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Aqui, sobre estas águas cor de azeite

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by

Beatriz Menezes

on 5 June 2015

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Transcript of Aqui, sobre estas águas cor de azeite

António Nobre foi um poeta português cuja as suas obras se inseriam em correntes ultra-românticas. António Nobre nasceu na cidade do Porto a 16 de agosto de 1867,a sua nacionalidade era portuguesa,e faleceu na foz do Douro a 18 de Março de 1900 com 32 anos de idade, Vítima da tuberculose pulmonar.
Aqui,sobre estas águas cor de azeite ,
Cismo em meu Lar, na paz que lá havia.
Carlota, à noite, ia ver se eu dormia
E vinha, de manhã, trazer-me o leite.

Aqui não tenho um único deleite!
Talvez... baixando, em breve, à Água fria,
Sem um beijo, sem uma Ave-Maria,
Sem uma flor, sem o menor enfeite!

Ah pudesse eu voltar à minha infância!
Lar adorado, em fumos, a distância,
Ao pé de minha Irmã, vendo-a bordar:

Minha velha Aia! conta -me essa história
Que pricipiava, tenho-a na memória,
"Era uma vez..."

Ah deixem-me chorar!
Aqui, sobre estas águas cor de azeite
Análise formal
Neste poema encontramos:

Lar adorado, em fumos à distancia, Enumeração ​
Ao pé de minha irmã, vendo-a bordar

“… águas cor de azeite Metáfora​

“Ah pudesse eu voltar à minha infância”​
“Ah deixem-me chorar” Apóstrofe​

“Sem um beijo, sem uma Ave-Maria,​
Sem uma flor, sem o menor enfeite” Anáfora​

Análise formal
Aqui,sobre estas águas cor de azeite ,
Cismo em meu Lar, na paz que lá havia.
Carlota, à noite, ia ver se eu dormia
E vinha, de manhã, trazer-me o leite.

Aqui não tenho um único deleite!
Talvez... baixando, em breve, à Água fria,
Sem um beijo, sem uma Ave-Maria,
Sem uma flor, sem o menor enfeite!

Ah pudesse eu voltar à minha infância!
Lar adorado, em fumos, a distância,
Ao pé de minha Irmã, vendo-a bordar:

Minha velha Aia! conta -me essa história
Que pricipiava, tenho-a na memória,
"Era uma vez..."

Ah deixem-me chorar!
Aqui, sobre estas águas cor de azeite
A
B
B
A

A
B
B
A

B
B
C

B
B
D

C
Análise formal
Encontra-mos também rimas
Rima"A"- Emparelhada
Rima"B"- Interpolada
Rima"C"- Emparelhada

Este poema é constituido por duas quadras e dois tercetos, e é um soneto.
Sentimentos
Em relação aos sentimentos/ emoções descritas no poema acho que o autor sente alguma tristeza talvez uma depressão. Demonstra também um grande desejo de voltar à sua infância. ​

Este poema é uma alegoria porque representa a sua vontade de querer voltar á infância e no poema o autor relata alguns episódios da sua vida na infância.​
Crítica ao Poema
Gostei de ler este poema, porque o sujeito poéti nos transporta para o mundo da infância, em que de factoos afetos nos são revelados de forma genuína, em que somos acarinhados, em que somos o centro das atenções dos adultos. Contudo não nos devemos prender a esses sentimentos, de forma obsessiva, porque podemo-nos desiludir, como aconteceu ao poeta.
Devemos lembrar-nos da infância, com carinho e aceitar o nosso crescimento e a nossa pasagem à idade adulta.
Interpretação
O tema deste poema é a saudade da infância.
O poema apresenta um sujeito poético a pensar na sua infância, lamentando o seu presente.
A palavra “Lar” remete-nos para o espaço familiar, para o convívio e amor da família. Por isso essa palavra lhe traz a memoria de pessoas, da irmã e da Aia.
O lar era o espaço que rodeava a lareira isto remete-nos para a ideia de calor e conforto.
Assim á uma oposição entre o “aqui” que simboliza a vida adulta e é solitária e desconfortável e o “lar” que é a infância que lembra o amor e o carinho da família.
Interpretação
As palavras em letra maíuscula pretendem sublinhar essas palavras, dar-lhes mais importância, prentende mostrar que elas têm valor simbólico.
O adverbio “sem” repetido mostra que o que marca é a idade adulta são as coisas que já não se tem: “os beijos”, “as rezas”, “a flor”, “o enfeite”, isto é, o interesse do carinho dos outros e o amor.
Ao referir-se a dados concretos, o leite de manha, o nome da criada, a irmã a bordar, torna este texto mais intimo.
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