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QUÍMICA DO AMOR

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Rebecca Costa

on 27 October 2014

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Transcript of QUÍMICA DO AMOR

Química do Amor
O amor é um fenómeno neurobiológico complexo, baseado em atividades cerebrais de confiança, crença, prazer e recompensa, que envolvem um número elevado de mensageiros ou agentes químicos. É frequentemente celebrado como um fenómeno místico, muitas vezes espiritual, por vezes apenas físico, mas sempre reconhecido como uma força capaz de determinar o nosso comportamento.

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Por que sentimos ciúmes?
Pode ser definido como uma manifestação provocada pela falta de exclusividade do sentimento, da dedicação e do cuidado da pessoa de quem se gosta.
O ciúme, pode ser influenciado por hormônios endógenos ou sintéticos. E varia sua intensidade de acordo com o período fértil da mulher e também com o uso de contraceptivos.


então é possível ficar doente de amor?
Sim. A adrenalina secretada pelo cérebro e pela glândula adrenal é um inibidor natural do apetite e do sono.
O cortisol, o hormônio do estresse, aumenta muito na fase mais aguda da paixão e tem um efeito anti-inflamatório que se torna prejudicial se durar demais. Baixando o sistema imunológico e favorecendo infecções, como a gripe. Pode também causar distração em excesso.
é possível se apaixonar e deixar de gostar num pequeno prazo?
Cerca de 40% das paixões são "fulminantes". Quando a paixão se instala rapidamente é a química que está mandando. Uma paixão mais racional, digamos, que se instala lente e seguramente é mais baseada no psicológico.
Curiosamente, os homens tendem a ter mais paixões fulminantes do que as mulheres, talvez por dependerem mais da testosterona e da atração sexual para se apaixonarem.
existem muitas diferenças entre os sexos quanto aos mecanismos fisiológicos da paixão?
Sem dúvida, e elas são extremamente marcadas. O hormônio da atração sexual, da libido, é o mesmo no homem e na mulher: testosterona.
Porém a mulher precisa de 15 a 20 vezes menos do que o homem para sentir libido sexual. Quando o homem e a mulher se apaixonam, no entanto, as mudanças ocorrem em direções contrárias: a testosterona aumenta na mulher e diminui no homem.
Isso explica a perda mais rápida da paixão pelo homem do que pela mulher. É por causa da testosterona também, que a base da paixão é de origem sexual.
e quando somos traídos?
Praticamente igual à rejeição, acrescido de um elemento de raiva, que ativa outras partes do sistema límbico, como o corpo amigdalóide, área septal e área cinzenta periaquedutal. É por isso que muitos crimes passionais são cometidos sob a influência deste estado. A ativação do sistema límbico, devida à combinação de ciúmes, perda e raiva, causa muitas vezes total descontrole emocional.
Curioso também é que a testosterona é fundamental para ativar a agressividade nestes casos, fazendo com que em mais de 95% dos crimes passionais o homem seja o autor, pois ele tem 20 vezes mais testosterona que a mulher.
Como o cérebro reage quando somos rejeitados por alguém que amamos?
As áreas ativadas pela perda/rejeição também encontram-se no sistema límbico. São basicamente a área do córtex cingular anterior, córtex prefrontal orbital, tálamo mediano e hipotálamo. Essas são as mesmas áreas que são ativadas quando sentimos a dor de uma queimadura ou ferida. Por isso dizemos que perder alguém dói fisicamente.
Existem diversas alterações orgânicas, como um aumento enorme do cortisol, e das endorfinas periféricas, que são secretadas em caso de cor aguda, para nos proteger. Elas são semelhantes à morfina.
A perda provoca uma devastação maior que a paixão sentida. Para combater a tristeza, entra em ação o neurotransmissor serotonina. Sua falta relativa em pessoas com tendências depressivas, é o que causa distúrbios psíquicos desencadeados por emoções ruins. Uma pessoa com nível normal de serotonina se recupera rapidamente de perda, ao passo que uma pessoa depressiva sente uma dor psíquica semelhante à dor física.
Por que o amor é irracional?
O amor é quase completamente irracional, justamente porque é comandado pelo sistema límbico, que é mais "primitivo", em termos evolutivos. Ou seja: ele existe nos animais irracionais também, e é responsável por elaborar nossas reações de autodefesa, ligação social, sentimentos e emoções. Porém, nos seres humanos, o córtex tem uma dominância parcial sobre o sistema límbico.
Felizmente, porque senão um ser apaixonado não seria capaz de controlar seu comportamento, em função de certas convenções sociais, como tentar fazer sexo em público, como acontece com os animais que não conhecem suas restrições sociais.
Contato com cães libera oxitocina
Adotar um cão como animal de estimação é semelhante a ter filhos. Pesquisadores descobriram que quando donos de cachorros brincam com os animais, liberam um hormônio ligado à sensação existente no cuidado infantil

Os cientistas verificaram a influência do contato visual dos proprietários de cães na liberação do hormônio. Nos testes, metade dos voluntários permaneceu cerca de 20 minutos sem poder olhar diretamente para seus bichos, Em seguida, eles puderam olhar nos olhos dos seus animais. Após o experimento, constatou-se que o nível de oxitocina dos voluntários havia aumentado em cerca de 20% apenas dois minutos e meio após voltarem a ter contato visual com seus bichinhos.

Com base na avaliação, o aumento no nível do hormônio pode explicar porque brincar com cães pode melhorar o humor e até mesmo atenuar os sintomas de ansiedade e depressão.
O filhote de leão Zara foi rejeitada pelos pais, então ela passou a infância sob os cuidados do gato Arnie
Little Brown, amamentando dois cordeiros recém-nascidos.
Um pequeno cordeiro foi rejeitado por sua mãe, mas encontrou a amizade com Zoe, um dálmata.
Anna, um chimpanzé, ajuda a criar os filhotes em um parque de vida selvagem perto de Daventry, Inglaterra
Jess, um cão muito prestativo, dá mamadeira para ovelhas órfãs.
hormônios sintéticos
Substância processada artificialmente ou modificada estruturalmente para alterar a ação do fármaco, ou aumentar a estabilidade química durante armazenagem e comercialização. A origem pode ser a natureza, e o principal motivo desta transformação é que passam a ser passíveis de registro de patentes (nada do que é natural pode ser patenteado) pela indústria criadora das moléculas. Esta modificação molecular é a principal causa dos efeitos colaterais
hormônios Bioidênticos
Substância cuja molécula é exatamente idêntica a dos equivalentes endógenos, independentemente da fonte que o originou (natural ou sintética); é a progesterona, estradiol, estrona, estriol, testosterona(sexuais), cortisol(adrenais), levotiroxina(ou T4, tireóide), tri odotironina (ou T3, tireóide) e não progestágeno ou progestina, etinil-estradiol, levotiroxina sódica.
fase do desejo
Contamos com a participação de dois hormônios sexuais: a
TESTOSTERONA
(fig. 1) e o
ESTROGÊNIO
(fig.2).
A partir da adolescência, que é quando esses hormônios começam a circular no nosso corpo, é que começa a procura por parceiros.
fase da paixão
Quando os efeitos colaterais são mais "agressivos":
perda de apetite;
distração;
"frio na barriga";
nervosismo;
fase da paixão
É a fase que pagamos todos os "micos" possíveis.. e tudo por culpa da
NORAEPINEFRINA
que acelera os batimentos cardíacos, da
SEROTONINA
que nos descontrola e causa euforia e da
DOPAMINA
, conhecida também como hormônio da alegria.
fase 2
fase 2
fase 3
fase 3
fase 2
fase 1
Todas essas substâncias químicas, que agem diretamente do nosso cérebro são controladas pela
FENILETILAMINA
.
A feniletilamina é muito importante em todo o processo, pois
controla a passagem de fase da paixão para a fase do amor,
exercendo um grande poder sobre nós, que pode tornar-se
viciante.

Os viciados em feniletilamina tendem a ser pessoas instáveis no amor e costumam trocar de parceiro assim que o efeito do "combo químico" desaparece.
Os "viciados em amor" costumam ser infiéis. Nessas pessoas, o corpo desenvolve naturalmente uma tolerância aos efeitos da feniletilamina, sendo necessário "doses cada vez mais altas" para causar algum efeito.
fase da ligação
É a fase do "felizes para sempre". Passamos a fase da paixão e agora chamamos de amor. Os hormônios atuantes são a
OXITOCINA
e a
VASOPRESSINA
.
A
oxitocina
(hormônio do carinho) é uma pequena proteína com 9 aminoácidos produzida no hipotálamo. É a responsável pelo vínculo de afeto entre as pessoas. Produzida depois do orgasmo e é o mesmo hormônio produzido quando as mães amamentam seus filhos. Também age nos animais facilitando sua interação com pessoas ou outros animais (relacionado ao aumento da confiança).

A
vasopressina
é conhecida como hormônio da fidelidade. É também uma pequena proteína constituída por 9 aminoácidos (sendo 8 iguais ao da oxitocina) e está diretamente relacionada ao comportamento monogâmico dos animais. Estudos em ratos mostraram o seguinte: antes do acasalamento, a relação do macho com as outras fêmeas era uniforme. Depois de um dia de acasalamento (havendo assim produção da vasopressina), o macho fica preso a fêmea e não se aproxima de outras, da mesma forma que não permite a aproximação de outros machos.
a escolha do parceiro
É um processo que visa garantir a
continuidade da espécie
.
Exemplo: as fêmeas tendem a procurar por um macho que garanta o sustento dos filhos, já os machos procuram fêmeas com boa capacidade de reprodução.
Um fator muito importante é o
perfil genético
: a nossa "cara-metade" deve ter os melhores genes possíveis, já que esses
vão ser passados aos filhos
.
Estudos mostraram que todos nós procuramos naturalmente alguém com um sistema imunológico diferente do nosso, para assim conseguir que os filhos tenham o
benefício de ambos os sistemas
.
e como avaliamos os genes dos nossos possíveis parceiros?
Sabe-se que vários animais, desde os insetos a muitos mamíferos,
comunicam-se
entre si através de substâncias químicas conhecidas como
FEROMÔNIOS
.

Feromônios deriva do grego

pherein (transportar)
e de

hormon (associado a excitar)
, ou seja, feromônios são "transportadores de excitação"

De maneira geral, são substâncias químicas que funcionam como "cupidos" entre seres da mesma espécie, permitindo-os reconhecerem-se, mutuamente e sexualmente. Os feromônios podem agir como atraentes sexuais.
Os feromônios são únicos para cada inseto, ou seja, cada espécie possui o seu próprio "cógido" de comunicação baseado nas diferenças estruturais dos compostos, ou na proporção desses compostos.
Isto é necessário para que na natureza não haja reprodução ou qualquer interação entre indivíduos de espécies diferentes.
oxitocina na gravidez
No parto;
Sua função no parto é promover as contrações uterinas, de forma ritmada, até que o bebê nasça. Quando a mulher entra em trabalho de parto naturalmente, a ocitocina produzida encarrega-se deste trabalho. Porém, quando o parto está muito demorado ou não ocorre espontaneamente, e precisa ser induzido, os médicos podem injetar a oxitocina sintética na corrente sanguínea da mulher para acelerá-lo.
Na amamentação;
Quando a mulher for dar de mamar ao bebê, a sucção estimula a liberação de mais oxitocina. A qual é naturalmente liberada e o leite flui com maior facilidade, havendo ainda um estreitamento da relação entre mãe e filho. Contudo, o médico pode receitar um spray de oxitocina se a mulher tiver dificuldades em amamentar ou se for mãe adotiva.
Depressão pós-parto
A oxitocina pode ser a chave para prevenir a depressão pós-parto. De acordo com pesquisadores suíços, mulheres com baixos níveis deste hormônio durante a gravidez são mais propensas a se sentirem deprimidas após o nascimento do bebê. A descoberta vem acompanhada da possibilidade de se desenvolver um remédio baseado na substância. Os níveis de oxitocina seriam medidos em mulheres durante a gestação e, naquelas com baixos níveis o remédio seria usado.
Além disso, filhos de mulheres afetas pelo problema têm maior risco de desenvolver doenças psíquicas no futuro. Se aprovadas essas intervenções preventivas seriam cruciais para o bem-estar de mães e filhos. Mas poderiam também haver efeitos colaterais no tratamento, já que a oxitocina é usada em hospitais para induzir o parto.
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