Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Antologia Poética

No description
by

Ana Carolina Amaral

on 25 November 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Antologia Poética

Notes
Antologia Poética
Antologia Poética
O tempo
Carta de Apresentação
O tempo
Análise do Poema

O poema "O tempo", de Mario Quintana, tem um título bem auto-explicativo e trata-se sobre como o tempo é desperdiçado em nossas vidas e o eu lírico nos passa a mensagem de como devemos aproveitar a vida ao máximo e valorizar todos momentos e cada segundo que se passa, pois sem que percebamos, eles passam muito rápido. Ao ler pela primeira vez, o poema aparenta ser em prosa, consequente a ele, diferentemente de muitos poemas, ter uma métrica diferente e ser escrito em uma só estrofe, porém, isso não o torna prosa, pois ele continua sendo dividido em versos.
O eu lírico consegue nos envolver completamente com o poema, pois para que nos identifiquemos, ele relata momentos significativos no ano e da vida passando e assim cria uma conexão muito forte entre nós e o que está sendo relatado, influenciando que nós imaginemos as sensações e criemos imagens à partir de nossas memórias das datas relatadas. Algo que contribui não só com essa sensação, mas também com o ritmo do poema, é o uso de anáfora das palavras "Quando se vê", que se dá em seis versos consecutivos. O primeiro verso “A vida são deveres que nós trouxemos para fazer em casa” pode ser interpretado de diversas maneiras, dentre elas, que devemos viver a vida sem medo, nos aventurando e aproveitando ao máximo, mesmo quando nos depararmos com dificuldades, pois o tempo passa e só vivendo é que aprendemos o quão a vida é boa. Igual aos deveres de casa, que apesar de às vezes surgirem dificuldades e só ao realizá-los que de fato, se aprende, e sem eles, não aprenderíamos coisas novas. Depois, em um verso do poema, o eu lírico diz: “Agora é tarde demais para ser reprovado…", relacionando-o com o primeiro verso, podemos dizer que quando você se da conta que deve viver mais a vida, com mais intensidade e valorizá-la, já é tarde demais, pois o tempo já passou. Assim como na escola, é fim de ano e você precisa de notas para conseguir não ser reprovado, mas então, já é tarde para você realizar o seu dever de casa.
Gastamos muito tempo da nossa vida preocupados com a falta de tempo e assim, perdemos mais tempo ainda, pois sempre achamos que falta tempo para realizar o que precisamos e com isso, não utilizamos esse tempo, por menor que seja, para aproveitar a vida e assim também o perdemos. Consequente a isso, o eu lírico diz que se ele tivesse outra oportunidade, não olharia para o relógio, ou seja, viveria sem se preocupar com o tempo. Viveria sem medo de ser feliz.
No 12° verso, o eu lírico diz que ele não vai olhar para casaca dourada das horas, ou seja, não vai olhar superficialmente como sendo apenas horas, ele vai se importar com o conteúdo, a essência das horas, para que realmente possa aproveitá-las.
Até mesmo no verso onde ele fala sobre o amor, “Seguraria o amor que está a muito a minha frente e diria: eu te amo…”, o eu lírico utiliza um exemplo muito decorrente na vida de muitas pessoas para que nos conectemos com o poema, que é o fato de muitas vezes perdermos muito tempo para dizer a alguém que o amamos e o tempo passa e pode ser que isso nunca seja dito e será um tempo perdido, pois duas pessoas que podem se amar e esse amor nunca ser dito e quem sabe elas nunca cheguem a estar juntas.
Sem sombra de dúvidas, o eu lírico quer deixar enfatizada a questão de valorizar muito não só o tempo, mas as pessoas que encontram-se ao nosso redor, como não só nossos amores, mas também amigos, que muitas vezes nos afastamos sem saber e não sabemos mais por onde eles andam, porém não deixam de ter grande importância em nossas vidas.
Algumas pontuações que são utilizadas no poema são de extrema importância, mesmo aparecendo de maneira tão sutil, como por exemplo, o eu lirico enfatizar muito bem a importância e como o tempo passa rápido, que pode ser notado quando ele fala que: “Quando se vê passaram 50 anos!” ou, “Quando se vê, já é sexta-feira! “, que são enfatizados pela anáfora do "Quando se vê" e pelo ponto de exclamação. Dessa forma na qual o eu lírico fala, é possível notarmos como ele da ênfase nessa questão de que mesmo sem perceber, é só piscar os olhos que quando já se vê, já se passou mais uma semana de vida e já chegou o fim de semana e quando você se dá conta, você já está envelhecendo. Outro tipo de pontuação que ele utiliza é “...” com isso, ele transmite uma sensação de certa decepção, que mesmo sem percebemos e valorizarmos, o tempo de cada um de nós está passando.
Nos versos finais, o eu lírico diz para não deixar de fazer algo que gosta por falta de tempo, pois a única falta de tempo que você terá, será justamente do tempo perdido, que nunca irá voltar, novamente, torna-se evidente a mensagem central do poema, que é de nunca desvalorizar o tempo, os momentos e oportunidades, porque em algum momento da vida eles causarão saudade e arrependimento, se não aproveitados. Por fim, o poema é concluído com essa mensagem, junto a menção de não deixar de aproveitar algo por medo de ser feliz, que recorre mais uma vez a uma ação frequente em nossas vidas.
Nada melhor para concluir uma antologia sobre o tempo, que esse poema de Mario Quintana, que transmite justamente a mensagem que queríamos deixar a todos leitores. Não deixe de aproveitar cada segundo da sua vida, valorize as pessoas que você ama e deixe claro à elas o quanto elas são importantes. Não perca tempo se preocupando com a falta dele e aproveite-o. Como o ditado diria, "Não adicione dias a sua vida. Adicione vida aos seus dias". Faça o que te faz feliz sem medo, pois o tempo passa e “Quando se vê passaram 50 anos!”.

Duração
Título Desconhecido


"De que são feitos os dias?
- De pequenos desejos,
vagarosas saudades,
silenciosas lembranças.

Entre mágoas sombrias,
momentâneos lampejos:
vagas felicidades,
inatuais esperanças.

De loucuras, de crimes,
de pecados, de glórias
- do medo que encadeia
todas essas mudanças.

Dentro deles vivemos,
dentro deles choramos,
em duros desenlaces
e em sinistras alianças..."

Cecília Meireles



"É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.

É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.

É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.

É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.

Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência".

Carlos Drummond de Andrade




"De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
- Meu tempo é quando."

Vinicius de Moraes

O Adolescente
" A vida é tão bela que chega a dar medo.


Não o medo que paralisa e gela,
estátua súbita,
mas


esse medo fascinante e fremente de curiosidade que faz
o jovem felino seguir para a frente farejando o vento
ao sair, a primeira vez, da gruta.


Medo que ofusca: luz!


Cumplicemente,
as folhas contam-te um segredo
velho como o mundo:


Adolescente, olha! A vida é nova...
A vida é nova e anda nua
- vestida apenas com o teu desejo!"

Mario Quintana

O tempo

“A vida são deveres que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê não sabemos mais por onde andam nossos amigos...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora
Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado um dia, uma oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Eu seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casaca dourada e inútil das horas...
Eu seguraria todos os meus amigos
Que já não sei onde, como estão
E diria: Vocês, vocês são extremamente importantes para mim
Eu seguraria o meu amor que está a muito a minha frente e diria: eu te amo.
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.”

Mário Quintana



"Não serei o poeta de um mundo caduco.
Também não cantarei o mundo futuro.
Estou preso à vida e olho meus companheiros.
Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.
Entre eles, considero a enorme realidade.
O presente é tão grande, não nos afastemos.
Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história,
não direi os suspiros ao anoitecer, a paisagem vista da janela,
não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida,
não fugirei para as ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens presentes,
a vida presente."

Carlos Drummond de Andrade


Há um tempo

Relógio
"As coisas são
As coisas vêm
As coisas vão
As coisas
Vão e vêm
As horas
Vão e vêm
Não em vão."

Oswald de Andrade














O tempo passa? Não passa

"O tempo passa ? Não passa
no abismo do coração.
Lá dentro, perdura a graça
do amor, florindo em canção.

O tempo nos aproxima
cada vez mais, nos reduz
a um só verso e uma rima
de mãos e olhos, na luz.

Não há tempo consumido
nem tempo a economizar.
O tempo é todo vestido
de amor e tempo de amar.

O meu tempo e o teu, amada,
transcendem qualquer medida.
Além do amor, não há nada,
amar é o sumo da vida.

São mitos de calendário
tanto o ontem como o agora,
e o teu aniversário
é um nascer a toda hora.

E nosso amor, que brotou
do tempo, não tem idade,
pois só quem ama escutou
o apelo da eternidade."

Carlos Drummond de Andrade
Cortar o tempo

"Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias,
a que se deu o nome de ano,
foi um indivíduo genial.

Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão.

Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos.
Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez, com outro número e outra vontade de acreditar que daqui pra diante vai ser diferente"

Carlos Drummond de Andrade
Sem título

"Tem horas que é caco de vidro
Meses que é feito um grito
Tem horas que eu nem duvido
Tem dias que eu acredito."

Paulo Leminski



Esta antologia poética apresentará uma seleção de 12 poemas de poetas muito renomados e dentre eles, um será analisado mais profundamente e terá um trabalho final dedicado exclusivamente a sua apresentação. Inicialmente, nos foi proposto escolher um conjunto de poemas que de alguma forma se relacionassem entre si, seja consequente a temática ou poeta, por exemplo. Essa antologia foi pensada com a intenção de apresentar ao leitor os doze poemas que mais nos interessou , cuja temática é algo presente na vida de todos, desde que chegamos até partirmos, o tempo.
Acreditamos que o tempo passa muito rápido, aparentemente, cada vez mais, e com isso, muitas vezes não damos valor aos bons momentos, experiências e oportunidades que a vida nos proporciona, e só nos resta a vontade de voltar naquele passado tão desejado, que não valorizávamos quando tratava-se do presente. O tempo é algo que apesar de invisível, observamos toda hora, você pisca os olhos e já não está mais mamando no colo de sua mãe, dia das crianças chega e novamente não lembraram de você, e quando nos damos conta, o tempo passou e estamos lutando por um fim de vida em paz. E é por isso que decidimos tratar sobre este tema tão cotidiano para todos, com o objetivo de através da poesia transmitir mensagens que contribuam para que cada um valorize mais sua vida, amizades, amores e é claro, o tempo.
"O tempo era bom? Não era
O tempo é, para sempre.
A hera da antiga era
roreja incansavelmente.

Aconteceu há mil anos?
Continua acontecendo.
Nos mais desbotados panos,
estou me lendo e relendo.

Tudo morto, na distância
que vai de alguém a si mesmo?
Vive tudo, mas sem ânsia
de estar amando e estar preso.

Pois tudo enfim se liberta
de ferros forjados no ar.
A alma sorri, já bem perto,
da raiz mesma do ser. "

Carlos Drummond de Andrade
Título Desconhecido
Poética
Mãos Dadas
"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas...
Que já têm a forma do nosso corpo ...
E esquecer os nossos caminhos que nos levam sempre aos mesmos lugares ...
É o tempo da travessia ...
E se não ousarmos fazê-la ...
Teremos ficado ...
para sempre ...
À margem de nós mesmos..."

Fernando Pessoa
Ana Carolina Amaral e Fernanda Contarelli
Full transcript