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FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO

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Maria Lucia Tomasoni

on 17 November 2014

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Transcript of FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO

Autores:
Paulo Carrano, Juarez Dayrell, Licinia Maria Correa, Shirlei Rezende Sales, Maria Zenaide Alves, Igor Thiago Moreira Oliveira, Symaira Poliana Nonato.



O Jovem como
sujeito do Ensino
Médio

CADERNO 2



Caderno 2 - O jovem como sujeito do Ensino Médio





A opinião do jovem e sua interferência nas questões que lhe dizem respeito.
É preciso mudar o olhar e superar as representações negativas sobre os jovens.
Muitos problemas que atingem os jovens são expressões de necessidades e demandas não atendidas no âmbito mais amplo.
É preciso compreender os jovens para além do fator idade, pois há uma complexidade de elementos que interferem na realidade do jovem (ambiente familiar, personalidade, influências sociais, econômicas, etc).



Formação de Professores do Ensino Médio
Caderno II
O JOVEM COMO SUJEITO DO ENSINO MÉDIO
ANTÔNIA USTULIN
JOCAF LEITNER
MARIA LUCIA DE A B TOMASONI
SUMÁRIO

Introdução
1. Construindo uma noção de juventude
2. Jovens, culturas, identidades e tecnologias
3. Projetos de vida, escola e trabalho
4. Formação das Juventudes, participação e escola
Referências


JOGO DE CULPADOS
Professor culpando os estudantes: Indisciplina; Falta de respeito; Relações agressivas ; Agressão verbal e física; Irresponsabilidade; Rebeldia; Trajes (roupas) entre outras.

COTIDIANO DA ESCOLA
Estudante: a escola se mostra distante dos seus interesses, é uma obrigação (diploma).
Governo: os professores são responsáveis pela crise de qualidade e do “desempenho da escola”.

'
“ISSO GERA UMA POLÍTICA DE RESPONSABILIZAÇÃO, ONDE O ‘JOGO DE CULPADOS’ GERA APENAS UMA DAS FASES DA CRISE DA ESCOLA NA SUA RELAÇÃO COM A JUVENTUDE”

DCNEM (BRASIL, 2012)
As DCNEM apontam para a centralidade dos jovens estudantes como sujeitos do processos educativo.


0 CNE em seu parecer, deixa explicito a necessidade de uma “reinvenção” da escola de tal forma a garantir o que propõe o artigo III, ou seja, “o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico” e também o artigo VII, “o reconhecimento e aceitação da diversidade e da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo, das formas de produção, dos processos de trabalho e das culturas a eles subjacentes”.

FACILITADORES PARA O DIÁLOGO
Em nossos estudos propomos pôr em prática as determinações das novas diretrizes, que significa o desenvolvimento, de fato, de um trabalho de formação humana;
Desta forma reconhecer - experiências, saberes, identidades culturais – é condição para facilitar o relacionamento e o diálogo.
Precisamos reconhecer as nossas “juventudes”.

(Onde reconhecemos as ORIENTAÇÕES CURRICULARES nesse momento?)
a) Refletir sobre o sentido de estar na escola para professores e jovens.
b) Promover diálogo com os estudantes sobre culturas juvenis;
c) Promover estratégias metodológicas para o diálogo com os jovens trabalhadores sobre suas expectativas e condições de trabalho;
d) Redigir carta endereçada aos jovens estudantes do ensino médio.
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério

Sempre quis falar
Nunca tive chance
Tudo que eu queria
Estava fora do meu alcance
Sim, já
Já faz um tempo
Mas eu gosto de lembrar
Cada um, cada um
Cada lugar, um lugar
Eu sei como é difícil
Eu sei como é difícil acreditar
Mas essa porra um dia vai mudar
Se não mudar, prá onde vou...
Não cansado de tentar de novo
Passa a bola, eu jogo o jogo
3x
Eu vejo na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
O jovem no Brasil nunca é levado a sério

A polícia diz que já causei muito distúrbio
O repórter quer saber porque eu me drogo
O que é que eu uso
Eu também senti a dor
E disso tudo eu fiz a rima
Agora tô por conta
Pode crer que eu tô no clima
Eu tô no clima.... segue a rima

Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua vida você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua mente você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Revolução na sua vida você pode você faz
Quem sabe mesmo é quem sabe mais
Também sou rimador, também sou da banca
Aperta muito forte que fica tudo a pampa
Eu to no clima! Eu to no clima ! Eu to no clima
Segue a Rima!

(repete tudo)

Chegando por aqui Negra li, família RZO manos maluco só

"O que eu consigo ver é só um terço do problema
É o Sistema que tem que mudar
Não se pode parar de lutar
Senão não muda
A Juventude tem que estar a fim
Tem que se unir
O abuso do trabalho infantil, a ignorância
Faz diminuir a esperança
Na TV o que eles falam sobre o jovem não é sério
Então deixa ele viver! É o que Liga."
http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2014/07/dois-em-cada-dez-jovens-brasileiros-nao-estudam-e-nem-trabalham.html
Construção de uma noção de juventude. (oficina sobre conceito de juventude)
1 º - pensar no conceito que já temos cristalizado.
Trecho música Charlie Brown

JUVENTUDES
REFLEXÃO / AÇÃO
Geração nem-nem
Processo de Juvenilização
Por que criticamos tanto os jovens, se em muitos casos, queremos parecer com eles?
(energia, estética corporal, música ou mesmo a busca do novo)

Juventude vista como problema

Índices alarmantes de violência;
Tráfico de drogas;
Homicídios;
Consumo de álcool;
Ameaça da aids;
Gravidez na adolescência.
“Esses fatores contribuem para cristalizar a imagem da juventude como um tempo de vida problemático”

Jovem: sua identidade
Adolescentes – 12 a 18 anos
Jovens – 15 a 29 anos
Precisamos tomar cuidado com os estereótipos de transição – adolescência para vida adulta. Assim, o jovem é aquele que ainda não se chegou a ser. É um pré-adulto.
Não devemos destituí-lo da imagem presente (essa é a sua verdadeira identidade)


Enxergar o jovem apenas pela ótica do problema é reduzir a complexidade deste momento de vida.
É preciso entender que muitos problemas não foram produzidos pelos jovens. Estes já existiam antes mesmo de o indivíduo chegar nessa faixa etária.
Assim – o jovem como sujeito de direitos – deve estar em um campo de direito desencadeador por novas formas de políticas públicas e principalmente, por práticas reconhecendo a juventude nas suas potencialidades e possibilidades, e não apenas,
a partir de seus problemas.


POSSIBILIDADES

São essas imagens alternativas ao “jovem problema” que precisam ser construídas se queremos, de fato, conhecer nossos estudantes.

Lembre-se que muitos de nós, projetamos nas novas gerações as lembranças, idealizações e valores de nossa própria juventude ou de outra época idealizada
Conceito de juventude
Indivíduos até 29 anos (PEC da juventude). Não podemos esquecer que essa definição etária se reveste de importância para as políticas públicas;
Compreendê-los apenas pelo fator idade, seria simplificar uma realidade complexa (fatores culturais, econômicos, sociais)
É uma categoria socialmente produzida, portanto, uma construção histórica (ÁRIES, 1981, ELIAS, 1994, PERALVA, 1997; ABRAMA, 1994)
Problema Social
Seu Jorge

Se eu pudesse eu dava um toque em meu destino
Não seria um peregrino nesse imenso mundo cão
Nem o bom menino que vendeu limão
Trabalhou na feira pra comprar seu pão

Não aprendia as maldades que essa vida tem
Mataria a minha fome sem ter que roubar ninguém
Juro que nem conhecia a famosa funabem
Onde foi a minha morada desde os tempos de neném
É ruim acordar de madrugada pra vender bala no trem
Se eu pudesse eu tocava em meu destino
Hoje eu seria alguém

Seria eu um intelectual
Mas como não tive chance de ter estudado em colégio legal
Muitos me chamam pivete
Mas poucos me deram um apoio moral
Se eu pudesse eu não seria um problema social
Se eu pudesse eu não seria um problema social
GERAÇÃO NEM - NEM
JUVENTUDE OU JUVENTUDES?
Na realidade, não há tanto uma juventude e sim jovens, enquanto sujeitos que a experimentam e a sentem segundo determinado contexto sociocultural. É nesse sentido que enfatizamos a noção de juventudes, no plural, para enfatizar a diversidade de modos de ser jovem existente.
FORMAÇÃO DE PROFESSORES DO ENSINO MÉDIO
Caderno 2
Os Projetos de Vida e os jovens
Em que medida os sentidos atribuídos à experiência escolar motivam os jovens a elaborar projetos de futuro?
A importância de projetar o amanhã.
Os jovens irão se indagar: “para onde vou?” “quem sou eu?”
Os projetos podem ser individuais ou coletivos.
É preciso compreender a realidade em que esta inserido.
Aprender a escolher e a se responsabilizar pelas suas escolhas, contribui para formação de sujeitos autônomos.
O trabalho com Narrativas Biográficas - o uso de livros e filmes (problematizar com os jovens sua trajetória, projetos).
Os jovens e o mundo do trabalho
É possível que, os jovens trabalhem e estudem?
Os jovens antes de serem estudantes, são trabalhadores.
É preciso reconhecer a diversidade que caracteriza a escola noturna e adequar os seus procedimentos.
A Constituição Federal, no inciso VI do art. 208, determina, a garantia da oferta do ensino noturno regular adequado às condições do educando.
A LDB, no § 2º do art. 23, prescreve que o calendário escolar deverá adequar-se às peculiaridades locais, inclusive climáticas e econômicas, a critério do respectivo sistema de ensino, sem com isso reduzir o número de horas letivas previsto.
O jovem e o trabalho
Trabalho como
princípio educativo e atividade criativa.
Escola e trabalho se combinam, se atravessam, se complementam.
Como a escola estabelece esse diálogo?
O trabalho e a dimensão formativa.
Os jovens se inserem no mundo do trabalho por caminhos e motivos diversos.
O trabalho é espaço de socialização, de construção de valores e construção de identidades.
A crítica ao caráter alienante e negativo do trabalho.
Os jovens e seus territórios
As escolas se organizam levando em consideração o território, ou seja, a rua, o bairro e a comunidade?
O território é o espaço vivido, produzido socialmente nas relações entre os sujeitos sociais.
Envolve valores, interesses, convergências, e relações de poder.
É importante compreender como os jovens estudantes vivem e convivem em seus territórios de vida familiar, lazer e trabalho.
As relações na maioria das vezes são conflituosas, o conflito e a contradição devem ser visto como um desafio.
Participação dos jovens
Participação – presença ativa dos cidadãos nos processos decisórios das sociedades. Pode ser política ou cidadã.
A participação envolve: formação teórica para a vida cidadã, aprendizagem de valores, conteúdos cívicos e históricos da democracia, regras institucionais e criação de espaços e tempos para experimentação cotidiana do exercício da participação democrática da própria escola.
A dimensão educativa e formativa da participação
A experiência participativa permite ao jovem vivenciar valores, como os da solidariedade e da democracia.
O engajamento participativo pode aumentar o estímulo para novas aprendizagens, o desenvolvimento da convivência, do respeito as diferenças e do reconhecimento do outro.
Ex: participação ao Grêmio Estudantil, grupo de teatro, grupo de dança, etc.
As escolas tem praticado e estimulado em seus tempos e espaços cotidianos a participação cidadã e a formação para a cidadania?
A relação dos jovens com a escola e sua formação – A cultura escolar
A escola é uma instituição central na vida dos jovens.
É um espaço tempo de convivência e aprendizado, onde eles passam parte de seus cotidianos.
A escola é lugar de fazer amigos, compartilhar experiências, valores e delinear projetos de vida.
A escola como Cruzamento de culturas
A relação dos jovens com a escola e sua formação – A cultura escolar
A cultura crítica está relacionada com as disciplinas; a cultura acadêmica referente ao currículo; a cultura social ligada a fatores sociais; a cultura institucional vinculada aos papéis, normas e rotinas próprias da escola e a cultura experiências relativa a experiência nos intercâmbios espontâneos ocorrido no meio escolar(PEREZ GOMEZ, 2001).
Os sentidos e significados da escola para os jovens
Os jovens produzem uma maneira de ver e valorizar a escola que dependem das suas experiências individuais, dos interesses e das identidades que se constroem a partir da realidade vivida e das interações com outras pessoas e instituições.
Experiências individuais no trabalho, na vida pessoal, um relacionamento afetivo, uma amizade, pode fazer diferença na relação com a escola.
Enquanto para alguns alunos, a escola representa uma obrigação, para outros está relacionada a entrada ao mercado de trabalho, como um lugar de encontrar amigos, ou um abrigo, para os que vivem em ambientes ameaçadores.
Permanência e abandono escolar
Quais são as principais razões para a permanência e abandono do aluno na escola atualmente?
Os jovens tem assumido a sua responsabilidade e atribuído as razões a problemas internos da escola, como falta de infraestrutura ou a má relação professor-aluno.
A “chatice da escola”, é uma avaliação comum entre os jovens que ora falam dos tempos, dos conteúdos, da relação e dos métodos utilizados pelos professores.
O desinteresse pode estar ligado a falta de sentido da escola.
A permanência e o abandono ocorre por uma combinação de condições subjetivas (apoio familiar, relação com os professores, engajamentos na rotina escolar, etc.
A Autoridade do professor e a indisciplina
As regras nas escolas tem sido impostas ou construídas com os jovens? Como os jovens lidam com as regras?
Separar o joio do trigo: a diferença entre indisciplina/incivilidade e violência.
Indisciplina: está relacionada a agitação, gritaria, falta de respeito com o colega e professores, falta de concentração na aula, mentiras, manipulações e conflitos diários, desordens, empurrões. É a transgressão, aquilo que fere o regimento escolar.
Violência: é o ato contra a lei, não é restrita ao espaço escolar e deve ser punida, exemplo: um furto, lesões, extorsão, tráfico de drogas, insultos graves.
Indisciplina/Incivilidade
O objetivo de tratar tais questões é contribuir para que professores e escola estabeleçam procedimentos adequados para cada situação.
Se está diante de uma epidemia de violência ou quebra de regras e normas disciplinares?
A escola como espaço de vivencia dos jovens, traz o desafio de construir as regras escolares, com normas claras para dar o veredicto e aplicar as devidas punições (Dayrell et al, 2011).
Segundo o autor,

A maioria dessas críticas se baseia em desconfiança e medo, geralmente por parte de pessoas mais velhas.

Esses temores talvez sejam compreensíveis. A nova rede, nas mãos de uma nova Geração Internet tecnologicamente preparada e com uma mentalidade comunitária, tem o poder de abalar a sociedade e derrubar autoridades em várias áreas.

Quando a informação flui livremente e as pessoas têm as ferramentas para compartilhá-la de maneira eficaz e usá-la para se organizar, a vida como nós a conhecemos se torna diferente. (TAPSCOTT, 2010, p. 17).


- “Eles são violentos.”

- “Eles não têm ética profissional e serão maus funcionários.” (DAMON)

- “Essa é a nova geração narcisista.” (TWENGE)

- “Eles não estão nem aí.”

Esses argumentos são pontos de vistas de estudiosos de diferentes áreas do conhecimento, da psicologia à economia. Segundo ele, em geral, há um quadro pessimista nessas leituras acerca da Geração Internet.

Para Tapscott (2010, p. 16),
 
... esses jovens emancipados estão começando a transformar todas as instituições da vida moderna. Desde o local de trabalho até o mercado, desde a política,
passando pela educação
, até a unidade básica de qualquer sociedade – a família -,eles estão substituindo uma cultura de controle por uma cultura de capacitação.


Tapscott apresenta dez ideias recorrentes e amplamente debatidas sobre o “lado negro” da Geração Internet:

- “Eles são mais burros do que nós quando tínhamos amesma idade.” (BAUERLEIN, HALLOWELL, BLY).
 
- “... vivem grudados em telas. São viciados em internet, estão perdendo suas habilidades sociais e não têm tempo para esportes nem para atividades saudáveis.”
 
- “Eles não têm vergonha.” (DURHAM)
 
- “Eles estão à deriva no mundo e têm medo de escolher um caminho.” (DAMON, GOSMAN)

- “Eles roubam.”
 
- “Eles estão intimidando amigos pela internet.” (BECK)


Esses são os jovens com os quais nos relacionamos diariamente em nossas escolas, e que têm coisas a aprender, contudo, apostamos em nossa capacidade de aprender com eles a experiência de viver de forma inovadora, criativa e solidária.
Eles nos trazem cotidianamente desafios para o aprimoramento de nosso ofício de educar.
Segundo o autor, a economia global e a era digital requerem novas capacidades:

O que importa não é mais o que você sabe, mas o que você pode aprender.

Isso significa que os jovens da Geração Internet precisam de uma forma de educação diferente da que os baby boomers receberam.

(...) Entramos na era do aprendizado ao longo da vida. (...)

A capacidade de aprender novas coisas é mais importante do que nunca em um mundo no qual você precisa processar novas informações em grande velocidade. (TAPSCOTT, 2010, p. 155-156)

A geração internet na força de trabalho, revela profundas transformações no mercado de trabalho.
Há um Choque entre gerações, guerra por talentos, novos modelos de trabalho de alto desempenho e mudanças profundas nas formas de gerir a própria carreira são apenas alguns dos temas que passaram a dominar as pautas de discussão nos contextos corporativos nas últimas décadas.
Engajar e reter funcionários se tornou um desafio para gestores.
Nesse contexto, o autor alerta para a necessidade de revisão dos padrões tradicionais de recrutamento, retenção e supervisão de funcionários.
BUSCA POR NOVOS TALENTOS
 Don Tapscott, reforça que as mudanças de comportamento dessa geração não devem ser vistas com juízos de valor negativos, mas como mudanças a observar, pois trabalham competências distintas que ainda exigem estudo e análise.
EM DEFESA DO FUTURO:
Não há lugar como o novo lar: A Geração Internet e a família, Tapscott fala sobre a virada da liberdade.

Segundo ele, os baby boomers buscavam liberdade fora de casa, mas a Geração Internet a tem dentro de casa.
 
Num contexto de muita violência, criminalidade e outros tipos de temores da vida social urbana, o medo guiou muitos pais a manter os filhos em casa.


GERAÇÃO INTERNET E FAMÍLIA
O autor, menciona que deve haver uma mudança de foco, do professor para o aluno, e uma visão renovada, do aprendizado em massa à interatividade.


Por fim, fala em uma mudança de paradigma, em que não se pense em instrução, mas em descoberta por parte do aluno, e que se deixe o foco no aprendizado individual para o aprendizado colaborativo – não à padronização, sim à personalização.

Repensando a educação: o autor fala sobre o grande abismo que existe entre o ambiente digital em que os estudantes estão submersos e o sistema educacional projetado para a Era Industrial (TAPSCOTT, 2010, p. 150).
 
Os modelos padronizados e unidirecionais de ensino, não mais atendem aos desafios contemporâneos. O autor, também menciona problemas como o aumento da evasão escolar, a queda da qualidade no ensino e os desafios de atrair estudantes.
 GERAÇÃO INTERNET E EDUCAÇÃO
O fato dos jovens terem ficado imersos em um ambiente digital interativo os tornou mais inteligentes do que o típico espectador passivo de televisão. Eles talvez leiam menos obras literárias, mas dedicam muito mais tempo à leitura e à redação on-line. (...) Em vez de apenas receber informações passivamente, eles as estão coletando rapidamente em todo o planeta.

Um Exemplo: 
Em vez de simplesmente acreditarem que um apresentador de tevê está nos dizendo a verdade, eles estão avaliando e analisando uma montanha de informações, muitas vezes contraditórias ou ambíguas.
 
Quando escrevem em seus blogs ou carregam um vídeo na internet, eles têm a oportunidade de sintetizar e criar uma nova formulação, o que gera uma enorme oportunidade. A geração Internet teve a chance de satisfazer seu potencial intelectual inerente como nenhuma outra. (TAPSCOTT, 2010, p. 122).


O CÉREBRO DA GERAÇÃO INTERNET

Tapscott apresenta oito normas da Geração Internet, são as atitudes que diferenciam a Geração Internet das demais gerações anteriores. São elas:  
1.
Liberdade
para experimentar coisas novas, escolher o que consumir, onde trabalhar, como trabalhar. “Os jovens insistem na liberdade de escolha. 
2.
Customização
dos produtos e das experiências de compra, customização da mídia e do próprio emprego/descrição de cargo.   
3.
Escrutínio
, sempre buscando checar informações. “Deve-se oferecer à Geração Internet informações amplas e facilmente acessíveis sobre os produtos.” 4. Integridade como sinônimo de lealdade e transparência.
5.
Colaboração
, principalmente por meio de tecnologias digitais, formando-se novas comunidades que podem produzir. “Os jovens da Geração Internet são colaboradores naturais.”
6.
Entretenimento
é associado a quase todas as experiências da vida,
a começar pelo trabalho, “porque a Geração Internet acredita que deve gostar do que faz para viver.”
7.
Velocidade
é uma expectativa natural para quem está acostumado a respostas instantâneas. A Geração Internet está acostumada à velocidade: uma mensagem deve ser respondida rapidamente, um produto deve ser entregue rapidamente, enfim, é um ambiente instantâneo que gera ansiedade. No âmbito profissional, “Muitos integrantes da Geração Internet gostariam que suas carreiras progredissem com a mesma velocidade do resto de suas vidas.”
 8.
Inovação
é um modo contínuo para a Geração Internet, que “foi criada em uma cultura de invenção. A inovação acontece em tempo real.”
CARACTERÍSTICAS DE UMA GERAÇÃO
Não podemos deixar de tratar da relação dos jovens com as tecnologias, onde um estudo (TIC 2012) aponta:
60% das pessoas já acessaram a internet (desses 83% são jovens entre 16 a 24 anos).
92% dos jovens usam celular.

As redes sociais digitais são um capítulo especial nesse cenário e parecem ocupar boa parte das práticas sociais contemporâneas.

Como vimos nos dados acima, os jovens, em sua maioria, estão imersos na internet e ligados em seus celulares. Aqueles que, de algum modo, não estão conectados, sentem-se mesmo como, “peixes fora d’água”.


GERAÇÃO INTERNET
Como você professor (a) vê a relação da juventude com as Tecnologias digitais da informação e comunicação?

OS JOVENS EM SUAS TECNOLOGIAS

A escola e seus educadores têm o desafio de compreender o “ser jovem” no contexto das transformações sociais contemporâneas e da multiplicidade de caminhos existentes para a vivência do tempo de juventude.

Nossas representações sobre os jovens interferem em nossos relacionamentos com eles.

Um dos enganos mais comuns é tomarmos a nossa própria experiência para estabelecer quadros comparativos.


O PAPEL DA ESCOLA E DE SEUS EDUCADORES
Alerta para o escrutínio inverso:

Muitos integrantes da Geração Internet não percebem que as informações privadas divulgada em sites de rede social como o Facebook podem prejudicá-los quando se candidatam a um emprego importante ou a um cargo público.

O autor menciona o uso de Big Data e rastreamento que permite aos computadores cruzar dados, reorganizando nossas informações de diferentes maneiras.
IMPORTÂNCIA DA PRIVACIDADE NA INTERNET
Geração Z / Geração Next
(jan. de 1998 até o presente). Segundo Tapscott, a Geração Internet vê menos televisão, e a vê de forma diferente. É mais provável que um jovem da "Geração Internet" ligue o computador e interaja simultaneamente com várias janelas diferentes, fale ao telefone, ouça música, faça o dever de casa, leia uma revista e assista à televisão. A tevê se tornou uma espécie de música de fundo para ele. (TAPSCOTT, 2010, p. 32).
Geração Y
(jan. de 1977 a jan. de 1997): ascensão do computador, da internet e de outras tecnologias digitais. Transição do HTML para o XML, para a colaboração, criação de conteúdo, comunidades virtuais: “Enquanto as crianças da "Geração Internet" assimilaram a tecnologia porque cresceram com ela, nós, como adultos, tivemos de nos adaptar a ela – um tipo diferente e muito mais difícil de processo de aprendizado.” (TAPSCOTT, 2010, p. 29). '
Geração X (1965-1976): (Baby Bust ou Geração de Retração da Natalidade).

Queda da natalidade. Bem instruídos, enfrentaram alta taxa de desemprego. Comunicadores agressivos, centrados na mídia.
Quanto ao uso do computador, seus integrantes mais jovens têm hábitos parecidos com os da Geração Internet. “... a Geração X considera o rádio, a tevê, o cinema e a internet como mídias não especializadas, disponíveis para que todos acumulem informações e apresentem seu ponto de vista.” (TAPSCOTT, 2010, p. 26).

Tapscott, apresenta dados demográficos fundamentais, situando as gerações da seguinte forma:
Geração Baby Boom (1946-1964): forte economia pós-guerra, famílias confiantes, muitos filhos. Esperança, otimismo, paz e prosperidade. Ascensão da televisão, onipresença da “telinha”.

A Geração Digital segundo Don Tapscott (2010)
Os jovens de hoje são nativos digitais, uma geração nascida na era da internet.

Para muitos professores o internetês seria quase uma nova linguagem.

Segundo muitos professores, os jovens têm perdido a capacidade de conversar

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