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Linguagem e comunicação: considerações

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by

Jefferson Cardoso

on 20 September 2016

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Transcript of Linguagem e comunicação: considerações

Por sua vez, os ruídos são interferências de ordem física, cultural e psicológica.
Podem ser controlados e minimizados, porém não elimina­dos de uma mensagem. É muito difícil encontrar mensagens sem algum tipo de ruído real ou virtual. Os ruídos podem ser:

A comunicação se efetiva por meio de linguagens. O processo de comunicação, porém, será desencadeado somente se houver um código comum entre os interlocutores.
Algumas definições
Língua/linguagem:


“As línguas são casos particulares de um fenômeno geral, a linguagem.”

Linguagem:
“Sistema de signos socializado” (Émile Benveniste)

Sistema de signos:
elementos que se determinam em suas interrelações (tudo significa em função dos outros elementos/contexto)

Socializado:
função de comunicação da linguagem
“A linguagem é o fenômeno geral que se particulariza em códigos.”
Signo
:

Um signo é uma coisa que, além da espécie ingerida pelos sentidos, faz vir ao pensamento, por si mesma, qualquer outra coisa.

Santo Agostinho

Algumas definições
Signo
:

É possível dizer que qualquer objeto, som, palavra capaz de representar uma outra coisa constitui signo. Na vida moderna, todos nós dependemos do signo para vivermos e interagirmos com o meio no qual estamos inseridos.


Algumas definições
Para o homem comum, a noção de signo e suas relações não são importantes do ponto de vista teórico, mas ele os entende de maneira prática e precisa. A utilidade do signo vai além do que imaginamos: ao dirigirmos, por exemplo, precisamos constantemente ler e analisar discursos transmitidos pelas placas de trânsito, pelas luzes do semáforo, pelas reações do veículo ao meio ambiente etc. O homem intelectualizado não vive sem o signo, precisa dele para entender o mundo, a si mesmo e às pessoas com as quais mantém relações humanas.


Algumas definições
"O linguista francês, Émile Benveniste (1902 – 1976) dizia que a linguagem é um sistema de signos socializado, ou seja, seus elementos só adquirem significado quando inseridos em contextos de inter-relação, pois cada signo por si só não possui significado relevante.

Por este motivo é que os conceitos de linguagem e cultura não existem isoladamente, cada cultura, cada época e cada tecnologia constrói e articula sua linguagem de maneira a atender seus mais variados interesses e necessidades. Nada mais atual em tempos de
big data
e da avalanche de informações provida pelos conteúdos das redes sociais!" (Fábio Flatschart)
Algumas definições
O signo é átomo da linguagem, ele é a unidade fundamental de entendimento de um código e pode ser decomposto em dois níveis de compreensão:

Significante
: É o elemento tangível, perceptível, material do signo.

Significado
: É o conceito, o ente abstrato do signo.

Algumas definições
"Vamos tentar exemplificar: Podemos ouvir o som ou ver a grafia da palavra “lápis” se ela for dita ou escrita.
Esse som ou essa imagem são significantes de um só significado, o conceito de um “lápis – instrumento para escrever ou desenhar geralmente construído a partir de pedaço de grafite revestido de madeira”.
Este significado pode ser explicitado em um objeto real, atribuindo-se a ele uma instância, um referente:


O meu lápis 6B.
O lápis que está dento do seu estojo.
O lápis vermelho que está em cima da mesa.
"

(Fábio Flatschart)
Algumas definições
"Em outros casos, um mesmo significante pode remeter a vários significados (por exemplo, o significante folha remete aos significados “ folha de árvore” e “ folha de papel” ); é o contexto que elimina a ambigüidade.

O signo é convencional. Entre o significante e o significado não há outro liame senão o proveniente de um acordo implícito ou explícito entre os usuários de uma mesma língua.

A maior parte dos signos linguísticos é arbitrária (não há qualquer relação entre a representação gráfica “mesa” e o objeto designado); alguns são relativamente motivados (as onomatopéias: cocorocó “imita” o canto do galo em português).
A significação é o liame que une o significante, o significado e o referente, isto é, o elemento material aos elementos conceptuais e reais.
"
Algumas definições
Código:

Um código é um conjunto de regras que permite a construção e a compreensão de mensagens. É, portanto, um sistema de signos. A linguagem é, por conseguinte, um dentre outros códigos (código marítimo, código rodoviário). E a linguagem verbal é o único deles que pode falar dos próprios signos que o constituem ou de outros signos;
Que faz “jogos” com os seus signos e a significação deles (ficções, metáforas). É nisto que se pensa quando se fala em “ flexibilidade” da linguagem verbal.
Algumas definições

Denotação/Conotação
: sentido das palavras na língua:

Denotação:
“relação significativa objetiva entre marca, ícone, sinal, símbolo etc., e o conceito que eles representam (p.ex., a relação entre cruz e 'hospital', entre caveira com dois ossos cruzados e 'perigo' ou 'veneno', entre a forma sonora [masã] maçã e 'fruto da macieira' etc.)

Algumas definições


“O vocabulário, a sintaxe e mesmo a pronúncia variam segundo esses níveis.”

Variantes linguísticas
Sociocultural
Regional/Geográfica
Histórica
Situação
Língua Falada X Língua Escrita (Formal/Informal)
Os níveis da linguagem
“Conjunto de palavras de uma língua.” (teoricamente, ilimitado)

“Conjunto de palavras de uma língua peculiar a um grupo social ou a um indivíduo” (léxico da publicidade, da administração, do direito, de um autor, etc.)

Semântica
: diversos aspectos dos sentidos de uma palavra: cognitivo (baseado no conhecimento objetivo); afetivo (baseado na experiência e nos sentimentos pessoais); denotação e conotação, etc.

O Léxico
“A comunicação pressupõe que os indivíduos têm um repertório de palavras em comum e compreendem tais palavras do mesmo modo.”

“A compreensão só pode ocorrer na medida em que uma palavra apresenta para vários indivíduos um certo grau de uniformidade, fixado pelo uso da língua.”

“Não existe um sentido comum genuíno, mas sim uma espécie de acordo implícito sobre o uso e a aplicação das palavras.” (há os fatores da “expressão”)


O Léxico
Campos semânticos e lexicais
O campo semântico é o conjunto dos significados, dos conceitos, que uma palavra possui. Um mesmo termo tem ou pode ter vários sentidos, os quais são escolhidos de acordo com o contexto abordado.
Campos semânticos e lexicais
a)
levar
: transportar, carregar, retirar, guiar, transmitir, passar, receber.
b)
natureza
: seres que constituem o universo, temperamento, espécie, qualidade.
c)
nota
: anotação, breve comunicação escrita, comunicação escrita e oficial do governo, cédula, som musical, atenção.
d)
breve
: de pouca duração, ligeiro, resumido.
Campos semânticos e lexicais
O campo semântico pode também ser o conjunto das maneiras que são utilizadas para expressar um mesmo conceito.

Campo semântico em torno do conceito de
morte
: bater as botas, falecer, ir dessa para a melhor, passar para um plano superior, falecer, apagar, etc.

Campo semântico em torno do conceito de
enganar
: trapacear, engabelar, fazer de bobo, vacilar, etc.


O campo lexical é formado pelas palavras que derivam de um mesmo radical. Assim, o campo lexical ou a família da palavra “pedra”, seria: pedregulho, pedraria, pedreira, pedrinha, dentre outros. Campo lexical compreende ainda as palavras que pertencem à mesma área de conhecimento:

Escola:
 professor, caderno, aula, livro, apostila, material escolar, diretor, etc.

Internet:
 web, página, link, internauta, portal, blog, site, etc.

Informática
: pen drive, software, hardware, programas, gigabite, memória RAM, etc.
Comunicar-se não é tarefa fácil, em especial se considerarmos que o processo de recepção da mensagem não pode ser inteiramente controla­do. Dentre os problemas da comunicação, a
ambiguidade
e os
ruídos
merecem destaque.

Ambiguidade
Existem várias possibilidades de compreen­são de uma mensagem.
Quando a
ambiguidade
prejudica o processo de decodificação, trata-se de um problema de comunicação, o que deve ser evitado.
Entretanto, a ambiguidade deve ser avaliada com cuidado.
Há ca­sos em que se caracteriza como um problema de comunicação, mas, em outros, pode ser um recurso persuasivo e, portanto, um aspecto positivo da mensagem.
Na publicidade, por exemplo, a ambiguidade é, geralmente, bem-vinda e constitui um recurso retórico bastante utilizado. Vejamos alguns exemplos:
Ruídos Físicos
Interferências sobre o canal.

Por exemplo, a queda de um pos­te na rede de transmissão de energia elétrica falta de iluminação num estádio de futebol no momento de uma partida realizada à noite.


Ruídos Culturais
Interferências no nível do código e do repertório.
Por exem­plo, a propaganda criada no Brasil apresenta diferenças significativas se comparada com a de Portugal. Embora a língua portuguesa seja falada nos dois países, as diferenças culturais são profundas: adaptações podem ser necessárias quando campanhas publicitárias criadas para um seg­mento de público brasileiro forem veiculadas em Portugal.
Títulos de Filmes
No Brasil:
Em Portugal:
Na publicidade veiculada em Portugal constam diferenças no nível do código, na organização frasal e no uso de expressões características da língua portuguesa falada no país.

Há interferências, ou seja, ruídos culturais, pois o código e o repertório utilizados nas peças não estão ade­quados ao público-alvo brasileiro.
Ruídos Psicológicos
Interferências de caráter emocional.

Por exemplo, polí­ticos com alto índice de rejeição perdem muitos votos simplesmente porque o eleitorado não lhes tem simpatia. Muitas vezes, nada há que desabone a conduta de homem público, mas as interferências de caráter emocional estão presentes e roubam-lhe os votos.

O esquema dos níveis de Shannon e Weaver (1948)
No nível A, o nível técnico, a mensagem é considerada como um sinal.

No nível B, o nível semântico, a mensagem é considerada como um portador de significado.

No nível C, o da eficiência, a mensagem é considerada como um meio de influência.
O esquema dos níveis de Shannon e Weaver (1948) e o estudo das marcas
A marca Montblanc é formada por uma estrela de seis pontas arredondadas. Para a empresa, a estrela representa o topo da mais alta montanha da Europa Ocidental (localizada na fronteira entre França e Itália), o Mont Blanc, que é cercada por seis vales.
No modelo Meisterstück nº 149 – o carro-chefe das canetas tinteiros da Montblanc –, a estrela de seis pontas arredondadas está visivelmente situada na tampa da caneta. É difícil não perceber a marca. Ela funciona perfeitamente no nível técnico. A marca se destaca do fundo. É simples e permite uma leitura rápida.
No campo semântico, nem todos entendem o número
4810
, gravado no bico da caneta e que corresponde a altura, em metros, do Mont Blanc. Mesmo assim, a marca é bem conhecida na Europa e o símbolo é usualmente reconhecido como a marca da Montblanc. O significado mais sutil, originalmente pretendido, pode não ser alcançado, mas o significado mais importante – aqui está uma Montblanc – certamente pode.
Entretanto, nem todos os potenciais compradores das canetas Montblanc parecem estar à vontade com a marca. Na Arábia Saudita, as canetas
Meistertück
são vendidas com tampas totalmente pretas, sem a marca.
O problema é a similaridade entre a estrela de seis pontas da Montblanc e a estrela de Davi da bandeira de Israel.
Parece haver uma dificuldade no nível de eficiência, tanto quanto no nível semântico.
Quando um signo é codificado com um significado e decodificado com outro tem-se uma decodificação anômala. (U. Eco)
Problemas de Comunicação
Os problemas de comunicação constituem uma ameaça constante. Apesar de não ser possível eliminá-los, existem alguns elementos que auxiliam a garantir a eficácia no processo de comunicação: um deles é o contexto.
As mensagens são constituídas de signos que têm significado na re­lação com os outros signos. Então, não decodificamos signos isolados, mas mensagens.

A contextualização dos signos é fundamental. O contexto situa o receptor e direciona a decodificação.

Note, também, a im­portância da mensagem que se organiza, sempre, a partir de uma es­trutura.
Por mais diferente e original que uma mensagem possa ser, ela tem uma estrutura que auxilia o receptor a decodificá-la.
Acreditar que basta construir uma mensagem e transmiti-la para que ela seja decodificada, por todos os receptores, da mesma forma e confor­me a intenção daquele - ou daqueles - que a produziu, é o maior proble­ma da comunicação.
Todo o esforço de comunicação reside no "outro", isto é, no interlo­cutor/receptor. É para o "outro" que expressamos nossas opiniões, sen­timentos, desejos, ordens etc. Para qualquer tipo de comunicação - interpessoal ou mediática - é importante analisar cada elemento da co­municação. Esse procedimento evita problemas e auxilia a aprimorar a mensagem.


Conotação:
algo que uma palavra ou coisa sugere. Ocorre por meio de associações linguísticas de caráter subjetivo, emocional ou cultural. Além de seu sentido
denotativo
, ou seja, literal, as palavras utilizadas nesse contexto produzem diversos outros sentidos que sugerem ou evocam novas ideias. Os ditos populares apresentam rica gama conotativa. Ex.: Ajoelhou, vai ter que rezar.
Algumas definições
Em
Schifaizfavoire
, Mario Prata mostra que as diferenças entre Brasil e Portugal vão muito além da língua. E é aí que está toda a graça, ora pois!

ACENTO
Um dia, no Brasil, o Jô Soares entrou num táxi e o motorista — português — foi logo o reconhecendo. O Jô, brincalhão, perguntou como ele descobrira. E o motorista respondeu: pelo seu acento. E não estava se referindo ao bumbum do Jô, mas sim ao seu sotaque.
ARRANJAR
É uma palavra muito usada na cozinha. A cozinheira nativa arranja como ninguém os peixes, os frutos do mar. Um peixe bem arranjado é outra coisa. Arranjar significa limpar, preparar. Mas é também o que as mães dizem para as crianças de manhã: vão se arranjar! Ou seja, lavar o rosto, escovar os dentes etc.
BOCETA

Um dia estava eu no banho e a televisão na sala ligada. De repente ouço a chamada: quinta, à noite (eles nunca dão a hora), não perca, aqui na RTP (eles dizem iiiiiérritepê), o sensacional filme A Boceta de Pandora! Não perca! Claro, é caixa, caixinha.
BICHA

Esta é a mais famosa das diferenças. Todo mundo sabe que bicha é fila em Portugal. Mas, por mais que a gente esteja preparado para ouvir bicha pra cá, bicha pra lá, sempre se surpreende:
— Era uma bicha enorme, dava a volta no quarteirão...
— Por favor, todos em bicha dupla!
— É proibido furar a bicha!
— Não vale guardar lugar na bicha!
— Bicha em estádio acaba sempre em confusão.
— Em algumas escolas as crianças andam em bicha indiana.
— Que a bicha lhe seja leve.
— "A bicha do
Passa por Mim no Rossio
é a maior bicha de Lisboa!" era a manchete de um jornal, referindo-se ao grande musical português.
— Esta é a bicha do cacete ou a bicha da pastilha elástica?
— Antigamente não tinha tanta bicha assim em Portugal...
— Para se conseguir um dentista brasileiro em Portugal, tem que se passar por várias bichas antes.
— O governo está prometendo acabar com as bichas.
— Já para o rabo da bicha!
CACETE
É o nosso pãozinho, mais para a bisnaga, a baguete francesa. Não se assuste se alguém mandar você entrar na bicha do cacete.
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