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Conselho de Classe Participativo 2ºA - 21/05/2014

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Andresa Notari

on 21 May 2014

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Transcript of Conselho de Classe Participativo 2ºA - 21/05/2014

Conselho de Classe Participativo 2ºA - 21/05/2014
Chegou o boletim, e agora pais?
Por que muitos alunos temem o boletim escolar? Para que serve o boletim? Seria para premiar ou para castigar? Quais são as posturas dos alunos e educadores, pais e professores, diante do boletim?
A resposta a essas perguntas depende do sentido que damos à avaliação. Tanto a indiferença diante do boletim quanto a supervalorização da nota não fazem sentido quando queremos educar crianças e adolescentes. Tanto o prêmio como o castigo não mostram à criança e ao adolescente que estudar é bom, que é necessário e importante, porque o foco deixa de ser a aprendizagem e passa a ser o prêmio ou o castigo, fruto de notas boas ou ruins.
Se o foco for a nota, teremos uma proposta pedagógica centrada fortemente no conteúdo. Então temos posturas de prêmio ou castigo diante do boletim. Se o foco estiver na aprendizagem, teremos uma proposta pedagógica centrada no aluno, no educando. Neste caso, a postura diante do boletim deve ser diversa, marcada por processos dialógicos e de hetero e autorregulação. Neste caso, o conteúdo continua sendo importante, porém, não o centro do processo.
No primeiro caso, o aluno é convidado a prestar atenção na aula, estar muito atento às explicações do professor, fazer exercícios de aprendizagem, exercícios de fixação e devolver tudo isso numa prova. Neste processo é muito valorizada a capacidade de memorização, mesmo que sem compreensão, porque tudo deve ser devolvido na prova da forma como foi trabalhado na classe ou está no livro.
Metas:
- Ser mais tolerante e respeitar as opiniões dos colegas e professores;

- Diminuir as conversas que atrapalham as aulas;

- Aumentar a qualidade das tarefas e atividades.
Objetivos:
- Mais união do grupo;

- Melhor aprendizagem;

- Foco (estudo, vestibular)
No segundo caso, quando o foco está no aluno, os conteúdos também estão presentes, são construídos noções e conceitos nas diversas áreas do conhecimento, porém, o aluno é convidado a ser sujeito de suas aprendizagens, desenvolvendo habilidades, aprendendo a comunicar suas dificuldades e seus talentos, aprendendo a regular e a desenvolver paulatinamente as capacidades para aprender. Neste caso o aluno é convidado a se apropriar do planejamento, da execução do planejado e da avaliação.
No primeiro caso a postura de utilizar o boletim para premiar ou castigar vão muito bem. No segundo caso o processo é um pouco mais complexo, porém, muito mais eficiente e eficaz.
Somos da crença de que toda criança e adolescente necessitam de um adulto para o qual tenha que “prestar contas”. Prestar contas não no sentido de pagar dívida e sim, de ter um adulto com o qual possa dialogar e que o estimule a pensar e a fazer boas escolhas. Neste contexto cabem duas perguntas: como o boletim pode se tornar uma ferramenta de diálogo e quais são os frutos esperados desse processo?
Sugerimos aos pais sentar ao lado dos filhos, criando um clima de mútua confiança, e com eles ler o boletim – ou qualquer outra forma de indicador de aprendizagem – analisando os dados, fazendo perguntas, incentivando-os a falarem sobre os avanços que tiveram, sobre as dificuldades que permanecem, sobre as ações e atitudes que terão ou da ajuda de que necessitam para superar dificuldades ou para continuar aprendendo sempre mais e melhor.
A conversa precisa ser seguida de registro escrito, que pode ser feito na agenda pessoal do aluno. Bom que sejam duas ou três atitudes, comportamentos, ações bem concretas, facilmente verificáveis pelos atores desse processo. Evitar propósitos muito genéricos como “estudar mais”, “empenhar-me mais nas aulas”, estudar todos os dias, etc.
Procure propósitos bem objetivos, atendendo aos problemas identificados, como: fazer todas as tarefas seguindo as orientações dadas pelo professor; organizar os registros no caderno; cuidar da ortografia; fazer pergunta quando não consegue resolver um problema; ser mais persistente na resolução de problemas; exercitar a caligrafia; exercitar o resumo; exercitar a interpretação de texto; exercitar a escrita e reescrita; pesquisar em fontes diferentes, perder o medo de fazer pergunta; cooperar com minha classe evitando falar fora de hora; levar o material solicitado para as aulas; fazer as entregas no prazo, etc.
Importante escrever tudo que foi conversado ou combinado para poder retomar, confrontando com os novos indicadores coletados mais adiante, verificando novamente avanços e estabelecendo novas metas.

Quando se trabalha com adolescente é importante cuidar para que a postura de transferência de responsabilidade não se instaure, que por ser muito cômoda, deixa o indivíduo na zona de conforto, o que não permitirá nenhum avanço, nenhuma mudança. Todos nós reconhecemos o valor das pessoas que nos tiraram da zona de conforto e nos deram suporte para que crescêssemos. Se a mãe e o pai somente engatinharem ao lado do filhinho, provavelmente este terá maior dificuldade para andar com os próprios pés. Atitude do adulto deve ser de incentivar a andar, colocando-se de pé ao lado do filho, mostrando como é bom ficar de pé, proferindo palavras de incentivo, dando suporte para que adquira confiança, ajudando a levantar quando cair, dizendo que vai conseguir...
A postura do adulto deve ser de fazer a criança e o adolescente se responsabilizar pelas suas aprendizagens, pela superação das eventuais dificuldades e pelo próprio crescimento. Se a atitude do adulto for a de sumariamente responsabilizar a criança ou adolescente pelo sucesso ou fracasso, ele terá mais dificuldade de se autorregular, de ser sujeito, de se autogerir.
Os frutos esperados desse processo são de crianças, adolescentes, jovens e adultos, cada um dentro das possibilidades que a idade permite, capazes de se autogerirem, sabendo fazer boas escolhas, desenvolvendo sempre mais as habilidades para aprender, construindo consciência de suas capacidades, para serem cidadãos competentes e honestos.
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