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David Hume

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by

José Joaquim Fernandes

on 7 April 2015

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Transcript of David Hume

A teoria empirista de
D. Hume

1. Hume acusa Descartes de partir de uma falácia circular. Porquê?

2. O que são e como distingue D. Hume as impressões das ideias? Dê exemplos.

3. Que relação existe entre ideias e impressões?

4. O que leva Hume a defender que não existe conhecimento a priori do mundo?


Dado que o pensamento trabalha com 2 tipos de materiais - impressões e ideias - existem, para Hume, 2 tipos de conhecimento:
Relações de Ideias
e
Conhecimentos de Facto
.
A crítica a Descartes
O empirismo de Hume
Tipos de conhecimento
Eis o que nos diz D. Hume sobre a pretensão de Descartes em fundamentar o conhecimento na razão do sujeito:
"
Existe uma espécie de cepticismo, anterior a todo o estudo da filosofia, fortemente recomendado por Descartes e outros como uma proteção soberana contra os erros e juízos precipitados. Esse cepticismo recomenda uma dúvida universal, não só quanto às nossas opiniões e princípios prévios, como também quanto às nossas faculdades; faculdades de cuja veracidade, dizem, nos devemos assegurar por meio de uma cadeia de raciocínios deduzidos de um princípio original que não possa de modo algum ser falacioso ou enganador."
E continua Descartes:
"Mas não só não há um tal princípio original (...) como, se houvesse, não poderíamos avançar um passo que fosse além dele, a não ser usando aquelas mesmas faculdades das quais já se supõe que desconfiamos. Logo, a dúvida cartesiana, ainda que qualquer pessoa a pudesse atingir (o que claramente não pode), seria totalmente incurável, e nenhum raciocínio poderia alguma vez conduzir-nos a um estado de certeza e convicção sobre o que quer que fosse.
David Hume, Investigação sobre o Entendimento Humano, 1748, trad. de João Paulo Monteiro, pág. 161
O argumento de Hume é o seguinte:
A dúvida (com o arg. do Génio Maligno) coloca em questão as nossas faculdades racionais pelo que não podemos confiar nelas.
Ainda que a dúvida nos permita afirmar a existência do pensamento, já que não podemos confiar nele, qualquer tentativa para encontrar um fundamento nesse pensamento está condenada ao fracasso.
Logo, não é possível ir além do cogito e isso implica que o conhecimento não é possível.
Segundo este ponto de vista, a tentativa de Descartes em fundamentar todo o conhecimento na razão do sujeito falhou e deixou o problema do cepticismo por resolver. Chegámos eventualmente ao Cogito, mas não podemos passar daí.

Hume propõe uma solução para o problema que corta radicalmente com a proposta de Descartes.
Todo o
conteúdo
sobre o qual trabalha o pensamento deve vir de "fora" da razão e resulta da informação captada pelos sentidos.
Os resultados deste trabalho do pensamento sobre os dados empíricos, para poderem ser considerados científicos, devem poder ser testáveis na experiência.
Por mais raciocínios que eu fizesse, apenas pensando, jamais eu poderia chegar a saber a cor do cabelo da Mariana, ou que a Terra traça uma elipse e não um círculo no movimento de translação, ou o valor da constante gravitacional universal.
Como poderia eu saber tais coisas sem receber informação vinda do mundo exterior ao meu pensamento?
David Hume, 1711-1776
Para Hume, todo o conhecimento é feito de 2 tipos de conteúdos:
1) impressões
e
2) ideias
.

D. Hume, Tratado sobre a Natureza Humana, (adaptado)
Resumindo:
1.
Para Hume, todo o conteúdo do conhecimento tem origem em impressões (
são originárias
);
Jamais um cego de nascença poderá ter a ideia de verde!
1. Relações de ideias.
Eis o que, sobre isso, diz Hume:
"
Que o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos dois lados é uma proposição que exprime uma relação entre estas figuras. Que três vezes cinco é igual à metade de trinta expressa uma relação entre estes números. Proposições deste tipo podem descobrir-se pela simples operação do pensamento, sem dependerem do que existe em alguma parte do universo
."
D. Hume, Investigação sobre o Entendimento Humano
Isto significa o seguinte:
Depois de o pensamento ter formado certas ideias tomando como suporte as impressões sensoriais, ele pode produzir novos conhecimentos
estabelecendo relações lógicas entre essas ideias
. Trata-se de
conhecimentos a priori
e de
verdades necessárias e universais
impossíveis de serem falsas. É o que acontece com os conhecimentos lógicos e matemáticos.
É o caso da proposição: "
Nenhum casado é solteiro
".
2. Conhecimentos de facto.
É assim que Hume caracteriza os Conhecimentos de Facto:
"
Os Conhecimentos de Facto que constituem os segundos objectos da razão humana não são indagados da mesma maneira, nem a nossa evidência da sua verdade, por maior que seja, é de natureza semelhante à precedente [Relações de Ideias]. O contrário de toda a questão de facto é ainda possível, porque jamais pode implicar uma contradição e é concebido pela mente com a mesma facilidade e nitidez como se fosse idêntico à realidade
".
D. Hume, Ensaio sobre o Entendimento Humano
Poderíamos sintetizar estas afirmações do seguinte modo:

1) Os
Conhecimentos de Facto
resultam de informação empírica directamente captada do mundo através dos sentidos.
Exercícios
Se eu afirmo: "
Os ténis do Pedro são brancos
", e queremos saber o valor de verdade desta proposição só podemos chegar a uma conclusão "inspeccionando" o que se passa na realidade. E é sempre possível chegarmos à conclusão de que "Os ténis do Pedro não são brancos".
Mas, atenção!
Estes conhecimentos apenas têm um valor lógico, formal, nada de novo acrescentando ao conteúdo do que já conhecíamos sobre o que existe no mundo!
A única forma de conhecermos os factos que aí ocorrem é através das impressões sensoriais.
David Hume acusa Descartes de cometer uma falácia de
petição de princípio
.
Descartes procura fundamentar a racionalidade do sujeito tomando como base a análise de ideias do próprio pensamento do sujeito. Ou seja: o pensamento justifica-se a si mesmo...
Hume reconhece que, na produção de conhecimento, a inteligência e o pensamento humanos têm um importante papel.
Todavia, ele defende que esse
pensamento desligado da experiência, nada nos pode dizer sobre o que existe fora do pensamento, sobre o que se passa no mundo.

Isto significa que Hume, contra Descartes, nega qualquer autonomia ao pensamento: este, desligado da experiência, nada pode conhecer sobre a realidade física. A matemática é uma
ciência formal
que, por si mesma, nada nos pode informar sobre o que existe no mundo.
David Hume é um empirista radical
.
Eis como distingue Hume esses 2 conteúdos:

"
Às percepções [conteúdos da mente] que se manifestam com mais força e vigor na mente podemos chamar
impressões
. E incluo sob este nome todas as nossas sensações, paixões e emoções tal como fazem a sua aparição na alma."
Por
ideias
entendo as imagens débeis das impressões quando pensamos e raciocinamos. (...)
As nossas ideias simples
no seu primeiro aparecimento
são derivadas de impressões
simples, que lhes correspondem e que elas representam exactamente.
(...)
As nossas ideias
, ao apresentarem-se,
não produzem as impressões
que lhes correspondem, e não percebemos nenhuma cor, ou sentimos nenhuma sensação, meramente por pensar nelas.
(...)
As impressões são as causas das nossas ideias
e não as nossas ideias das nossas impressões
".
2.

As
impressões
correspondem à informação sensorial a que temos directamente acesso através das sensações e aos nossos sentimentos directamente experimentados;
3.

As
ideias
são a marca enfraquecida deixada pelas impressões no pensamento depois destas terem desaparecido (
são derivadas
);
5.
Qualquer tentativa do pensamento, ao trabalhar com as ideias, em ir além dos dados empíricos a que acedemos pelas impressões, está condenada ao fracasso:
o pensamento está rigorosamente limitado ao que tem acesso na experiência.
4.

Dado que todas as ideias têm origem em impressões, isso significa que
não existem ideias inatas
: todas têm uma origem empírica.
Trata-se de
verdades analíticas
como "Um quadrado tem quatro lados" ou "Um dia húmido não é um dia seco". Uma proposição é analítica quando a sua verdade ou falsidade depende exclusivamente do significado dos termos nela envolvidos. A negação de uma verdade analítica é auto-contraditória.
2)
O valor de verdade das proposições que exprimem este tipo de conhecimento
não depende de relações lógicas nem é auto-contraditório mas
depende do confronto com aquilo que se passa efectivamente no mundo
. E aquilo que se passa no mundo tanto pode confirmar como negar aquilo que as proposições afirmam.
3) O Conhecimento de Facto dá-nos
proposições a posteriori
cujo valor de verdade é
contingente.
Concluindo:
Para David Hume só existem estes 2 tipos de conhecimento:
conhecimento analítico
e
conhecimento empírico
.
Qualquer proposição, como por ex. "Deus existe"; "O homem é livre e moralmente responsável"; "há certas ações que são erradas"; "a alma é imortal", "o universo é infinito", que não seja analítica ou empírica não tem sentido nem oferece qualquer conhecimento.
5. O que distingue as Relações de Ideias e as Questões de Facto? Dê exemplos.

6. A proposição que afirma que "Tudo o que acontece na natureza segue uma ordem inalterável" é empírica? Justifique.

7. Essa mesma frase é analítica? Justifique.
Assim, por exemplo, a tentativa de Descartes em deduzir a existência de Deus a partir da
análise
da ideia de Ser Perfeito é, para Hume, totalmente inaceitável: essa análise pode ser lógicamente coerente, mas o que é inaceitável é a pretensão de concluir, a partir dessa análise, a existência de uma entidade (Deus) fora do pensamento.
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