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VIAGEM

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by

Soraya Alves

on 12 April 2014

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Transcript of VIAGEM

Primeira grande escritora da literatura brasileira;

Viveu a tentativa de compreender a existência;

Preocupava-se com situações universialistas;

Primeira voz feminina da poesia moderna;

Poesias reflexivas de fundo filosófico;

Poesias ligadas a musicalidade;

Visão humanista ampla;

Seleção vocabular;

Postura intuitiva;

Poeta lírica;

Habilidosa.
Cecília Meireles

POEMAS
Universidade Tiradentes
MILENA ALVES DA SILVA
NAYANE SILVA SANTOS
SORAYA ALVES DOS SANTOS
VIAGEM
Inscreve-se no panorama do Modernismo brasileiro e assinala uma singularidade primordial.

Contém poemas marcados pelo engrandecimento dos elementos mais simples da existência, os quais adquirem significação simbólica.

Tem capacidade lírica inovadora;

Retrata uma permanente viagem interior; intimista e introspectiva, sugerindo num tom leve e delicado, temas de solidão, melancolia, fuga pelo sonho, o vazio do existir, saudades e sofrimento.

Utilizando-se dos jogos de palavras, metáforas, sinestesias, dentre outras figuras de linguagem, o eu-lírico investiga o processo de criação literária.

A obra marca uma noção de fluidez ao utilizar os alementos da natureza que surgem ao longo das poesias, dentro de um fluxo mais amplo que é do próprio canto.
Cecília Meireles
VIAGEM
Nome completo: Cecília Benevides de Carvalho Meireles

Nascimento:
07 de novembro de 1901, Rua da Colina, Tijuca, Rio do Janeiro

Morte:
09 de novembro de 1964, Morro de São Carlos, Rio de Janeiro,


MOTIVO

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta

Irmão das coisas fugidias;
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou se passo

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada
E um dia sei que estarei mudo:
- Mais nada

ASSOVIO

Ninguém abra a sua porta
para ver que aconteceu:
saímos de braço dado,
a noite escura mais eu.

E ela não sabe o meu rumo,
eu não lhe pergunto o seu:
não posso perder mais nada,
se o que houve já se perdeu.

Vou pelo braço da noite,
levando tudo o que é meu:
- a dor que os homens me deram,
e a canção que Deus me deu.

RETRATO

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio amargo

Eu não tinha estas mãos sem força,
tão paradas e frias e mortas;
eu não tinha este coração
que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- em que espelho ficou perdida
a minha face?
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