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Memorial do Convento - critica social

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Filipa Rolo

on 21 May 2013

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Transcript of Memorial do Convento - critica social

Memorial do Convento "Memorial do Convento" é uma obra crítica, cheia de ironia e sarcasmo, caricturizando a sociedade portuguesa da época de D. João V.
Nesta obra é também visivel a diferença entre a opulência do Rei e a extrema pobreza do povo. Também o adultério e a corrupção são factores de sátira ao longo da narrativa. É uma obra que ressalta a visão crítica do autor que apresenta as contradições da cidade. A Rainha e o Povo A igreja é fortemente criticada, a construção do convento deve- se a uma promessa real, obececados com a ideia de terem um descendente para o trono, rezam sempre antes da prática sexual para que não morram no acto carnal.
A sátira religiosa é feita ora em tom parodistico ora em tom irónico.
Todos os membros do clero, excepto o padre Bartolomeu de Gusmão, merecem um olhar mordaz por parte do narrador, pois estes esquecem os votos que fizeram ao entregarem -se aos prazeres carnais.
Também as freiras são alvo de críticas pois era com estas que D. João se divertia. Crítica Social Ao povo porque sedento de crueldade, oscila nas suas preferências entre o auto -de- fé e as touradas.
O povo atrasado, caracterizado por uma grande e indesmentivel religiosidade, participa com o mesmo entusiasmo nos autos - de - fé e em romarias, só para a rainha dar um herdeiro.
E, perante a imbecilidade generalizada, a Igreja vê crescer o seu poder, a imensa influência que exerce na vida da nação e dos seus destinos. Assim, manieta o povo e o próprio poder real, pois todos se empenham em celebrar o fausto dos representantes clericais.
A ironia é manifesta! Sobretudo, se atendermos ao protocolo que está associado a todos os actos públicos – em tudo oposto ao exemplo e aos ensinamentos de Jesus Cristo. A igreja é também alvo de críticas pois esta compactua com todo o tipo de desigualdades, esta coloca acima de tudo os seus próprios interesses. Esta ignora a fome, a miséria e a forma de como os portugueses são tratados, mostrando assim o seu poder. Igreja O ponto alto da sátira politico -religiosa, o julgamento do tribunal da inquisição, constitui ocasião e motivo para uma ácida critica á rainha e ao povo.
Á rainha porque apesar do luto por seu irmão José, Imperador da Áustria, e apesar do seu estado, esta não deixa de ir a tal cerimónia.
Os autos - de- fé são críticados pois aqui demonstra -se o poder da igreja sobre o povo, pois embriaga o povo criando a noção de um Deus omnipresente, nada benovelente ou pacifico, mas sim castigador.
O povo vive de tal forma embriagado com os dogmas da Igreja, assustado com atitudes ou pensamentos que possam significar o julgamento ou o castigo em autos-de-fé, encarados também como diversão, tal como as touradas.Com esta consciência, a Igreja sabe tirar partido da sua posição de superioridade e da influência que exerce, funcionando simultaneamente como entretenimento e tribunal, alertando os mortais para os perigos que correm caso não respeitem os mandamentos da santa Igreja. Estes violam os votos que fizeram enganando o povo com a intenção de o manter ignorante e mais facilmente manipulável. Os Senhores Conhecedores das grandes dificuldades em recrutar homens para a construção do convento de Mafra e das duras condições de trabalho a que são obrigados todos os trabalhadores, ignorando todos esses aspectos, na mira de mais um templo, de um bom negócio. E hipócritamente insiste que toda essa obra, devoradora de vidas e bens, é uma obra santa, pelo que todos nela devem participar.
Estes são fúteis e imbecis têm a seu cargo zelar pelo bem-estar do povo e gerir os recursos da nação. (D. João V, D. Francisco, D. Nuno da Cunha). invés disso só o exploram e maltrata.

Trabalho Realizado por:
Ângela Anjos
Francisco Foitinho
Filipa Rolo 12ºD1
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