Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

O Liberalismo em Portugal

No description
by

Carina Loura

on 31 March 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O Liberalismo em Portugal

O Liberalismo em Portugal

Antecedentes á Conjuntura
Portugal, no início do século XIX, encontrava-se desprovido de ideias iluministas, traduzidas no liberalismo. Essas ideias tomaram como centro a França, e daí irradiavam para o resto da Europa.


As Invasões Francesas e Dominação Inglesa em Portugal
As invasões francesas foram a causa de Portugal não ter aderido ao Bloquei Continental imposto por Napoleão Bonaparte em novembro 1806, pois a Inglaterra era uma grande e velha aleada de Portugal.
A Revolução Liberal Portuguesa de 1820
Bloqueio Continental
Abertura dos portos Brasileiros.
Saída da Família Real para o Brasil.
1ª Invasão Francesa
3ª Invasão Francesa.Tratado comercial entre Portugal e a Inglaterra (luso-britânico).
2ª Invasão Francesa.
Beresford no exército Português.
Elevação do Brasil á categoria de Reino
Criação do Sinédrio – associação secreta, cujos membros pertenciam na sua totalidade, à Maçonaria.
Revolução Liberal Portuguesa
Independência do Brasil
ÍNDICE
A rebelião em Marcha;


INTRODUÇÃO
O príncipe D. João (futuro D. João VI), que o Estado de loucura da sua mãe, D. Maria I, o fizera regente, governava um país profundamente arreigado ao Antigo Regime.
Política
Economia
Social
Proteccionismo inglês

No início do século XIX Portugal vivia sob um regime absolutista
Reinado de D. João VI
A família real ‘foge’ para o Brasil
Toma o poder Beresford (inglês)
Gasta-se mais do que entra no país

Economia essencialmente agrícola
O comércio decrescia devido à abertura dos portos brasileiros.
Actividade primária
Insatisfação popular
Povo estava descontente pela ausência do rei
Marcado feudalismo
Vida quotidiana rural e arcaica
Há uma burguesia descontente com a emancipação do Brasil e abertura de seus respectivos portos.

• Os ideais da Revolução Francesa, pouco a pouco, espalhavam-se, sobretudo entre a burguesia.

Será que a Revolução de 1820 veio beneficiar a sociedade portuguesa?
Introdução;
Antecedentes á conjuntura;
As invasões francesas e a dominação inglesa em Portugal;
O vintismo;
A constituição de 1822
As cortes constituintes;
A resistência ao liberalismo;
Biografia
Conclusão
Perguntas
Setembrismo e Cabralismo
Mouzinho da Silveira
A ação reformadora da regência de D. Pedro;
A carta constitucional e a tentativa de apaziguamento político e social;
A guerra civil;
A degradação do Império Atlântico: a independência do Brasil;
Carta Constitucional de 1826;
O trabalho sobre o Liberalismo em Portugal, foi pedido no âmbito da disciplina de História A.
A Revolução Liberal Portuguesa veio trazer uma sociedade mais igualitária ao nosso país?
OU
A Revolução Liberal em Portugal aconteceria em 1820.
As revoluções Francesa e Americana provocaram um grande impacto na Europa e na América, fizeram assim que o Antigo Regime caísse e que grande parte dos países da Europa tivessem um regime Liberal no seu país.
Com este trabalho pretendemos alargar os nossos conhecimentos acerca de como foi concebido o Liberalismo no nosso país.

Atento aos movimentos políticos o Sinédrio propunha-se a intervir logo que a situação se revelasse propícia. O que veio acontecer em 1820.

A Rebelião em Marcha

A agitação revolucionária lavrava no seio da burguesia. A ela se ficou a dever a preparação da rebelião.
No Porto, notável centro de actividade mercantil, Manuel Fernandes Tomás, desembargador da Relação, fundou em 1817, uma associação secreta que dava pelo nome de Sinédrio, cujos membros pertenciam na maior parte á Maçonaria.
O vintismo iniciou-se com o pronunciamento militar do Porto de 24 de Agosto de 1820, que conduziu à formação da Junta Provisional do Governo Supremo do Reino chefiada pelo brigadeiro António da Silveira Pinto da Fonseca, e terminou com Vilafrancada, quando a 27 de Maio de 1823 o infante D. Miguel encabeça, Vila Franca de Xira, uma sublevação militar que leva à abolição da Constituição Política da Monarquia Portuguesa de 1822 e ao restabelecimento ainda que abrandado, do absolutismo.

Vintismo
É a situação política que dominou Portugal entre Agosto de 1820 e Abril de 1823, caracterizada pelo radicalismo das soluções liberais e pelo predomínio político das Cortes Constituintes, fortemente influenciadas pela Constituição Espanhola de Cádis.

Príncipios:
A constituição de 1822 baseava-se nos princípios de Igualdade e liberdade dos cidadãos.

Características:
A constituição de 1822 (I)
A lei era igual para todos, qualquer que fosse a sua origem e a sua riqueza
.
Acabavam assim os privilégios da nobreza e do clero.
Está dividida em seis títulos, seguindo o esquema da Constituição de Cádis.
O Título I contêm uma autêntica declaração de direitos
.
No Título II afirma-se que a soberania reside essencialmente na Nação. Aparece também consignado o princípio de separação dos poderes.
O Título III que trata do poder legislativo, faz a consagração do princípio de uma única câmara, eleita bienalmente por sufrágio directo e universal, com exclusão das mulheres, dos analfabetos e dos frades.
O Título IV dedica o capítulo ao Reino Unido (o Brasil), que haverá uma declaração do poder executivo, no Brasil. Consagrava-se o príncipio de larga autonomia política e administrativa para o Brasil, com o qual se estabelecia uma União Real
.
O Título V trata do poder judicial.
O Título VI e último ocupa-se do governo administrativo e económico.




A Constituição de 1822 foi subscrita por 141 deputados, entre os quais se contam os mais ilustres representantes da chamada ideologia vintista...
A constituição de 1822 (II)
As medidas usadas foram:






- 3º Período: entre 1842 e 1910 (sujeita a alterações desde 1851).




A carta Constitucional de 1826
D. Pedro tinha boas intenções quando outorgou esta Carta, tinha como objetivo agradar aos radicais da Constituição de 1820 e aos conservadores do Antigo Regime, tentando assim conciliar o Antigo Regime com o Liberalismo, usando algumas medidas.


Em Março, Beresford embarcou para o Rio de Janeiro com o objectivo de solicitar dinheiro ao rei e mais amplos poderes para reprimir a crescente onda de agitação.


A Rebelião em Marcha (II)

A Rebelião em Marcha ( III)



Esta viria a acontecer a 24 de Agosto de 1820.

- Os executores

Pasquim pertencente ao Arquivo da Independência da Polícia, 15 de Janeiro de 1817
Quem perde Portugal?
O Marechal.
Quem sanciona a lei?
O rei.
Quem são os executores?
Os Governadores
Para o Marechal?
O punhal
Para o rei?
A lei.
Para o Governo?
A ausência do temido marechal favoreceu a acção do Sinédrio, cujos membros se lançaram com entusiasmo no aliciamento de figuras militares capazes de consumar a tão desejada revolução.
Em Janeiro de 1820, na vizinha Espanha, uma revolução liberal restaurou a Constituição de 1820 , que deixou de ter efeito após a reacção absolutista de 1814.
A Espanha tornou-se centro de uma vasta rede de agitação política e Portugal passou a receber muita propaganda liberal, que compreendia panfletos, pasquins e edições traduzidas da Constituição Espanhola.
A degradação do Império Atlântico: A Independência do Brasil



Com os seus portos abertos á navegação estrangeira e dotada de indústrias, de um banco, de uma nova divisão administrativa (as províncias), de tribunais no Rio de Janeiro para todas as causas e apelos, de instituições prestigiadas de ensino, de uma biblioteca, de um teatro, de uma imprensa local, o Brasil era o orgulho de uma colónia branca que somava quase um milhão de habitantes.

De 1807 a 1821, D.João VI e a corte residiram no Brasil.
Transformada em sede da monarquia portuguesa e elevada a reino em 1815, a antiga colónia acusou um extraordinário progresso económico, político e cultural.
As cortes constituintes (I)
As Cortes Gerais e Extraordinárias da Nação Portuguesa, também frequentemente chamadas por Soberano Congresso e conhecidas na historiografia portuguesa como Cortes Constituintes de 1820 ou Cortes Constituintes Vintistas, foram o primeiro parlamento português no sentido moderno do conceito.
A sua base estava em grande parte idealizada nas antigas Cortes Gerais, só que o sistema de votação para designar os seus delegados foi diferente e agora não estariam separados pelos três poderes de Clero, Nobreza e Povo.
As cortes constituintes (II)
Criado na sequência da Revolução Liberal do Porto para elaborar e a provar uma constituição para Portugal, os trabalhos parlamentares deste órgão decorreram en tre 24 de Janeiro de 1821 e 4 de Novembro de 1822 no Palácio das Necessidades, em Lisboa.
Dessas sessões saíram profundas alterações ao regime político português e foram iniciadas reformas que teriam no século seguinte um enorme impacto sociopolítico. Os trabalhos das Cortes Constituintes culminaram com a aprovação da Constituição Portuguesa de 1822.
Resistência ao Liberalismo
Na verdade, apesar de os vintistas terem declarado que não pretendiam violar as instituições-base do país (monarquia e religião católica), a nobreza e o clero mais conservadores iniciaram a contra-revolução absolutista.

A Guerra Civil



A vistoria liberal aconteceu em 1834 que foi celada pela Convenção de Évora-Monte. D. Pedro morreu de tuberculose, pouco tempo depois, e o seu irmão foi exilado até ao fim da sua vida. D. Maria II, que se tornou rainha desde os 7 anos de idade, ao 15 anos de idade sobe ao trono de Portugal.

A Carta Constitucional e a tentativa de apaziguamento político-social (I)

O falecimento de D. João VI, a 10 de Março de 1826, proporcionou uma nova eclosão ás tensões de desestabilizavam a cena política dos últimos anos.


O problema delicado da sucessão (o filho mais velho, D. Pedro, era imperador do Brasil; o mais novo, identificava-se com o Absolutismo e estava exilado em Viena de Áustria) não chegou a ser resolvido pelo monarca falecido, que o remeteu para um Conselho de Regência provisório, presidido pela sua filha D. Isabel Maria.
A Carta Constitucional e a tentativa de apaziguamento político-social (II)


A Carta Constitucional um diploma outorgado pelos governantes, ao contrário das Constituições, que são aprovadas pelos representantes do povo, esperaria a recuperação do poder real e dos privilégios da nobreza.




No dia 29, outorgou um novo diploma constitucional, mais moderado e conservador – a Carta Constitucional.



Através do poder moderador, considerado “chave de toda a organização política”, a figura real era engrandecida, pois podia nomear os Pares, convocar as Cortes e dissolver a Câmara dos Deputados, nomear e demitir o governo, suspender magistrados, conceder amnistias e perdões e vetar a título definitivo, as resoluções das Cortes.

O primeiro ato de regência foi enviar ao Brasil uma deputação para esclarecer o assunto da sucessão.
D. Pedro considerou-se o legítimo herdeiro da Coroa Portuguesa e tomou um conjunto de medidas conciliatórias.
A 26 de Abril, confirmou a regência provisória da infanta D. Isabel Maria.
Em 2 de Maio abdicou dos seus direitos á Coroa portuguesa na filha mais velha, a princesa D. Maria da Glória, de 7 anos de idade.
Esta deveria unir matrimónio com o tio, o Infante D.Miguel, que ao regressar a Portugal juraria o cumprimento da Carta Constitucional e de imediato, assumiria a regência do reino de Portugal.
A Carta de 1826 introduzia um número grande de inovações antidemocráticas.
As Cortes compunham-se de duas câmaras , sendo a Câmara dos Deputados eleita através do sufrágio indirecto por indivíduos do sexo masculino, que tivessem, pelo menos, 100$00 réis de renda líquida anual; quanto á Câmara dos Pares, os seus membros em que se incluíam a alta nobreza, o alto clero, o príncipe real e os infantes, eram nomeados a título vitalício e hereditário.
A Carta Constitucional de 1826
TÍTULO III

Art. 21º.- A nomeação do presidente e vice-presidente da Câmara dos Pares compete ao rei; a do presidente e do vice-presidente da Câmara de Deputados será da escolha do rei (…)
Art. 34º.- A Câmara do Pares é composta por membros vitalícios e hereditários, nomeados pelo rei e sem número fixo […].
Art. 59º.- O rei dará ou negará a sanção em cada decreto (…)
Art. 71º.- O poder moderador é a chave de toda a organização política e compete privativamente ao rei (….)
Art. 72º.-A pessoa do rei é inviolável e sagrada. Ele não está sujeito a responsabilidade nenhuma. […]
Art. 75º.- O rei é chefe do Poder Executivo e o exercita pelos seus ministros de Estado.

A degradação do Império Atlântico: A Independência do Brasil (II
)



A revolta teve o nome de Inconfidência Mineira, e teve José da Silva Xavier, o tiradentes, único condenado á morte, o grande herói da libertação nacional.

Se ao desenvolvimento, acrescentarmos a influência do profundo sentimento de liberdade colectiva que, dsede o inicio do século vinha arrastando colónia americanas da Espanha para a independência.
Em 1789 ocorrera uma rebelião nacionalista em Vila Rica, dirigida por estudantes e homens esclarecidos de chegaram a projectar a independência de Minas Gerais e a formação de um governo republicano.



3º.- Que se substitua os títulos inerentes á Coroa de Portugal, e de até agora Hei feito uso em todos os Diplomas, Cartas de lei Alvarás, Provisões e Atos Públicos pelo novo título de PRÍNCIPE REGENTE DO REINO UNIDO DE PORTUGAL, E DO BRASIL, E ALGARVES DAQUÉM E DÁLEM-MAR, EM ÁFRICA, DE GUINÉ E DA CONQUISTA, NAVEGAÇÃO E COMÉRCIO DS ETIÓPIA, ARÁBIA, PÉRSIA E DA ÍNDIA
.
Dado no Rio de Janeiro, aos 16 de Dezembro de 1815. Em Tratados e Atos Internacionais Brasil-Portugal
1º. – Que dada a publicação desta carta de lei, o Estado do Brasil seja elevado á dignidade, preeminência e denominação de REINO DO BRASIL.
2º. – Que os meus reinos de Portugal, Algarve e Brasil formem uma ora em diante um só e único Reino, debaixo do título de REINO UNIDO DE PORTUGAL E DO BRASIL E ALGARVES.
(…)
Ação reformadora na regência de D.Pedro:
Ao chegar à ilha terceira (Açores, 1832), D. Pedro proclama-se regente, tentando implementar o cartismo, com mandato a confirmar pelas Cortes Constituintes, quando fosse possível reuni-las, e nomeou rapidamente o primeiro governo liberal, composto por algumas das personalidades destacadas da área mais moderada, como Palmela, nas pastagens dos estrangeiros e do reino, Saldanha e o duque de Terceira, na guerra. A Fazenda e a justiça foram confiadas a José Xavier Mouzinho da Silveira.
Descontentes com o radicalismo da Constituição e prejudicados pela abolição de antigos privilégios senhoriais, encontraram um declarado apoio por parte da rainha D. Carlota Joaquina e o seu filho mais novo, o infante D. Miguel.
Mouzinho da Silveira(I)
Ministro da Fazenda e da Justiça, promulgou a libertação da propriedade agrária e da economia, estabelecendo um legislação a favor da burguesia.
Como Portugal não cedeu ao Bloquei Continental, Napoleão pede auxílio aos espanhóis para invadirem Portugal.
1º Invasão (1807-1808)


- Distribui-o cerca de 50000 das suas tropas pelo território português onde incendiaram povoações, mataram pessoas, destruíram culturas, roubaram igrejas, casas e solares.

2º Invasão (1809)


Soult encontrou grande resistência e assim viu-se obrigado a abandonar Portugal.
3º Invasão (1810 – 1811)
Comandado por Junot, o exercito francês invadiu Portugal, a 19 de Novembro de 1807, pela cidade de Castelo Branco, invadindo assim casas e roubando tudo o que encontravam, particularmente alimentos.
A 23 de Novembro já se encontravam em Abrantes
No dia 27 chegaram a Golegã e no dia 28 ao Cartaxo.
Na manhã de 29 de Novembro já estavam em Lisboa.
Quando Junot chegou a Lisboa instalou o sei exercito e tomou algumas medidas:

- Substitui-o a bandeira portuguesa pela bandeira francesa;
Comandada pelo marechal Soult.

Nesta invasão resultou a queda da ponte das barcas na cidade do Porto, acabando por morrer milhares de pessoas afogadas.
Detinha um exército maior que os outros, este exército era comandado pelo marechal Massena (era um dos mais acentuados marechais de França). Foi derrotado pelo exército anglo-luso comandado por Wellington que utilizou a estratégia com base nas Linhas de Torres Vedras.
Principais Batalhas:
Roliça – 17 de Agosto de 1808;
(primeira batalha das invasões francesas) foi travada entre o exército francesas do general Junot e o exército luso-britânico de Arthur Wellesley e de Gomes Freire de Andrade.
• Vimeiro – 21 de Agosto de 1808;
foi travada ainda na primeira invasão francesa, na Lourinhã. Após terem derrotado o exército francês na batalha da Roliça o exército luso-britânico segui-o para Lisboa
• Buçaco – 27 de Setembro de 1810;
foi travada já na terceira invasão francesa comandada pelo marechal Massena, ocorreu próxima na Mealhada perto do Luso.
• Redinha – 12 de Março de 1811;
A carta Constitucional foi concebida por D.Pedro após a morte de seu pai D. João IV.
A carta constitucional de 1826 é um documento do tipo moderado. Teve como base a Constituição do Brasil e da França (1814).
O poder real foi ampliado, graças ao poder moderador que passava a usufruir (Título V, Artigo 71º - ‘’o poder moderador (…) compete privativamente ao rei […]’’), o monarca tem o poder de nomear os Pares, de convocar as Cortes e dissolver a Câmara dos Deputados, nomear ou demitir o governo, e vetar o título defensivo às resoluções das cortes.
- Os privilégios da nobreza são recuperados (Título VIII, Artigo 45º, itén 31 – ‘’garante a nobreza hereditária e as suas regalias’’).

- As Cortes Legislativas passam a ser compostas por duas Câmaras:
- A Câmara dos Deputados:

- Eleita por sufrágio indireto e censitário.
- A Câmara dos Pares:

- Reservada a elementos das ordens superiores nomeadas a título vitalício e hereditário.

- Não era admitida a liberdade religiosa-
- Só no fim do documento é que aparecem os direitos do indivíduo. A Carta Constitucional teve três períodos diferentes de vigência:
-1º Período: entre 1826 e 1828;
- 2º Período: entre 1834 e 1836




A situação económica e financeira assumia contornos deploráveis. As despesas ultrapassavam as receitas, a agricultura definhava e o comércio diminuía. Para esta situação muito contribui-o a abertura dos portos brasileiros em 1808, e o tratado de comércio de 1810 com a Inglaterra.
Quando se iniciaram as invasões Napoleónicas, quem reinava Portugal era o príncipe regente D. João (futuro D. João IV) pois a sua mãe era viúva e sofria de uma doença mental.
Com as invasões o príncipe D. João e D. Maria I fugiram para o Brasil (ainda nessa altura uma colónia de Portugal) com a Corte. Portugal pediu a sua velha aliada a Inglaterra.
O preço a pagar revelar-se-ia, bem alto. Não só pela devastação e pela destruição que as invasões provocaram, mas sim pelo domínio político e económico que a Inglaterra exerceu entre nós.
Portugal, viveu, de 1808 a 1821, na dupla condição de protetorado inglês e da colónia brasileira. D. João VI, teimava em permanecer no Brasil, proclamando-o Reino em 1815, para descontentamento dos portugueses pois sofriam a humilhação do domínio inglês.
As invasões Francesas (II)
A Guerra Civil aconteceu entre 1832 – 1834, é conhecida como Guerras Liberais, Guerra Miguelista ou a Guerra dos Dois Irmãos.
Foi uma guerra entre liberais (liderados por D. Pedro) e absolutistas (liderados por D. Miguel). O caminho para o liberalismo revelou-se difícil, pois D. Pedro detinha um exército de pequena dimensão cerca de 7500 homens.
Foi a partir da ilha Terceira (Açores) que D. Pedro insurgia a resistência militar contra os absolutistas. Em 1832 desembarcou em Pampelido – Mindelo e dirigiu-se para a cidade do Porto onde foi cercado pelas forças absolutistas durante dois anos (Cerco do Porto).
Setembrismo (1836 – 1842)



O fracasso económico do Setembrismo, aponta-se a falta de capitais e de vias de comunicação, bem como a permanente instabilidade política.

O Setembrismo era uma fação radical do liberalismo português, era defensor dos princípios do vintismo, como o soberania nacional ser a fonte da autoridade. Opôs-se a Carta Constitucional de 1826.
O Setembrismo foi um projeto político da pequena e media burguesia, com o apoio dos populares, estavam contra a burguesia pois era favorecida pelo cartismo. Os mentores do Setembrismo eram Sá da Bandeira e Passos Manuel. Apoiado na nova constituição de 1838 o Setembrismo carateriza-se pelas seguintes medidas

- O rei perde o poder moderador, mas continua a deter o direito de veto definitivo sobe as leis saídas da corte;

- A soberania da nação era reforçada;

- Adotou-se o protecionismo económico, aumentando o imposto das importações;
- Como alternativa da perda do mercado brasileiro, investiram em África;
- Houve reformas no ensino primário, secundaria e superior, com destaque para a construção de liceus, concebido por Passos Manuel, agora os filhos da burguesia já poderiam estudar para perseguir estudos no ensino superior e assim exercer cargos de relevo;
- Um certo fracasso caracterizou, a política económica setembrista. Nos domínios fiscais e operários não se atreveram a abolir as taxas gravosas para os pequenos agricultores, os grandes proprietários não foram penalizados por grandes impostos. Apesar do protecionismo adotado, os resultados mostraram-se bem aquém do pretendido.
Cabralismo




A burocracia e autoridade de Costa Cabral levaram a guerra civil, demonstradas a través dos movimentos ‘’Maria da Fonte e a Patuleia’’.
A ditadura de Costa Cabral cai com o golpe do marechal Duque de Saldanha e o período da Regeneração.

O cabralismo foi um período de vigência do liberalismo português que se identifica com a governação de Costa Cabral, que por um exercício autoritário de poder repôs em Portugal a Carta Constitucional, reformou o aparelho fiscal e administrativo e fomentou as obras públicas.
António Costa Cabral, finalmente pôs termo à Constituição de 1838. O Cabralismo, baseou-se nos princípios da Carta Constitucional e assim fez regressar ao poder a alta burguesia. A ditadura de Costa Cabral identificou-se com o cartismo assim favorecendo a alta burguesia. Fomentou a indústria (fundando a Companhia Nacional dos Tabacos), desenvolveu as obras públicas (Companhia das Obras Públicas de Portugal), a reforma fiscal e administrativa (Código Administrativo de 1842, e o Tribunal de Contas). Impos novas leis da saúde, proibindo o enterramento nas igrejas
.




Nova divisão administrativa do país – províncias, comarcas, concelhos.

Mouzinho da Silveira (II)
Modernizou os velhos sistemas administrativo e judicial do país
Abolição dos morgados e capelas com rendimento inferior à 200 mil réis.
Extinção das sisas, da dízima e dos forais
Fim dos privilégios da companhia dos vinhos do alto Douro
1. Portugal aderiu ao Bloqueio Continental.
2. O Sinédrio começou em Braga.
3. A família real fugi-o para o Brasil em 1807.
4. Porque é que a família real fugi-o para o Brasil?
R:. A família real fugi-o para o Brasil por causa das invasões francesas.
5. Napoleão Bonaparte invadiu Portugal porquê?
R:. Houve as invasões francesas porque Portugal não aderiu ao Bloqueio Continental.
Perguntas de Verdadeiro ou Falso
FAlSO - Nao aderiu
FALSO - foi no porto
VERDADEIRO
Perguntas de Resposta Curta
Conclusão
Com este trabalho alargamos mais os nossos conhecimentos sobre o liberalismo no nosso país.
Se o liberalismo veio melhor a nossa sociedade? É claro que sim, pois tornou-a numa sociedade mais igualitária sem que os privilegiados vingassem sempre, foi uma luta difícil é certo, mas a nação quando se une consegue sempre o melhor para o seu país.
Full transcript