainda jovem, mas emergente, merece uma análise da sua actualidade e passado recente com vista ao melhoramento do seu futuro. (Lopes, 2011: 59) "A regulamentação proibicionista do passado encontra-se agora melhor documentada, facilitando o desenvolvimento do sector e a comercialização deste produto turístico inclusive nas áreas classificadas fora da RNAP (por exemplo, o caso de áreas da RN2000 que se encontram fora da RNAP), através de compromissos de gestão promovendo a sustentabilidade das áreas classificadas" [ ]
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