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Canção da moça-fantasma

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Guilherme Guidi

on 15 April 2014

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Transcript of Canção da moça-fantasma

LPL
Canção da moça-fantasma
Elegia
O poema Canção da moça-fantasma de belo horizonte retrata a personificação do desejo, que é representado por alegorias. Em uma parte do poema, diz que a vivência dessa “ moça-fantasma” na terra seria como a passagem por um purgatório. Tal poema também retrata uma lenda urbana que remete a morte.
Analisando a estrutura do poema, percebe-se que, como um texto épico, o poema tem inicio, meio e fim.No poema, tem fatos que não são da eternidade do presente, mas sim fatos passados da sua lembrança. Tal lembrança pode não ser fiel a realidade.
Análise semântica
Drummond ao fazer seu poema relaciona a morte com o ser. O espectro da moça-fantasma assume a narrativa em primeira pessoa numa intenção de apresentar uma mensagem necessária como se fosse uma purgação. “agora estou consolada, disse tudo que queria, subirei `aquela nuvem, serei lâmina gelada”
Análise do desenvolvimento do tema
O Eu Lírico a toda hora remete à sua impossibilidade de se relacionar com os vivos. Esse sentimento que se pode perceber quando o policial a tenta agarrar, e em suas lástimas na ultima estrofe, remetente à sua infinita vida morta.
Paráfrase do poema
No poema escrito por drummond, é mostrado a presença de uma vida vaga na qual não demonstra nenhum prazer e não se sente feliz “Trabalhas sem alegria...” e “sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.”. Portanto, o mundo no qual o trabalhador trabalha e o cria, mostra que o homem troca sua felicidade e suas vontades por algo que não tem o menor sentido a ele.
Os heróis que Drummond cita, mostra um tanto quanto ironia, pois os mesmo heróis que fazem à apologia a virtude são os mesmo heróis que matam e criam guerras. Mostra também que os heróis têm direitos no qual o homem, mero mortal, não tem. “abrem guarda-chuvas de bronze ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas”.
Drummond mostra que o homem ama a noite, pois ela tem o poder de fugir da realidade cruel que ele vive, de um sistema, onde a “Grande Maquina” (mostra que é real, portanto pode ser entendida como personificação do capitalismo).
Os mortos citados no 4º parágrafo pode-se ser entendido como paráfrase dos seres humanos, que com igual ele, não sente o prazer de viver aquilo que querem. O motivo de terem conversas em relação ao futuro significa uma esperança na vida futura de poder viver o que ainda deseja.
O homem no qual Drummond diz, mostra que o personagem aceita sua desistência, querendo adiar para outros tempos a sua vontade do agora, pois o sistema capitalista (Ilha de Manhattan) não o permite ser feliz.
Análise do desenvolvimento
Drummond escreve o poema como se estivesse criticando alguém no mundo, mas na realidade está criticando o sistema capitalista.Ele desenvolve o poema em um tom épico.
Análise da sonoridade
A presença do "s" no poema faz com que a aliteração se contraste com uma fala de sussurros.Há também um cuidado com o tamanho das estrofes e versos.
Paráfrase
Análise da sonoridade do poema
A todo momento se repete o “eu”, e a repetição dos verbos no mesmo tempo verbal, como na ultima estrofe. A repetição das ações, e da maneira como ela fala, das pessoas que a olham.
Relação com vida de Drummond
Da mesma maneira que Drumond é mineiro, o poema é contado como em Belo Horizonte. Seus sentimentos podem se refletir no poema como uma sensação de isolação, sendo que o mesmo foi escrito durante a guerra. Nessa época, por ele ser ter sido perseguido pela ditadura, assim seus livros não foram lidos, e então a sensação de solidão.
Eu sou a Moça-Fantasma
que espera na Rua do Chumbo
o carro da madrugada.
Eu sou branca e longa e fria,
a minha carne um suspiro
na madrugada da serra.
Eu sou a Moa-Fantasma. O meu nome era Maria,
Maria-Que-Morreu-Antes.

Sou a vossa namorada
que morreu de apendicite,
no desastre de automvel
ou suicidou-se na praia
e seus cabelos ficaram
longos na vossa lembrana.
Eu nunca fui deste mundo:
Se beijava, minha boca
dizia de outros planetas
em que os amantes se queimam
num fogo casto e se tornam
estrelas, sem irnia.
Morri sem ter tido tempo
de ser vossa, como as outras.
No me conformo com isso,
e quando as polcias dormem
em mim e foi-a de mim,
meu espectro itinerante
desce a Serra do Curral,
vai olhando as casas novas,
ronda as hortas amorosas
(Rua Cludio Manuel da Costa),
pra no Abrigo Cear,
nao h abrigo. Um perfume
que no conheo me invade:

o cheiro do vosso sono
quente, doce, enrodilhado
nos braos das espanholas.
Oh! deixai-me dormir convosco.
E vai, como no encontro
nenhum dos meus namorados,
que as francesas conquistaram,
e cine beberam todo o usque
existente no Brasil
(agora dormem embriagados),
espreito os Carros que passam
com choferes que no suspeitam
de minha brancura e fogem.
Os tmidos guardas-civis,
coitados! um quis me prender.
Abri-lhe os braos... Incrdulo,
me apalpou. No tinha carne
e por cima do vestido
e por baixo do vestido
era a mesma ausncia branca,
um s desespero branco...
Podeis ver: o que era corpo
foi comido pelo gato.

As moas que ainda esto vivas
(ho de morrer, ficai certos)
tm medo que eu aparea
e lhes puxe a perna... Engano.
Eu fui moa, Serei moa
deserta, per omnia saecula.

No quero saber de moas.
Mas os moos me perturbam.
No sei como libertar-me.
Se o fantasma no sofresse,
se eles ainda me gostassem
e o espiritismo consentisse,
mas eu sei que proibido
vs sois carne, eu sou vapor.


Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,
onde as formas e as aes no encerram nenhum exemplo.
Praticas laboriosamente os gestos universais,
sentes calor e frio, falta de dinheiro, fome e desejo sexual.

Heris enchem os parques da cidade em que te arrastas,
e preconizam a virtude, a renncia, o sangue-frio, a concepo.
noite, se neblina, abrem guarda-chuvas de bronze
ou se recolhem aos volumes de sinistras bibliotecas.

Amas a noite pelo poder de aniquilamento que encerra
e sabes que, dormindo, os problemas de dispensam de morrer.
Mas o terrvel despertar prova a existncia da Grande Mquina
e te repe, pequenino, em face de indecifrveis palmeiras.

Caminhas entre mortos e com eles conversas
sobre coisas do tempo futuro e negcios do esprito.
A literatura estragou tuas melhores horas de amor.
Ao telefone perdeste muito, muitssimo tempo de semear.

Corao orgulhoso, tens pressa de confessar tua derrota
e adiar para outro sculo a felicidade coletiva.
Aceitas a chuva, a guerra, o desemprego e a injusta distribuio
porque no podes, sozinho, dinamitar a ilha de Manhattan.
Analise semântica

1º parágrafo – “Trabalhas sem alegria para um mundo caduco,”
Trabalhas para um mundo ultrapassado, obsoleto.
2º parágrafo – “e preconizam a virtude, a renúncia, o sangue-frio, a concepção.”
Aconselha, defende a ideologia da virtude, da renúncia, do sangue-fio, da concepção.
3º parágrafo – “Amas a noite pelo poder de aniquilamento...”
Ama a noite pelo poder do extermínio que ela tem.
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