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Capitães da Areia

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by

Vanessa Aoki

on 25 October 2013

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Transcript of Capitães da Areia

CAPITÃES
DA AREIA
Obra de Jorge Amado

Adriana Albernaz
Elbert Soares
Fernando Onodera
Larissa Cunha
Thayna Viana
Vanessa Natsumi
O Autor
Jorge Amado é autor modernista da segunda geração (1930-1945), segue a prosa dos escritores regionalistas nordestinos neorrealistas.
Nasce em 1912 na cidade de Itabuna, muda-se para Ilhéus,
mais tarde para Salvador.
Aos 14 anos, ajuda a fundar a Academia dos Rebeldes,
em contestação ao modernismo de 1922.
Forma-se em Direito em 1935, mas nunca advoga.
Exilado no Regime Getulista, vive na Argentina, Uruguai, Paris e Praga.
Volta durante a 2ª G. M. e é eleito deputado e membro da
Assembleia Constituinte.
Em 1961 é eleito o membro da cadeira 23 da
Academia Brasileira de Letras
Morre aos 89 anos e tem suas cinzas jogadas aos pés da
mangueira de sua casa.
Mais de 30 obras traduzidas para mais de 49 idiomas.
O Título
Além da presença dos adolescentes no banco de areia da praia (justificativa mais clara), Amado cria uma interpretação mais profunda do termo "Capitães" ao metaforizar que a cidade pertence a eles, devido à liberdade que lhes é proporcionada por morar sob o trapiche abandonado.
Aspectos físicos e psicológicos dos personagens
Tempo e espaço
Críticas político sociais
À hipocrisia da igreja e seus frequentadores;
Ao capitalismo;
À manipulação da imprensa.
Jorge Amado
Capitães da Areia se passa na parte mais pobre da cidade de Salvador, onde, durante o dia, os Capitães da Areia mostravam-se para a sociedade: fumando pontas de cigarro, mendigando comida ou praticando pequenos furtos para poder comer. Esse contato precoce com a dura realidade da vida adulta fez com que se tornassem agressivos e desbocados.

O romance se desenrola de modo cronológico, pois há ordenação dos acontecimentos.

São muito frequentes as expressões referentes à passagem das horas, dos dias, meses e anos.

Quando os intervalos de tempo são maiores, relativos a anos, o leitor possui apenas uma visão panorâmica dos acontecimentos, já que estes são resumidos ao máximo.

Capitães da Areia
Jorge Amado
Pedro Bala:
Líder dos Capitães da Areia,15 anos, louro, possui uma cicatriz no rosto. Não é um rapaz muito forte, porém é ágil. Tornou-se líder dos Capitães da Areia por saber lidar com as pessoas, ser bom planejador, ativo, ousado, ter na voz e no olhar autoridade.

João Grande:
Negro, forte, alto, cabelo crespo, 13 anos. Perdeu o pai num acidente e não voltou mais pra casa. É temido e respeitado no grupo por sua força física. Não tolera covardias com os menores e por isso ganhou a simpatia destes. É considerado pelos outros de pouca inteligência.

João José:
É chamado de Professor devido aos seus hábitos de leitura. Cabelo castanho, magro e miope. Conta histórias e faz mágicas aos outros membros do grupo. É respeitado no grupo, Pedro Bala não arquiteta nenhum plano sem consultá-lo. Possui grande talento para o desenho.
Sem Pernas
: É coxo, pede abrigo em casas de família para mapear objetos de valor e facilitar o roubo para os Capitães da Areia. Após trair a confiança de D. Ester, Sem Pernas torna-se sombrio e agressivo com os outros meninos, porque D. Ester lhe tratara com um carinho que nunca conhecera. Antes do incidente, Sem Pernas fazia pilheria com todos, mas esse era seu jeito de remediar a situação em que se encontravam.

Antônio:
Seu apelido é Pirulito. É “magro e muito alto, uma cara seca, meio amarelada, olhos encovados e fundos, boca rasgada e pouco risonha”. Extremamente religioso, Pirulito passa os dias diante seus quadros de santos. Por conta da religião, se sente culpado por roubar e só o faz em duas situações: por necessidade ou para cumprir às leis dos Capitães da Areia.

Gato:
Ágil, cabelos morenos, pele alva, anda vestido com roupas elegantes mas gastas, possui modos de malandro. Antes de fazer Parte dos Capitães de Areia, já fazia parte de outro grupo de crianças abandonadas. Possui uma amante, Dalva.

Padre José Pedro:
Sério, reservado e bondoso. Sente que sua missão de vida é ajudar crianças pobres e, ao revelar isso a um superior, é chamado de comunista. De origem humilde, era operário antes de entrar para o seminário. Não era bom aluno, mas era muito dedicado e devoto a Deus. Sente um carinho sincero pelos Capitães da Areia e compreende a situação que eles se encontram.
Don’Aninha:
Magra, alta e alegre, seu olhar inspirava respeito. A mãe-de-santo ajudava os meninos e tinha carinho por eles.

João de Adão:
Estivador e grevista, queria acabar com os ricos. Achava que a situação dos meninos só mudaria com a revolução. Trabalhou com o pai de Pedro Bala, inspirou o menino a seguir o mesmo caminho que ele e que o pai do menino.

Dora:
O
lhos grandes, cabelo louro, descendente de um italiano e uma mulata. Foi acolhida pelos Capitães da Areia após perder a mãe e o pai para a varíola. Os meninos novos do grupo a veem como mãe, os mais velhos como irmã. Pedro Bala e Professor se apaixonam por ela. É descrita valente como um homem e carinhosa como uma mãe, cuidava dos meninos.


Brasil se encontrava em um clima de populismo trabalhista em paralelo com as propagandas que visavam exaltar a visão da figura de Vargas, conhecido até como Pai dos trabalhadores.

Publicado em partes, elaborado no contexto do “Estado Novo”.

Influência do Código de Menores que vigorou em 1927 e tinha A Doutrina da Situação Irregular presente em seu conteúdo, que emaranhava na configuração do menor, as significações do abandono, da carência e da delinquência.

Obra iniciada com uma reportagem e cinco cartas, algumas para o diretor e outras para o redator do jornal, que dão idéia de veracidade da obra.
“Sob a lua, num velho trapiche abandonado”. Relata, sobretudo pela caracterização dos personagens (neste trabalho presente em “Os aspectos físicos e psicológicos das personagens centrais”) , mostrando pensamentos e aspirações e pela caracterização do trapiche e suas condições de vida.
"Sob a Lua, num velho trapiche abandonado, as crianças dormem. Antigamente aqui era o mar. Nas grandes e negras pedras dos alicerces do trapiche as ondas ora se rebentavam fragosas, ora vinham se bater mansamente. A água passava por baixo da ponte sob a qual muitas crianças repousam agora, iluminadas por uma réstia amarela de lua. Desta ponte saíram inumeros veleiros carregados, alguns eram enormes e pintados de estranhas cores, para a aventura das travessias maritimas. Aqui vinham encher os porões e atracavam nesta ponte de tábuas, hoje comidas. Antigamente diante do trapiche se estendia o mistério do mar-oceano, as noites diante dele eram um verde-escuro, quase negras, daquela cor misteriosa que é a cor do mar à noite."
Primeira Parte

O capitulo “As luzes do carrossel” mostra a essência infantil das crianças, em contraposição com a visão de um bando de crianças malandras e ladras que eles passavam.






Concluindo essa primeira parte, tem-se o capitulo “Destino” em que Pedro Bala começa a adquirir respeito por ser reconhecido como filho do Loiro
“ Então a luz da lua se estendeu sobre todos, as estrelas brilharam ainda mais no céu, o mar ficou de todo manso (talvez que Yemanjá tivesse vindo também ouvir a música) e a cidade era como que um grande carrossel onde giravam em invisíveis cavalos os Capitães da Areia. Neste momento de música eles sentiram-se donos da cidade. E amaram-se uns aos outros, se sentiram irmãos porque eram todos eles sem carinho e sem conforto e agora tinham o carinho e conforto da música.”
Segunda Parte
“Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos teus olhos” conta a historia de amor que começa a nascer quando Dora torna-se a primeira menina do grupo e o relacionamento desta com o grupo e suas ações.
"Irmão ... é uma palavra boa e amiga. Se acostumaram a chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de irmão. Para os menores é como uma mãezinha. Cuida deles. Para os mais velhos é como uma irmã que brinca inocentemente com eles e com eles passa os perigos da vida aventurosa que levam.Mas nenhum sabe que para Pedro Bala, ela é a noiva. Nem mesmo o Professor sabe. E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva."
A morte de Dora é um evento marcante nesta parte do livro.
“Que importa tampouco que os astrônomos afirmem que foi um cometa que passou sobre a Bahia naquela noite? O que Pedro Bala viu foi Dora feita estrela, indo para o céu. Fora mais valente que todas as mulheres, mais valente que Rosa Palmeirão, que Maria Cabaçu. Tão valente que, antes de morrer, mesmo sendo uma menina, se dera ao seu amor. Por isso virou uma estrela no céu. Uma estrela de longa cabeleira loira, uma estrela como nunca tivera nenhuma na noite de paz da Bahia.”
Terceira Parte
“Canção da Bahia, Canção da Liberdade”, mostra a dispersao dos líderes, contando um pouco do fim de alguns dos capitães da areia, pouco tempo depois da morte de Dora.


“.... Uma voz que vem mesmo do padre José Pedro, padre pobre de olhos espantados diante do destino terrível dos Capitães da Areia... Voz que vem do trapiche dos Capitães da Areia. Que vem do reformatório e do orfanato. Que vem do ódio do Sem-Pernas se atirando do elevador para não se entregar. Que vem no trem da Leste Brasileira, através do sertão, do grupo de Lampião pedindo justiça para os sertanejos... Que vem dos quadros de Professor, onde meninos esfarrapados lutam naquela exposição da rua Chile. Que vem de Boa-Vida e dos malandros da cidade, do bojo dos seus violões, dos sambas tristes que eles cantam. Uma voz que vem de todos os pobres, do peito de todos os pobres. Uma voz que diz uma palavra bonita de solidariedade, de amizade: companheiros. Uma voz que convida para a festa da luta. Que é como um samba alegre de negro, como ressoar dos atabaques nas macumbas.”
CONSIDERAÇÕES GERAIS:

O romance Capitães da Areia foi publicado em 1937, logo após a implantação da ditadura do Estado Novo (1937-1945) no Brasil.

Capitães da Areia teve sua primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública de Salvador, Bahia.

Com o fim da ditadura Vargas,
o livro ressurgiu em 1944

E marcou a história da literatura brasileira: foi traduzido para diversas línguas estrangeiras e passou por várias adaptações na rádio, no teatro e no cinema.

O livro foi escrito na década de 30, época em que Jorge Amado se tornara um militante da esquerda comunista, o que o levou à prisão algumas vezes, sobretudo após a Intentona Comunista de 1935
Capitães da Areia tematiza a vida de cerca de cem menores abandonados da cidade de Salvador, na Bahia.

São meninos de rua que vivem na delinquência e na marginalidade, por isso praticam furtos e assaltos, vendendo os objetos roubados a receptadores, como o Gonzales.

Os ladrões adolescentes não têm família, nem acesso à escola, nem profissão. Vivem da criminalidade e da violência.
Enredo


O fluxo narrativo é bem à vontade; apresenta um texto simples, quase em tom de conversa, o que torna o romance facilmente legível.

O narrador é em terceira pessoa, onisciente.

O discurso é o indireto-livre e há monólogo interior das personagens.


Notam-se claramente a simpatia e a parcialidade com que o narrador trata os pequenos heróis, bem como os ideais revolucionários socialistas.

Por exemplo, quando o “companheiro” João de Adão, lembra-se do Loiro, pai de Pedro Bala – futuro grevista e adepto da ideologia socialista.
A obra foi dividida em três partes, assim distribuídas:

I-) Sob a Lua num Velho Trapiche Abandonado;

II-) A Noite da Grande Paz, da Grande Paz dos teus Olhos

III-) Canção da Bahia, Canção da Liberdade.

Antes do enredo, há uma coletânea de textos que foram publicados no Jornal da Tarde de Salvador, intitulada de Cartas à Redação.
Estrutura da Obra
Brasil
SOBRE A OBRA:
PEDRO BALA – líder dos Capitães da Areia, tem o cabelo loiro e uma cicatriz de navalha no rosto, fruto da luta em que venceu o antigo comandante do bando. Seu pai, conhecido como Loiro, era estivador e liderara uma greve no porto, onde foi assassinado por policiais.
SEM-PERNAS – deficiente físico, possui uma perna coxa. Preso e humilhado por policiais bêbados, que o obrigaram a correr em volta de uma mesa na delegacia até cair extenuado, Sem-Pernas conserva as marcas psicológicas desse episódio, que provocou nele um ódio irrefreável contra tudo e todos, incluindo os próprios integrantes do bando.
GATO – é o galã dos Capitães da Areia. Bem-vestido, domina a arte da jogatina, trapaceando, com seu baralho marcado, todos os que se aventuram numa partida contra ele. Além dos furtos e do jogo, Gato consegue dinheiro como cafetão de uma prostituta chamada Dalva.
PROFESSOR – intelectual do grupo, deu início às leituras depois de um assalto em que roubara alguns livros. Além de entreter os garotos, narrando as aventuras que lê, o Professor ajuda decisivamente Pedro Bala, aconselhando- o no planejamento dos assaltos.
PIRULITO – era o mais cruel do bando, até que, tocado pelos ensinamentos do padre José Pedro, converte-se à religião. Executa, com os demais, os roubos necessários à sobrevivência, sem jamais deixar de praticar a oração e sua fé em Deus.
BOA-VIDA – o apelido traduz seu caráter indolente e sossegado. Contenta-se com pequenos furtos, o suficiente para contribuir para o bem-estar do grupo, e com algumas mulheres que não interessam mais ao Gato.
JOÃO GRANDE – é respeitado pelo grupo em virtude de sua coragem e da grande estatura. Ajuda e protege os novatos do bando contra atos tiranos praticados pelos mais velhos
DORA – seus pais morreram, vítimas da varíola, quando tinha apenas 13 anos. É encontrada com seu irmão mais novo, Zé Fuinha, pelo Professor e por João Grande. Ao chegar ao trapiche abandonado, onde os garotos dormem, Dora quase é violentada, mas, tendo sido protegida por João Grande, o grupo a aceita, primeiro como a mãe de que todos careciam, depois como a valente mulher de Pedro Bala.

PADRE JOSÉ PEDRO – padre de origem humilde, só conseguiu entrar para o seminário por ter sido apadrinhado pelo dono do estabelecimento onde era operário. Discriminado por não possuir a cultura nem a erudição dos colegas, demonstra uma crença religiosa sincera. Por isso, assume a missão de levar conforto espiritual às crianças abandonadas da cidade, das quais os Capitães da Areia são o grande expoente.

QUERIDO-DE-DEUS – grande capoeirista da Bahia, respeita o grupo liderado por Pedro Bala e é respeitado por ele. Ensina sua arte para alguns deles e exerce grande influência sobre os garotos.
Personagens
A característica do modernismo que se associa com o livro Capitães de Areia é a Incorporação do Cotidiano, que foi uma das maiores conquistas do Modernismo, ou seja; uma abertura temática sem precedentes, pois, até então, apenas assuntos “sublimes” tinham direito indiscutível ao mundo literário. É o que nos mostra a história desse livro, que vem abrangendo principalmente a situação de vida das pessoas e a condição social, descrevendo então a vida abandonada de crianças e adolescentes
Modernismo
Capitães da Areia é uma obra que se enquadra na Segunda fase do Modernismo brasileiro (1930 – 1945). Na prosa, se consolida nesse período a manifestação do romance regionalista nordestino, que trabalha a desgraça e a opressão do homem
Contexto histórico
O livro expõe um assunto que é existente até hoje no Brasil que são as crianças de Rua, infelizmente ainda encontramos crianças de rua por todos os lugares, nos faróis vendendo bala fazendo malabarismo , ou seja , tentando sobreviver da maneira que conseguem , com isso podemos concluir que mesmo com o passar dos anos o governo não conseguiu se livrar desse problema, tanto que esse problema é exposto até hoje através de filmes como Cidade de Deus.
Esse problema gera a marginalização dessas crianças que por morarem na rua e não terem oportunidade acaba se voltando para esse mundo, mesmo que de forma sucinta, o livro retrata a luta dos comunistas contra o capitalismo, utilizando o pai do personagem Pedro Bala como um símbolo , pois seu pai era um líder nessa luta.

Contextualização com o século XXI
Considerações
finais
O livro Capitães da areia é um Romance moderno regionalista nordestino, ou seja, narrativa em prosa complexa onde descreve ações e sentimentos de personagens fictícios, numa transposição da vida para um plano artístico. E assim fazendo uma criticam sociais e que trabalha a desgraça e a opressão do homem.
Gênero
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