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A Sintaxe Espacial

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by

Lara Silva

on 28 May 2014

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A Sintaxe Espacial
da

QUADROS, Ronice Muller de. A Sintaxe Espacial. In: QUADROS, Ronice Muller de. Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos. reimpr. Porto Alegre, RS: Artmed, 2009. pp 127- 212.
Introdução
A Sintaxe Espacial
"A língua de sinais brasileira, usada pela comunidade surda espalhada or todo o País, é organizada espacialmente de forma
tão complexa quanto às línguas orais-auditivas.
Analisar alguns aspectos da sintaxe de uma língua de sinais requer "enxergar" esse sistema que é
visuoespacial
e não oral-auditivo." (p. 127)
Estabelecimento de relações gramaticais no espaço, através de diferentes formas
- Estabelecimento nominal e o uso do sistema pronominal são FUNDAMENTAIS para as relações sintáticas.
- Qualquer referência no discurso requer o estabelecimento de um local no espaço de sinalização.
MECANISMOS ESPACIAIS:
A) Fazer o sinal em um local particular
b) Direcionar a cabeça e os olhos em direção a uma localização particular simultaneamente com o sinal de um substativo ou com a apontação para o substantivo;
c) Usar a apontação ostensiva antes do sinal de um referente específico:
d) Usar um pronome (a apontação ostensiva) numa localização particular quando a referência for óbvia
e) Usar um classificador (que representa aquele referente) em uma localização particular;
f) Usar um verbo direcional (com concordância) incorporando os referentes previamente introduzidos no espaço.
Observações
A Ordem da frase na língua de sinais brasileira
Os dois tipos de verbos e o auxiliar: repercussões na estrutura da frase
A formação da frase com foco:
A formação das Interrogativas
O comportamento dos verbos e a questão da concordância:
Os verbos sem concordância
Os verbos com concordância
Os verbos manuais
(i) Foco envolve construções duplas em que elemento duplicado ocupa posição final.
(ii) Foco envolve somente núcleos




- Sintagmas interrogativos e sintagmas adverbiais

(iv) A presença do foco permite o apagamento do primeiro elemento da construção dupla.
(v) As marcas não manuais associadas com os elementos em foco se espalham sobre IP vazio, conforme foi ilustrado nos exemplos anteriores.
(vi) As construções com foco observam as restrições de ilha de Ross(1967). Lobato(1986,p. 253-254) resume tais restrições:
As restrições formuladas por Ross se aplicariam a toda a classe de regras de deslocamento e impediriam que fossem extraídos elementos de certas configurações sintáticas que foram por ele denominadas de “ilhas” (exatamente por seu estado de isolamento, já que são estruturas cujos constituintes não podem ser extraídos pelas regras de movimento). As restrições que ele propôs ficaram então conhecidas como “ restrições de ilha” (island constraints). (p.183)

(i) Os elementos interrogativos ( o que, quem, como, onde, por que, etc) podem mover-se para Spec de CP ou manter-se na posição original ( in situ) na língua de sinais brasileira.
(ii) Na língua de sinais brasileira, há marcas não-manuais associadas com as construções interrogativas que se espalham obrigatoriamente sobre o seu domínio de c-comando.
(iii) Elementos interrogativos em posição final são elementos focalizados ocupando o núcleo da projeção FB. A presença de foco licencia o apagamento da cópia.
(iv) Na língua de sinais brasileira, diferentemente da ASL, as construções interrogativas nas orações principais têm um sinal diferente do sinal de orações subordinadas.
a) Interrogativa 1- indagam sobre alguma coisa ( O QUE, COMO, ONDE, POR QUE, QUEM)
b) Interrogativa 2- são aquelas que expressam dúvida, desconfiança.
c) Interrogativa 3- são aquelas que aparecem normalmente em orações subordinadas com expressão facial diferenciada ( colocar a fig.)
Exemplos:

- Nas línguas de sinais, a concordância é obrigatória com o objeto, podendo ou não ser realizada com o sujeito, dependendo da seleção do verbo.


- A grande questão em relação às línguas de sinais é a seguinte: a marcação chamada de concordância nas línguas de sinais é de fato concordância?

São aqueles que não se flexionam em pessoa e número e não tomam afixos locativos. No entanto alguns desses verbos se flexionam em aspecto. Ex: CONHECER, AMAR, APRENDER, SABER, INVENTAR, GOSTAR
São os que flexionam em pessoa, número e aspecto. Ex: DAR, ENVIAR,RESPONDER, PERGUNTAR, DIZER, PROVOCAR.
Os verbos manuais envolvem uma configuração de mão em que se representa estar segurando um objeto na mão.
Backwards Verbs:

Os verbos direcionais também são chamados de verbos com concordância: na língua de sinais brasileira, esses verbos têm de concordar com o sujeito e/ou com o objeto indireto/direto da frase.
"Na língua de sinais brasileira, os sinalizadores estabelecem os referentes associados à localização no espaço, sendo que tais referentes podem estar fisicamente presentes ou não. Depois de serem introduzidos no espaço, os pontos específicos podem ser referidos posteriormente no discurso. Quando os referentes estão presentes, os pontos no espaço são estabelecidos baseados na posição real ocupada pelo referente. Por exemplo, o sinalizador aponta para si indicando a primeira pessoa, para o interlocutor indicando a segunda pessoa e para os outros indicando a terceira pessoa. Quando os referentes estão ausentes da situação de enunciação, são estabelecidos pontos abstratos no espaço.

Os sinais manuais são frequentemente acompanhados por expressões faciais que podem ser consideradas gramaticas. Tais expressões são chamadas marcações não-manuais. "A face do sinalizador raramente é neutra ou descontraída; a sinalização também é acompanhada pela posição da cabeça não, por movimentos da cabeça e movimentos do corpo."

- Há dois trabalho que mencionam a flexibilidade da ordem das frases na língua de sinais brasileira: Felipe (1989) e Ferreira-Brito (1995). As autoras observam que há várias possibilidades de ordenação das palavras nas sentenças, mas que, apesar dessa flexibilidade, parece haver uma ordenaão mais básica que as demais, ou seja, a ordem Sujeito-Verbo-Objeto.
- As demais ordenações encontradas na língua de sinais brasileira resultam da interação de de outros mecanismos gramaticais:
a) Todas as frases com a ordem SVO são gramaticais.
b) As ordens OSV e SOV ocorrem somente quando há alguma coisa a mais na sentença, como a concordância e as marcas não-manuais:
Sem esses traços particulares, as construções são consideradas agramaticais.
c) Apesar de ocorrerem construções SOV e OSV associadas a marcas não-manuais, se houver uma estrutura complexa na posição de objeto, não será possível mudar o objeto de ordem:
d) Os advérbios temporais e de frequência não podem interromper uma relação entre o verbo e o objeto. Os advérbios temporais podem estar antes ou depois da oração e os advérbios de frequência, antes ou depois com complemento verbal.
e) Através da topicalização muda-se a ordem das frases. A marca de tópico associada ao sinal topicalizado é seguida por outras marcas não-manuais, de acordo com o tipo de construção.
Obs: o tópico é o tema do discurso que apresenta uma ênfase especial posicionado no início da frase e seguido de comentários a respeito desse tema. Esse recurso é muito comum na língua de sinais brasileira.
f) As construções com foco incluindo verbos sem concordância podem derivar estruturas SOV.
obs: As construções com foco são aquelas que apresentam constituintes duplicados da mesma oração. Essas "cópias" ocorrem quando o constituinte é enfatizado, mas de forma diferente da ênfase dada ao tópico.
g) A presença de concordância verbal permite a elevação do objeto para uma posição mais alta derivando a ordem SOV:
h) a Ordem (S)V(O) é derivada pela possibilidade de omitir-se tanto o sujeito como o objeto nas construções com verbos com concordância
i) A ordem VOS também pode ocorrer em contextos de foco contrastivo
Há duas classes de verbos nas línguas de sinais: os verbos sem concordância e os verbos com concordância. Os primeiros são aqueles que exigem argumentos explícitos, uma vez que não marca alguma no verbo com os argumentos da frase (TER, FALAR, AMAR, CONHECER). Por outro lado, os verbos com concordância estão associados a marcações não-manuais e ao movimento direcionar (DIZER, ENTREGAR, AJUDAR, REMETER).
REPERCUSSÕES SINTÁTICAS:
(i) As sentenças contendo verbos coM concordância parecem apresentar mais liberdade na sua ordenação do que aquelas contendo verbos sem concordância:
(ii) As marcas não-manuais são obrigatórias nos verbos com concordância e opcionais nos verbos sem concordância.
(iii) Argumentos nulos contendo verbos com concordância ocorrem em contextos sintáticos em oposição às sentenças contendo verbos sem concordância.
(iv) Há uma distribuição diferente da negação entre sentenças contendo verbos com e sem concordância


Essas diferenças podem ser explicadas através da análise de Lasnik (1995) para a assimetria morfológica observada entre os verbos principais e os verbos auxiliares no inglês. Ao analisar o comportamento dos verbos com e sem concordância na língua de sinais, observou-se que os verbos com concordância comportam-se como os verbos auxiliares no inglês, e os verbos sem concordância, como os verbos principais no inglês.
(i) Os verbos principais não podem preceder a negação:
Inglês: *John likes not Mary
Libras:*JOÃO <GOSTAR NÃO CARRO>

(ii) Os verbos principais não podem ser seguidos da negação sem a presença do do-support:
INGLÊS: *John not likes Mary and John does not like Mary
Libras: Com um verbo sem concordância a sentença será boa apenas com um auxiliar.

O auxiliar na língua brasileira de sinais é uma expressão pura de concordância estabelecida através do movimento de um ponto ao outro (estes pontos compreendem o sujeito e o objeto da sentença). Não é um item lexical independente, mas um item que deve ser sinalizado junto com um verbo sem concordância.

Observações: Os fatos evidenciam que o comportamento dos verbos sem concordância é similar ao dos verbos principais em inglês. Observou-se também que os verbos com concordância apresentam um comportamento diferenciado análogo ao dos verbos auxiliares em inglês e verbos principais no francês e no sueco.


NA LIBRAS, A OMISSÃO SEM O AUXILIAR NÃO É PERMITIDA:

(iv) Os verbos principais podem ser omitidos de sentenças complexas através da identidade de sua forma pura:
INGLÊS: john slept, and Mary will too)
LIBRAS: p. 164

(iii) Os verbos principais não podem preceder advérbios adjuntos a VP
INGLÊS: *John plays always soccer.
LIBRAS: *João comprar sempre balas.
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