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PIC Armas e Influência

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by

Rafael Ávila

on 4 April 2011

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Transcript of PIC Armas e Influência

Política Internacional Armas e Influência, capítulos 1 e 2
Schelling 1966 Prof. Rafael Ávila
Capítulo 1. A Diplomacia da Violência Distinção entre diplomacia e força não é somente quanto aos instrumentos [palavras versus munições], mas na relação entre adversários – na interação dos motivos e no papel da comunicação, entendimentos, compromissos e constrangimentos Diplomacia é barganha; busca resultados que, se não ideal para cada parte, é melhor para ambos do que algumas alternativas Na diplomacia cada um controla parte do que o outro quer e pode conseguir mais por compromissos, trocas, ou colaborações mais do que tomando e ignorando o desejo do outro Barganha pode ser polida ou rude, envolver ameaças e ofertas, assumir dado status quo ou ignorá-lo, envolver confiança ou desconfiança. É fato, porém, que deve haver um interesse comum Com força militar suficiente um país pode não necessitar da barganha O Poder de Ferir é um dos atributos mais impressivos da força militar e raramente está preocupado com os interesses dos outros. Para ser coercitivo, a violência precisa ser antecipada Há diferença entre tomar o que se quer e fazer alguém dar a você É a diferença entre defesa e deterrência, entre força bruta e intimidação, entre conquista e ameaça, entre ações e ameaças É a diferença entre o recurso à força unilateral, não diplomático e a diplomacia coercitiva baseada no poder de ferir. O recurso puramente militar da ação forçada está preocupada mais com a força do adversário que com os interesses A vontade de ferir, a credibilidade da ameaça e a habilidade de explorar o poder de ferir, dependem do quanto o adversário pode ferir em contrapartida Enquanto a força bruta vence quando usada, o poder de ferir é mais bem sucedido quando mantido em reserva Não basta evidenciar a ameaça, é preciso mostrar as alternativas Coerção por ameaça de dano também requer que os nossos interesses e do oponente não sejam absolutamente antagônicos Coerção requer encontrar uma barganha, mostrar que é melhor fazer o que queremos ao invés de não fazer enquanto ele leva em consideração a penalidade A guerra parece ser mais do que um teste de força, teste de resistência, nervo, obstinação e dor Força bruta existe somente quando não há colaboração, e a violência é mais bem sucedida quando é ameaça e não quando é usada Violência pura, violência não militar parece mais auspiciosa na relação entre países não iguais, onde não há nenhum desafio substancial e o resultado do engajamento militar não é a questão Se o inimigo não é forte o suficiente para se opor, ou não quer engajar, não é necessário atingir a vitória como um pré-requisito Ação militar era visto como uma alternativa à barganha, não um processo de barganha e a questão não se assenta no fato dos países civilizados serem avessos a machucarem pessoas e preferirem guerras “puramente militares” Contra povos sem defesa não há nada mais que uma arma nuclear possa fazer que não possa ser feito com um picador de gelo Armas nucleares fazem isso mais rápido e isso faz diferença. Com armas nucleares disponíveis, o constrangimento/restrição a violência não pode esperar o resultado do desafio entre forças militares; o constrangimento/restrição, para ocorrer afinal de contas, deve acontecer durante a guerra propriamente dita Existe uma diferença entre armas nucleares e baionetas. Esta diferença não está no número de pessoas que elas podem eventualmente matar, mas na velocidade com que isso pode acontecer, na centralização da decisão, no divórcio da guerra do processo político, e nos programas de computador que ameaçam retirar a guerra das mãos dos humanos quando ela começa O Poder de Ferir pode ser trazido à tona somente após a força militar ter alcançado a vitória As armas nucleares podem tornar possível trazer uma violência monstruosa ao inimigo sem atingir primeiro a vitória. Com as armas nucleares e os meios de entrega é possível penetrar no território do inimigo sem primeiro colapsar sua força militar Armas nucleares ameaçam transformar a guerra em algo menos militar. Ao invés de destruir as forças inimigas como prelúdio para impor sua vontade sobre a nação inimiga, destrói-se a nação como meio ou um prelúdio para destruir as forças do inimigo As armas nucleares podem mudar a velocidade dos eventos, o controle dos eventos, a sequência dos eventos, a relação entre vitorioso e derrotado, e a relação entre território nacional e frente de combate Deterrência se assenta, atualmente, na ameaça de dor e destruição, não somente na ameaça de derrota militar. No presente, não combatentes parecem ser não somente alvos deliberados, mas alvos primários Estágios da guerra e a relação entre força e a população: 1) na qual as pessoas podiam ser feridas por combatentes sem consideração; 2) na qual as pessoas se preocupam com o resultado. A nação é mobilizada. A guerra é um esforço nacional 3) Se dor e dano podem ser infligidos durante a guerra, eles não precisam esperar pela negociação de rendição que sucede a decisão militar Guerra e a ameaça de guerra devem ser vistas como técnicas de influência, não de destruição; de coerção e deterrência, não de conquista e defesa; de barganha e intimidação Estratégia “militar” se torna diplomacia da violência Capítulo 2. A Arte do Comprometimento É tradição no planejamento militar ater-se às capacidades do inimigo, não suas intenções. Mas deterrência é sobre intenções – não somente estimando as intenções do inimigo, mas influenciando-as Lutar fora é um ato militar, mas persuadir inimigos e aliados que irá lutar fora, sob circunstâncias de grande custo e risco, requer mais do que capacidade militar. Requer projetar intenções. Requer ter estas intenções, mesmo deliberadamente adquiri-las, e comunicar persuasivamente de modo a fazer outros países se comportarem. Quanto ao processo de comunicação, se ele não puder te ouvir ou não puder entendê-lo, ou não se controlar, a ameaça não produz efeito Ímpeto, irracionalidade, não são somente sem substância, truques (displays) podem ser efetivos. Da mesma forma que é difícil para um governo parecer irracional quando isso é expediente também é difícil para um governo garantir sua moderação em qualquer circunstância. O que é necessário fazer é se colocar numa posição onde não se pode falhar em reagir da forma que dissemos ou que seremos obrigados a sofrer um custo se não reagirmos da maneira que declaramos que íamos Ou seja, uma posição onde não mais temos muita possibilidade de escolha A Doutrina da Última Chance Clara reconhece que, em eventos que levam ao acidente, há sempre um ponto no qual qualquer uma das partes podem impedir a colisão, um ponto em que nenhum pode impedir a colisão e um período entre em que uma parte pode controlar os eventos e a o outro não tem como retornar ou parar Aquele que tem a última chance clara para impedir a colisão é considerável responsável Aumentar a credibilidade pode ocorrer quando o ator se coloca numa situação em que não pode retroceder ou quando se incorre no envolvimento político tal que envolve elementos como honra, obrigação, reputação à resposta – comunicar uma intenção e enaltecer a obrigação no processo. Nada diz que os compromissos precisam ser necessariamente explícitos A política não é uma decisão pré-fabricada, ela é uma ampla gama de motivos e constrangimentos que fazem as ações do governo de certa forma serem previsíveis Agrega-se aqui o fato de sair de um compromisso é algo extremamente custoso ainda que possa ser facilitado, de certa forma, pela cooperação do oponente Problemas na comunicação podem se dar tanto por parte do ouvinte quanto do falante e isso pode afetar a dinâmica dos comprometimentos. os comprometimentos são, às vezes, ambíguos. Essa ambiguidade pode ser proposital Compelir um inimigo significa levá-lo a agir por meio da ameaça do uso de força por sua parte; Deter significa prevenir uma ação ou interrompê-la pelo medo das consequências Deterrência envolve anunciar e esperar; tudo dependerá a partir de então da reação do oponente. Os atos intrusivos, hostis e provocativos são aqueles que precisam ser detidos; compelência geralmente envolve iniciar uma ação e cessa somente se o oponente responder Deterrência costuma ser indefinida no seu timing. Esperar se torna o propósito, esperar para sempre é a situação preferível.

Compelência tem que ser definitiva, tem que ter um prazo final. Se não tiver prazo final isso é só uma postura ou uma cerimônia sem consequências.
Compelência para ser efetiva não pode esperar para sempre. Precisa ser colocado em ação para ser crível e então a vítima precisa responder. Pouco tempo leva a impossibilidade da aceitação; muito tempo gera uma situação em que ela se torna desnecessária Qualquer ameaça requer garantias correspondentes; o objeto da ameaça é dar a alguém uma chance. “Mais um passo e atiro” complementado “se você parar eu não atiro”. As garantias são mais claras na deterrência que na ação compelente Deterrência, se totalmente bem sucedida, permite concentrar na iniciação dos eventos – o que acontece depois que ele se comportar mal.

Compelência, para ser bem sucedida, envolve uma ação que deve levar a um fechamento de sucesso. O pagamento da dívida (payoff) vem ao final. Defesa forçada e ação defensiva, ambos para deter, são coisas diferentes. Se o objeto é puramente resistir de forma que o inimigo não possa ser bem sucedido mesmo que tente chama-se isso de defesa pura; se o objeto é induzi-lo a não prosseguir por medo dos custos, isso é defesa coercitiva ou defesa “deterrente” Compelência é mais como a “ofensiva”. Ofensiva forçada é pegar algo, ocupar um lugar ou desarmar o inimigo por uma ação direta que o inimigo não pode bloquear; a ameaça compelente envolve uma ação afirmativa, incluindo o exercício de autoridade sobre um inimigo de modo a trazer os resultados desejados. Coerção pode ser direcionada a homens ou a governos. Este último requer não uma mudança na mente de quem está no governo, mas sim uma mudança no complexo governamental, na autoridade, prestígio, poder de barganha de indivíduos, facções ou partidos, algumas mudanças nas lideranças do executivo e do legislativo Brinkmanship (manipulação do risco compartilhado de guerra) é a lógica da criação do risco, compartilhado por ambos, cada qual competindo. O risco é intencional, mas não o desastre. É mais um teste de nervos que de força. Existem degraus de risco, além é claro da variável incerteza no jogo Incertezas, má interpretações, processo comunicativo errado – a essência da crise é sua imprevisibilidade. Crise envolve o fato de que nenhum dos dois lados tem total controle das situações As armas nucleares aumentam o risco de uma guerra limitada gerar uma guerra generalizada.

1. Armas nucleares não podem ser avaliadas em função de seu uso no campo de batalha, elas envolvem muitas coisas. A administração do risco se torna uma parte importante da política.

2. com armas nucleares a guerra não segue seu curso normal.

3. podem ser barreiras para a ação.

4. envolvem controle centralizado.

5. uso de armas nucleares são um sinal do aumento do risco de uma guerra geral e isso deve refletir nos planos de uma país (sucesso no uso das armas não é medido pelos alvos destruídos mas como se administra o nível de risco).

6. É preciso estar preparado para a contraproposta.
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