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Roma Antiga

Material didático sobre Roma Antiga, da formação da cidade de Roma ao fim do Império.
by

Lucas Silveira

on 21 September 2015

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Transcript of Roma Antiga

A formação de Roma
Um passado mítico.
Assim como os gregos contavam histórias de um passado mítico vinculado aos deuses, os romanos possuíam um mito de criação para sua cidade, que bebia na mitologia grega.

A versão mítica da formação de Roma foi registrada no livro Eneida, de Virgílio. Nessa história, um dos combatentes da Guerra de Tróia, Eneias, ao final do conflito teria tomado o caminho da Península Itálica e fundado a cidade.

Por vários anos Roma teria sido dominada por governantes tiranos, até que dois irmãos, Rômulo e Remo, teriam matado o último tirano, Amúlio, dando início à monarquia.

Vale lembrar, no entanto, que Virgílio escreveu esta história quase trezentos anos após os fatos que narrou, e o próprio ponto de partida - a Guerra de Troia - provavelmente nunca ocorreu.
A versão dos historiadores.
A maior parte dos historiadores rejeita a história narrada por Virgílio. Reconhecendo que não há dados precisos sobre a origem do povoado que se estabeleceu no Lácio, os historiadores acreditam que a sociedade já se organizava em um conjunto de monarquias que possuía um Concelho de Anciãos.

Localizados entre a região da Etrúria e da Campânia, o mais provável é que Roma tenha sofrido fortes influências dessas regiões. Sabe-se que entre 615 a.C e 509 a.C, a região esteve sob domínio direto dos etruscos, e que grande parte da cultura romana foi herdada dessa relação com os povos vizinhos.

No mapa que verá a seguir, destacamos a região em que se deu o início da civilização romana, e seus vizinhos, os povos etruscos e sabinos.
Algumas influências etruscas.
A sociedade etrusca era formada por uma ocupação urbana descontínua no território da Etrúria. A economia desse povo era baseada na mineração, fabricação de ferramenas e comércio marítimo em torno da Península Itálica.

O período de maior influência dos etruscos sobre os romanos foi durante o domínio sobre a cidade, entre 615 a.C e 509 a.C. Nesse período costumes como o jogo de gladiadores e o culto a ancestrais tribais foi instalado na cidade de Roma.

Outra figura de origem etrusca que permaneceu enraizada na cultura romana foi o "pater", um homem de origem nobre que se responsabilizava judicialmente por sua mulher, filhos, animais e sobre a terra. Com o tempo, formou-se uma rede clientelística em torno dessas figuras, que passaram a dominar a política e economia romanas.
A partir de 509 a.C, um grupo de patrícios reunidos foi capaz de depor o rei etrusco Tarquínio, abolindo a monarquia dentro de Roma. A partir daquele momento, a ideia de um regieme monárquico se tornou algo insuportável para os romanos. Instalava-se um novo regime, o republicano, e a maioria das tentativas de se estabelecer um poder sob a influência de um único homem eram rechaçadas, trazendo à memória dos romanos o período em que estiveram sob domínio da monarquia etrusca.

A partir da vitória sobre os Etruscos, Roma começou um processo de expansão que lhe permitiu o controle sobre praticamente toda a região da Península Itálica.
O período republicano
509 - 31a.C
Um período de expansão.
A partir da emancipação de Roma, a cidade formou uma liga militar na região do Lácio (planície onde se situava Roma) da qual era líder. Usando o conjunto dos exércitos da região, Roma foi capaz de expandir seu domínio por toda a Península Itálica, unificando-a sob seu domínio. Assim, até 272 a.C., os romanos já tinham derrotado etruscos, sabinos e expulsado colônias gregas da Península Itálica. No mapa abaixo temos uma periodização da expansão romana.
Um problema de terras.
À medida que a influência romana começou a crescer dentro da Península Itálica, começava a aparecer um problema de divisão de terras dentro da república. A princípio, as novas terras conquistadas possuíam quatro destinações possíveis:

Concessão a pastores, sob o pagamento de tributos;
Aluguel das terras cultiváveis;
Retribuição por serviços prestados à República;
Tornar-se ager publicus: terras públicas compostas por pastagens, florestas e minas.

Apesar da existência de um sistema de distribuição de terras, era frequente que elas acabassem concentradas nas mãos dos patrícios. Esse processo se dava porque generais tendiam a receber mais terras que os soldados, ao mesmo tempo que pessoas afastadas de suas propriedades por muito tempo tendiam a ter suas terras ocupadas por aristocratas.
Este problema de distribuição de terras fez com que um conjunto de conflitos entre plebeus e patrícios tomasse lugar na República Romana. Ao longo de anos de conflitos, os plebeus conseguiram algumas vitórias que começaram a delinear as características do sistema republicano. Vejamos algumas:

490 a.C.: pebleus abandonaram Roma e interroperam os trabalhos, exigindo representação na república. Como resultado, criou-se o Tribuno da Plebe, um cargo representativo do povo no Senado, imune e com poder de veto.

450 a.C.: compilação da Lei das XII Tábuas, um código escrito válido para toda Roma.

445 a.C.: Lei Canuleia: permitia que houvesse casamento entre patrícios e plebeus, aumentando a mobilidade social dentro de Roma.

443 a.C.: criação do cargo de censor, que passava a classificar a população a partir do critério de renda.


367 a.C.: plebeus passam a ter acesso direto ao ager publicus, e passam a poder se candidatar para os cargos mais altosna República. São aprovadas leis que limitam o tamanho máximo dos latifúndios.

304 a.C.: passa a ser exigido o tratamento igual entre patrícios e plebeus dentro dos tribunais romanos.

300 a.C.: a lex Valéria estipula que cidadãos condenados por um tribunal a pena máxima poderiam recorrer da decisão na Assembleia do povo.


Vale pensar sobre a importância de cada uma dessas leis. Quais influenciam o sistema republicano atual? Como contribuem para uma sociedade mais justa?

Vamos nos parofundar no estudo da República Romana para compreender melhor seu funcionamento.
A política na República Romana
A República Romana era formada por diversos órgãos, dos quais o Senado e as Assembleias eram os mais importantes.

O SENADO

Este órgão era formado por um conjunto de políticos votados pelas assembleias. As principais funções eram:
Cônsules: dois chefes de Estado responsáveis por propor leis, presidir as seções do Senado e das Assembleias, nomear ditadores, comandar o processo eleitoral e recrutar o exército.
Pretores: responsáveis pela adminsitração da justiça.
Censores: responsáveis pela contagem e classificação da população por critérios de renda.
Edis: responsável por toda administração municipal.
Questores: responsáveis pela manutenção das finanças e do Tesouro Público.
AS ASSEMBLEIAS

Os magistrados do Senado eram eleitos dentro do âmbito de assembleias. Existiam basicamente três assembleias: a centurial, curial e concilia plebis. A centurial era responsável pera votação das leis e dos magistrados, elegendo os cônsules, pretores e censores. Dentro da curial, tomavam-se decisões sobre assuntos religiosos. A concilia plebis votava leis por decisão da plebe (os plebiscitos). Era responsável também pela eleição dos edis e questores.

CIDADANIA E DITADURA

Dentro de Roma eram considerados cidadãos os romanos livres e maiores de idade. Entre seus principais direitos estavam o direito a propriedade, voto, receber e deixar heraças, a elegibilidade e o acionamento dos tribunais.

Outra instituição peculiar à República Romana era a ditadura institucionalizada. Caso houvesse alguma falha administrativa grave, um ditador poderia ser indicado pelo cônsule para assumir o controle total sobre Roma durante seis meses.
As Guerras Púnicas e a expansão romana.
Entre 264 a.C e 146 a.C., a república romana se envolveu em um longo conflito contra a cidade-Estado fenícia de Cartago. O conflito marcou a formação o período de maior expansão da influência romana, marcando-a como potência na região do Mar Mediterrâneo. Além disso, o conflito foi marco para importantes mudanças no cenário social de Roma.

Primeiramente, a medida que Roma se expandia, passava a dominar outros povos. Assim, os antagonismos dentro do império se complexificaram. Às disputas que antes se polarizavam entre a plebe e a aristocracia patrícia, se somaram aos conflitos entre senhores e seus escravos e entre romanos e não romanos.

A mudança nos conflitos sociais de duas razões principais: primeiramente, os combates constantes entre romanos e cartegineses aumentaram o fluxo de escravos de guerra para dentro de Roma. Dessa forma, a escravidão se institucionalizou, transformando a economia para uma base escravista.
Cada vez mais, a relação entre senhores e escravos se tornou conflituosa: antigamente o escravo era visto como parte das famílias, recebendo tratamento igual ao de servos comuns. A partir das Guerras Púnicas, o escravo se tornava um ente separado, sujeito a castigos mais severos e isolamento do seio da família.

Por outro lado, também os novos territórios conquistados por Roma mantinham uma relação conflituosa com a República, pois os povos conquistados não usufruíam dos mesmos direitos dos cidadãos romanos.

As guerras púnicas marcaram também o vertiginoso crescimento dos generais dentro de Roma, que passavam a ser essenciais para a manutenção da paz social através da expansão romana. Muitas vezes, a lealdade dos soldados passava da República Romana para os líderes em combate.
A instalação dos triunviratos
Com o crescimento do poder dos generais, a forma de governo foi alterada do consulado para o triunvirato. Nessa nova estrutura de poder, três generais compartilhavam o governo de Roma. O primeiro triunvirato foi formado por Júlio César, Pompeu e Crasso. Através da manipulação política e do prestígio junto ao povo, Júlio César foi capaz de tomar o poder para si, se autodeclarando ditador vitalício de Roma. Apesar de ter mantido o poder por alguns anos, oposições políticas conseguiram organizar seu assassinato em 44. a.C.

A sucessão do primeiro Triunvirato foi feita por Marco Antônio, Otávio e Lépido. Também esse triunvirato foi marcado pelas disputas políticas, polarizando partidários de Marco Antônio contra aliados de Otávio. As disputas terminaram com a vitória definitiva de Otávio, que alterou a forma de governo em Roma, finalizando a república e se tornando, em 31 a.C., imperador.
O império Romano - 31a.C a 476 d.C.
As reformas de Augusto
Após a vitória sobre as forças de Marco Antônio, o Otávio se auto intitulou Otávio Augusto, Imperador de Roma. A partir desse momento, sua preocupação é em estabalizar os territórios já conquistados e pôr fim às disputas internas. Com este intuito, propõe algumas reformas na estruturação da sociedade romana:

Aumento da autonomia das províncias, visando reduzir os conflitos entre romanos e povos conquistados;
Despotilização e profissionalização do exército, visando reduzir o poder de influência dos generais;
Fim das expansão territorial romana;
Redução da espoliação das províncias dominadas;
Construção de uma rede de estradas e pontes a fim de integrar o território romano, facilitando a distribuição de recursos e a contenção de revoltas.

Foi também durante o império de Augusto que se organizou aquilo que ficou conhecido como a Política do pão e circo. Para tentar conter as pressões internas no império, Augusto organizava grandes eventos de entretenimento no Coliseu. Eram disputas entre gladiadores, representações de grandes momentos da história romana ou exibição de animais exóticos. Ao mesmo tempo que entretinha a população, adotou políticas de distribuição de alimentos, visando reduzir a carestia das camadas mais pobres da população.

Baixo Império.
Na última metade do tempo de existência do Império Romano, este chegou ao limite de sua expansão territorial, e sofreu fortes pressões que abalaram sua força:

Altos custos adminsitrativos para a manutenção da coesão interna

Pressões por parte dos povos dominados pelos romanos

Limites físicos à expansão do território, marcadamente na África, norte da Europa e leste asiático.
A progressiva redução das investidas militares romanas levou a uma crise no sistema escravista, que deixava de contar com sua principal fonte de novos mancípios.

Ao mesmo tempo, uma nova religião, a cristã, começava a alterar a mentalidade das camadas mais pobres, que passavam a demonstrar aversão pela guerra e à imagem deificada do imperador. O Império começava a ruir em suas bases simbólicas.
À medida que o cristianismo ganhava força, novos imperadores começavam a remodelar a religião oficial do Império:

Constantino (306 d.C. a 337 d.C.)
Concede liberdade de culto aos cristãos.
Estabelece duas capitais para o Império Romano: Roma e Constantinopla.

Teodósio (378 d.C a 395 d.C.)
Adota o cristianismo como religião oficial do Estado romano.
Divide o Império Romano em duas porções: oriental e ocidental.
Durante o Baixo Império, um fator completamente externo ao mundo romano começou a se tornar importante para a contestação das fronteiras do império. Gradativamente, ocorria um processo de centralização política na China, acompanhado da construção da Muralha da China.

A construção da muralha aumentou a efetividade da defesa contra povos nômades saqueadores do norte asiático. O alvo desses povos, portanto, foi alterado, passando a visar as fronteiras do império romano. Na medida em que o império enfraquecia suas bases militares, cada vez mais suas terras eram ocupadas por povos considerados bárbaros.
Dificuldades para a manutenção interna.
Limites do escravismo e mudanças simbólicas.
Divisão do Império Romano
Pressões externas.
O conjunto das pressões internas e externas leva a uma progressiva invasão do império romano ocidental, que se torna incapaz de manter a guerra em todas as suas fronteiras. O limite deste movimento se dá com a tomada da cidade de Roma em 476 d.C. Embora vários reis tenham tentado reanimar o passado romano, se proclamando imperadores de Roma, essa data marca a desarticulação do Império Romano Ocidental, e foi escolhida pelos historiadores como marco para a passagem da antiguidade à Idade Média.
Tomada de Roma.
Os jogos de gladiadores tem sua origem no domínio etrusco de Roma. Apesar disso, durante o Império, os jogos foram comuns nas arenas de apresentação. A seguir, apresentamos um curto programa de rádio sobre a influência ambiental dos jogos promovidos no Coliseu.
Quer estudar mais? Veja algumas sugestões abaixo:
Prof. Lucas Madsen - História
Contato: madsenls@hotmail.com

Referências Bibliográficas e Fontes:
ALFÖLDY, Géza. A História Social de Roma. Lisboa: Editorial Presença, 1975.
ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Porto, 2ª ed.: Afrontamento, 1988.
BLOCH, Marc. A Sociedade Feudal. Edições 70, 1987.
RÁDIO UFMG EDUCATIVA. As Quatro Estações #4 O Coliseu. Autoria e apresentação de Regina Horta Duarte. Disponível em: Acesso: 10/04/2014.
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