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Nosso mundo, nosso carrossel.

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Cláudio Estrela

on 7 August 2014

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Transcript of Nosso mundo, nosso carrossel.

É chegada a hora. A hora do adeus e do até logo.
A hora do "Vê se não esquece de mim" ou do conhecido "Não esquece de trazer minha lembrancinha!" A hora do último passo em terra natal, do último abraço em família.

É chegada a hora. A hora do olá e do reencontro. A hora do "Nossa, como você tá diferente!" ou do "E a minha lembrancinha, trouxe?" A hora do beijo que tenta saciar a saudade; do pé descansar mais uma vez em solo firme.

As horas passam e o relógio fica lá, só observando tudo passar.
"Nosso mundo, nosso carrossel"
Fotojornalismo
Deve ser ruim ser aeroporto. Ver tudo passar e você ficar. Todos os dias ver um filho viajando e ficando anos sem a comida feita pela mãe. Ver alguém saindo dali com nada mais que suas esperanças, guardadas em uma mala.

Mas deve ser bom ver o filho voltar e se agarrar na mãe como uma criança. Ver o esperançoso voltar com conquistas, guardadas junto com a sua esperança.

Afinal, não deve ser tão ruim assim ser um aeroporto.
"Embarque internacional", diz a placa. Cruzar o oceano em busca de novas línguas, novos sabores, novas sensações. Sentir o novo entrar em mim, lembrando sempre o que tenho do nacional. Me deixar fazer novo sem esquecer do que me fez em essência. Isso é o que leio na placa que diz "Embarque internacional".
A criança vai ao aeroporto pela primeira vez para deixar a tia que viajava a trabalho. No colo da mãe, entre abraços e promessas de "volto logo", não hesitou em gritar pra todo mundo ouvir: "tchau, titia!"
O senhor sentado no meio do observatório, apenas a admirar os aviões que partem é um fato discordante nessa perspectiva do adeus. Com um sorriso fino no canto da boca, ele mostra que há sim coisas muito belas entre aquelas que consideramos corriqueiras, e que às vezes deixamos de ter essa visão poética e prazerosa das coisas que nos cercam.
Pessoas seguindo seus planos e cumprindo suas metas, sejam elas fazer check-in, pedindo uma informação ou esperar o seu voo chegar. Parecem tão pequenas e aconchegadas nesse ambiente tão rico que é o aeroporto. Pode-se até imaginar o que se passa por suas mentes nesse exato momento; quais seus sentimentos, suas preocupações. Na foto, porém, elas são apenas mais um elemento importante na contrução do nosso contexto. Extraídas de sua própria realidade.
Cada um sabe o que e a quem se despedir ou esperar. Quem para terras longínquas vai sempre carrega um pedaço de quem em firme terra fica.
E a quem em firme terra fica só resta esperar o retorno de quem para terras longínquas foi.
“Vou, volto e retorno...
Perco-me nas paradas
Encontro-me nas chegadas
E as dimensões da estrada, contorno”.
Ambientes um tanto inóspitos, aeroportos não foram feitos para se dormir. Mas quando o cansaço de esperar uma conexão e outra chega, o chão vira cama e a mala, travesseiro. Afinal, quando se viaja a lazer, é sempre bom estar preparado para as aventuras reservadas no destino final.
A mão pousa no braço da mãe. A menina tem o sorriso no rosto. Seu rosto ainda não conhece distância. Seu rosto só conhece a mãe. Apesar de não saber o que é distância, a menina sabe o que é proximidade. Sabe, por instinto, que quer sua mãe por perto.
A mão no braço é um chamado.
Algo chama a atenção no meio de tanto caos: uma criança, apenas sendo criança. Em vez de estar emergida nesse atmosfera cheia de pessoas atarefadas, ela apenas está apreciando cada detalhe do local com seu olhar de criança, um olhar que brinca e imagina.
Ele viaja regularmente a trabalho. Mas somente quando retorna a Fortaleza aos finais de semana é que pode contar com a recepção dos abraços dos filhos.
A boa filha à casa torna. Depois de um ano servindo ao país, agora ela serve à família. Trocou a continência pelo abraço. A farda, ainda no corpo, é orgulho para família.
A mãe deixa bem claro: a primeira coisa que vai fazer é cozinhar para a filha.
Nada como comida de mãe.
Corações apertados, não menos acelerados. Desembarcar em uma terra estranha, onde não se conhece ninguém, é como esperar por quem nunca esperou.
O último beijo antes de ir. O coração fica sem repostas, os pés ficam sem chão. As lágrimas não param de descer. As lágrimas não conseguem parar de descer. Uma parte do coração foi atravessar o oceano. A outra ficou em terra firme.

A ida já fica com a esperança da volta.
Com a esperaça que o coração se faça só um novamente.
Com a esperança de que o mundo-carrossel dê mais uma giro e traga o amor de volta.
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