Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

A auto-imagem corporal na anorexia nervosa

No description
by

Sara Tanqueiro

on 16 December 2012

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of A auto-imagem corporal na anorexia nervosa

Anorexia Nervosa
William Gull
An (ausência) + orexis (apetite)
Recusa consciente e obstinada do indivíduo em alimentar- se com o intuito de perder peso. Estrutura da apresentação Utopia da sociedade pós-moderna Psicopatologia História Epidemiologia Factores de risco Imagem corporal Estudo Campanhas de sensibilização Vs. Pró-ana Reflexão Utopia da sociedade pós-moderna Psicopatologia “(...) a recusa do indivíduo a manter um peso corporal na faixa normal mínima, um temor intenso de ganhar peso e uma perturbação significativa na percepção da forma ou tamanho do corpo. Além disso, as mulheres pós-menarca com este transtorno são amenorréicas (...)”
Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, em sua quarta edição, (DSM-IV – APA,1994) Anorexia nervosa
Medo intenso de ganhar peso ou de se tornar gordo
Recusa em manter um peso considerado normal para a idade e altura (15% ou mais abaixo do peso normal)
Imagem corporal distorcida
Foco no peso ou na forma do corpo
Recusa em admitir a gravidade da perda de peso
Não aparecimento de menstruação em três ou mais ciclos História Ao longo do tempo... 1691 1868 1873 1998 Consunção
Richard Morton
3 sintomas principais:
- perda de apetite
- amenorréia
- “perda de tecidos corporais. Anorexia histérica
Lasègue
Causa psiquiátrica
Há uma condescendência patológica da anoréxica com relação ao seu estado cadavérico Psicopatologia da AN
Bruch
“a recusa franca de se reconhecer doente e a ausência de angústia diante de um emagrecimento frequentemente macabro dão o último retoque ao perfil clínico” JEJUM como prática religiosa Santa Catarina de Siena (1347-1380): ingeria um pouco de pão e vegetais  Santa Liduina (1380-1433): alimentava-se diariamente apenas com um pedaço de maçã e da “Sagrada Comunhão” Santa Wilgefortis (séc.XIV): fazia jejuns prolongados, vomitava quando ingeria algum alimento e acabou sendo crucificada por ordem de seu pai, rei de Portugal, como castigo. Licenciatura em Ciências da Saúde
2012/2013 Discentes: Inês Miranda, nº 250
Sara Tanqueiro, nº320
Tatiana Morais, nº294 Docentes: Prof. José Luís Garcia
Prof. Rita Correia A auto-imagem corporal na anorexia nervosa Epidemiologia Prevalência 0,5% 3,7% Homens Mulheres 8 por 100 mil indivíduos 0,5 por 100 mil indivíduos Prevalência média de relação homem-mulher de 1:10 até 1:20 Grupos de risco Países industrializados Caucasianas Socioculturais Biofisiológicos Psicoemocionais Predisposição genética
55% Gémeos MZ
5% Gémeos DZ
6-10% familiares 1ºgrau que ja tiveram AN Biologia
Efeitos a nível do metabolismo e sistema neuroendócrino:
- Elevadas concentrações de neuropéptidos no fluido cerebro espinal
- Baixas concentrações de hormonas gonadais
- Elevada actividade serotonérgica Fisiologia
Inanição
Distúrbios de sono
Amenorreia
Hipotensão
Bradicardia
Temperatura corporal baixa
Queda de cabelo Características pessoais
Baixa auto-estima
Expectativas pessoais elevadas
Auto-crítica
Culpa
Necessidade de aprovação dos outros
Sensibilidade interpessoal
Vulnerabilidade
Perfeccionismo Ideal de beleza imposto Pessoas magras = Sucesso Imagem corporal Referências exteriores são apropriadas pelo indivíduo para serem incorporadas. Estudo Objectivo: Compreender os mecanismos que distorcem a percepção da auto-imagem

Metodologia: Resultados (2 tratadas) “Decidi iniciar a dieta quando li numa revista uma "dieta milagrosa" do ananás, e como queria perder peso o mais depressa possível decidi iniciar a dieta. Essa dieta consistia em comer apenas ananás, mais nada.” Joana “Apenas não gostava do que via ao espelho. Quando estava doente raramente me via ao espelho, parti dois espelhos do meu quarto." "Vejo-me bem ao espelho, gosto muito de mim. Infelizmente tenho alturas em que tenho muitos pensamentos anoréticos. O meu ideal de beleza é sobretudo estar bem comigo mesma" Moda
Atletas
Bailarinos Experiências pessoais
Morte
Separações
Conflitos conjugais
Doenças físicas
Abuso sexual Perturbações do comportamento alimentar são mais prevalentes nas classes média e alta em países industrializados ou ocidentais Pressão cultural Pressão dos media associações memórias experiências intenções aspirações tendências Influência social A distorção da auto-imagem corporal nos transtornos alimentares "Comecei a não me sentir muito bem comigo própria, quando mudei de escola comecei a ter muitas inseguranças e dúvidas em relação a mim mesma." "Mesmo nas consultas em Santa Maria afirmava que não tinha qualquer tipo de doença e que estava “muito gorda”. "Não houve alturas em que me tenha sentido bem, pois à medida que emagrecia, sentia-me cada vez mais gorda." "Hoje, apesar de me sentir bem, e gostar do meu corpo, ainda há alturas em que não gosto de mim e tenho muito medo de engordar." "Desde pequenas que as crianças começam a ser idealizadas com um ideal de beleza muito rígido (pessoas altas, bonitas, e muito magras). Devido à televisão, revistas, internet, os adolescentes ficam com a perceção que só com este protótipo físico é que vão conseguir ter sucesso na vida, pois nos anúncios e/ou filmes raramente se vê alguém mais forte." A representação mental que o sujeito opera sobre o seu corpo é incoerente à sua realidade física PESO/IMAGEM CORPORAL IDEALIZADO




PESO/IMAGEM CORPORAL REAL As perturbações do comportamento alimentar resultam da valorização de uma imagem corporal idealizada. Amostra de 4 indivíduos do sexo feminino
2 tratadas
+
2 doentes
relatos biográficos Reportagem a um
Psicólogo Joana Maria Resultados (2 em tratamento) Serão que são só as anoréticas que têm a sua imagem corporal distorcida, ou seremos todos vítimas da mesma psicopatologia social: Campanhas de sensibilização Vs. Pró-ana ANTI-Anorexia: anúncios
campanhas contra a doença PRO-Anorexia PRO-Anorexia: Blogs “Pro ana” a psicopatologia do desejo utópico? Reflexão Bibliografia Rita Patrícia "Eu estou aqui porque acham que tenho anorexia nervosa." "Não decidi fazer dieta e por isso é que acho que não tenho anorexia. Embora tenha estatura não me identifico com uma doente anoréxica. A perda de peso nunca foi intencional." "Foi mesmo sem me aperceber, não recorri a nada.
Houve um tempo que achava que tinha de perder peso mas nunca passou disso." "Eu via na televisão aqueles produtos para emagrecer. Mas não fui por aí. Deixei de comer totalmente e praticava muito exercício físico. Praticava kickboxing, o que começou a ser difícil porque ía para os treinos sem comer nada durante o dia." "A adolescência é aquela fase em que começamos a ligar mais ao corpo." "O meu namorado na altura levou-me a iniciar a dieta, mas passado uns tempos quando estava a ficar um bocadinho melhor tive uma tentativa de violação." "Nunca tive assim um limite mas nunca me olhei ao espelho e disse “Estou magra”, nunca. Mesmo as pessoas chegavam ao pé de mim e diziam “tu estás magra” e eu nunca consegui olhar ao espelho e ver a pessoa que realmente eu sou." "A voz que tenho dentro de mim diz-me para eu não comer e é também o próprio organismo, eu posso passar um dia inteiro sem comer e não tenho fome. Posso estar a almoçar ou a jantar, e o meu estomago rejeita a comida. É difícil agora voltar a comer." "Sentia-me gorda, ainda hoje me sinto quando me olho ao espelho. Vejo-me com mais 15 kg. Ainda hoje não consigo ver a minha imagem real." "Tenho uma auto-estima muito baixa." "Os media têm bastante influência, porque mostra pessoas em capas de revista, por exemplo, impensáveis. As pessoas não são assim, dão-nos uma imagem perfeita e ninguém é perfeito. Isto influencia, a nós ainda mais porque estamos bastante mais fracas. Pusemos na cabeça que tínhamos que ser assim e vamos até ao fim." Acho que não tenho, o meu ideal de beleza é ser eu mas melhor, tornar-me melhor, quero gostar de mim. Este ideal não é o mesmo que tinha antes do tratamento, achava que era melhor sendo mais magra. Isso é o que nos mostram todos os dias - tens mais sucesso se fores mais magra. "Acho que não tenho, o meu ideal de beleza é ser eu mas melhor, tornar-me melhor, quero gostar de mim. Este ideal não é o mesmo que tinha antes do tratamento, achava que era melhor sendo mais magra. Isso é o que nos mostram todos os dias - tens mais sucesso se fores mais magra." "Quero melhorar, conseguir comer uma refeição sem pensar nas calorias que ela tem, conseguir olhar-me ao espelho como sou e não como a pessoa que vejo. Gostar de mim totalmente." Agradecimentos Dr. Abel Matos Santos
Prof. Daniel Sampaio
Voluntárias "Maria", "Joana", "Rita" e "Patrícia" [1] - American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM IV). 4ª ed. 1994.

[2] – A AUTO-IMAGEM CORPORAL NA ANOREXIA NERVOSA: UMA ABORDAGEM SOCIOLÓGICA Rubia Carla Formighieri Giordani Universidade Federal do Paraná.

[3] - BEHAR, R. Santa Rosa de Lima: un analisis psicosocial de la anorexia nerviosa. Rev
Psiquiatria, Chile, n. VIII, p. 707-711, 1991.

[4] - Borges MBF, Jorge MR. Evolução histórica do conceito de compulsão alimentar. Psiquiatria na prática médica.

[5] - AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION PRACTICE GUIDELINES.- Practice Guideline for the Treatment of Patients with Eating Disorders. Am J Psychiatry 157(1) suppl., 2000.

[6] - ECKERT, E.D.; HALMI, K.A.; MARCHI, P.; GROVE, W. & CROSBY,R.- Tenyear Follow-up of Anorexia Nervosa: Clinical Course and Outcome – Psychol Med 25(1): 143-56, 1995.

[7] - Fleitlich BW. Transtornos alimentares na adolescência: o papel dos pediatras. Pediatria Moderna 1997; 33:56-62.

[8] – Mendes C.; Salsa M.; Lourenço E. – Anorexia Nervosa: Para além da imagem refletida no espelho – Psicologia, Universidade Católica de Braga, 2006/2007.

[9] - http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/anorexia/nossa.inimiga.htm

[10] - http://www.fcsh.unl.pt/cadeiras/ciberjornalismo/ciber2000/anorexia/DanielSampaio.htm

[11] – BELING MTC. – A Auto-imagem corporal e o comportamento alimentar de adolescentes do sexo feminino em Belo Horizonte – Faculdade de Medicina, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2008.

[12] - PEREIRA, Beatriz Oliveira ; CARVALHO, Graça Simões de – “Saúde na adolescência : satisfação com a imagem corporal e a auto-estima”. [Lisboa] : LIDEL - Edições Técnicas, 2006. ISBN 972-757-423-8. p. 49-61.

[13] - Morgado FFR, Ferreira MEC, Andrade MRM, Segheto KJ. Análise dos Instrumentos de Avaliação da Imagem Corporal. Fit Perf J. 2009 maijun;8(3):204-11.
Full transcript