Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Mar Português, de Fernando Pessoa

No description
by

Patricia Santos

on 11 March 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Mar Português, de Fernando Pessoa

Fernando Pessoa
Mar Português
Docente: Isabel Cruz

Discentes:
Daniela Almeida;
Djeni Mendes;
Jéssica Chiarapa;
Mara Valério;
Patrícia Arriaga.

Índice
Introdução ao poema;

Contexto Histórico;

Estrutura Interna;

Análise do Poema;

Carácter Épico-Lírico;

Recursos Estilísticos;

Conclusões.

Título
Introdução
O presente poema tem como fundamento o mar, a glória e a desgraça do povo português.
Mar Português.
Fernando Pessoa
de
O tema deste poema pode dizer-se que é a apresentação dos perigos e das glórias que o mar comporta ao povo português. Este tema desenvolve-se em duas partes:

Tema
estrofe, onde o sujeito poético apresenta uma realidade épica – é a síntese da história de um povo e dos sacrifícios que suportou para poder conquistar o mar.
estrofe é de carácter mais refletivo, o sujeito poético faz um balanço dos referidos sacrifícios.
"Mar Português"
"Mar Português"
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena,
Se não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu
Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa, in Mensagem

conquista e domínio dos mares pelos portugueses.
"mar" conhecido.
Sofrimento e coragem dos Lusitanos.
Contexto Histórico
Época dos Descobrimentos
“Por te cruzarmos quantas mães choraram
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar”
(perda)
Estrutura Externa
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena,
Se não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu
Mas nele é que espelhou o céu.

a
a
b
b
c
c
d
d
e
e
f
f
Rima
Emparelhada
heptassílabo
decassílabo
duas estrofes, de seis versos (sextilhas)
Estrutura Interna
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

Interpelação do sujeito poético ao mar, a que, relembra os sacrifícios dos Portugueses para conquistarem o mar.

Sal
Sofrimento
Tragédia
desgraças causadas
pelo mar
Lágrimas
Sacrifício

Abnegação
Dor
Coragem
Sentido Patriótico
Espírito de missão
desgraças causadas pelo mar
o esforço necessário para dominar o mar
Em síntese, as consequências das descobertas são:
Consequências emocionais
Dor
Sofrimento
Consequências sociais e económicas
O desamparo das famílias
Consequências
políticas
O despovoamento do reino
Valeu a pena? Tudo vale a pena,
Se não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu
Mas nele é que espelhou o céu.

2ªEstrofe
Balanço / justificação dos sacrifícios: os grandes feitos (a conquista e o domínio do mar) pressupõem sofrimento, mas todo o esforço e dor arrastam consigo alguma compensação, daí que o esforço e o sacrifício dos Portugueses não tenham sido em vão.
Nestas três frases, estão compreendidos os elementos atitéticos fundamentais para a compreensão do poema:
o negativo (pena, dor, perigo)

o positivo (céu).

Quer isto dizer que a dor é sempre o preço da glória.
Tom Dramático do Poema
As duas faces dos Descobrimentos: a tragédia os aspetos desastrosos (1.ª estrofe) e a glória (2.ª estrofe, embora também haja nela uma referência ao lado trágico).

A apóstrofe inicial e a do 6.º verso, que confere uma certa circularidade à estrofe.

A interrogação retórica da segunda estrofe.

Vertente lírica;

Vertente épica.
"Para realizar a glorificação da Pátria, os Portugueses tiveram de sofrer a dor e as privações, o preço a pagar pelos feitos sublimes que praticaram."

Nível Morfossitático
Predominância de verbos e substantivos, como convém às características do tema desenvolvido:

"mar"
"bojador"
"sal"
"lágrimas"
"céu"
Recursos Estilísticos
Apóstrofe
(chamamento do mar)
"Ó mar salgado"
Metáfora
(o povo português está intimamente ligado ao mar.)
"Quanto do teu sal são lágrimas de Portugal"
Anáfora
(repetição)
“Quanto(…)/Quantas(…)/
Quantos(…)”.
Interrogação retórica
"Valeu a pena?"
Antítese
(exploração de ideias opostas)
“Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.”

Anáfora e
quantificadores
(realçam o número de vidas afetas pelas desgraças causadas pelo domínio do mar.)
«Quantos filhos»

«Quantas noivas»
Recursos Estilísticos
Função emotiva
Traduzida pelas
exclamações.
Apóstrofe e
Personificação
«mar», tratado na 2.ª pessoa é responsável por todo o drama e sofrimento, mas também proporcionador da glória.

Metáfora e Hipérbole
(uma síntese das desgraças que o mar causou).

«Ó mar salgado, quanto do teu sal  São lágrimas de Portugal»
Exclamações
(1.ª estrofe)
Servem o tom épico-dramático do poema e exprimem o que há de mais sagrado nas relações humanas: o amor familiar, isto é, o sofrimento que custou a conquista do mar.

Recursos Estilísticos
Interrogação
(chama a atenção para as contrapartidas que o destino reserva aos navegadores e inicia o balanço ou a reflexão sobre a utilidade dos sacrifícios.)

«Valeu a pena?»
Sentido metafórico
(é o símbolo do sonho realizado, da glória; se o mar é o local de todos os perigos e medos, também é o espelho do céu, uma vez conquistado).

«cruzarmos»
«Bojador»
«espelhou»
«céu»
Antítese
Entre o :
Lado
Trágico
Glorioso dos Descobri-
mentos
...resumem a história passada e presente do povo português e, consequentemente, exemplificam a capacidade de síntese e aproveitamento das potencialidades expressivas das palavras mais banais, processo característico de Fernando Pessoa.

primeiros versos...
Conclusão
“Para que fosses nosso, ó mar”.
Fernando Pessoa
Full transcript