Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

DROGAS PERTURBADORAS

No description
by

Renato Somaruga Risi

on 3 June 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of DROGAS PERTURBADORAS

Canabinóides, Alucinógenos, LSD e Ecstasy...
Debora Jaqueline Andrade
Elidia e. Da rocha Dopp
Marlene Ortiz Marinho
Mayara de o. Mantovaneli
Miriam Raquel de Sousa
Marcos Antônio Ferrarezi
Renato Somaruga Risi
Vanderleia Querino Lop
Vandiane Santos Gomes


Alunos:
TRATAMENTOS:
 Terapia Comportamental;
 Terapia Comportamental Cognitiva;
 Terapia Motivacional;
 Intervenções Farmacológicas;
 Terapia dos 12 Passos;
 Abordagem da Comunidade Terapêutica;
 Terapia da Família Comportamental – Cognitiva;

A família precisa ser tratada conjuntamente com o dependente químico:

 Modelo da Doença Familiar;
 Terapia Familiar Comportamental – Cognitivo;
 Terapias Integrativas.

Antes de se aplicar um diagnostico de dependência química, o médico precisa fazer uma diferenciação, observando se o sujeito está ou não viciado na substancia fisicamente. Sendo que no quadro de uma dependência física, o sujeito apresenta sintomas de abstinência quando não está fazendo o uso regulamente da substancia, apresentando comportamentos compulsivos em relação ao uso, (EDWARDS, 1999).

Edwards (1999) discorre que os critérios da síndrome de dependência química apresentam níveis de gravidade diferenciados para cada caso, por este motivo se recomenda a importância de um especialista no assunto para a realização de tal diagnostico. Sendo que a organização mundial de saúde classifica os tipos de usuários de drogas como:
Experimentador ou eventual
Usuários recreativos ou ocasional
Usuários crônicos
Usuários habitual ou funcional
Usuários de abuso
Usuários dependente ou disfuncional

Compreender a complexidade de um determinado quadro de dependência, é personalizar o diagnostico, possibilitando subsídios para um melhor planejamento da abordagem terapêutica, sendo que a gravidade deste caso pode ser compreendida a partir das repercussões que o uso da droga provoca nas diversas esferas de vida do individuo, (EDWARDS, 1999).
CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICO



Um padrão de uso disfuncional de uma substância, levando a um comprometimento ou desconforto clinicamente significativo, manifestado por três (ou mais) dos seguintes sintomas, o correndo durante qualquer tempo, num período de 12 meses:

1. Tolerância, definida por um dos seguintes critérios:
a) Necessidade de quantidades nitidamente aumentadas de substâncias para atingir intoxicação ou o efeito desejado.
b) Efeito nitidamente diminuído com o uso contínuo da mesma quantidade da substância.
2. Abstinência, manifestada por um dos seguintes critérios:
a) Síndrome de abstinência característica da substância.
b) A mesma substância (ou outra bastante parecida) é usada para aliviar ou evitar sintomas de abstinência.
3. A substância é frequentemente usada em grandes quantidades, ou por período maior do que o intencionado.
4. Um desejo persistente ou esforço sem sucesso de diminuir ou controlar a ingestão da substância.
5. Grandes períodos de tempo utilizados em atividades necessárias para obter a substância, usá-la ou recuperar-se de seus efeitos
6. Reduzir ou abandonar atividades sociais, recreacionais ou ocupacionais por causa do uso da substância.
7. Uso continuado da substância, apesar do conhecimento de ter um problema físico ou psicológico persistente ou recorrente que tenha sido causado ou exacerbado pela substância.



O diagnóstico de dependência deve ser feito se três ou mais dos seguintes critérios são experienciados ou manifestados durante o ano anterior:

1. Um desejo forte ou senso de compulsão para consumir a substância.
2. Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de início, término ou níveis de consumo.
3. Estado de abstinência fisiológica, quando o uso da substância cessou ou foi reduzido, como evidenciado por: síndrome de abstinência característica para a substância, ou o uso da mesma substância (ou de uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou evitar os sintomas de abstinência.
4. Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses baixas.
5. Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor do uso da substância psicoativa: aumento da quantidade de tempo necessária para obter ou tomar a substância ou recuperar-se de seus efeitos.
6. Persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de conseqüências manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas alcoólicas, estados de humor depressivos consequentes a períodos de consumo excessivo da substância, ou comprometimento do funcionamento cognitivo relacionado com a droga: deve-se procurar determinar se o usuário estava realmente consciente da natureza e extensão do dano.

CRITÉRIOS DO DSM-IV PARA DEPENDENCIA DE SUBSTÂNCIAS
CRITÉRIOS DA CID-10 PARA DEPENDÊNCIA DE SUBSTÂNCIAS
• Em busca de uma nova lógica de atenção ao consumo/dependência de álcool e outras drogas surge o desafio de instaurar em todos os campos da saúde pública uma atitude que, ao mesmo tempo, garanta as especialidades acumuladas ao longo do tempo em cada núcleo de saber e, para além disso, consiga fazer atravessar tais saberes uns aos outros, de modo a construir novos olhares, novos dispositivos de intervenção (Ministério da saúde, 2003, p. 9).
• De acordo com o relatório final da III Conferência Nacional de saúde mental é fundamental assegurar que o Ministério da Saúde defina politicas publicas de atenção aos usuários de álcool e outras drogas que deverão ser baseadas no respeito aos direitos humanos, nos princípios e diretrizes do SUS e da Reforma Psiquiátrica. Prioriza que o SUS assuma a responsabilidade pelo atendimento aos usuários de álcool e de drogas e ao mesmo tempo, não reduz a uma problemática exclusiva da saúde.
• Com isso surge a estratégia da abordagem de redução de danos, onde aqui tratar significa aumentar o grau de liberdade, de corresponsabilidade daquele que está se tratando. Além disso, a abordagem se afirma como clinico-política, pois, para além da mudança comportamental, a redução de danos deve se dar como ação no território, intervindo na construção de redes de suporte social, com clara pretensão de criar outros movimentos possíveis na cidade, buscando alcançar em autos graus de autonomia dos usuários e seus familiares.
• E assim o compromisso do SUS é fortalecer seu caráter de rede incitando outras redes de conexões; portanto, insistir que é a rede – de profissionais, de organizações governamentais e não governamentais em interações constantes, cada um com seu núcleo específico de ação, mas apoiando-se mutuamente, alimentando-se enquanto rede – que cria acessos variados, acolhe, encaminha, previne, trata, reconstrói existências, cria efetivas alternativas de combate ao que, no uso de drogas, destrói a vida ( Ministério da saúde, 2003, p.11).


• Considerando a Lei Federal nº 10.216/01 (MS, 2002) que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental, sendo instrumento legal/normativo para a política de atenção a usuários de álcool e outras drogas, a qual também se encontra em sintonia com as propostas e pressupostos da Organização Mundial de saúde e, segundo Delgado (2002), esta lei tem diversos desdobramentos positivos possíveis, se aplicada com eficácia (Ministério da Saúde, 2003, p.25)
IMPLANTAÇÃO DOS CAPS

A Portaria GM/336 de 19 de fevereiro de 2002 (MS, 2002) define normas e diretrizes para a organização de serviços que prestam assistência em saúde mental, tipo “Centros de Atenção Psicossocial - CAPS”- incluindo aqui os voltados para o atendimento aos usuários de álcool e outras drogas os CAPS ad. (Ministério da saúde, 2003, p.25).
• A Portaria SAS/189 de 20 de março de 2002 (MS, 2002) regulamenta a portaria GM/336, criando no âmbito do SUS os “serviços de atenção psicossocial para o desenvolvimento de atividades em saúde mental para pacientes com transtornos decorrentes do uso prejudicial e/ou dependência de álcool e outras drogas” (Ministério da saúde, 2003, p.25).
•  Portaria n° 3.088 de 23 de Dezembro de 2011, institui a Rede de Atenção Psicossocial para pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de saúde (SUS).



• CAPSad e parceiros
• Comunidades terapêuticas
• Clínicas de recuperação
• Vigilância Sanitária
• PSF
VISITAS NO MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA
DROGAS PERTURBADORAS OU ALUCINÓGENAS
Droga, segundo a definição da Organização Mundial de Saúde é qualquer substância não produzida pelo organismo que tem a propriedade de atuar sobre um ou mais de seus sistemas, produzindo alterações em seu funcionamento.
Há diversas formas de classificar as drogas,dentre elas existe uma classificação de interesse didático que um pesquisador francês, denominado Chaloult, classificou em três grandes grupos: que se baseia nas ações aparentes das drogas sobre o Sistema nervoso Central (SNC), conforme as modificações observáveis na atividade mental ou no comportamento da pessoa que utiliza a substância são elas: Drogas Depressoras, Drogas Estimulantes e Drogas Perturbadoras
é o nome
dado no Brasil à
Cannabis
sativa, suas folhas e inflorescências podem ser fumadas ou ingeridas.
Maconha


 CAPS AD (álcool e outras drogas)
INAUGURADO EM 2012
ATENDIMENTO DIÁRIO DE SEGUNDA A SEXTA-FEIRA;
USUÁRIO FAZ BUSCA ESPONTÂNEA DO SERVIÇO, PORÉM TEM USUÁRIOS QUE ESTÃO EM TRATAMENTO POR DETERMINAÇÃO JUDICIALTRIAGEM – QUESTIONÁRIO PRÉ-DETERMINADO PELA EQUIPE;
INFRAESTRUTURA NÃO COMPORTA ATENDIMENTO DE FORMINTENSIVA E SEMI-INTENSIVA;
OFERECEM CAFÉ DA MANHÃ;
ATENDIMENTO COM HORÁRIO MARCADO ESPECIFICO PARA CADA ATIVIDADE E CONSULTA MÉDICA;
ATUALMENTE CONTA COM UMA EQUIPE MULTIPROFISSIONAL:






MUNICÍPIO DE PIRASSUNUNGA
POPULAÇÃO DE 70.138 HABITANTES (CENSO 2010)
1 ENFERMEIRO
2 PSICOLOGOS
1 ESTÁGIÁRIO DE PSICOLOGIA
2 TÉCNICOS DE ENFERMAGEM (1 AFASTADA)
1 MÉDICO NEUROLOGISTA
1 RECEPCIONISTA






ATENDIMENTO


USUÁRIOS DE MACONHA
 USUÁRIOS DE LSD = NÃO TEM INCIDÊNCIA.
 USUÁRIOS DE ECTSASY = NÃO TEM INCIDÊNCIA






HORTA



 GRUPO DE TABAGISMO
 GRUPO DE ORIENTAÇÕES (Leis)
 GRUPO DE ALCOOL;
 GRUPO DE MÚLTIPLAS DROGAS;
 GRUPO COM OS FAMILIÁRES;
ATENDIMENTO INDIVIDUAL;

OFICINAS TERAPEUTICAS

GRUPOS TERAPEUTICOS



 CRAS VILA SANTA FÉ
 CRAS VILA SÃO PEDRO
 PSF – NÃO TEM PARCERIA / AGENTES DE SAÚDE




 BUSCA ATIVA;
 CONSULTÓRIO DE RUA;
 VISITAS DOMICILIARES;



 CASA DA PAZ
 CASA RENASCER
 CLINICA TEMPO DE PAZ
PARCEIROS DO CAPS AD
PROJETOS FUTUROS = PARCERIA CAPS AD E CRAS
COMUNIDADES TERAPEUTICAS
Como efeitos psíquicos agudos do uso da maconha destacam-se: sensação de bem estar, calma e relaxamento, em alguns casos angústia, ansiedade e medo de perder o autocontrole, tremores e sudorese, há uma perturbação na capacidade de calcular o tempo e o espaço além de prejuízo da memória e da atenção, em alguns casos há delírios e alucinações ,
Efeitos psíquicos crônicos: o uso contínuo interfere na capacidade de aprendizado e memorização, e diminuição da motivação, há também efeitos físicos: Hiperemia conjuntiva (os olhos ficam avermelhados); diminuição da produção da saliva (sensação de secura na boca); taquicardia com a frequência de 140 batimentos por minuto ou mais, problemas respiratórios são comuns, uma vez que a fumaça produzida pela maconha é muito irritante, além de conter alto teor de alcatrão (maior que no caso do tabaco) e nele existir uma substância chamada benzopireno, um conhecido agente cancerígeno.
, extraída da mesma planta de onde se extrai a maconha, é uma espécie de resina retirada das folhas da Cannabis sativa e assim sendo, possui uma concentração maior de THC (Tetra-hidro-canabinol), a substância psicoativa da droga, é ilícita e alucinógena. A resina é prensada em pedaços, em pelotas ou tabletes. Observam-se praticamente os mesmos efeitos presenciados quando do consumo de maconha, porém, devido à maior concentração do THC, os efeitos são mais intensos.

(também conhecida como supermaconha e skunk) é uma droga mais potente que a maconha, A diferença é proveniente do cultivo da planta em laboratório. O preparo da Cannabis sativa para obtenção do Skank é feito em estufas com tecnologia hidropônica (plantação em água). Segundo estudos, no Skank há um índice de THC (Tetra-hidro-canabinol) sete vezes maior que na maconha. Ações no organismo: a droga começa a ser absorvida pelo fígado até que o composto THC (Tetra-hidro-canabinol) alcance o cérebro.

HAXIXE
SKANK
Em alguns países a maconha medicinal é
legal, os médicos recomendam marijuana
para muitas condições e doenças,
frequentemente para aquelas que são crônicas.
Entre elas estão náusea (especialmente as resultantes da quimioterapia), perda de apetite, dor crônica, ansiedade, artrite, câncer, Aids, glaucoma, esclerose múltipla, insônia, TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção por Hiperatividade), epilepsia, inflamação, enxaquecas e doença de Crohn. A droga também é usada para aliviar dores e melhorar a qualidade de vida de doentes terminais
Diversas plantas possuem propriedades
alucinógenas como, por exemplo, Lírio
branco, trombeteira ou saia branca , alguns
cogumelos, a jurema e outras plantas
eventualmente utilizadas na forma de chás e beberagens
alucinógenas. O Cogumelo Psilocibe mexicano
já era utilizado por antigas civilizações (Maias
e Astecas) há pelo menos 3.000 anos, em
cerimônias religiosas.
Chapéu-de-sol-do-diabo conhecido
no Brasil como orelha-de-pau seus
efeitos provocam alucinações
variadas, às vezes, o usuário tem reações
psíquicas agradáveis, em outros casos, provoca fenômenos mentais desagradáveis, como sensações de deformação no próprio corpo, também ocorrem enjoos, diarreias e vômitos, pode causar intoxicação de consequências fatais, decorrentes de insuficiência renal e hepática.
O (dietilamida do ácido lisérgico) e o
(Também chamado de droga do amor, o ecstasy é uma droga psicoativa) também fazem parte deste grupo de drogas alucinógenas; com propriedades que provocam uma série de distorções do funcionamento normal do cérebro.

O LSD é uma substância sintética,
produzida em laboratório
LSD
Ecstasy
Efeitos no organismo: dilatação das pupilas,
sudorese, aumento da frequência cardíaca,
aumento de temperatura, às vezes podem
ocorrer náuseas e vômitos, distorções
perceptivas (cores, formas e contornos
alterados); fusão de sentidos (por exemplo, a impressão de que os sons adquirem forma ou cor); perda da discriminação de tempo e espaço (minutos parecem horas ou metros assemelham-se a quilômetros); alucinações (visuais ou auditivas) podem ser vivenciadas como sensações agradáveis, mas também podem deixar o usuário extremamente amedrontado; estados de exaltação (coexistem com muita ansiedade, angústia e pânico, e são relatados como boas ou más “viagens”), outra repercussão psíquica da ação do LSD sobre o cérebro são os delírios.
Os usuários dessa droga sentem aumento do estado de alerta, maior interesse sexual, sensação de bem-estar, grande capacidade física e mental, euforia e aumento da sociabilização e extroversão.
Após o uso da droga ocorrem alguns efeitos indesejados, como aumento da tensão muscular e da atividade motora, aumento da temperatura corporal, enrijecimento e dores na musculatura dos membros inferiores e coluna lombar, dores de cabeça, náuseas, perda do apetite, visão borrada, boca seca, insônia, grande oscilação da pressão arterial, alucinações, agitação, ansiedade, crise de pânico e episódios breves de psicose. O aumento no estado de alerta pode levar à hiperatividade e à fuga de ideias. Nos dias seguintes ao uso da droga o usuário pode ficar deprimido, com dificuldade de concentração, ansioso e fatigado.
Altera a percepção dos sentidos, principalmente audição, visão e tato, sentimentos de harmonia e empatia em relação aos outros, melhora o humor (sensação de felicidade), efeitos estimulantes (agitação), aumento da temperatura do corpo (pode chegar a 42 graus), retenção de urina (dificuldade de urinar),alteração dos batimentos cardíacos, problemas no fígado.
Para Bordin (2005), a dependência química é um fenômeno bio-psico-social e precisa ser trabalhado por profissionais que procuram compreender adequadamente o que é, como se desenvolve, como se mantém e como interfere na vida cotidiana do indivíduo.

• Compreensão da função da droga, como alívio, mesmo sabendo dos problemas acarretados pelo o uso abusivo.
• Preconceito em relação ao dependente químico entre a sociedade e os profissionais da saúde.
• O desejo de se tratar deve ocorrer do próprio indivíduo e cada paciente pode determinar o tempo que julguem necessário.

O alívio e o prazer que a droga proporciona como motivação da procura.


O PAPEL DO PSICÓLOGO NOS TRATAMENTOS COM DEPENDENTES QUÍMICOS:



• Estabelecer confiança, apoio (olhar mais compreensivo), escuta – fortalecimento
de vínculos. (empatia), postura franca.
• Promover a motivação e encorajamento, terapias em grupo, familiar e
individual
• Técnicas específicas e singulares, na possibilidade de mudanças, remover
barreiras, proporcionar escolhas, orientação, feedback, participar e ajudar
ativamente.
• Desenvolver habilidades para enfrentamento, valorização de seus pequenos
sucessos, a recaída como processo do tratamento, é esperado, não é um fracasso.
• Estabelecer para o paciente o que ele quer como saúde e relação com a droga
(níveis a serem alcançados – objetivos)
• Alternativas de abstinência completa ou a redução de danos.
Funções do Psicólogo no processo terapêutico:


• A importância da terapia em grupo, após a compreensão das intervenções realizadas os usuários “convencem” outros usuários a participarem e aderirem ao tratamento. (Terapia em grupo sendo facilitador no tratamento).
• O tempo com o terapeuta é maior do que com os outros profissionais, e nas trocas de informações com os profissionais da rede auxiliam no tratamento.
• A mudança do comportamento no processo, a redução de danos, a superação, fortalecimento de vínculos afetivos e recuperação. (Resultados)

Pontos positivos no processo terapêutico:



• Trabalho em equipe multidisciplinar, trocas de informações, conhecimentos necessários nas áreas dos profissionais da rede de suporte.
• Adesão do paciente quanto ao tratamento, lidar com o abandono (por isso a empatia, a escuta e o apoio nas primeiras sessões é tão importante) – Evitar fissuras, assim o restabelecimento de vínculos.
• Família para acompanhamento no processo do tratamento, maior esclarecimento, transmissão de informação e apoio (algumas famílias não participam de grupos oferecidos na rede de suporte).
Dificuldades/ Desafios





1 – Que não existe uma única abordagem para o tratamento: todas podem dar bom resultado.
2 – Que ele deve ser acolhedor e não taxativo; enquanto psicólogo na sua relação com o paciente.
3 – Que há um círculo vicioso entre droga e problemas do cotidiano, como bem lembra Saint Exupèry: “Bebo para esquecer que bebo”. No nosso tema: “Uso droga para esquecer que a uso”.
4 – Sobre Políticas Públicas: Desde a 3ª Conferência Nacional de Saúde Mental, tem sido defendida a importância do Ministério da Saúde em garantir políticas públicas para os usuários de álcool e outras drogas, baseadas nos direitos humanos, nos princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde – SUS – e da Reforma Psiquiátrica.


O Ministério da Saúde decidiu pelo apoio integral aos usuários de drogas, reconhecendo a importância do problema.
O Que o Psicólogo Deve Saber
POLÍTICAS PÚBLICAS
Viabilizando as determinações da III Conferencia Nacional de Saúde Mental, no sentido de normatizar a atenção a usuários de álcool e outras drogas, o Ministério da saúde publicou portarias voltadas para a estruturação da rede de atenção específica a estas pessoas:
A Portaria GM/816 de 30 de abril de 2002 (MS,2002), instituiu, pelo Ministério da Saúde, no âmbito do Sistema Único de Saúde, o Programa Nacional de Atenção Comunitária Integrada aos Usuários de Álcool e Outras Drogas, propondo a criação de 250 Centros de Atenção Psicossocial – CAPSad (Ministério da Saúde, 2003, p.25).

Lei nº 11.343/06 Institui o Sistema Nacional de Politicas Publicas sobre Drogas – SISNAD;

 Portaria nº 2.197/GM de 14 de outubro de 2004- Redefine e amplia a atenção integral para usuários de álcool e outras drogas, no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS (Legislação em Saúde Mental, 2010);
  Portaria nº 1.612/GM de 9 de setembro de 2005- Aprova as Normas de Funcionamento e Credenciamento/Habilitação doa Serviços Hospitalares de Referência para a Atenção Integral aos Usuários de Álcool e outras Drogas (Legislação em Saúde Mental, 2010);
 
 Resolução nº 50, de 21 de fevereiro de 2002- dispõe sobre o Regulamento técnico para Planejamento, Prorrogação, Elaboração e Avaliação de Projetos Físicos de estabelecimentos de Assistência à Saúde, da Agencia Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA (Legislação em Saúde Mental, 2010).
 
 Portaria nº 678/GM de 30 de março de 2006- Institui a Estratégia Nacional de Avaliação, Monitoramento, Supervisão e Apoio Técnico aos Centros de Atenção Psicossocial e outros serviços da rede publica de saúde mental do SUS (Legislação em Saúde Mental, 2010).
Portaria nº 1.169, de 7 de julho de 2005 destina incentivo para municípios que desenvolvam projetos de Inclusão Social pelo Trabalho destinados a pessoas portadoras de transtornos mentais e/ou de transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas, e dá outras providências (Legislação em Saúde Mental, 2010);

Portaria nº 1174/GM de 7 de julho de 2005 destina incentivo financeiro para o Programa de Qualificação dos Centros de Atenção Psicossocial – CAPS e dá outras providencias, diz:
Art. 2º Estabelecer que o Programa de Qualificação dos CAPS deva incluir as seguintes ações: a) supervisão clinico-institucional regular (semanal); b) ações de atenção domiciliar e em espaços comunitários; c) ações de acompanhamento integrado com rede de atenção básica em seu território de referencia; d) realização de projetos de estágio e de treinamento em serviço, em articulação com os centros formadores; e) ações de integração com familiares e comunidade; f) desenvolvimento de pesquisas que busquem a integração entre a teoria e prática e a produção de conhecimento, em articulação com centros formadores  (Legislação em Saúde Mental, 2010);

Art. 3º Definir como supervisor clinico-institucional o trabalho de um profissional de saúde mental externo ao quadro de profissionais do CAPS, com comprovada habilitação teórica e prática, que trabalhará junto à equipe do serviço durante pelo menos 3 a 4 horas por semana, no sentido de assessorar, discutir e acompanhar o trabalho realizado pela equipe, o projeto terapêutico do serviço, os projetos terapêuticos individuais dos usuários, as questões institucionais e de gestão do CAPS e outras questões relevantes para a qualidade da atenção realizada (Legislação em Saúde Mental, 2010);
Com relação aos custos, a estimativa máxima de pacientes em atendimento regular na rede de 42 CAPSad: é de 95.760 (Portaria SAS 189 de 20 de março de 2002), a um custo anual de aproximadamente R$ 13.443.227,68 para um numero máximo de 942.480 atendimentos possíveis às mesmas 42 unidades CAPSad já implantadas. Ou seja, em uma comparação sumaria com o custo decorrente das internações referentes a 2002, os CAPSad possibilitam dez vezes mais atendimentos, a um custo cinco vezes menor, e com maior qualidade de atenção (MS, 2003, p. 42).
Os CAPSad necessitam oferecer atendimento diário, sendo capazes de oferecer atendimentos nas modalidades intensiva, semi-intensiva e não intensiva, possibilitando o planejamento do projeto terapêutico individual e de evolução contínua; a rede proposta se baseia nestes serviços comunitários, apoiados por leitos psiquiátricos em hospital geral e outras práticas de atenção comunitária ( ex.: internação domiciliar, participação comunitária na discussão dos serviços), de acordo com as necessidades da população-alvo dos trabalho (Ministério da saúde, 2003, p.26).
As estratégias de atenção aos usuários de álcool e outras drogas têm o objetivo imprescindível de:
Alocar a questão do uso de álcool e outras drogas como problema de saúde publica;
Indicar o paradigma da redução de danos;
Formular politicas que possam desconstruir o senso comum de que todo usuário de droga é um doente e requer internação, prisão ou absolvição;

Os CAPSad, de acordo com o Ministério da Saúde (2003), também podem ter função de organizar a rede local de serviços de atenção a usuários de álcool e drogas de seu território de atuação, a saber:

Quando é a porta de entrada da rede de atenção a usuários de álcool e drogas, em sua área de atuação;
Quando o gestor local indica a unidade para coordenar as atividades de supervisão de serviços de atenção a usuários de drogas;
Devem ainda supervisionar e capacitar as equipes de atenção básica, serviços e programas de saúde mental, no âmbito do território;
Devem também manter listagem atualizada dos pacientes que, em sua região de abrangência, utilizem medicamentos para saúde mental.
http://tecciencia.ufba.br/articles/0000/8972/lsd_e_ectstasy.jpg?1291592022

REFERENCIAS BIBLIOGRAFICAS
III Conferencia Nacional de Saúde Mental - “Cuidar, sim. Excluir, não. Efetivando a Reforma Psiquiátrica com acesso a qualidade, humanização e Controle social”. Relatório Final, Brasília, 11 a 15 de dezembro de 2001. Disponível em: <https://www.google.com.br/search?q=III+CNSM%2C+Relatorio+Final+2001&oq=III+CNSM%2C+Relatorio+Final+2001&aqs=chrome..69i57j0.19269j0j8&sourceid=chrome&es_sm=122&ie=UTF-8>. Acessado em
A Politica Do Ministério Da Saúde Para a Atenção Integral a Usuários de Álcool e Outras Drogas. Serie B. Textos Básicos De Saúde. Brasília-DF, 2003. Disponível em: <http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/pns_alcool_drogas.pdf>. Acessado em
Brasil, Ministério da Saúde. Secretaria da Atenção à saúde. Legislação em Saúde Mental – 2004 a 2010. Edição XII Colegiado de Coordenadores de saúde Mental. 257p. Brasília, Ministério da Saúde. 2010.
http://www.saude.pr.gov.br/arquivos/File/20042010.pdf
BRASIL. Prevenção ao uso indevido de drogas: Curso de Capacitação para Conselheiros Municipais. Brasília: Presidência da República, Secretaria Nacional Antidrogas, 2008.
www.conselhodacrianca.al.gov.br/sala-de-imprensa/.../Livro_senasp.pdf
http://clinicatemposdepaz.com.br/prevencao/
BORDIN, Selma. Site Álcool e Drogas sem distorção (www.eistein.br/alcooledrogas)/ NEAD – Núcleo Einstein de álcool e Drogas do Hospital Israelita Albert Einstein. São Paulo, 2005. Disponível em: <http://apps.einstein.br/alcooledrogas/novosite/atualizacoes/em_009.htm>. Acesso em 20 maio 2014.
BUCHER, Richard. O atendimento ao usuário de drogas. In Richard Bucher (org.), Drogas e drogadição no Brasil (pp. 229-256). Porto Alegre, Artes Médicas, 1992.
CID-10. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde. Décima Revisão. Versão 2008. Volume I. Disponível em: <http://www.datasus.gov.br/cid10/V2008/cid10.htm>. Acesso em 22 maio 2014.
DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 4º Ed. texto revisado e redigida), VERSÃO INTERNACIONAL COM OS CÓDIGOS DA ICD-10. Editor: DR. JOÃO CABRAL FERNANDES, Psiquiatra do Hospital Júlio de Matos. 2002. Páginas 889.
MARINHO, Iasmin da Costa. Drogas- Exame Toxicológico, 2010. Disponível em: <http://www.infoescola.com/drogas/exame-toxicologico/>. Acessado em 22 maio 2014.
NICASTRI, Sérgio. Prevenção ao uso indevido de drogas: Capacitação para Conselheiros e Lideranças Comunitárias. – 4. ed. – Brasília: Ministério da Justiça. Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – SENAD, 2011. 4ª Edição. Brasília, 2011
NUNES, Sandro Ricardo Massini, Psicólogo Clínico, Pós-Graduando Consultor em Dependência Química pela UNIFESP/UNIAD, Read Psiquiatria, disponivel em: <http://www.readpsiquiatria.com.br/tratamento-alcool-drogas.html>. Acessado em 20 maio 2014.
OMS. Organização Mundial De Saúde (World Health Organization). Disponível em: <http://www.who.int/en/>. Acessado 21 maio 2014.
PRIBERAM DICIONÁRIO. Disponível em: <http://www.priberam.pt/dlpo/crit%C3%A9rio>. Acesso em 22 maio 2014.
___________ Disponível em: <http://www.priberam.pt/dlpo/diagn%C3%B3stico>. Acesso em 22 maio 2014.
SCHENKER, Miriam; MINAYO, Maria Cecília de Souza; A importância da família no tratamento do uso abusivo de drogas: uma revisão da literatura, Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, 20(3):649-659, mai-jun, 2004.
REZENDE, MANUEL MORGADO, MODELOS DE ANÁLISE DO USO DE DROGAS E DE INTERVENÇÃO TERAPÊUTICA: ALGUMAS CONSIDERAÇÔES, Rev. biociênc.,Taubaté, v.6, n.1, p.49-55, jan-jul. 2000 .

Drogas Perturbadoras ou Alucinógenas
Full transcript