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Exame físico da cabeça e do pescoço

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Luiz Gustavo F. R.

on 30 October 2014

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Transcript of Exame físico da cabeça e do pescoço

Luiz Gustavo Fernandes da Rosa
Acadêmico de Enfermagem

Orientado pela profª Andressa Lazzari

Exame físico da cabeça e do pescoço
A cabeça centraliza os órgãos dos sentidos:
Olfato;
Paladar;
Visão;
Audição.
Utiliza-se as técnicas propedêuticas assim como alguns instrumentos:

• Oftalmoscópio
• Pupilômetro
• Otoscópio
• Lanterna
• Abaixador de língua

A posição de preferência do paciente para o exame é a posição sentada, o enfermeiro por sua deverá utilizar as técnicas propedêuticas de inspeção e palpação.

Durante a entrevista pode-se investigar sinais e sintomas referentes aos órgãos da região:

Cabeça:
cefaleia
Olhos:
estado da acuidade visual
Ouvidos:
estado da acuidade auditiva
Nariz:
capacidade olfatória
Seios da face:
presença de dor
Boca:
estado do paladar
Orofaringe:
rouquidão
Pescoço:
dor, rigidez


CABEÇA

A cabeça do cliente deve estar ereta e em perfeito equilíbrio, sem movimentos involuntários.

Movomentos involuntários:
parkinsonismo, coreia ou tiques.

Movimentos de confirmação (sincronizado com o pulso):
insuficiencia aortica - Sinal de Musset.

Inclinação da cabeça lateralmente:
problema de visão ou audição.
CRÂNIO

Deve ser observado quanto ao tamanho, pois varia de acordo com a idade e o biótipo.

Macrocefalia:
Crânio anormalmente aumentado.

Microcefalia:
Crânio anormalmente pequeno.

Acrocefalia ou Crânio em Torre (turricefalia):
a cabeça é alongada para cima, pontuda, lembrando uma torre.

Escafocefalia:
Elevação da região mediana do crânio.

Dolicocefalia:
Aumento do diâmetro ântero-posterior.

Braquicefalia:
corresponde ao aumento do diâmetro transverso.

Plagiocefalia:
é uma deformidade em que o crânio fica saliente anteriormente de um lado e posteriormente do outro.
COURO CABELUDO

Utiliza-se as técnicas propedêuticas de inspeção e palpação (deverá ser feito com as polpas digitais em toda extensão do crânio)

Devem ser investigadas alterações como lesões localizadas, presença de cistos sebáceos, tumores ósseos, hematomas ou nódulos no couro cabeludo. Assim como as condições dos cabelos, presença de seborreia e presença de parasitas, higiene e cor, distribuição e quantidade dos mesmos.
FACE

Deve ser observada a coloração, pois ela pode estar ictérica, pálida ou cianótica, fatores estes que podem sugerir doenças. Além disso, deve-se observar apresença de manchas, a fisionomia, a pele, os pêlos, a simetria e a presença de fácies.

Fácies é o conjunto de alterações na expressão da face, que caracteriza uma doença.


Insuficiência renal crônica: Fácies renal
- palidez cutânea e edema palpebral bilateral.


Lepra: fácies leonino -
a pele é espessa, apresenta grande número de lepromas de tamanhos variados e confluentes em maior quantidade na frente da face, lábios grossos e proeminentes, supercílios caem, nariz espesso e alargado, bochechas e mento podem se deformar devido ao aparecimento dos lepromas.

Parkinson: Fácies Parkinsoniana –
cabeça moderadamente inclinada para frente, olhar fixo, supercílio elevados, fronte enrugada, fisionomia impassível.

Hipertireoidismo: Fácies Basedowiana –
olhos salientes e brilhantes, rosto magro. A expressão fisionômica sugere vivacidade porém muitas vezes pode parecer com espanto ou ansiedade

Hipotireoidismo: Fácies Mixedematosa –
cabelos secos e sem brilho, rosto arredondado, nariz e lábios grossos.

Hiperfunção da glândula suprarrenal ou uso de corticoides: Fácies Cushingoide –
face arredondada, atenuação dos traços fisionômicos, aparecimento secundário de ácne.

Síndrome de Down: Fácies Mongoloide –
fenda palpebral, olhos oblíquos e distantes, rosto arredondado, boca entreaberta.

Depressão: Fácies de Depressão –
cabisbaixo, olhar fixo em um ponto distante, sem brilho e voltado para chão, sulco labial se acentua e o canto da boca se rebaixa, rosto inexpressivo.

Etilismo: Fácies Elétrica ou Etílica -
olhos avermelhados, ruborização da face, sorriso indefinido, voz pastosa e hálito etílico.

Fácies esclerodérmica:
pele endurecida e aderente aos planos profundos; há repuxamento dos lábios, afinamento do nariz e imobilização das pálpebras.

Acromegalia: Fácies da Acromegalia –
arcadas supraorbitárias salientes, proeminência das maçãs do rosto, maior desenvolvimento da mandíbula, aumento do tamanho do nariz, orelhas e lábios.

Desnutrição grave: Fácies hipocrática -
aparência caquética, bochechas e olhos fundos, contornos cranianos da face acentuados, olhar fixo e inexpressivo.
OLHOS


No exame dos olhos deve ser observado:

• O fechamento e abertura das pálpebras;
• Edema palpebral;
• Processo inflamatório das glândulas de Zeis;
• Processo inflamatório dos folículos pilosos;
• Supercílios e cílios: simetria, presença de pelos e distribuição dos mesmos.
Pode-se encontrar:

Lagoftalmo: incapacidade de piscar o olho;

Entrópio: inversão da pálpebra;

Ectrópio: eversão da pálpebra;

Ptose palpebral: queda da pálpebra.
Os globos oculares podem estar:

Protrusos (exoftalmia)

Afundados (enoftalmia)

Desviados (estrabismo)

Com movimentos involuntários (nistagmo)
CONJUNTIVAS

A conjuntiva palpebral pode estar pálida, ictérica ou hiperemiada.

O exame da conjuntiva é feito retraindo a pálpebra para baixo (inferior) e para cima (superior), deve-se observar a coloração e integridade, além de presença de congestão ou material mucopurulento e hemorragia subconjuntival.


CÓRNEA

A córnea é o mais importante meio refrativo do olho, se caracteriza por transparência, deve apresentar a superfície regular.

No exame da córnea pode-se identificar identificar lesões, presença de corpos estranhos, ulcerações e opacificações do cristalino.
REFLEXO CÓRNEO PALPEBRAL

Pode ser avaliado quando se estimula a córnea. Tal reflexo apresenta-se ausente nos comas profundos e na superdosagem anestésica, quando unilateralmente, significa paresia ou paralisias dos nervos trigêmeo ou facial, podendo ser também, tumor.
ESCLERÓTICA

As alterações em sua coloração podem ter causa fisiológica ou por doença. Além disso pode-se encontrar a coloração de vermelho vivo, causadas por hemorragias devido ao rompimento de vasos.
APARELHO LACRIMAL

É responsável pela produção da lágrima e lubrificação do olho. A obstrução ou perda de função do aparelho lacrimal pode levar ao ressecamento da córnea e a produção de lesões.

A função da glândula lacrimal é mensurável por meio do Teste de Schirmer.






ACUIDADE VISUAL

A acuidade visual é mantida pelos movimentos oculares, reflexos ou voluntários. A perda da visão (amaurose) pode se apresentar em um ou nos dois olhos. Deve-se investigar a quanto tempo o cliente vem percebendo mudanças na sua acuidade visual. O examinador deve testar cada olho separadamente, ocluindo um de cada vez, sem pressioná-los. Se caso o cliente já use óculos para a correção da acuidade visual, deve-se fazer o exame com a utilização dos mesmos.

Pode-se utilizar o cartaz visual de Snellen, para avaliar a acuidade visual de longe.
EXAME DA MOBILIDADE OCULAR

O exame da mobilidade, deve ser feito pedindo para o cliente para que acompanhe com o olhar a movimentação de um objeto da direita para esquerda, de cima para baixo. As alterações se apresentam através de nistagmos.
PUPILAS

As pupilas devem ser negras, esféricas e isocóricas. Sua contração varia de acordo com a intensidade da luz e o foco do olhar, então:

• Miose: reação a luz e a proximidade do foco de visualização (olhar para perto), a pupila se contrai.
• Midríase: quando se estimula o simpático ou quando há paralisia do esfíncter, ocorre o relaxamento da pupila, que alarga a abertura de entrada de luz para dentro do olho, isso também acontece com a baixa intensidade de luz, ou no escuro.

AS PUPILAS SÃO:

Isocóricas:
quando estão com o mesmo diâmetro nos dois olhos.

Anisocóricas:
quando apresentam diâmetros diferentes de um olho em relação ao outro.

Fotorreagentes:
quando ao posicionar um foco luminoso sobre o olho, elas se contraem (miose).
NARIZ

O examinador deve atentar para forma e o tamanho do nariz, já que pode estar alterado por traumatismos, tumores ou doenças endócrinas. Deve-se examinar a superfície, a simetria, a presença de deformidades e o movimento das asas do nariz durante a respiração.
Para realizar o exame endonasal, inclina-se a cabeça do paciente para trás e, se possível, usa-se um otoscópio e uma espátula. Deve ser verificado:


• Epistaxe: presença de sangue no nariz;
• Secreções mucopurulentas;
• Integridade da mucosa;
• Presença de crostas;
• Observar se há desvio de septo;
• Observar se há sangramento no septo.

SEIOS PARANASAIS


Frontais
Maxilares
Etmoidais
Esfenomoidais
No exame dos seios paranasais deve-se verificar a hipersensibilidade, pressionando-se o osso frontal com os polegares sobre as sobrancelhas e, depois, pressiona-se os seios maxilares com os polegares fazendo movimentos para cima. Se a hipersensibilidade estiver presente, sugere sinusite.
OUVIDOS

Na inspeção do pavilhão auricular, deve-se observar a forma e o tamanho, bem como a presença de deformidades congênitas ou adquiridas.
Já o exame do conduto auditivo é feito por meio de um especulo ou otoscópio, observa-se a quantidade de cerume presente. Podem ser encontrados processos inflamatórios como eczema, furunculose ou lesões micóticas.
CAVIDADE BUCAL

Ao examinar o a cavidade bucal, deve-se utilizar luvas e espátulas e observar a coloração da cavidade oral e o hálito. Deve-se observar os lábios, se possuem deformidade congênita ou adquirida, além da presença de edema.
Com o auxílio de uma espátula deve-se inspecionar as gengivas que podem se apresentar com hiperplasia gengival, lesões ulceradas ou hemorrágicas, atentando também para processos infecciosos e/ou inflamatórios periodontais. Examinar a quantidade e a conservação dos dentes, a presença de cáries e ou lesões em suas raízes. Se o cliente faz uso de prótese, deve se observar o ajuste e sua higiene.
Quanto à língua, deve-se examinar o tamanho, coloração e a presença de ulcerações, tumorações, manchas ou sangramento.

As tonsilas palatinas devem ser examinadas no cliente, com a boca aberta e com o auxílio de uma espátula, pressionando-se levemente a língua para baixo, examinado também a orofaringe, pois pode se apresentar hiperemiada nos processos inflamatórios.
PESCOÇO

Ao examinar o pescoço deve-se atentar para o seu tamanho, simetria e alterações da postura.

É importante verificar no exame do pescoço, cianose e ingurgitamento das veias jugulares, presença de cicatrizes, e avaliar a glândula tireoide.

O exame da carótida deve ser feito através da palpação com os dedos indicador e médio, sempre comparando os dois lados.
OBRIGADO!
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

Anamnese e examefísico : avaliação diagnóstica de enfermagem no adulto / Alba Lucia Bottura Leite Barros e cols. - 2. ed. - Porto Alegre: Artmed, 2010.

Semiologia e semiotécnica de enfermagem/Maria Belén Salazar Posso. - São Paulo: Editora Atheneu, 2006.

Exame clínico : Porto & Porto / [editor] Celmo Celeno Porto ; coeditor Arnaldo Lemos Porto. - 7.ed. - Rio de Janeiro : Guanabara Koogan, 2011.
Conceitos e habilidades fundamentais no atendimento de enfermagem / Barbara Kuhn Timby ; [tradução : Margarita Ana Rubin Unicovsky... et al.]; revisão técnica : Maria Augusta M. Sores, Valéria Giordani Araújo, Gilnei Luiz da Silva. - 10. ed. - Porto Alegre; Artmed, 2014.
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