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Alguns aspectos sobre os roteiros da Disney

Aula3 - Argumento e Roteiro
by

Ducca Rios

on 7 July 2014

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Transcript of Alguns aspectos sobre os roteiros da Disney

Adaptado do capítulo "Inspiração" do livro "Os segredos dos roteiros da Disney", de Jason Surrell (2009, pANDA bOOKS, sÃO pAULO).
Alguns aspectos sobre os roteiros
da Disney

“Ao longo da história - e até mesmo entre nossos tataravós selvagens -, todas as culturas do homem têm dramatizado as eternas buscas e conquistas da mente e do coração; nas arenas, em torno das fogueiras da tribo, em templo e teatros. Os tipos de entretenimento mudaram através dos séculos; o conteúdo dos espetáculos públicos mudou muito pouco.”
Walt Disney
Adaptação para Disney
“O livro era melhor...”. Quantas vezes você já escutou isso na saída do cinema em que passava um filme adaptado de um livro?

Comumente, esquecem que ficção literária e cinema são dois meios complementares diferentes, com os próprios pontos fortes, pontos fracos e requisitos criativos. Jamais serão a mesma coisa nem deveriam tentar ser.

Os melhores cineastas se concentram no que é melhor para seu filme, ainda que isso signifique fazer alterações no material de fonte. Afinal de contas, o material é exatamente isto: uma fonte, uma inspiração, um ponto de partida; mas, uma vez que começa sua longa viagem para se transformar em filme, o livro deixa de ser livro.
Contos de
fadas, mitos e lendas
- Histórias que existem há centenas de anos, muitas delas transmitidas apenas de forma oral durante muito tempo e, por tudo isso, sofreram mudanças, ou se fundiram a outras histórias, adequando-se aos valores e costumes da sociedade de cada período.
A Bela e a Fera
História existente desde os tempos antigos e que ganhou versões diversas
Assista um trecho...
A originalidade...
A primeira produção de uma história original da Disney foi "A Dama e o Vagabundo" (1955).
Contamos histórias desde que passamos a ter conceitos - reais e imaginários - a relatar (SURRELL, p.22).
Histórias em volta da fogueira, sobre grandes lutas entre um guerreiro e um tigre dentes-de-sabre, ainda podem ser escutadas hoje, talvez em uma versão "mesa de bar", envolvendo a coragem de um sujeito mirrado que enfrenta um "Pit Boy", ou nas séries televisivas de aventura/documental que mostram homens nadando em meio a imensos tubarões brancos.
O drama humano permanece o mesmo e dentro deste, para a Walt Disney Feature Animation, o que mais interessa é a sua porção de fantasia, de emoção pura e de simplicidade, que se vê, por exemplo, nas fábulas, lendas e mitos.
Disney dizia que a animação começou quando os homens primitivos começaram a pintar suas narrativas heróicas e mágicas nas paredes das cavernas.
O que é o essencial para a maioria das pessoas
que vai ao cinema hoje?
"[...] uma narrativa consistente, com começo, meio e fim bem definidos.
De modo geral, o espectador
comum deseja ter a experiência de uma história
completa, bem-acabada,
com personagens, situações
e tema acessíveis,
e uma narrativa atraente, cheia
de conflitos, com as emoções e o drama que deles
emanam.
É isso que lhe proporciona uma válvula de
escape da vida cotidiana e o que ele deseja quando vai
ao cinema." (SURRELL, P.23)
De onde vem as idéias da Disney?
Surrel escreve que elas podem vir de qualquer lugar e que o truque está em manter "o canal aberto e fazer o inventário permanente de cada peça remessa". A seleção das idéias, sobretudo para a Disney, é algo de extrema importância, afinal eles tem uma visão acerca do produto deles...
"A equipe de desenvolvimento da Walt Disney Feature Animation admite que as boas idéias são um tanto ilusórias [fantasias], e está sempre aberta a todo tipo de histórias possíveis. Alguns dos melhores longas-metragens da Disney são adaptações de mitos, lendas e contos de fadas adorados, como Branca de Neve e os sete anões, Cinderela, A pequena Sereia ou A Bela e a Fera – histórias que já faziam parte de nossa cultura coletiva quando foram adaptadas para o cinema. A literatura clássica para crianças e adultos também inspirou uma série das mais rentáveis da Disney, entre elas: 101 dálmatas, Mogli, o menino lobo, As aventuras do ursinho Pooh, Oliver & sua turma e O corcunda de Notre Dame. A história provou ser solo fértil tanto para a animação como para a ação, rendendo histórias baseadas em personalidades como Mulan e O rei Arthur. Conforme se tornavam mais confiantes em suas proezas para contar histórias, Walt e seus sucessores aos poucos se voltaram para a criação de histórias originais, como A dama e o vagabundo, O rei Leão e Lilo & Stitch. Hoje, a Disney está lançando uma rede cada vez mais ampla, convidando autores de fora para apresentarem idéias, algo que jamais foi parte de seu processo de trabalho." (SURREL, pp. 24-25).
Triângulo semiótico de C.S. Peirce
Objeto
Signo
Interpretante
- Fábulas
- Mitos
- Contos de Fadas
- Filme de animação
- Série de animação
Significados atribuídos como resultados da mescla de superposições de signos existentes nas obras.
Essas histórias, segundo Surrell e a Disney, "[...] expressam sonhos de milhares de pessoas; representam, sem adulterá-la, a essência da experiência humana; e também têm em comum é que nenhuma está pronta para uma adaptação imediata e sem alterações para o cinema." (p.29).
WALT DISNEY NÃO TINHA MEDO DE "RECRIAR" ESSAS HISTÓRIAS ADEQUANDO-AS À LINGUAGEM DA ANIMAÇÃO.
“As versões literárias de antigos contos de fadas normalmente são fracas e contadas com rapidez” Walt Disney
- Seleção do conteúdo: eliminar personagens desnecessários dentro da perspectiva do novo produto
- Re-criação: Inventar subtramas que não existem no original
- Música: Desenvolvimento de peças musicais que não existiam e que se tornam parte importante da história
- A idéia: Escolher histórias simples, cativantes e com elementos do fantástico e da emoção
Alguns pressupostos da Disney:
- “Com os anos de experiência, aprendi o que poderia ser legitimamente acrescentado para aumentar a emoção e as delícias de um conto de fadas sem violar a moral e o significado originais da história.”

- "“Para cativar a variada e mundial audiência de todas as idades, a natureza e o tratamento do conto de fadas, a lenda e o mito devem ser elementares, simplesmente. O bem e o mal, antagonistas dos grandes dramas, devem ser caracterizados verdadeiramente. A idéia de moral comum a toda humanidade deve ser mantida. As vitórias não podem ser tão fáceis. A disputa para o teste de valores é e sempre será o ingrediente básico da história animada. “
Idéias de Walt Disney:
A forma mais semelhante à atualmente conhecida data de 1740 e ficou famosa na corte francesa . Sua autora é Mme. Gabrielle de Villeneuve
O primeiro esboço da versão Disney ficou muito sinistro, então acrescentaram a música, convidando a dupla Howard Ashman
e Alan Menken, que acabaram contribuindo com muito mais do que canções
Tramas simples em que o bem e o mal são muito bem marcados faz parte do segredo dos filmes animados da Disney
A Bela original era submissa e sujeita às vontades do pai e da fera. Na versão Disney ela se torna confiante e com voz bem mais ativa na trama
A produção original foi uma mudança importante para Walt Disney e revela um amadurecimento ganho com a s muitas adaptações de clássicos infantis.
"Tínhamos liberdade para desenvolver a história como bem entendêssemos, o que não acontece quando se trabalha com um clássico" WaLT dISNEY
(A)temporalidade
Uma das principais razões pelas quais os desenhos animados da Disney passaram tão bem no teste do tempo é que a evidente maioria deles é considerada atemporal, não marcada pela linha do tempo." (SURRELL, p.50)
1. Conteúdo que trate de assuntos universais e não localizados em um tempo específico, mesmo que os cenários e as roupas expressem épocas particulares

2. Texto que busque, do mesmo modo, uma linguagem atemporal, sem regionalismos ou termos específicos de um período da história.

3. A CRIAÇÃO DOS PERSONAGENS ANIMAIS NA DISNEY TAMBÉM CONTRIBUI NO EFEITO DE ATEMPORALIDADE, POIS ELES NÃO SÃO ANTROPOMORFISADOS, COMPORTANDO-SE DE FORMA MAIS NATURAL E PORTANTO MAIS PRÓXIMA DOS ANIMAIS REAIS.
“Quando é realmente convincente, a fantasia não pode ser datada pela simples razão de que ela representa um vôo para uma dimensão muito além do alcance do tempo. Seja qual for essa nova dimensão, nada a corrói, enfraquece ou a deixa ridícula como, digamos, o colarinho de celulóide ou as anquinhas. Além disso, ninguém envelhece.” Walt Disney.
OBSERVAÇÃO!!
Não confunda o "Interpretante", decodificação completa do signo, com "Intérprete", nesse caso, pais e filhos que vão ao cinema assistir às obras animadas.
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