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PLE II 2013.1 - Aula 2: Elementos centrais do texto argumentativo

2013.1
by

José Romerito Silva

on 14 February 2013

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Transcript of PLE II 2013.1 - Aula 2: Elementos centrais do texto argumentativo

Iniciando nossa conversa... Na primeira aula de PLE-II, vimos a importância de saber argumentar para atender às múltiplas demandas sociais que se nos apresentam cotidianamente.

Vimos também a diferença entre argumentar para convencer, para persuadir e para coagir. Isso significa que, ao argumentarmos, assumimos uma tendência que pode levar ao convencimento, à persuasão ou à coerção. É necessário estarmos atentos a essas diferenças. Estrutura básica
do texto argumentativo ARGUMENTOS CONCLUSÃO TESE ARGUMENTOS...

...são elementos que sustentam um ponto de vista e remetem a uma provável conclusão. CONTRA-ARGUMENTOS...

...são os argumentos contrários à tese que se está defendendo.
É importante prevê-los e apresentá-los para que possam ser confrontados mediante refutação e, assim, evidenciar-se sua fragilidade. CONCLUSÃO...

... encerra a argumentação, ratificando o que foi afirmado na tese.
Pode também sintetizar as ideias estabelecidas no desenvolvimento e/ou propor algumas alternativas/soluções para o objeto em análise. Estabelecidas as diferenças entre convencer, persuadir e coagir e estudados os elementos centrais do texto argumentativo, concentremo-nos na qualidade da argumentação.

De fato, há textos mais bem argumentados do que outros, posto que alicerçam a opinião defendida em elementos argumentativos fortes. Outros são mais apelativos (persuasivos), por isso menos convincentes.

Partindo desse pressuposto, avaliemos os dois textos a seguir. Após a leitura dos textos 1 e 2 (“Por que é importante parar de fumar?” e “Respeito ao fumante”), respondam:
* qual dos dois textos corresponde ao de melhor qualidade argumentativa;
* justifiquem a escolha realizada, escrevendo um parágrafo avaliativo com pelo menos dois argumentos que confirmem a opção feita. TEXTO I
Por que é importante parar de fumar?

A resposta pode parecer óbvia: evitar os danos provocados pelo cigarro à saúde. No entanto, muitos fumantes, principalmente os mais jovens, apesar de saberem disso, não desejam parar de fumar, alegando que têm uma vida ativa e que o cigarro não interfere em nada.

Essa alegação surge em decorrência de o indivíduo só perceber os sintomas das doenças provocadas pelo cigarro após anos de exposição ao fumo. É por isso que algumas pessoas afirmam que “fumar é uma forma de se suicidar aos poucos”. Ao ouvirem isso, há sempre os engraçadinhos que dizem: “E quem tem pressa? Prefiro fumar”. Não há lógica alguma nessa piada de mau gosto. As pessoas devem se esforçar para viver bem e com saúde.

O ideal mesmo é nem começar a fumar para não prejudicar o organismo. Porém, aos que já são viciados em cigarro, um aviso: os benefícios obtidos ao abandonar o tabagismo são muitos e começam a surgir desde o primeiro dia sem cigarro. Vejamos alguns: redução das chances de se desenvolver câncer; redução das chances de se ter doenças do coração e respiratórias; aumento da expectativa de vida (as chances de um fumante viver até os 73 anos são de 42%, contra 78% dos não fumantes); melhora do desempenho físico e sexual; melhora do paladar; melhora do olfato; melhora do hálito; economia por não gastar comprando cigarros; bom exemplo para as crianças.

É muito importante deixar de fumar. Nunca é tarde para deixar de fumar. Não importa por quanto tempo você alimentou esse vício. Com a ajuda de Deus e o seu esforço, você consegue parar. Isso vai ser bom para você, para sua família, para o Planeta. Pare de fumar agora!

Artigo de opinião adaptado de orientações oferecidas em
<http://comoparardefumarparasempre.blogspot.com/2009/08/por-que-e-importante-parar-de-fumar.html.>. Acesso em 15 de julho de 2011. TEXTO II

Respeito ao fumante

Fumar não é uma atividade ilícita no Brasil. Fumantes não são contraventores. É necessário respeitar o direito de o cidadão ser (ou não) fumante. Nesse sentido, restringir os locais onde se possa fumar significa respeitar o fumante e o não-fumante. Porém, obrigar as empresas tabagistas a comercializarem maços de cigarro com imagens de advertência extremamente apelativas é um erro.

Essa compreensão fundamenta uma ação civil que o Ministério Público Federal em Santa Catarina (MPF-SC) impetrou contra a União e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Nessa ação, o procurador da República em Blumenau João Marques Brandão Neto alega que algumas gravuras expostas nos maços de cigarros agridem o fundamento constitucional da dignidade da pessoa humana.

Isso porque elas exibem cenas chocantes, tais como uma pessoa hospitalizada com câncer no pulmão e outra pessoa sofrendo infarto, ambas em decorrência do tabagismo. "Ao entrar em qualquer lanchonete, loja de conveniência, restaurante ou bar, os cidadãos são aterrorizadas pela foto de um cadáver com o crânio rachado ou de um feto morto dentro de um cinzeiro", argumenta o procurador.

Se, por um lado, não há qualquer comprovação científica de que imagens desse tipo possam estimular as pessoas a pararem de fumar ou a diminuírem o consumo de cigarros; por outro, o uso do cigarro, no Brasil, não é proibido. Como ninguém é obrigado a deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei, respeitando-se os princípios da legalidade e da liberdade, não deve o Poder Público encarar o ato de fumar como atividade ilícita nem os fumantes como se fossem cidadãos inferiores.

É possível que as consequências da ingestão de bebidas alcoólicas sejam até piores do que o tabagismo. Contudo, a Anvisa não cumpre a determinação constitucional que manda alertar quanto aos riscos desse consumo. Como se vê, são dois pesos e duas medidas: rigor com os fumantes, permissividade com os que usam bebidas alcoólicas. Deve-se ter respeito ao fumante.

Artigo de opinião adaptado de notícia divulgada em
<http://www.dci.com.br/Ministerio-Publico-entra-com-acao-que-proibe-imagem-agressiva-em-cigarros-3-241124.html>. Acesso 15/julho/ 2011. Tema: relação entre consumo e poluição.

Argumento por confrontação:
países desenvolvidos x demais países.

Argumento de causa e consequência:
proporção entre nível de consumo e nível de poluição. Tema: tabagismo

Argumento de causa e consequência:
tabagismo resulta em doenças. Vamos, agora, ler o texto “Tecnologia: Boa ou Maligna?”, artigo de opinião produzido por um graduando do BCT em 2011.1.
Em seguida, identificaremos os seguintes elementos, típicos do texto argumentativo:
1. tema;
2. recorte temático;
3. polêmica levantada no texto;
4. tese defendida pelo autor;
5. argumentos que alicerçam o ponto de vista defendido;
6. contra-argumento(s) em relação ao que o autor defende, se houver. Qual o tema do texto?

Qual o recorte temático realizado pelo autor?

Qual a polêmica levantada no texto lido?

Qual a tese defendida pelo autor?

Que argumentos alicerçam o ponto de vista defendido?

Há algum contra-argumento em relação ao que o autor defende? Tecnologia: Boa ou Maligna?

Todos os dias o mercado recebe novas envenções e produtos que tem como objetivo melhorar a vida da população. Nunca se falou tanto em conforto e em inovação como no século XXI.
A tecnologia parece estar ganhando vida própria, mas ainda são os homens que a produzem e controlam. Pelo menos é assim que deve ser. Estamos tão dependentes da tecnologia que fica cada dia mais difícil tirá-la das nossas vidas. A população, de uma forma geral, depende dos meios de transporte, da internete, televisão e outras tecnologias que facilitam a vida de várias maneiras.
O homem demorou a perceber outro fator importante: a natureza está sofrendo. Para produzir mais e mais inovações, é a natureza quem sofre: desmatamento, desvio de rios, extração de madeira e liberação de gases tóxicos. A ganância do homem é a causadora dos problemas ambientais, não apenas a tecnologia.
Prova disso são tambem as famigeradas armas Químicas e o poder bélico militar de países ricos. O investimento em armas é tão grande que ultrapassa investimentos na educação e energia limpa.
O mundo sofre pelo nosso conforto, mas isso não precisa ser assim. Produção e consumo consciente são duas das varias maneiras de poder evoluir tecnologicamente de forma correta. A tecnologia nos ajuda, alguns homens é que não sabem utilizá-la. Expectativa de respostas Conforme vimos, o artigo de opinião produzido pelo graduando do BCT contém uma argumentação plausível; porém, apresenta alguns problemas linguísticos. Vejamos, a seguir, uma proposta de reescrita. Todos os dias o mercado recebe novas envenções e produtos que tem como objetivo melhorar a vida da população. Nunca se falou tanto em conforto e em inovação como no século XXI.

Todos os dias, o mercado recebe novas INVENÇÕES e produtos que TÊM como objetivo melhorar a vida da população. Nunca se falou tanto em conforto e em inovação como no século XXI. A tecnologia parece estar ganhando vida própria, mas ainda são os homens que a produzem e controlam. Pelo menos é assim que deve ser. Estamos tão dependentes da tecnologia que fica cada dia mais difícil tirá-la das nossas vidas. A população, de uma forma geral, depende dos meios de transporte, da internete, televisão e outras tecnologias que facilitam a vida de várias maneiras.

A tecnologia parece estar ganhando vida própria, mas ainda são os homens que a produzem e A controlam. Pelo menos é assim que deve ser. Estamos tão dependentes da tecnologia que fica cada dia mais difícil tirá-la DE nossas vidas. A população, de uma forma geral, depende dos meios de transporte, da INTERNET, DA televisão e DE outras tecnologias que facilitam a vida de várias maneiras. O homem demorou a perceber outro fator importante: a natureza está sofrendo. Para produzir mais e mais inovações, é a natureza quem sofre: desmatamento, desvio de rios, extração de madeira e liberação de gases tóxicos. A ganância do homem é a causadora dos problemas ambientais, não apenas a tecnologia.


NO ENTANTO, o homem demorou a perceber outro fator importante: a natureza está sofrendo. Exemplos disso são: desmatamento, desvio de rios, extração de madeira e liberação de gases tóxicos. O mundo sofre pelo nosso conforto, mas isso não precisa ser assim. Produção e consumo consciente são duas das varias maneiras de poder evoluir tecnologicamente de forma correta. A tecnologia nos ajuda, alguns homens é que não sabem utilizá-la.

O PLANETA sofre AS CONSEQUÊNCIAS DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS, mas isso não precisa ser assim. Produção e consumo CONSCIENTES são duas maneiras de evoluir tecnologicamente de forma correta. A tecnologia nos ajuda; alguns homens é que não sabem utilizá-la. Dando continuidade aos estudos sobre argumentação, no encontro de hoje, focaremos nossa atenção nos elementos centrais envolvidos nos gêneros de caráter argumentativo: tema, recorte temático, problema/polêmica, tese e argumentos, incluindo a contra-argumentação. TESE
Ponto de vista que se pretende defender.
A tese é sempre uma declaração (afirmativa ou negativa), que pode vir no texto explícita ou implicitamente.
No caso de ser implícita, o leitor/ouvinte tem de depreendê-la a partir dos argumentos apresentados.

Para argumentar com competência e convencer os interlocutores, é preciso definir qual é a tese a ser defendida. DIMENSÃO MACROESTRUTURAL (70% da nota)
01 – O escrevente demonstra compreender o tema sobre o qual escreveu?
02 – Está claro qual é o posicionamento que ele defende?
03 – O posicionamento adotado está coerente ao longo do texto?
04 – Há argumentos convincentes que sustentem a tese?
05 – O texto apresenta título coerente com a argumentação desenvolvida?
06 – As ideias centrais do texto são claras?
07 – Há coerência entre os parágrafos ou períodos?
08 – A produção apresenta conclusão que ratifica a opinião defendida?

DIMENSÃO MICROESTRUTURAL (30% da nota): pontuação, ortografia, concordâncias, regências, paragrafação e legibilidade Expectativa de resposta

O texto que apresenta argumentos mais convincentes é o de número dois. O autor defende a tese de que é necessário respeitar o direito de o cidadão ser (ou não) fumante, visto que fumar não é uma contravenção.
Para tanto, ele utiliza inicialmente argumentos de relação semântica (causa e consequência) e de autoridade (Procurador João Marques Brandão Neto).
Em seguida, o autor refuta o contra-argumento da Anvisa - uso de imagens fortes visam à diminuição do consumo (ou ao não consumo) de cigarro -, argumentando não haver comprovação científica sobre a eficácia desse recurso apelativo.
Por fim, ele confronta o rigor que se tem contra o tabagismo com a permissividade quanto ao alcoolismo, vício que, segundo o autor, pode causar consequências muito piores. Expectativa de resposta

O texto 1 apresenta uma argumentação frágil e, portanto, facilmente refutável. Se, por um lado, os dados estatísticos não estão vinculados a uma fonte (não sabemos de onde o autor traz esses dados quantitativos), por outro, o uso de imperativos (Pare de fumar agora!) e o recurso à crença pessoal (Deus) enfraquecem o poder de convencimento. Nesse sentido, o texto 1 tem caráter mais persuasivo; logo, menos convincente. Universidade Federal do Rio Grande do Norte
Escola de Ciências e Tecnologia
Práticas de Leitura e Escrita - II (ECT 1205)

Professores
Ada Lima, Edna Rangel de Sá,
Glícia Azevedo Tinoco e José Romerito Silva

14 de fevereiro de 2013 Conforme já debatemos, a argumentação pressupõe a existência de uma questão polêmica e a defesa de um ponto de vista acerca de tal questão. Nesse sentido, argumentar consiste em apresentar razões que sustentem a opinião assumida.

Essas razões devem ser revestidas de plausibilidade e crédito, ou seja, devem basear-se em princípios racionais e éticos, a fim de que sejam convincentes e alcancem o objetivo almejado pelo enunciador: convencer o interlocutor. A renúncia do Papa Bento XVI já era esperada. Ele sofre de artrose, tem sérios problemas cardíacos e, recentemente, teve um AVC que trouxe sequelas para o olho esquerdo. Esse estado não é compatível com as funções que o dirigente máximo da Igreja Católica precisa desempenhar.

Leonardo Boff (Teólogo da libertação e professor universitário) O Papa Bento XVI não renunciou por problemas de saúde. Possivelmente, a renúncia do Papa está relacionada com a pressão sobre ele por parte dos cardeais, entre os quais ele não goza de popularidade. Ser sucessor de João Paulo II, um dos homens mais prestigiados, amados e respeitados no Planeta, não é tarefa simples.

Yuri Tabak (Especialista russo no campo das religiões) O Papa Bento XVI não renunciou por razões de saúde. Já estava tudo escrito. Depois de João Paulo II, só haverá dois papas. Bento XVI sai em 28 de fevereiro de 2013. O próximo papa será o último, e o papado dele acabará em 14 anos devido ao fim do vaticano. Desde 2009, eu já previa esses acontecimentos...

Alex Morgan (Pontificia Università Gregoriana) O Papa Bento XVI renunciou e não é necessário que essa renúncia seja aceita por ninguém. No Código de Direito Canônico, precisamente o artigo 332.2 estabelece que o Papa pode renunciar, mas precisa fazê-lo por livre e espontânea vontade. Segundo o código, tendo renunciado, o papa não pode mais voltar atrás.

<http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/02> Tendência argumentativa: convencimento. Tendência argumentativa: persuasão. Observadas as diferenças entre
argumentação convincente,
argumentação persuasiva e
argumentação coercitiva,
dedicaremos a aula de hoje ao estudo dos elementos centrais do texto argumentativo. Antes mesmo de vermos que elementos são esses, vamos analisar alguns textos. TEMA RECORTE TEMÁTICO POLÊMICA/
PROBLEMA CONTRA-ARGUMENTOS TEMA: assunto geral. RECORTE TEMÁTICO: dentro do assunto geral, o recorte é o viés que o autor escolhe para abordar em determinado texto. Qual o tema do texto?
O tema do artigo lido é "tecnologia". Qual o recorte temático realizado pelo autor?
O recorte temático escolhido pelo autor foi "benefícios e malefícios do uso da tecnologia". Qual a polêmica levantada no texto lido?
A polêmica do texto gira em torno da indagação "tecnologia é boa ou má?". Qual a tese defendida pelo autor?
O autor defende a tese de que a tecnologia, em si, é benéfica. O mau uso dela por parte do homem é que pode torná-la nociva. Que argumentos alicerçam o ponto de vista defendido?
O ponto de vista defendido pelo autor do artigo de opinião está alicerçado em duas linhas argumentativas. A primeira exemplifica recursos tecnológicos benéficos à vida humana. A segunda trata dos danos ao meio ambiente causados pela ganância do homem e do uso da tecnologia para a produção de armas químicas. Há algum contra-argumento em relação ao que o autor defende?
Não há contra-argumentos no texto, embora o uso dessa estratégia pudesse enriquecer a argumentação. Tecnologia: Boa ou Maligna?

Tecnologia: boa ou maligna? Independente da opinião pessoal e/ou do grupo sobre o tema em foco, qual dos dois textos apresenta argumentos mais convincentes?

Para ajudá-lo(s) a avaliar os textos e a selecionar o melhor, disponibilizamos um quadro de avaliação. Recorte temático:
relação entre consumo e poluição entre os países do mundo. Recorte temático: tabagismo passivo. Até a próxima aula.
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