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O Ensino Social no Antigo Testamento - O Pensamento Social no Novo Testamento

Doutrina Social da Igreja
by

Ezeglair de Souza

on 17 September 2017

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Transcript of O Ensino Social no Antigo Testamento - O Pensamento Social no Novo Testamento


O Ensino Social no
Antigo Testamento e
Novo Testamento
A reflexão antropológico-bíblica teve seu inicio a partir do questionamento quanto ao valor da pessoa humana diante do poder absoluto dos reis, quando ao destino da terra possuída por poucos, sobre a posição da mulher diante do homem e quanto ao valor do homem escravizado frente ao seu senhor.

Diante do valor da pessoa humana a Sagrada Escritura nos afirma que o mundo é obra de Javé-Elohim, a terra é para nós uma morada provisória. O homem e a mulher possuem o mesmo princípio vital e ambos, estão, em pé de igualdade, responsáveis pelo mundo e sua continuidade.

A lei e os Profetas

A LEI

Vem do latim légis, é eminente ao homem e revelada a ele pela consciência (direito natural)

As antigas leis (direito positivo) exigiam dos juízes integridade e equilíbrio no exercícios de suas funções.
O juiz deve restabelecer o direito do inocente.

A lei é uma das formas de se cumprir a justiça:
A justiça praticada pelo rei é celebrada nos antigos provérbios;
Justo é o que tem direito;
Os livros da lei ensinam como administrar a justiça;
Apresenta a justiça com uma mentalidade social;
A justiça é recompensada por Deus.
Os profetas

Antes do exílio os profetas denunciavam frequente e vigorosamente a injustiça dos juízes e reis, a opressão dos pobres, o luxo dos reis e previam castigos.
Os profetas anunciavam novas demissão de justiça:

Comportamento reto e justo
A honra aos pais

A moderação e a sobriedade
A piedade e a caridade
Amor ao próximo e o perdão aqueles que nos ofende

A pratica de justiça cumprindo seus deveres para com Deus
A pratica da justiça levando uma vida perfeita sob todos os aspectos
A justiça de Deus por causa da aliança
A justiça de Deus para com os oprimidos
A atribuição da justiça aqueles que tem direito
A justiça praticada com o órfão, com a viúva, com o inocente, com o explorado e oprimido

A espera do messias como príncipe de justiça

A aliança é um ato ou efeito de aliar-se, é um ajuste, um acordo, um pacto.

Aliança em hebraico é berith que significa a existência de segurança nas relações.

A justiça

Justiça vem do latim justitia. É o dever moral de dar a cada um o que lhe é devido é a base insubstituível de todo o relacionamento não só das pessoas entre si, como entre as pessoas e o estado, e dos estados entre si.

Os autores bíblicos do Antigo Testamento usam 3 termos para indicar justiça:

SEDEQ – justiça moral, comprimento da lei que visa a realização do bem comum.

MISCHPAT - justiça jurídica, sentença judicial ou ação jurídica.

HESED - justiça de misericordia, mais ampla que a justiça e o direito.

O Pensamento Social no Novo Testamento
Os Evangelhos
Jesus é o Filho de Deus que:

Se encarnou e estabeleceu sua morada entre nós,
Nos revelou que é Deus – o seu Pai é nosso Pai,
Morreu crucificado, dando sua vida por nós,
Ressuscitou ao terceiro dia, pelo poder de Deus , tornando-se Senhor, sendo reconhecido como Cristo, o enviado, o Messias e o ungido de Deus.

Jesus em hebraico quer dizer “Deus salva” portanto salvara seu povo dos pecados.

Cristo vem da tradução grega do termo hebraico “Messias”, que quer dizer ungido.

Jesus é enviado para evangelizar os pobres e declara-os Bem-Aventurados, pois o “Reino dos Céus é deles”

Jesus compartilha a vida dos pobres, desde o estábulo até a cruz; conheceu a fome, a sede e a indigência

As atitude de Jesus

Jesus e as estruturas de seu tempo

Na tradição de Israel, Javé é o único Senhor, todos os membros do povo são irmãos, a aliança com Deus fundamenta a aliança fraterna, que é condição de vida e felicidade. A partir daí Jesus formula suas denúncias.

O poder absoluto do imperador é abominável idolatria: é preciso devolver a Cesar sua imagem gravada no dinheiro, seu ídolo de ouro e prata, e restituir a Deus o povo que lhe pertence e esta desviado como uma vinha em mãos de maus administradores.

O tempo foi degradado a lugar do ouro e da prata, um covil de ladrões, só comparável a uma figura amaldiçoada e estéril. As relações entre as pessoas se medem pelo ter (dinheiro) e não mais pelo doar (ser). Jesus ressalta a cena da viúva que estava junto ao cofre do tesouro.

Dos lábios de Jesus vem a denúncia; a perversão do sistema que esta em certos grupos, para manter seus privilégios, exploram e roubam os necessitados, “as casas da viúvas”.

A batalha de Jesus marca a sua missão de profeta, que luta, sobretudo, para desmascarar o peso da ideologia religiosa que aprisiona as consciências humanas.

Jesus compassivo e solidário

Compadecer-se do povo foi sempre uma atitude de Jesus que repercutia na vida das pessoas em gestos concretos.
Ex.: bom samaritano, filho da viúva de Naim, etc...

João Paulo II nos diz, que a solidariedade, na Encíclica “Solicitude Rei Socialis”, n. 38:

“não é um sentimento de compaixão vaga ou de enternecimento superficial pelos males sofridos por tantas pessoas próximas ou distantes. Pelo contrários, é a determinação firme e perseverante de se empenhar pelo bem comum”.

O rosto compassivo e solidário de Jesus reflete na ação social da igreja de hoje, conforme a carta do papa João Paulo II, Ecclesia In America, n. 58-52:
“A igreja na America deve encarnar nas suas iniciativas pastorais a solidariedade da igreja universal pelos pobres e pelos marginalizados de toda espécie. Sua posição deve compreender a assistência, a promoção, a libertação e a acolhida fraterna. O objetivo da igreja é que não haja nenhum marginalizado” (propósito 73).

O ensinamento de Jesus


A essência da lei é justiça, misericórdia e fé. Cristo se opõe quando restringem justiça a observância rigorosa das leis.

O lugar social (posição) pode tornar o homem insensível. Na parábola do bom samaritano valoriza-se a misericórdia espelhada nos gestos do samaritano.

A partilha torna-se um dever, não se condena a obtenção de riqueza, mas sim a distancia entre a abundancia e a miséria, as roupas finas e as feridas. Não se pode ter a amizade de Deus, senão quando se repartir com o pobre.

A riqueza é condenada pelos profetas; Cristo mostra que a riqueza pode ser ma quando afasta o homem de Deus.

O dinheiro é uma delegação de bens, que quando bem administrado merece recompensa.


A pobreza e o desapego das riquezas são valorizados, Lc 18,22 “vende tudo o que tens dá aos pobres”. O reino esta próximo, o tempo é breve, a imagem deste mundo passa . Urge desapego dos bens da terra, “pois a figura deste mundo passa”.

A caridade é repartir o necessário, é perceber a responsabilidade para com o irmão, porque é filho e imagem de Deus.

Os Atos dos Apóstolos

Nos Atos dos Apóstolos 2, 44-45 a palavra diz que:
“Todos os que tinham abraçado a fé reuniam-se e punham tudo em comum, vendiam suas propriedades e bens, e dividiam-nos entre todos, segundo as necessidades de cada um”.

Os Escritos de São Paulo

Ensinamentos paulinos:

O trabalho é necessário a vida e todos precisam trabalhar. O salário é uma divida a ser paga, não uma gratuidade, é também um meio de fazer caridade., tendo sempre alguma coisa para dar aos necessitados.

A mulher tem uma posição de igualdade co o homem Paulo afirma a igualdade em cristo e lembra ser Jesus filho de uma mulher.

A escravidão e o preconceito já não deverão existir, porque batizados em cristo nos revestimos de Cristo e nos tornamos um só corpo diante de Deus.

A coleta é incentivada mediante a oferenda em favor dos pobres e necessitados.

Os Escritos de São Tiago e São Pedro

São Tiago valoriza a misericórdia e trata da acepção de pessoas como uma grave transgressão e coloca-se na linha profética da defesa dos pobres , chamando pelo salário retido.

São Pedro valoriza a justiça e o bem que o reto agir diante de Deus.


98400-4867 – Claro
98245-7502 – Tim
ezeglair@hotmail.com
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