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Mediação transformativa

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by

Ari Bassi Nascimento

on 25 May 2016

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Transcript of Mediação transformativa

Mediação transformativa e a intervenção de terceiro
Mediação transformativa
Última atualização: *
Primeiro efeito da MT

As partes passam a entender claramente qual era a questão contradita e o que querem fazer a respeito dela.
A MT é uma estratégia da mediação aplicável quando:

o conflito se torna intratável;
o conflito reflete um problema de identidade;
o conflito se torna maior que o problema origem de sua formação;
valha a pena investigar as questões subjacentes à formação do conflito;
é possível que as partes vejam a si mesmas e as outras diferentemente.
Segundo efeito da MT

As partes "conseguem" um entendimento a partir da perspectiva do outro ou a partir das situações de vida.
A MT deve sustentar-se sobre três pontos básicos
1. Atenção às atitudes subjacentes de todas as partes do conflito sobre a questão contradita.
2. Atenção aos comportamentos manifestos das partes relacionados ao conflito e aos oponentes.
3. Atenção ao conflito em si mesmo.
Efeito 1: Fortalecer a capacidade das pessoas para analisar situações e tomar decisões efetivas para o seu próprio bem.
O processo de mediação tem potencial para gerar efeitos transformativos, de alto valor para as partes e para a sociedade. São efeitos desse potencial:
Efeito 2: Fortalecer a capacidade das pessoas (partes) para ver e considerar um problema da perspectiva do outro.
Metas
Recursos
Opções
Preferências
Para fortalecer essas capacidades, o mediador emprega duas estratégias
Empowerment
Reconhecimento
Mediador observa como a parte escolhe a opção disponível e quanto de energia dispensa à consideração, visão ou experiência do outro.
Passo 1: o mediador inicia a intervenção com declaração clara de que seus objetivos serão os de criar um contexto que permita às partes a duas situações.
Considerar e entender melhor a situação da prspectiva da outra parte, se as partes decidirem que querem agir assim.
Clarificar seus objetivos, seus recursos, suas opções e suas preferências para tomar decisões próprias sobre a situação.
O mediador deverá dedicar tempo e esforço para explicar seu papel às partes, não assumindo que será imediatamente compreendido.
Deixará claro que seu papel não será o de tomar decisões pelas partes ("procuração").
Não pressionará as partes para que elas apareçam com uma decisão ou com um acordo
Passo 2: se após a intervenção, as partes passam a agir com senso responsável de produzir uma consequência, elas não agem sob a estrutura da AT.

AT é aplicável quando as partes rejeitam conscientemente o sentimento de responsabilidade para gerar uma consequência, como um acordo, solução ou conciliação.
As partes que seguem uma AT experenciam a responsabilidade de propor ou apoiar um contexto para os esforços decisórios, deliberativos, comunicativos ou das perspectivas das partes.
O mediador deve reconhecer e apontar as oportunidades (de empowerment e reconhecimento) perdidas pelas partes. Ele deve ajudá-las a tirar vantagens dessas oportunidades e deve fazer isso como se as partes estivessem de fato vendo aquelas oportunidades.
Na prática, o mediador convida as pares a reduzir e a considerar as implicações ou questões que surgem de uma declaração. Quando se tem uma declaração e a outra parte não age, o mediador poderá dizer: "Não estou certo de que entendi perfeitamente o que você disse. Você poderia explicar um pouco melhor?"
A parte pode tornar mais clara a declaração, mas poderá perceber que ali há um empowerment. E, para garantir o reconhecimento, o mediador chamará atenção da parte no sentido da declaração dada para explicar uma conduta passada e perguntar a parte ouvinte se a informação contida na declaração pode mudar sua visão sobre o outro ou sobre o conflito.
É importante lembrar que todas as dicisões sobre como responder a essas oportunidades são das partes. O mediador rejeita qualquer responsabilidade por decisões tomadas assim. Caso ele se sinta responsável por alguma, esse sentimento o levará a passos diretivos e de disempowerment, o anula a dimenção transformativa do processo.
O que conta é que o mediador que assume AT reconhece que ‘unicamente as escolhas feitas livremente pelas partes’ são as decorrentes do processo e duradouras. Essa convicção do mediador o impelirá a recusar responsabilidade pelas partes por deciões chaves que tomaram durante as interações no processo de intervenção. Ele também não assumirá responsabilidades pelos desdobramentos daquelas decisões.
Recusar-se a julgar as visões das partes sobre as decisões, sobre as situações e sobre o outro
Recusar-se a julgar as partes e seus caráteres. A AT requer que o mediador implemente uma visão otimística sobre as habilidades e motivos das partes.
Síntese: a claridade emerge da confusão
Atitudes preventivas, facilitadoras e solidária do mediador em abordagem transformativa de conflitos
A AT permite expressão de emoções? Raiva, dor, frustração são partes do conflito e o mediador deve permitir suas expressões. Elas indicam oportunidades para o empowerment e para o reconhecimento.
Mediador evita julgamentos a respeito da visão, opções e escolhas das partes. Importante: ele não abandona seus valores. Contrário: desenvolve habilidades de reconhecer seus sentimentos de julgamentos, de afastá-los e de suspender o julgamento em vez de os exercitar. Exemplos: “Eu entendo o problema das partes melhor que elas” ou “Eu sei o que seria melhor para as partes fazer aqui”. Afastando-se desses julgamentos, o mediador evita influenciar escolhas e visões das partes.
Consciência, controle e suspensão de julgamento constituem marcas claras na AT. O mediador permanece alerta de que, não importa quanta informação for revelada, ele sabe muito pouco sobre as partes, suas situações e suas vidas como um todo. Esse estado de alerta de ignorância relativa cria um senso de “humildade”.
O desbalanço de forças entre as partes. É fácil ao terceiro defender e assistir a parte aparentemente mais fraca. Esse é um tipo de sentimento que envolve hipóteses sobre vários níveis: que as relações de força são complexas e formadas por multi-camadas; que a parte poderosa possa ser convincente e estratégica, embora esteja incerta sobre como agir e perceber os padrões de poder que ela preferiria mudar; ou que a parte mais fraca queira mudar o equilíbrio de força, embora possa preferir se manter na situação atual por razões desconhecidas.
O mediador procura sinais de que uma das partes esteja perturbada pelo desequilíbrio ou de que seja inábil em sustentar uma posição viável sem mudar o balanço de forças. Com insatisfação expressa, o mediador ajuda a clarear o que ela quer, como expressar o que quer a outra parte e a tomar decisões requeridas. Se a parte mais fraca não der sinais de opressão, o mediador não pressionará o desequilíbrio sob pena de impor seu julgamento em substituição ao da parte e de desempenhar papel de interventor, ações inconsistentes com a AT
A AT requer que o mediador implemente uma visão otimística sobre as habilidades e motivos das partes. Essa visão refere-se a competência fundamental das partes no conflito e habilidade para lidar com a situação em seus próprios termos. Ao considerar o contexto assim, o mediador assume uma visão positiva dos motivos das partes, de sua boa-fé e da decência que suporta suas ações na situação de conflito
O mediador não baseará sua visão em aparências imediatas. Se a parte se mostrar enfraquecida, defensiva ou auto-absorta, o mediador atribuirá isso a uma inabilidade transitória. Ele admitirá que o conflito possa alienar as partes de si mesmas e uma da outra, mas não pode destruir a habilidade para se mover da auto-absorção para a consciência do outro, da fraqueza para o fortalecimento. O mediador atribuirá a dificuldade da parte a efeitos circunstanciais da experiência do conflito e não a alguma faqueza de caráter ou algo inerentemente mau (dicotomia traço versus estado).
Se o mediador acredita que a parte seja inábil em tomar decisões acertadas para lidar com o conflito, ele assumirá responsabilidade e agirá diretivamente. Mas seu papel é apoiar a decisão da parte. Se acreditar que a decisão da parte é dirigida por motivos puramente egoístas, então haverá pouca razão para convidá-las a considerar a situação da perspectiva da outra parte.
Se a conduta da parte for de má-fé ou minar o processo, o mediador – ao perceber o dolo ou a conduta destrutiva – permite, encoraja e ajuda a interessada a buscar com segurança sua própria satisfação. Se a parte estiver satisfeita, o processo continua. Se não funcionar, a parte pode escolher deixar o processo.
A raiva se origina da falta de compreensão da parte da experiência pessoal do outro, das restrições de recurso ou da disposição cultural. Raiva pode sinalizar uma oportunidade para o reconhecimento de um outro ponto de vista ou de um ponto de vista diverso.
A AT não tenta evitar emoções e nem direcioná-las para outros contextos. Em vez, pede-se a parte que as descrevam e, principalmente, que descreva as situações e eventos que dão origem a elas. Essas descrições devem ser usadas para revelar pontos específicos sobre como as partes lutam para lidar, para controlar a situação ou para entender ou ser entendida pela outra parte
Mediador em AT espera que as partes sejam confusas ou confusas a respeito das questões fundamentais de seus conflitos, sobre o que querem do outro ou sobre qual seria a escolha certa para elas. Essa confusão é uma oportunidade de empowerment. Deve-se permitir e encorajar às partes explorar as fontes de suas confusões e de suas incertezas.
O mediador deve se sentir confortável se as partes gastarem tempo considerável com a falta de fechamento, se as partes não alcançam um entendimento claro a respeito do que foi o passado e do que possa ser o futuro. O conforto do mediador com a ambiguidade das partes permite-lhe se manter aberto, bem dentro da sessão e às demandas das partes em compreender a si mesmas e o que elas querem fazer sobre o que descobrem nessa fase.
O mediador deve seguir as partes na medida que falam e descobrem sobre si mesmas, como vêem sua situação, sobre o que acreditam que a outra parte esteja disposta a e o que elas vêem como opções viáveis.
A ação do mediador em AT é na sala
Ao perceber esses pontos, a estratégia do mediador será a de tentar diminuir a velocidade da discussão e gastar mais tempo trabalhando com as partes, juntas ou separadamente, para clarear, tomar decisões, comunicar e para assumir perspectivas. Esses são processos de E&R.
Mediador deve reagir ao que acontece aqui e agora, sem provocar a coisa. Ação é reativa e não diretiva. O mediador deve se concentrar em objetivos de E&R, permitindo que a identificação e a definição do problema surjam a partir das percepções e decisões das partes.
Focar sobre declarações das partes na sessão sobre como elas querem ser vistas, o que é importante para elas, por que as questões interessam. Perceber em quais pontos as partes estão confusas, em quais momentos as escolhas se apresentam, em quais pontos as partes se sentem não compreendidas. Nesses pontos há oportunidades para E&R.
Atentar-se à discussão que acontece na sala, às declarações feitas pelas partes e entre elas. Não tentar backing up em direção a uma visão ampla sobre a identificação e solução do problema enfrentado pelas partes. Deve evitar tentativas de descobertas da interação conflitiva pelas lentes da solução de problemas. Essas ações dificultam o foco e a captura de oportunidades de E&R.
A discussão do passado tem valor para o presente
Quando a parte revê o passado, revela a si mesma (e a outra) suas escolhas em vários pontos ao longo do caminho. Tornam-se cientes do pontos-chave da escolha, dos recursos e das opções que estavam disponíveis a elas, mas que não foram notados. Se isso ocorrer, as partes podem assumir uma visão nova sobre os recursos, opções, escolhas e habilidades atualmente disponíveis.
Problema: se o mediador vê a história do conflito como algo demoníaco, algo que na sessão se deve afastar rapidamente, então oportunidades de E&R certamente serão perdidas. Um ponto fundamental da AT é garimpar o passado pelo seu valor de presente, em particular pelas oportunidades que a revisão oferece às partes para clarear suas escolhas e para reconsiderar suas visões sobre o outro.
Esse tipo de declaração é fundamental não importa o reconhecimento que uma parte possa atribuir a outra; pode implicar em reconsiderar ou em revisar sua visão sobre os motivos, as condutas ou caráter do outro. O mediador convida e ajuda as partes a rever suas viões do passado e vê se cada uma quer estender o reconhecimento a outra parte.
Encorajar as partes a falar do passado e da história do conflito é estratégia boa para atingir as metas de E&R. Ao falar sobre o que aconteceu, cada parte revela pontos importantes sobre como quer ser vista pela outra parte. As declarações sobre quem fez o que para quem refletem a caracterização da parte sobre si e sobre o outro no presente.
Conflito pode ser um affair de longo prazo
Ver a intervenção como passos no stream da interação do conflito dá ao mediador ciência de que os ciclos do conflito vão além. Mas o mediador deve esperar que as partes se afastem do stream e uma da outra na medida que o conflito e a intervenção se desdobram.
Importante: mediador não teme fracasso quando, próximo do acordo, as partes empacam ou retrocedem, mesmo que por razões inesperadas e já no fim da intervenção. Deve esperar por ciclos de aproximação e de afastamento de acordos na medida que as partes se debatem com seus sentimentos de comprometimentos e sentimentos de dúvidas e indecisões. Esses ciclos fazem parte da cadência natural do trabalho de intervenção.
Entender que a intervenção não dá conta de todas as dimensões do conflito e nem que as partes devem fazer todo o trabalho durante a intervenção. A atitude do mediador é assumir que é de valor de realização se as partes puderem estabelecer uma base mais firme, usando E&R, na medida que interação entre elas aconteça para além da intervenção. Às vezes essa base firme assume a forma de um contrato, outras vezes não vai tão longe.
Compreender a estrutura transformativa é ser ciente de que o trabalho envolve dar passos no stream de interações que começaram antes e que podem continuar após o fim da intervenção. Mediador vê a intervenção como um ponto numa reta temporal muito mais extensa. Não deve ver a intervenção como a resolução total do conflito.
Pequenos passos contam
O mediador deve “marcar pontos” para si (também para as partes) na medida que realizações micro e macro são conseguidas na sessão. Não deve restringir o sucesso somente em termos de se ter firmado um contrato de acordos ao final da intervenção. Se algo assim ocorrer, porém sem os links devidos àquelas realizações, o acordo poderá ser ilusório.
Perceber o sucesso é importante para manter a energia e a motivação necessárias para a prática da AT. Mas o mediador em AT deriva o senso de satisfação profissional quando consegue revelar oportunidades de E&R dentro da sessão e quando as partes são ajudadas a responder a essas oportunidades.
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