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Módulo 6 - GOSCS

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by

Deolinda Mendes

on 9 September 2015

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Transcript of Módulo 6 - GOSCS

Normas de Colheita e Transporte
• Utilizar material de colheita e transporte apropriados
• O volume de amostra deve, sempre que possível, ser em quantidade suficiente
Deve ser especificada a natureza do exame pretendido
Módulo 6 - GOSCS

4. O transporte de amostras biológicas: procedimentos e protocolos
4.1. Amostras de expetoração
4.2. Amostras de urina
4.3. Amostras de fezes
4.4. Amostras de vómito
4.5. Amostras de exsudados
4.6. Amostras de sangue
4.7. Amostras de líquido cefalorraquidiano

Segurança
• Seguir as recomendações básicas de segurança
• No ato da colheita ou manuseamento do produto, usar luvas, bata, avental e se há risco de produção de “salpicos” é necessário utilizar viseira protectora e/ou máscara.
• Não contaminar a superfície exterior do recipiente e/ou da requisição acompanhante.
• Minimizar o manuseamento direto dos produtos a enviar ao laboratório. Enviar os produtos em cestos de transporte.
• Os produtos colhidos por aspiração com agulha devem ser transferidos para um recipiente esterilizado. Caso envie o produto em seringa retirar sempre a agulha. Fechar a seringa devidamente e identificá-la.
Sangue
Não palpar a veia após a desinfeção da pele e antes de inserir a agulha. Se isto acontecer repetir todo o processo de desinfecção.
- Desinfetar a rolha de borracha do frasco com álcool. Aspirar o sangue e inocular o (s) frasco (s), sem mudar de agulha, não ultrapassando a proporção recomendada pelo fabricante.
- Após a colheita, limpar a pele com álcool, para prevenir reacções adversas ao iodo.
• Nunca refrigerar as hemoculturas após a colheita. Conservar o frasco em estufa a 37ºC até ser enviada ao laboratório (ou à temperatura ambiente nos métodos automáticos se assim for recomendado pelo fabricante).

Sangue
- O sangue deve ser colhido por punção duma veia periférica.
- Desinfetar o local da punção com álcool a 70% de modo circular e do interior para a periferia.
- Repetir a operação com solução alcoólica iodada a 1%, ou seguir a política de anti- sépticos do hospital.
- Deixar o anti-séptico secar.

Critérios de rejeição da amostra
• Colheitas de expetoração com mais de 24 horas;
• Amostras em recipientes não esterilizados (quando para exame microbiológico);
• Amostras visivelmente contaminadas;
• Amostras em recipientes mal vedados apresentando sinais visíveis de provável conspurcação do produto;
• Identificação incorrecta do produto ou do doente;
• Colheitas com volume insuficientes.

Normas de Transporte
• Transportar rapidamente todos os produtos para o laboratório.
• Alternativas ao transporte rápido:
Líquido cefalorraquidiano – manter na estufa a 35ºC
Hemocultura – manter à TA
Restantes produtos – refrigerar a 2-8ºC
-Manter a viabilidade do m.o. mas retardando a multiplicação bacteriana
-Manter o pH, proporcionar condições atmosféricas ideais (CO2 e O2) e prevenir a desidratação

CATETERES INTRAVASCULARES
• O envio de cateter para exame bacteriológico só é aconselhado se existirem sinais de infeção relacionadas com o cateter.
• Antes de retirar o cateter, colher sangue para hemocultura de uma veia periférica, pois só assim será possível valorizar o exame cultural do cateter.
• Desinfetar a pele em redor do cateter, utilizando um antisséptico de acordo com a política de anti-sépticos do hospital.
• Retirar o cateter; e cortar asséticamente cerca de 3 a 5 cm da porção terminal e colocá- lo em recipiente esterilizado.
• Nunca enviar pontas de cateter em meio líquido ou de transporte.

BIÓPSIAS CIRÚRGICAS e MATERIAL PROTÉSICO
A colheita é da exclusiva responsabilidade do cirurgião e é enviado em recipiente esterilizado seco ou em meio de cultura líquido, consoante as situações.
Líquido cefalorraquidiano
Punção Lombar
• Desinfetar o local de colheita com uma solução anti-séptica com álcool, de acordo com a política de anti-sépticos do hospital.
• Colher o líquido cefalorraquidiano para tubo esterilizado, inquebrável, transparente de fundo cónico com encerramento hermético. É recomendada a colheita em três tubos, que devem ser numerados, sendo o último, utilizado para exame bacteriológico.
• Enviar o líquido cefalorraquidiano de imediato ao laboratório após a colheita.
• Nunca refrigerar o líquido cefalorraquidiano.

Urina
Nunca colher urina de arrastadeira, urinol ou saco de algália. Em algaliados a urina do saco coletor não é aceitável para a cultura uma vez que doentes com este tipo de cateteres são colonizados após 48-72h da colocação e frequentemente de forma polimicrobiana.
- Não processar pontas de algália. Primeira urina da manhã, se não for possível colher após pelo menos 2h de retenção urinária.
-Se o utente tiver no mesmo pedido exame à urina e exsudado uretral ou vaginal, fazer sempre a colheita do exsudado em 1º lugar

Técnicas de colheita de urina
Jato médio
Punção de cateter urinário
Punção supra-púbica Saco colector em crianças Drenagem de nefrostomia /ureterostomia
Jato médio - Mulher
-Antes de iniciar a colheita efetuar a lavagem higiénica das mãos.
• Com compressas embebidas em água e sabão (não utilizar anti-sépticos, pois podem inibir o crescimento dos microrganismos), proceder à lavagem dos órgãos genitais da frente para trás, com uma compressa de cada vez, repetir a operação três vezes.
• Usando o mesmo processo, lavar só com água esterilizada e secar.
• Iniciar a micção, desprezando o primeiro jato e colher 10-20 cm3 para recipiente esterilizado de boca larga.

Jato médio - Homem
Punção de cateter urinário – Doente algaliado

• Clampar a algália durante 10-15 minutos, acima da derivação, na zona de borracha.
• Desinfetar com álcool a 70º o local a puncionar.
• Com agulha e seringa esterilizada aspirar a urina (5 a 20 ml).
• Transferir a urina para recipiente esterilizado, ou usar seringa própria para transporte de urina.

Punção supra-púbica Urina 24 horas
- O doente deve ter a bexiga cheia.
• Desinfetar a pele da região supra-púbica com a solução anti-séptica segundo a política de anti-sépticos do hospital.
• Com agulha e seringa esterilizada, puncionar a pele e bexiga ao nível do 1/3 inferior da linha que une o umbigo à sínfise púbica.
• Aspirar a urina e colocá-la em recipiente esterilizado ou enviar na própria seringa após remoção da agulha.

Saco coletor em crianças
- Lavar com água e sabão a área genital, limpar com água esterilizada e secar com compressa esterilizada.
• Aplicar um saco autocolante estéril.
• Se, ao fim de 30 minutos não tiver urinado, retirar o saco e repetir todo o procedimento anterior.

Urocultura Urina II
• A colheita de amostras de urina é para o estudo bacteriológico deve ser obtida da primeira micção;
• Nunca efetuar a colheita a partir de um bacio;
• Lavar as mãos com água e sabão;
• Lavar cuidadosamente os genitais externos e períneo;
• Rejeitar a urina da primeira parte da micção e sem interrupção colher a restante urina diretamente para recipiente esterilizado.

• Colheita a qualquer hora do dia;
• Jato intermédio para frasco cedido pelo laboratório.

• Rejeitar a urina do momento zero;
• Recolher toda a urina de 24h para o frasco cedido pelo laboratório;
• No fim do período de 24 horas a bexiga é esvaziada e esta última amostra é adicionada às já colhidas.

Transporte
-Transportar a amostra o mais rapidamente possível ao laboratório.
-Conservar a urina à Temperatura Ambiente por um período não superior a 2h
-Para períodos superiores conservar a 4ºC
POSTOS COLHEITA: Colocar mala térmica no frigorífico e ir colocando as amostras de urina no mesmo.
CENTRAL: Analisar as amostras o mais rapidamente possível!

Fezes
- Com o auxílio de uma espátula existente, recolhem-se 5 a 10 g de fezes que são colocadas no frasco, limpo e seco, cedido pelo laboratório, evitando a contaminação com urina;
- Colher 3 amostras em dias sucessivos, de preferência em dias alternados
-Colher as amostras de fezes para recipiente limpo e seco, de modo, a evitar a contaminação com urina.
Não refrigerar e transportar o mais rápido possível ao laboratório.

Exsudados
Exsudado vaginal/ endocervical
Exsudado do Endométrio
• Enviar a amostra em recipiente esterilizado.
• No caso de suspeita de anaeróbios, colocar em meio de transporte adequado.
• É recomendável realizar simultaneamente hemoculturas.
Líquido amniótico
• Enviar rapidamente ao laboratório até 5 ml de amostra em tubo esterilizado e/ou meio de transporte para anaeróbios.
(NOTA – Não realizar exame microbiológico dos dispositivos intra uterinos
Exsudado uretal
Exsudado retal
Exsudados purulentos
Lesão purulenta aberta
Abcesso fechado
Pústula
Úlceras Gástricas
EXSUDADO OCULAR
• Enviar sempre e em separado amostra dos dois olhos, indicando na requisição o lado da infecção.
• Nos recém-nascidos, efetuar sempre esfregaço em lâminas.
Colheita
• Com uma zaragatoa de algodão ou de alginato de cálcio na conjuntiva tarsal inferior e no fornix do olho e colocá-la no meio de transporte apropriado.
Exsudado Nasal
• A amostra é obtida com quatro zaragatoas, colhendo o exsudado das duas narinas.
• As zaragatoas são introduzidas o mais profundamente possível, rodando levemente para facilitar a introdução.
• Duas são posteriormente colocadas em tubos contendo meio de conservação, destinando-se à cultura e as outras duas são utilizadas para a realização de esfregaços.

Exsudado faríngeo
• Baixar a língua com uma espátula;
• A colheita é feita com o auxílio de uma zaragatoa, colhendo o exsudado da faringe posterior ou amígdalas, tendo o cuidado de não contactar com a língua, gengiva ou saliva, de modo a evitar a contaminação;
• São colhidas duas amostras, sendo uma usada para a realização de esfregaços, e a outra para a cultura (com meio de conservação).
Exsudado nasofaríngeo
• Para diagnóstico de B. pertussis e deteção de portadores de Streptococcus β-hemolítico do grupo A, e N. meningitidis.
• Cuidadosamente introduzir uma zaragatoa flexível de alginato de cálcio através do nariz e colocá-la em recipiente esterilizado com o meio de transporte adequado.
Líquido de timpanocentese
Produto indicado no diagnóstico da otite média aguda.
• Limpar o canal auditivo externo com soro fisiológico estéril.
• Aspirar com agulha e seringa e enviar em meio de transporte apropriado.
• Se o tímpano estiver perfurado, o exsudado pode ser colhido com zaragatoa

Expetoração
O doente deve estar bem hidratado;
Se possível, colher a primeira expectoração da manhã;
Lavar a boca e gargarejar só com água, antes da colheita;
Instruir o doente para colher a expectoração resultante de tosse profunda;
Colher a expetoração para um recipiente esterilizado de boca larga e tampa de rosca;
Se a expetoração for escassa, induzi-la por nebulização com SF ou por cinesiterapia respiratória
Supervisão direta de um profissional.
• Desinfetar o local da punção com a solução anti-séptica segundo a política de anti- sépticos do hospital.
• Aspirar com agulha e seringa.
Colocar a amostra em recipiente seco, esterilizado com tampa de rosca.
• Na pesquisa de anaeróbios, expelir as bolhas da seringa ou colocar o conteúdo em meio de transporte apropriado.
• Eventualmente, quando indicado e protocolado com o laboratório, podem os produtos ser inoculados em frascos para hemocultura

LÍQUIDOS de SEROSAS
Esperma
Espermocultura
• O exame deve ser precedido de uma pausa de ejaculação de 3 dias;
• O paciente deve urinar antes de colher o material;
• Fazer a higiene das mãos e do pénis com água e sabão, distendendo o prepúcio;
• Enxaguar com bastante água e depois secar com gaze estéril;
• Colher por masturbação directamente para o frasco esterilizado de boca larga que só deve ser aberto no momento da ejaculação e deverá ser fechado logo após a colheita;
• Deve-se ter o cuidado de não tocar a parte interna do frasco.
Espermograma
• O exame deve ser precedido de uma pausa de ejaculação de 3 dias.
• O esperma poderá ser colhido no laboratório por auto estimulação, ou na própria residência, desde que, neste caso, seja entregue no laboratório antes de decorridos vinte minutos após a ejaculação.

Micoses
Micoses superficiais
A colheita deve ser feita com material esterilizado (bisturi ou pinça), por raspagem local da lesão. A amostra é guardada numa caixa de Petri, também ela esterilizada e devidamente identificada.

Micoses cutâneas
Os fragmentos de cabelos e raspados de pele e de unhas devem ser colhidos utilizando material estéril (bisturi e pinça) e, se possível, sob luz ultravioleta, uma vez que, em presença de um dermatomicose provocada por fungos do género Mycrosporum ,a lesão ou os pêlos apresentam fluorescência.

Vómitos
Poderá ser coletado vómito em frasco estéril seguindo os mesmos cuidados das amostras de fezes.
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