Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Literatura Portuguesa- 10º ano

No description
by

beatriz Alves

on 29 November 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Literatura Portuguesa- 10º ano

Índice
O PIL é um projeto, que é trabalhado ao longo de todo o ano letivo e por isso procede a vários passos são eles:

1º passo- Cada aluno seleciona cinco obras, onde terá de as ler até ao final do ano letivo.

2ºpasso- Deverá proceder á análise de cada obra, para poder apresenta-la á turma.

3ºpasso- Fazer as fichas de leitura de cada obra e um guião de apresentação para cada período do ano letivo.

4ºpasso- No decorrer das aulas a docente apresenta atividades que também deverão constar no trabalho.

5ºpasso - Por fim juntar tudo no portefólio.

•Diversificar as experiências de leitura de modo a desenvolver a refleção crítica, a sensibilidade estética e a imaginação.
• Desenvolver a competência de leitura crítica a partir do contacto com vários modos, géneros e convenções textuais.
• Ampliar o conhecimento dos contextos de produção e de receção das obras e respetivas contingências, reconhecendo o texto literário como objeto que transcende as suas circunstâncias.
• Produzir textos literários de diferentes tipologias, escrevendo sobre o texto, integrando competência textual e expressão pessoal.
• Desenvolver a capacidade de utilizar e avaliar informações de modo crítico e autónomo.
• Avaliar ideias, comportamentos e situações de modo crítico e autónomo.

Introdução
O PIL (Projeto individual de leitura) é um projeto pedagógico que visa estreitar e aprofundar o relacionamento pessoal do aluno com os livros, criando situações de leitura diversificadas e motivadoras e dotando-o de voz e autonomia no contexto escolar.



Trabalho realizado por:
Beatriz Quintelas
Nº5 10º LH

Literatura Portuguesa- 10º ano
Projeto individual de leitura
- Pil

Escola secundária do Fundão - 2º e 3º ciclo
Ano letivo:
2014/2015

Introdução.....................................
Objetivos do PIL............................
Metodologia do Portefólio..........
Calendarização..............................
1º Ficha de leitura.......................
2º Ficha de leitura.......................
Guião de apresentação................


Objetivos do PIL
1º Ficha de leitura:
Referência bibliográfica:
O autor da obra “ Resposta a Matilde” é Fernando Namora e este livro foi publicado entre o ano de 1980 e 1981 pela editora: Bertrand.
Elementos paratextuais:

Capa –
a cor da capa é vermelha, podendo ter muitos significados, como a tragédia, o amor, a tristeza, traição, a morte, o desespero, a guerra, …
A tragédia e o amor na primeira história (Era um desconhecido), por causa do amor entre Manuela e Daniel, e a tragédia pela morte de Daniel. E ainda a traição, feita por Arnaldo e Manuela a Daniel.
A tristeza e de certa forma a morte, na segunda história (O parente da Austrália), porque o povo pensava que o primo de Galdério tinha morrido e era mentira e a tristeza, porque ele não morreu e não lhe deixou nenhuma herança.
Por fim, na terceira história (O guarda-chuva que não viajou), na quarta história (Dois ovos ao fim da tarde) e na quinta história (O avião de Caracas), está presente o desespero, vivido pelo narrador ter viajado sem um guarda-chuva e ainda comprou um de má qualidade. Na quarta história o sentimento sofrido pelo senhor da charcutaria, por não saber o destino dos ovos e a quinta história, é o desespero da rapariga camponesa italiana, por nunca mais chegar a Caracas. A última história (O rio) reflecte um pouco a guerra, visto que o Presidente queria fazer uma coisa, ao que toda a população estava contra.

Contracapa -
contracapa também é vermelha, representando as mesmas justificações.

Abas -
as abas são também vermelhas, mas com riscas verdes, podendo representar contraste ou para fazer equilíbrio, com a data em que foi escrito.


Informações sobre o autor:

Dados biográficos relevantes.

Fernando Gonçalves Namora nasceu em Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, a 15/04/1919 e falecido a 31 de Janeiro de 1989 com 70 anos. Os pais eram descendentes de camponeses do concelho de Ansião, no distrito de Leiria. Depois de concluída a instrução primária, iniciou os estudos secundários no Colégio Camões, em Coimbra, tendo em seguida transitado para o Liceu Camões, em Lisboa, onde foi colega de Jorge de Sena. Fernando Namora era licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra.
De novo em Coimbra, no Liceu José Falcão, dirige o jornal académico Alvorada e escreve a sua primeira obra, uma colectânea de novelas, “Almas sem Rumo” (1935), nunca publicada. Em 1937 chega a anunciar a publicação da novela “Pecado Venial”, o que também nunca veio a acontecer. Em 1938, um romance com o nome de “As Sete Partidas do Mundo” foi galardoado com o prémio Almeida Garret. Também recebeu o prémio José Lins do Rego, pelo seu romance “Domingo à tarde” e o prémio Ricardo Malheiros.





























Principais obras.

“As Sete Partidas do Mundo”– romance (1938).
“Casa da Malta”– novela (1945).
“Retalhos da Vida de um Médico”, 1ª série – narrativas (1949).
“Deuses e Demónios da Medicina” – biografias romanceadas (1952).
“Cidade Solitária” – narrativa (1959).
“As Frias Madrugadas” – poesia (1959).
“Retalhos da Vida de um Médico”, 2ª série – narrativas (1963).
“Diálogo em Setembro” – crónica romanceada (1966).
“Estamos no Vento” – narrativa literário-sociológica (1974).
“Encontros” – entrevistas (1979).
“Resposta a Matilde” – divertimento (1980).






“Tinha Chovido na Véspera” - O último que escreveu”.

















Curiosidades:
Uma curiosidade deste autor é que Fernando
Namora também adorava poesia e
ainda chegou a publicar vários
livros de poemas,
Escritos por ele,
nomeadamente “ A mais bela noite do Mundo”,
“O cais”, “as aves”, etc…



















Obra lida:
- É um texto literário do modo narrativo, mas é considerado um romance e ao qual se dá o nome de divertimento.








Era um desconhecido:

Arnaldo Dias Costa era um típico explicador de Matemática, com o hábito de passar o intervalo de
quarenta e cinco minutos
entre as explicações num café.
Um dia apareceu um casal, que não eram “ clientes habituais”, e meteram logo conserva com o explicador,
apresentando-se
como Manuela e Daniel e convidaram-no para ir lá a casa tomar alguma bebida.
E assim foi, no meio da conversa, Daniel diz a Arnaldo, se ele não quer ser amante de Manuela,
visto que ele já a traiu muitas vezes e agora é a sua vez de o fazer, ao que Arnaldo, disse que sim,
visto que Manuela era uma pessoa muito bonita e sedutora.
Uns dias depois Arnaldo encontra-se no quarto que ele alugou com Manuela, até que batem á porta,
Arnaldo abre e era a senhora que lhe tinha arrendado o quarto dizendo que vinha lá a polícia, pois
tinham matado uma pessoa á entrada.
Rapidamente ele vai ver quem é, e fica muito espantando quando vê que era o Daniel.












O parente da Austrália:

O médico, que nesse dia voltara de umas férias de quatro semanas, quando no seu consultório, chamou pelo primeiro doente e
surpreendeu-se ao ver Galdério, já que ele era o vadio da região. Galdério doía-lhe as cruzes,
devido a andar com poucos agasalhos vestidos.

No fim da tarde, estava o doutor no consultório quando lhe apareceu o Presidente da Junta, Dionísio, para lhe
pedir auxílio na análise de uns documentos, ainda nesse dia, de forma, a que se encontrasse uma casa ,
que pudesse servir de habitação a Galdério. Depois o médico dirigiu-se ao tenente Varela e
á Dona Agustina, para perguntar o que se passava com o Galdério, ao que a Dona Agustina disse
que enquanto o senhor doutor tinha estado fora, tinha chegado um oficial á aldeia de um suposto
primo dele, que tinha morrido e lhe tinha deixado a sua grande fortuna.

Uns dias depois andava toda a aldeia curiosa de quanto dinheiro o Galdério tinha ganhado com a
fortuna do primo, até chamaram um regedor para declamar o conteúdo, até que o que vinha na carta,
era que o tal primo do Galdério estava vivo, e bem vivo, e que estava era cheio de dívidas e queria saber
se alguém queria pagar o seu repatriamento.












O guarda-chuva que não viajou:

São Paulo era um lugar muito chuvoso, e como o narrador lá ia passar
umas férias na companhia da família, decidiu ir a uma loja especialista
no fabrico de guarda-chuvas na baixa lisboeta. Ele tinha em mente comprar
um guarda-chuva dos pequenos para lhe poder caber na mala, e quando fez tal
pedido à senhora que o atendia, ela pediu-lhe para descer à cave, onde tinha mais variedade. Ao abrir um primeiro guarda-chuva este não abriu e a empregada ficou muito atrapalhada, e chamou o patrão, que posteriormente, também não conseguiu, e foi então, que chamaram um técnico.
A chegada do técnico não trouxe nada de novo, levando a que o narrador escolhesse um modelo de guarda-chuva antigo, para não abandonar a loja sem nada, mas quando chega a casa, a sua mulher começa a discutir com ele, porque os senhores da loja, tinha-o enganado e disse-lhe que o fosse trocar no dia seguinte.

Na viagem até à loja, começou a chover torrencialmente e, o narrador, de forma a não estragar o guarda-chuva ainda mais, não o abre, chegando à loja completamente ensopado.
Mas, tal não foi o seu espanto quando a mesma lojista do dia anterior, lhe disse que se o cabo esteva esfolado, tinha sido por algo posterior à compre, porque, segundo ela, a loja só vendia artigos de qualidade, sem defeito.









Dois ovos ao fim da tarde:

Um homem, trabalhador numa fábrica, mas estava de baixa devido a uma doença arranjou um novo ofício temporário, para qual precisava de ovos e perguntou à esposa, onde os poderia comprar.
No dia seguinte repetiu-se a cena, e o lojista tentou-lhe vender algo mais, mas ele recusou e passou-se uma semana assim.
Numa manhã, fez-se acompanhar pelo filho e pela mulher para lhes mostrar a esquisitice do cliente e este, como sempre, pediu dois ovos.
No dia seguinte, o lojista encheu-se de coragem e questionou-o sobre o destino dos ovos que comprava e o homem respondeu-lhe que os usava para pintar e disse-lhe para quando fechasse a charcutaria ir ver a sua grande obra de arte, que ele pintava ao fundo da alameda. O lojista, ainda não totalmente convencido lá foi e qual não foi o seu espanto ao ver que o seu cliente falara verdade, estava a pintar na parede do café, que futuramente abriria, com gema de ovo misturada com tintas.












O avião de Caracas:

O narrador estava á espera do autocarro que o levaria ao avião de destino a Caracas, mas o autocarro estava um pouco atrasado. Passado uns minutos, vem o autocarro.
Com a chegada da noite , uma das passageiras perguntou repetidamente ao motorista se aquele era mesmo o autocarro que os levaria ao aeroporto, se não estaria atrasado, se não houve mudança de horários, o que aborreceu o motorista e o fez ignorá-la depois de repetir para ela ser paciente porque não havia nenhum problema nem alteração.
Chegaram, finalmente, ao aeroporto e embarcaram, no avião e como o autocarro chegara em cima da hora, ele ficou num lugar da frente e ao seu lado estava uma rapariga de Eboli, que era uma camponesa italiana e não quis jantar, visto que não gostava da comida.
Quando fizeram a primeira escala – Lisboa, toda a gente saiu do avião para esticar as pernas, ela não sabia se os deveria acompanhar e perguntou, surpreendida, se já estavam em Caracas. O narrador explicou então que ainda tinham muita viagem pela frente.








O rio:
Esta última história fala um pouco sobre uma festa religiosa, em honra de uma santa e onde os mordomos dessa mesma festa estão a desempenhar o seu último ano.
E nesse mesmo ano, é eleito outro Presidente na aldeia e ele começa a elaborar e a magicar novos projectos para despenhar e desenvolver, na aldeia. Onde um deles é construir uma ponte para ligar a aldeia, mas ao que todos os cidadãos ficam contra, pois não existe nenhum rio para fazer isso, mas o Presidente confiante na sua decisão, vai para a frente com o projecto.


Posição crítica do leitor

Na minha experiência literária, embora não seja muita, nunca tinha lido um livro de divertimento, no entanto não me arrependo nem um pouco da leitura desta obra. Fernando Namora é um excelente escritor, pelo que, num futuro próximo, gostaria de ler mais obras dele; escreve sobre coisas que vemos no nosso dia-a-dia sem as tornar forçosas e aborrecidas, conferindo-lhes um diferente brilho.
Porque quando estava a ler este livro, ficava como que “pressa” neste mundo da leitura daquelas narrativas e me abstraia do resto do Mundo onde vivo.
E ao contrario dos outros livros, que já tinha lido, ao longo da minha vida escolar, em que ficava quase um mês ou mais para o ler e às vezes até ficava as férias todas perplexa e fixada na história, este livro foi completamente diferente, porque tinha uma letra acessível e grande, o que proporcionava uma boa leitura, mas mais do que isto tudo, as histórias não eram aborrecidas e monótonas, pois tinham sempre uma parte de suspanse, que nos permitia ficar curiosas, até ao próximo momento, onde não houvesse barulho e estivesse tudo sossegado, para podermos continuar a leitura da mesma história.

Outro ponto muito curioso desta obra é quando o autor conseguia captar a nossa total atenção, a história termina, deixando-nos a pensar ‘’Mas e agora, o que é que lhe vai acontecer?! ’’.
E onde notei mais isso, foi na primeira história (Era um desconhecido), onde ela acabou em o Arnaldo, vir cá a baixo á entrada e vê que Daniel estava morto e como referi anteriormente, é uma situação um pouco embaraçosa, porque estamos quase uma semana, a ler a história, para sabermos mais depressa qual é o final e depois acaba, assim, um pouco como que inacabada ou sem sentido. Onde o leitor, pode tirar as suas conclusões, na minha opinião, poderá ter sido o Daniel, a matar-se a si próprio, pois ele já tinha traiu mais do que uma vez a sua própria mulher e quando a viu com outro, pode não ter aguentado os ciúmes e então acabou com a sua própria vida, porque ele não a podia julgar, visto que ele já tinha feito o mesmo. Por outro lado pode ter sido, um dos clientes habituais do café, onde Arnaldo ia, visto que Arnaldo conta o que cada um fazia, antes ou depois de passar no café Estrela; e um deles, pode ter se apercebido do caso amoroso, e ter executado o crime, por outra razão oponente. No fim também não ficamos a saber se Arnaldo e Manuela ficaram juntos para sempre.



































Na segunda história (O parente da Austrália), achei muita piada, porque se nos repararmos isso às vezes acontece nos nossos dias de hoje, ao que nos designamos os males entendidos, visto que umas pessoas, ouve aqui, conta ali e depois o que ouviu e disse é completamente diferente da realidade. Como podemos verificar, nesta história, porque tudo andava, em “pulgas”, para saber quanto é que era a quantia de dinheiro que Galdério iria receber, visto que ele era considerado o maior vadio da aldeia e agora receber um montão de dinheiro só para ele, as pessoas sentiam-se invejosas e no fim o primo de galdério estava vivo, e tinha muitas dívidas e ele queria saber se alguém se queria responsabilizar por elas.

Depois temos a história “ o guarda-chuva que não viajou”, em que eu achei que a história de certa forma, exprimia um valor satírico, visto que mesmo em pleno século XXI, ainda nós mulheres somos inferiores aos homens, e nesta história verifica-se isso mesmo, visto que o narrador foi enganado pela empregada da loja, ouviu um sermão da mulher e ainda ficou com um guarda-chuva estragado e sem o dinheiro, e por essa razão é que eu afirmo, que tem um valor satírico, porque normalmente as mulheres é que se deixam enganar, porque só damos atenção a coisas mínimas e os homens é que vêem sempre para lá do que esta á vista.

Esta próxima história (Dois ovos ao fim da tarde) é muito interessante, visto que era um homem que como estava de “baixa” devido a uma doença e como não conseguia passar os dias todos, enfiado em casa, sem fazer nada, decidiu dar outro rumo á sua vida e para ocupar o seu tempo, chegou á conclusão em abrir um café visto que seria uma vida menos agitada, da que tinha antes.
Muitas pessoas, não se reformam visto, que como sempre foram muito mexidas e á muito tempo que estão habituadas, aquela vida, quando se reformam acha imensa diferença, mas também á aquelas que se habituam depressa e até gostam de ter só a sua vida doméstica e pouco mais. E por isso eu admiro muito este tipo de gente, pois conseguem sempre dar a volta e desenrascar-se em qualquer momento da vida.





































Metodologia do portefólio
Um portefólio é um documento/trabalho (neste caso) que deve incluir " uma coleção significativa dos trabalhos do seu autor que ilustram os seus esforços, os seus progressos e as suas realizações". Visto que é um trabalho individual, a sua composição obedecerá a um gosto e a critérios pessoais, ainda que respeitando uma estrutura base, igual a todos os outros envolvidos.

A principal vantagem do portefólio é permitir ao aluno "aprender a aprender", solicitando continuamente atitudes de autoavaliação que são determinadas na sua aprendizagem.

Calendarização:
1º Período-19 de Novembro de 2014.
2ºPeríodo-
3ºPeríodo-
Conteúdos do Portefólio:
Fichas de leitura: Dar a conhecer a obra; Elementos paratextuais; Informações sobre o autor;Sinopse da obra e posição crítica do leitor.
Guião de apresentação: Objetivos da apresentação; Dar a conhecer a obra; Elementos paratextuais; Informações sobre o autor; Sinopse da obra e posição crítica do autor.
Atividades.....: Análise intertextual entre o conto "A festa " e as cantigas de romaria; Espressar outro sentimento a apartir da estrutura da primeira cobla da cantiga de Pero da Fonte; Relacionar uma imagem com a poesia trovadoresca...





A penúltima história (O avião de Caracas), não é uma história muito favorável e interessante, visto que era uma rapariga que estava ansiosa de chegar á sua Terra, e a sua casa e parecia para ela, que o tempo não passava e estava sempre parado. Por vezes também nos acontece isso, em que só nos apetece ir para casa, descansar e desfrutar do ambiente que se estabelece nas nossas próprias casas e um segundo parece uma hora.

A última história (O rio), pode-se considerar uma história descritiva e persistente, visto que começa com uma descrição muito alargada da aldeia em questão e depois temos o presidente dessa aldeia em que ele quer que se construa uma ponte para ligar a aldeia, que por sua vez, debaixo da ponte tem de correr água, ou seja tem de existir um rio. No decorrer da história deparamo-nos com um ambiente desconfortável, visto que toda a gente discorda com o presidente, mas como ele é individualista, só pensa na sua opinião e só dá ouvidos a si próprio, segue com a sua ideia e mais uma vez deixa-nos suspenso na história, sem nenhum fim, conclusivo.

Para concluir no fundo, ganhei muito com a leitura desta obra, principalmente alarguei os meus conhecimentos da língua Portuguesa e descobri que nem todas as histórias, tem um final feliz ou infeliz, pode não o possuir.



































2ºFicha de leitura
Referencia bibliográfica
O autor da obra " O cais das merendas" é Lídia Jorge e foi publicado no ano de 1982 pela Editora:Dom Quixote
Elementos paratextuais:
Informações sobre o autor:

Dados biográficos relevantes.

Lídia Jorge nasceu no Algarve, em 1946.
Foi distinguida com o prémio Literário do Município de Lisboa, por duas vezes, com o Prémio Bordallo de Literatura da Casa da Imprensa, também por duas vezes, com o Prémio Dom Dinis da Fundação da Casa de Mateus, com o Prémio de Ficção do PEN Clube e com o Prémio Jean Monet de Literatura Europeia.










Principais obras.

Romances:
• O Dia dos Prodígios – 1980.
• O Cais das Merendas – 1982.






A Noite das Mulheres Cantoras – 2011.
• Os Memoráveis – 2014.

Contos:
• Marido e outros Contos – 1997.
• O Belo Adormecido – 2004.

Literatura Infantil:
• O Grande Voo do Pardal, ilustrado por Inês de Oliveira - (2007).
• Romance do Grande Gatão, ilustrado por Danuta Wojciechowska - (2010).

Ensaio:
• Contrato Sentimental – 2009.

Teatro:
• A Maçon – 1997.































Curiosidades:

Lídia Jorge já ganhou mais de dez (10), prémios literários e também vários prémios de várias associações a que ela pertence e que faz parte delas ao longo destes anos.




















Guião de apresentação
Nome:
Beatriz Inês Alves Quintelas.
Nº:
5.
Turma / Ano:
LH/ 10º ano.

Data da Apresentação:
19 de Novembro.
Sala:
30.
Hora:
Entre as 10:05 às 11:35.


Introdução:

O livro que eu vou apresentar é intitulado por “ A resposta a Matilde” de Fernando Namora e foi publicado entre o ano de 1980 e 1981 pela editora Bertrand.
Com este trabalho pretendo motivar os colegas para a leitura deste livro, partilhar experiências de leitura, dar a conhecer aos meus colegas o autor, interpretar os elementos paratextuais, referir a sinopse da obra e manifestar a minha opinião pessoal sobre o mesmo.





















Desenvolvimento:

Informações sobre o autor:

Dados biográficos relevantes.
Fernando Gonçalves Namora nasceu em Condeixa-a-Nova, no distrito de Coimbra, a 15/04/1919 e falecido a 31 de Janeiro de 1989 com 70 anos. Os pais eram descendentes de camponeses do concelho de Ansião, no distrito de Leiria. Depois de concluída a instrução primária, iniciou os estudos secundários no Colégio Camões, em Coimbra, tendo em seguida transitado para o Liceu Camões, em Lisboa, onde foi colega de Jorge de Sena.

Fernando Namora era licenciado em Medicina pela Universidade de Coimbra.

























Sinopse/resumo da obra e posição crítica:

Era um desconhecido:

Era um desconhecido é o nosso primeiro conto, em que Arnaldo Dias Costa era um típico explicador de Matemática, com o hábito de passar o intervalo de quarenta e cinco minutos entre as explicações num café.
Um dia apareceu um casal, que não eram “ clientes habituais”, e meteram logo conserva com o explicador, apresentando-se como Manuela e Daniel e convidaram-no para ir lá a casa tomar alguma bebida.
E assim foi, no meio da conversa, Daniel diz a Arnaldo, se ele não quer ser amante de Manuela, visto que ele já a traiu muitas vezes e agora é a sua vez de o fazer, ao que Arnaldo, disse que sim, visto que Manuela era uma pessoa muito bonita e sedutora.

Posição crítica:

Um ponto muito curioso deste conto é que quando o autor conseguia captar a nossa total atenção, a história termina, deixando-nos a pensar ‘’Mas e agora, o que é que lhe vai acontecer?! ’’. Deixando-nos em pleno suspende.


O parente da Austrália:

O parente da Austrália conta que um médico voltara de férias e quando chega ao seu consultório, chamou pelo primeiro doente e surpreendeu-se ao ver Galdério, já que ele era o vadio da região. Galdério doía-lhe as cruzes, devido a andar com poucos agasalhos vestidos. Mas o senhor doutor reparou que toda a gente andava muito preocupada com Galdério, o que não era normal; informou-se e descobriu que na sua ausência tinha chedago um comunicado á aldeia dizendo que um primo de galdério morreu e lhe tinha deixado uma grande fortuna


Posição crítica:

Particularmente achei muita piada a este conto visto que é o que acontece na nossa actualidade, que é os chamados “ditos e mexericos”, porque quem vive numa aldeia e sabe, toda a gente se preocupa e maior parte mete-se sempre na vida de todos e quer saber tudo.























O guarda-chuva que não viajou.

O narrador deste conto ia passar umas férias e decidiu ir a uma loja para comprar guarda-chuva. Pediu ajuda á lojista e esta ajudou-o, mas a mesma deu-lhe um guarda-chuva já um pouco antigo e velho. E quando chegou a casa ainda ouviu um sermão da mulher.

Posição crítica:

Eu achei que a história de certa forma, exprimia um valor satírico, visto que mesmo em pleno século XXI, ainda nós mulheres somos inferiores aos homens, e nesta história verifica-se isso mesmo, visto que o narrador foi enganado pela empregada da loja, ouviu um sermão da mulher.



Dois ovos ao fim da tarde:

Um homem, trabalhador numa fábrica, mas estava de baixa devido a uma doença e decideu ocupar esse mesmo tempo com coisas utéis, foi então que se lembrou de abriu um café no fundo da alemeda, ele queria uma coisa diferente, original, foi então que se lembrou de pintar as paredes do café com tintas misturadas com ovos.


Posição crítica:

Este conto (Dois ovos ao fim da tarde) é muito interessante, visto que era um homem que não conseguia passar os dias todos, enfiado em casa, sem fazer nada, decidiu dar outro rumo à sua vida e para ocupar o seu tempo. E por isso eu admiro muito este tipo de gente, pois conseguem sempre dar a volta e desenrascar-se em qualquer momento da vida.

























O avião de Caracas:

O narrador do conto fala sobre uma rapariga camponesa italiana de Eboli que estava muito ansiosa de chegar a casa e parecia que ela não conseguia avançar no tempo, parecia que estava parado e ela não podia fazer nada contra isso.


Posição crítica:

A penúltima história (O avião de Caracas), não é uma história muito favorável e interessante, visto que era uma rapariga que estava ansiosa de chegar à sua Terra. Por vezes também nos acontece isso, porque parece que o tempo até para, e um segundo parece uma hora.

O rio:

Este último conto fala um pouco sobre uma festa religiosa, em honra de uma santa e onde os mordomos dessa mesma festa estão a desempenhar o seu último ano.
E nesse mesmo ano, é eleito outro Presidente na aldeia e ele começa a elaborar e a magicar novos projectos para despenhar e desenvolver, na aldeia. Onde um deles é construir uma ponte para ligar a aldeia, mas ao que todos os cidadãos estavam contra.


Posição crítica:

O último conto (O rio), pode-se considerar uma história descritiva e persistente visto que começa com uma descrição muito alargada da aldeia em questão e depois temos o presidente dessa aldeia em que ele quer que se construa uma ponte para ligar a aldeia, e tem toda a gente contra ele.































Elementos paratextuais:

Capa –
a cor da capa é vermelha, podendo ter muitos significados, como a tragédia, o amor, a tristeza, traição, a morte, o desespero, a guerra, …
A tragédia e o amor na primeira história (Era um desconhecido), por causa do amor entre Manuela e Daniel, e a tragédia pela morte de Daniel. E ainda a traição, feita por Arnaldo e Manuela a Daniel.
A tristeza e de certa forma a morte, na segunda história (O parente da Austrália), porque o povo pensava que o primo de Galdério tinha morrido e era mentira e a tristeza, porque ele não morreu e não lhe deixou nenhuma herança.
Por fim na terceira história (O guarda-chuva que não viajou), na quarta história (Dois ovos ao fim da tarde) e na quinta história (O avião de Caracas), está presente o desespero, vivido pelo narrador ter viajado sem um guarda-chuva e ainda comprou um de má qualidade. Na quarta história o sentimento sofrido pelo senhor da charcutaria, por não saber o destino dos ovos e a quinta história, é o desespero da rapariga camponesa italiana, por nunca mais chegar a Caracas. A última história (O rio) reflecte um pouco a guerra, visto que o Presidente queria fazer uma coisa, ao que toda a população estava contra.

Contracapa -
contracapa também é vermelha, representando as mesmas justificações.

Abas -
as abas são também vermelhas, mas com riscas verdes, podendo representar contraste ou para fazer equilíbrio, com a data em que foi escrito.





















Passagem favorita:

“Aqui chegados, deixo-me conduzir pelas minhas conjecturas. Vejo os nossos heróis como que avançando numa estrada, o vulto cresce-lhes, é a história a encontrar o seu próprio fio – que pensas disso, Arnaldo? Nas noites mal dormidas, em quem magicavas? Na misteriosa mulher (o meu único trunfo de narrador estará num clima de mistério) de cabeleira incendiada por um halo que lhe vinha de dentro. No misterioso casal. Que gente era aquela? Porque iram todas as tardes ao café – àquele café?
Em suma: Manuela alvoraçara os dias e as noites do nosso pacato explicador de matemáticas. Trazia-o de faro ao vento. E mais do que uma pessoa, no café do senhor Marcolino, já dera por isso. A dona Doroteia sondava de lado, com aqueles olhos globosos de sapo, e, no modo como se punha a sacudir irritadamente o cigarro mentolado, queria decerto prevenir que, a ela, ninguém faria ninho atrás da orelha. A dona Micas, essa, bastava-se com breves assombros de flato.”

(1º história; “Era um desconhecido”).
















Conclusão:


No geral as histórias não eram aborrecidas e monótonas, pois tinham sempre uma parte de suspanse, que nos permitia ficar curiosas.

Para concluir no fundo ganhei muito com a leitura desta obra, principalmente alarguei os meus conhecimentos da língua Portuguesa e descobri que nem todas as histórias, tem um final feliz. Podendo ser infeliz ou nem sequer o possuir.











Full transcript