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Fotografia

a partir do livro - Fotografia - de Joel Costa, ed. Centro atlântico.pt
by

leonor brilha

on 8 April 2016

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Transcript of Fotografia

O termo "fotografia" advém do grego
phos
, ou foto - luz - elemento primordial da fotografia, por mais ténue que esta seja; e o processo de a utilizar para escrever uma imagem -
graphê
, ou grafia.
Tomar consciência das subtilezas da luz e do que as gera é tão fundamental como escolher as tintas correctas para pintar um quadro. A forma como a luz é registada - a exposição - por um lado o acto fotográfico mais simples, pois basta carregar num botão para que ela ocorra, mas por outro lado o mais complexo, já que está relacionada com o controlo da luz, com a selecção das zonas de máxima nitidez e com o modo como o movimento é registado numa fotografia.
O brilho da luz, também designado como amplitude ou intensidade, determinará entre outros aspectos, a quantidade de luz disponível e, consequentemente, influenciará as variáveis de exposição.
O brilho da luz, também designado como amplitude ou intensidade, determinará entre outros aspectos, a quantidade de luz disponível e, consequentemente, influenciará as variáveis de exposição.
O termo "exposição" representa a quantidade de luz que consegue atingir o meio de registo da imagem; esta depende da conjugação de três variáveis: abertura do diafragma, velocidade do obturador e sensibilidade ISO.
A abertura e velocidade são interdependentes, quanto menor a abertura, mais longa terá de ser a exposição; e quanto maior for a abertura, mais curta terá de ser a exposição. Existe portanto uma relação inversa entre ambas. Observe-se a imagem seguinte e compare-se a quantidade de água (luz) que entra no copo (sensor).
O tamanho de abertura da torneira varia o tempo de enchimento do copo. Continuando a analogia, resta apenas uma variável por explicar: o tamanho do copo (sensibilidade ISO). Mantendo a abertura e velocidade fixas, um copo pequeno (ISO elevada) fica cheio muito mais depressa que um copo grande (ISO baixa).
Teremos imagens subexpostas quando o copo fica pouco cheio e images sobreexpostas quando a água transborda.
ABERTURA
do diafragma
A abertura do diafragma é um orifício (normalmente, no interior da objectiva) por onde passa a luz, sendo o seu diâmetro controlado por um conjunto de lâminas metálicas que se contraem (diminuindo a abertura) ou se expandem (aumentando a abertura). Um valor f/1.4 corresponde a uma abertura grande enquanto um f/16 a uma abertura pequena. Assim, a medida de abertura varia entre valores f ou
f-stop
, em que
stop
é uma unidade de medida da luz que traduz a duplicação ou redução para metade da quantidade de luz que entra na câmara fotográfica.











Eis uma escala de
f-stop
completos:

f/1.4 f/2.0 f/2.8 f/4 f/5.6 f/8 f/11 f/16 f/22 f/32
Profundidade de campo
Concretizando outra relação inversa da abertura: quanto menor for a abertura, maior será a profundidade de campo. Logo, como seria de esperar, quanto maior for a abertura, menor será a profundidade de campo.
Uma mnemónica para não esquecer o impacto da abertura na profundidade de campo é pensar naquilo que se faz quando temos dificuldade em ver com nitidez ao longe semicerrando-se os olhos (reduzindo assim a abertura por onde passa a luz).
Tipicamente, uma pequena profudidade de campo pode ser útil quando se faz um retrato (para isolar a pessoa do plano de fundo), enquanto uma elevada profundidade de campo pode ser proveitosa em fotografia de paisagem natural ou arquitectura (para obter nitidez nos detalhes no primeiro e último planos).
O controlo da abertura é tão importante que o modo de exposição em Prioridade à abertura, é um dos mais usados pelos fotógrafos avançados. A possibilidade de definir a abertura confere o controlo da profundidade de campo, que representa a porção de imagem à frente e atrás do plano focado que surge com nitidez evidente.
Como nota complementar, para além da abertura existem outros aspectos que influenciam a profundidade de campo. Entre estes, dois dos mais relevantes são a
distância de focagem
e a
distância focal
, designações que facilmente geram confusão dada a sua aparente semelhança escrita.
Começando pela
distância de focagem
, esta representa a distância que vai do plano do sensor/filme ao objeto que está focado. Sendo assim, mantendo a abertura e a distância focal fixas, a profundidade de campo aumenta à medida que a distância da câmara ao objeto focado aumenta, e vice-versa.
Passando à
distância focal
, esta define o ângulo de visão de uma objectiva, o que, consequentemente, determina o quanto o motivo surge ampliado na imagem.
Deste modo, conservando a abertura e a distância de focagem fixas, quanto maior for a distância focal (isto é, quanto mais
zoom in
se fizer), menor será a profundidade de campo, e vice-versa.
17mm f/5.6
800mm f/5.6
Note-se que a combinação destes três aspectos - abertura, distância de focagem e distância focal - produz efeitos cumulativos ou contrários. Assim, uma máxima profundidade de campo obtém-se quando a abertura é mínima, a distância de focagem é máxima e a distância focal é mínima, mas basta alterar uma destas premissas para que a profundidade de campo comece a diminuir.
VELOCIDADE
do obturador
A velocidade do obturador é a variável que expressa o tempo de exposição, ou seja, a quantidade de tempo que o obturador permanece aberto, deixando passar a luz para esta atingir o sendor/filme. Na maior parte dos modos de exposição criativos das câmaras
reflex
, as velocidades podem oscilar entre trinta segundos (30") e os 1/8000 seg. (8000).
Quando utilizado o modo
Bulb
(B), o obturador poderá ficar aberto enquanto carregamos no botão disparador, ou com um cabo disparador bloqueando o obturador, este manter-se-á aberto enquanto as baterias da câmara
durarem.












Lightpainting 10 segundos (10")
Duas posições diferentes numa mesma longa exposição
Arrastamento durante horas numa noite
Para obter uma imagem nítida (sem tremer) sem tripé, a velocidade de obturação deverá ser no mínimo superior a 1/100 seg (100). A partir de 1/500 seg (500) começamos a congelar movimentos.
Técnicas para evitar fotografias tremidas

Congelamento a 1/1200 seg.
Numa máquina
reflex
, assim que se pressiona o botão de disparo e antes do sensor estar exposto à luz, existe um conjunto de processos mecânicos que tomam lugar no seu interior, nomeadamente os seguintes: o espelho levanta-se e bate no interior da câmara; a abertura do diafragma abre-se de acordo com o valor de f/; o obturador abre-se; o que causa barulho e pode fazer tremer o equipamento.
Para além do uso do tripé e da activação do estabilizador de imagem óptico, existem outras formas de minimizar a probabilidade de registar uma imagem tremida.
Assim, nunca dispare com os pulmões totalmente cheios ou completamente vazios, pois ficará em tensão.
Segure correctamente na câmara, pousando os seus cotovelos no abdómen, transmitindo o peso
e as vibrações ao seu corpo.
Em fotografias verticais, coloque sempre a mão direita por cima da câmara e a esquerda a segurar o conjunto câmara/objectiva, para que o dedo da mão direita, aquele que geralmente carrega no disparador, esteja relaxado e não abane o equipamento.
Panning - a câmera movimenta-se à mesma velocidade da mota.

SENSIBILIDADE
ISO
A terceira e última variável que determina a exposição é a sensibilidade ISO, ou seja, a sensibilidade do sensor/filme à luz.
Quanto maior for a sensibilidade ISO, mais depressa o sensor/filme regista a luz.
O impacto da sensibilidade ISO numa imagem vai além da quantidade de luz registada, pois como se vê na imagem em baixo, existe um progressivo aumento de ruído na imagem (digital), causando uma degradação visível da sua qualidade.
Normalmente escolhemos o
ISO100 para fotografar de dia e valores elevados como o ISO3600 para fotografar de noite.
Estes valores de exposição são medidos por um fotómetro interno, o qual mede a luz que entra na objectiva, ajustando a exposição correcta em relação à prioridade que escolhermos: velocidade ou abertura.
Uma das noções basilares sobre a cor é a de que a mistura das três cores primárias reflectidas pela luz - magenta, amarelo e ciano (CMYK) - permite obter todas as cores ditas secundárias - verde, violeta, laranja e, quando combinadas em proporções iguais, o preto. Todavia, este conjunto de cores não é aquele com que se trabalha em digital, visto que, nesse contexto específico, as cores não resultam da luz reflectida (como acontece numa pintura), mas sim da luz transmitida (como sucede num ecrã LCD de uma câmara fotográfica digital). Sendo assim, existe um outro grupo de cores primárias aditivas, inerente à transmissão da luz - vermelho, verde e azul (RGB). Quando misturadas estas cores produzem o ciano, magenta e amarelo e, em proporções idênticas, o branco.
MATIZ, LUMINOSIDADE E SATURAÇÃO
Os programas
Adobe Photoshop
e
Adobe Lightroom
ajudaram a popularizar estes parâmetros e tipificações da cor. A matiz é aquilo que permite distinguir uma cor da outra, dizemos que a fotografia em baixo é laranja porque vemos a sua cor/matiz predominante. A luminosidade é frequentemente entendida como tom, o qual pode variar em função de se adicionar branco ou preto numa determinada matiz, tornando-a respectivamente mais ou menos luminosa.
A saturação descreve a intensidade ou
a pureza de uma matiz. Deste modo, podem
existir cores distintas de uma mesma matiz,
variando entre a sua pureza total (saturação máxima) e, no outro extremo, o quase
cinzento (saturação mínima).

SIGNIFICADO EMOCIONAL
A cor transmite valores simbólicos e
mensagens implícitas. O amarelo ostenta o
galardão de ser a mais luminosa, pelo que
tem uma forte capacidade de atrair o olhar
e de despertar a atenção; o vermelho é a
cor do nosso sangue, devido à sua força e densidade é muito difícil ignorá-lo, transmite
paixão, agressividade, perigo, proibição,
temperatura elevada; o verde pelo contrário,
está associado à ecologia, harmonia,
frescura, fertilidade e segurança...
Um fotógrafo pode ter a luz ideal e dominar a exposição na perfeição, mas se o enquadramento - aquele fragmento rectangular onde ficam dispostos os motivos a registar - não for bem conseguido, então o resultado é uma fotografia que fica aquém do seu verdadeiro potencial.
A composiçao é iminentemente subjectiva, não se tratando de uma receita onde basta verificar se estão lá todos os ingredientes. A composição vive do olhar, do gosto e, por vezes, do instinto particular de cada fotógrafo, sendo que não existem duas formas idênticas de observar e fotografar. No entanto, é sempre desejável saber as regras para depois as poder quebrar!
O modo como uma imagem é lida depende não só da proporção e orientação da área de imagem (tradicionalmente ligada ao tipo de câmara usada), mas também de um conjunto de aspectos aos quais o olho humano reage (como as cores, a direcção das linhas, a luminosidade e a dimensão dos motivos, entre outros). Existem outras tendências às quais a maioria de nós não consegue escapar, como o facto de se ler uma imagem da esquerda para a direita (razão pelas quais a publicidade nas revistas ocupa a página impar - onde termina o "varrimento" do olhar); e observamos as imagens de cima para baixo, daí a assinatura de um autor, por exemplo numa pintura ficar no canto inferior direito.


A regra dos terços consiste em dividir
o rectângulo de imagem em nove partes iguais, desenhando duas linhas verticais e duas linhas horizontais equidistantes.
A intersecção das linhas produz "quatro pontos de força", sendo que sobre um desses pontos imaginários deverá tentar colocar o motivo que quer destacar.
As linhas servem ainda de referência para as proporções estéticas mais utilizadas em fotografia, dividindo a imagem em terços horizontais e outros tantos verticais.
A regra dos terços é aplicável independetemente da orientação da câmara. Essencialmente, a regra dos terços fornece uma solução estética para se fugir à tentação de centrar os motivos principais.
Por exemplo, numa fotografia de paisagem, em vez de colocar a linha do horizonte ao centro, a regra dos terços sugere colocar sob uma das linhas dos terços - inferior ou superior, consoante se deseja dar destaque ao céu ou ao solo.
Se essa paisagem incluisse uma rocha como ponto de interesse evidente, então ela deveria estar posicionada sobre um dos pontos de intersecção.

A regra dos terços também é uma útil referência para a composição de retrato, onde, normalmente, os olhos ficam posicionados sob a linha do terço superior.
A REGRA DOS TERÇOS
REGRAS DA SECÇÃO DOURADA
E DA ESPIRAL DOURADA
Uma das expressões visuais da média dourada é o rectângulo dourado, o qual é composto por um conjunto de quadrados que respeitam a proporção indicada pelo número de ouro, a partir dos quais se pode desenhar uma espiral - a espiral dourada.
A proporção do rectângulo dourado resulta da divisão do lado maior pelo seu lado menor, sendo próximo da proporção 3:2 (1,5), típica da área da imagem usada pela generalidade das câmaras
reflex
.
A REGRA DOS TRIÂNGULOS DOURADOS
Esta regra propõe que a cena seja dividida numa série de triângulos cujas proporções obedecem escrupulosamente às descritas na regra da secção dourada. Geometricamente, esta regra pode ser expressa facilmente desenhando uma diagonal que una os cantos de um rectângulo dourado. Depois, resta desenhar linhas perpendiculares que unam a primeira recta aos cantos remanescentes, formando quatro triângulos - os
triângulos dourados. Colocamos assim as partes mais importantes da cena dentro dos triângulos e o motivo
principal numa das intersecções.
Desde a génese da fotografia que
foram criados os mais diversos tipos
de câmaras fotográficas, desde simples
caixas com um pequeno furo (
pinhole
),
aos mais avançados equipamentos
digitais. Cada câmara fotográfica
apresenta vantagens e desvantagens;
a combinação ideal de características, depende da finalidade ou contexto fotográfico. Existem três tipos: compactas,
bridge
ou de objectiva fixa, e de objetiva intermutável com espelho (
reflex
).
COMPACTAS
Estas câmaras distinguem-se sobretudo pelas reduzidas dimensões e,
consequentemente pelo peso. São ideais para acompanhar o fotógrafo em qualquer momento, transportadas no bolso das calças sem grande incómodo. A maioria dos modelos já incorpora tecnologia de topo, como estabilizadores de imagem, modos de exposição criativos e uma multiplicidade de funções. Todavia, devido aos pequenos sensores de imagem e sistemas ópticos, um dos principais compromissos está ao nível da qualidade da imagem; o desempenho em condições de baixa luminosidade, particularmente quando se usam sensibilidades ISO elevadas é fraco. Deste modo não são câmaras vocacionadas para impressão em formatos acima do A4 (mesmo que a sua resolução teóricamente o permita) pois a menor qualidade da imagem é evidente.
BRIDGE
COM OBJETIVA FIXA
Estas câmaras foram criadas para fazer a ponte entre o universo das compactas e o das
reflex
, afirmando-se como a solução todo-o-terreno em termos fotográficos. Reparamos logo na sua aparência, possuem punho e sapata para flash externo. Adicionalmente, ao nível dos modos de exposição, tipicamente pode contar-se com os semi-automáticos (Prioridade à abertura e Prioridade ao obturador) e Manual, para uma maior flexibilidade criativa. Para superar o facto de não acomodarem múltiplas objectivas, normalmente as câmaras bridge contam com uma gama extensa de distâncias focais, preparando-a para a maioria das situações fotográficas. Apesar de apresentar sensores cuja área é um pouco superior ao das máquinas compactas, ainda assim a resolução da imagem não costuma impressionar.
REFLEX
O termo
reflex
deriva da palavra
Single Lens Reflex
(SLR), que descreve
um tipo de câmara que usa um espelho e um pentaprisma como forma de
o fotógrafo ver através da ocular óptica o que as objectivas captam.
Estas câmaras são inequivocamente, aquelas que reúnem maior
consenso entre fotógrafos avançados e profissionais.
Isto porque devido às suas características, são aquelas que maiores possibilidades criativas apresentam, a par de um superior desempenho global. Quanto maior a área do sensor, mantendo o resto fixo, nomedamente a quantidade de megapíxeis, maior a qualidade de imagem e o desempenho com sensibilidades ISO elevadas.
O desempenho é bastante elevado: a velocidade de auto-foco, a
cadência de disparo (alguns modelos permitem fazer até dez imagens por segundo) e o tempo de reacção (o atraso do obturador é praticamente negligenciável). O conforto visual associado ao uso de uma ocular óptica é uma das características mais atraentes, não obstante o facto de os modos de visualização directa (
Live View
) se terem popularizado e se encontrarem em plena evolução (ver imagem à direita). Tipicamente, as câmaras
reflex
apresentam elevada robustez quando comparadas com as demais.
Por serem mais volumosas e pesadas, conferem mais estabilidade quando sustentadas na mão, o que é reforçado pelo seu desenho ergonómico.
O contraponto é o esforço físico e logístico associado a este tipo de equipamento.
Grande parte dos modelos de câmaras reflex oferece a possibilidade
de gravar os ficheiros de imagem em dois formatos: JPEG e RAW.
Os ficheiros RAW são ficheiros puros, deixando nas mãos do fotógrafo a tarefa de "revelar" as imagens em pós-produção no
Adobe Raw

e/ou
Adobe Lightroom
.
Embora o cérebro consiga ajustar a nossa percepção daquilo que é branco numa determinada cena, seja qual for a cor da luz existente, as câmaras fotográficas digitais possuem dificuldades em desempenhar essa tarefa. Entender o funcionamento do equilíbrio ou balanço de brancos é vital, e passa por entender se a temperatura de cor da fonte existente é quente ou fria, sendo esta medida em graus
Kelvin
. Assim para que a imagem não fique contaminada com uma dominante azul, laranja, magenta ou verde, deve ser definido um valor adequado à temperatura de cor da fonte de luz.

BALANÇO DE BRANCOS
HISTOGRAMA
A medição da luz assenta no desempenho do fotómetro e na capacidade do fotógrafo os usar para obter a exposição desejada. Contudo, será que a exposição foi tão longe quanto seria possível, obtendo o máximo de informação nas zonas de sombra e altas luzes? Para solucionar estas questões, a maioria das câmaras digitais oferece uma poderosa ferramenta de avaliação: o histograma. Sucintamente, é um gráfico que mostra no eixo horizontal o brilho dos píxeis contidos numa imagem, podendo variar entre o preto puro (0) e o branco puro (255). Uma imagem que apresente um histograma uniformemente distribuído (nem muito à esquerda - imagem subexposta; nem muito à direita - imagem sobreexposta) deverá estar correcta.
É claro que isto é uma abordagem tradicional, pois uma imagem em alto contraste (exemplo de uma silhueta a preto e branco) ou aparentemente sobreexposta (quando o sol entra numa paisagem) apresenta um histograma desequilibrado, sendo a fotografia correctamente exposta.
A maioria das câmaras reflex possui
um botão de previsão de
profundidade de campo, o qual
fecha a abertura até o valor
estipulado, mostrando através da
ocular óptica o que ficará nítido ou
não na imagem. Contudo, esta função
tem a particularidade de escurecer
a ocular óptica, resultado da diminuição da abertura na consequente redução da luz observada. Todavia, no modo
Live View
, esta redução de luz é compensada com um aumento da sensibilidade ISO para mostrar a imagem no ecrã.
As objectivas são muito importantes, desde o enquadramento até à exposição propriamente dita depende das suas características. Assim, quanto maior for a compreensão acerca delas, maior será o controlo criativo por parte do fotógrafo. Uma da características diferenciadoras das objectivas é a sua distância focal ou gama de distâncias focais (Zoom). A distância focal define o ângulo visual de uma objectiva consequentemente, determina o quanto o motivo surge ampliado na imagem.
Quanto maior for a distância focal, menor será o ângulo de visão e naturalmente, maior será a ampliação. Assim uma super grande angular apresenta menos de 21mm, uma grande angular vai de 21 a 35mm, uma lente normal (50mm equivale à visão humana) vai de 35 a 70mm, uma teleobjectiva vai de 70 a 135mm e uma super teleojectiva vai de 135 a 300mm.
Temos ainda casos como a lente olho-de-peixe, sendo uma lente ultra grande angular que vai de 8 a 10mm; e a lente macro, uma lente de excepção,que é projetada para conseguir fazer uma distância de focagem muito curta, muitas vezes provocando algum aumento no
tamanho real.
GRANDE
ANGULAR
TELE-
OBJE-
CTIVA
As teleobjectivas não servem apenas para fotografar objectos distantes e de alguma forma inacessíveis, de facto, uma das principais finalidades é essa e o caso da fotografia de desporto; mas com esta objetiva podemos fotografar o que está próximo desfocando o fundo, no caso do retrato ou fotografia de natureza, pois reduz a profundidade de campo, e as distâncias reais entre os motivos ficam reduzidas a um plano bidimensional. Atenção que quando mais ampliamos um motivo, mais difícil será este não ficar tremido.
É frequente pensar nas objectivas grande-angular e ultra-angular como uma forma de englobar aqueles motivos que de outra forma não caberiam no enquadramento, como acontece quando se fotografa um monumento numa rua estreita.
Deve se ter em consideração a forma como estas objectivas exageram a distorção da perspectiva à medida que o ponto de vista se aproxima dos motivos, criando verticais convergentes que atingem o seu ponto extremo numa lente olho de peixe (imagem apresentada à direita deste texto).
Se fotografia significa "escrever com luz", então a técnica de pintar com luz é aquela que melhor o traduz, sendo capaz de nos espantar e de estimular a nossa criatividade de uma forma muito entusiasmante. Uma das melhores partes é que os requisitos não podiam ser mais simples: uma câmara em prioridade à velocidade com um tempo de exposição longo (10 segundos por exemplo), um tripé, uma lanterna (de preferência de leds) e uma divisão completamente às escuras. No caso das fotografias apresentadas à direita, utilizámos o disparo do flash incorporado para iluminar
o fundo ou figura, além de registar a pintura com luz.

As imagens com o formato panorâmico possuem um encanto próprio, conferindo uma sensação de espaço e liberdade. Apenas é necessário uma câmara fotográfica digital, um computador com o program
a Adobe

Photoshop CS
e um tripé. Os tripés com cabeça de três eixos são os melhores, pois podem bloquear-se dois deles para manter o alinhamento horizontal ou vertical, deixando a rotação livre para "varrer" a cena. Uma imagem panorâmica depende em grande medida do bom alinhamento entre as imagens que a compõem. Assim, aconselha-se o uso de um nível que permita o ajuste do nivelamento, que se encontra no tripé ou utilizando o nível electrónico integrado no modo de visualização directa (
Live View
) em algumas máquinas digitais mais recentes.
A exposição e o ponto de focagem deverá manter-se a mesma/o ao longo das diversas fotografias, o ideal será escolher uma exposição intermédia entre variáveis o mais à esquerda e direita da imagem e quanto à focagem deve-se colocar em modo manual. Tipicamente, a área de sobreposição deverá situar-se entre os 30% e os 50%, pois quanto maior for a sobreposição, mais fácil será o programa minimizar algumas distorções presentes nas linhas rectas de uma cena. No
Photoshop
basta activar a ferramenta
Photomerge
(
File - Automate - Photomerge
), seleccionar as imagens (
Browse
...), escolher a disposição da imagem final pretendida (
Layout - Auto
, por exemplo), definir as opções de colagem/tratamento das imagens
(Blend Images Together
, sendo opcional a correcção de vinhetagem -
Vinhette Removal
- e das distorções ópticas -
Geometric Distortion Correction
) e, por fim, carregar OK. Para terminar, restará recortar as partes excedentárias da imagem de acordo com o formato visualmente agradável.
Man Ray
David Hockney
Wolfgang Tillmans
Edward
Weston
Elliott
Erwitt

Irving
Penn

William
Eggleston

Robert
Doisneau
David
LaChapelle
Karl
Blossfeldt
Edward
Steichen
Cindy Sherman
Texto retirado de
Fotografia

Luz, Exposição, Composição, Equipamento
Joel Santos
de
- câmaras de objetivas intermutáveis com espelho
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